Contato zero te protege, mas é a OBEDIÊNCIA ZERO que te faz prosperar

Não adianta cortar contato com pais controladores. Para viver em abundância é fundamental parar de obedecê-los.

“Mas Mari, eu ajo completamente diferente do que eles gostariam que eu agisse.”

Mas e como você se sente?

Mas e o que eles veem de você?

Por que você se boicota?

Quando uma filha de pai ou mãe controlador se afasta, contraria as ideias dos pais, vive diferente das vontades deles, eles não desejam que ela se realize.

E isso não é por mal, é apenas por inconsciência, porque a filha é pra eles um espelho que deve refletir somente o que eles querem ver, ou seja: tudo o que fortaleça suas fantasias de superioridade.

Desobedecendo-os, ela não pode se dar bem porque isso significaria que eles estariam abaixo e contrariaria a crença de que são os donos da razão.

“Mas Mari, isso é ser ruim, querer ver a filha deles mal!”

Não chega a ser ruindade, é mais uma falta de empatia. Como, pra eles, a filha é apenas uma extensão deles, o problema está em ela querer ser separada deles, bastando que retorne a ouvi-los para parar de sofrer.

Afinal, “quem mandou ser rebelde?”

Esses pais rechaçam qualquer ameaça à sua ilusão de controle, porque o MEDO deles, de aceitar a realidade é muito grande.

O problema, no entanto, não são eles, é VOCÊ… sempre:

Percebendo que seus pais não desejam que você se dê bem por tê-los contrariado, você, filha de pai, mãe, ou ambos controladores trata de OBEDECÊ-LOS, sabotando a si mesma.

Mesmo cortando contato, mesmo sumindo do mapa, mesmo buscando agir conforme suas próprias vontades, a filha de pais controladores que não se desapegou do desejo de ser amada por eles, vai tratar de se dar mal para não romper a bolha da fantasia dos pais e continuar sendo alguém no mundo deles. Não mais a filha obediente, mas a ovelha negra, pra continuar sendo a filha deles e recebendo seu afeto, nem que seja somente através de críticas.

A crença-base por trás dessa personagem que vive se dando mal e sabotando a própria realização, – muitas vezes, sem nem perceber – é o seguinte absurdo:

SE EU FOR FELIZ, NINGUÉM IRÁ ME AMAR

Ou pode ser ainda pior: se eu for feliz, quem eu amo será infeliz. O que é potencialmente sabotador para uma pessoa empática.

“E como eu faço pra desistir desse afeto e poder viver a minha vida do meu jeito e com abundância?”

Primeiro observando a existência desse desejo e observando as consequências que ele acarreta na sua vida.

É ele que faz você se sabotar para dar razão aos seus pais e se sentir próxima deles (mesmo que já nem estejam mais nesse plano).

Primeiro, constatando a sua responsabilidade pela sua própria infelicidade.

E, em segundo lugar, aproveitando a oportunidade de apreender essa personagem que precisa morrer para que você possa nascer pra sua vida de verdade, mapeando e desativando todos os seus padrões disfuncionais e liberando caminho para a sua própria abundância.

Quando? Na próxima semana.

Onde? Comigo no Meet.

Agende rapidinho sua 1ª sessão na imagem abaixo pois há poucas vagas.

O Padrão do Entrelaçamento | Emaranhamento | Self Dependente

Quando você se torna um apêndice do outro

Uma boa narrativa para exemplificar esse padrão é a da Rapunzel.

Rapunzel não era dona do seu desejo, ela era até confusa quanto ao que desejava, de tanto que crescera como uma extensão de sua raptora.

Porque é isso que a parte dominante – seja mãe, madrasta, pai ou qualquer outra que detenha o poder da relação – é para o abduzido: um raptor.

Aquele que detém o poder sobre a vítima no padrão de entrelaçamento executa o pior rapto que se pode executar: o rapto do si mesmo, a despersonalização.

Obrigada a ser “a parte que falta” daquele que lhe trata como peça, a vítima é reduzida a um zumbi, alguém sem noção de si mesmo, do que gosta, do que quer e até mesmo do que sente e necessita.

Mães ou pais narcisistas são experts em tornar um ou mais filhos apenas extensões de si mesmos, em sua estrutura de personalidade fragmentada.

O tipo “engolfador” é o que mais fomenta esse padrão disfuncional nos filhos.

Esse padrão opera em diferentes níveis e graus na vida do indivíduo.

Aparece no filho subdesenvolvido, que não encontrou autonomia no trabalho, nas relações, nas finanças e até no físico, porque “não é autorizado a isso”, a ser um indivíduo.

Mas aparece também naquele que aparenta ser autônomo, mas que está sempre à disposição dos pais, que – no íntimo – espera que os validem, que se sente obrigado a cuidar deles mesmo sem disposição pra isso e muitos outros casos.

A pessoa com esse padrão se sente “drenada” mas nem sempre toma consciência de que são as pessoas que mais lhe deveriam apoiar que lhe sugam.

Podem apresentar uma forte tendência à negação, que atua como defesa para não admitirem que foram roubados da própria vida por quem lhes as deu.

Quem pensou que o filme “Enrolados” (Tangled) tinha esse nome só por causa do romance entre a Rapunzel e o ladrão, estava enganada.
É um dos filmes da Disney muito contributivos ao tema do emaranhamento entre mães e filhas, principalmente.
A cena em que Clif corta o cabelo da Rapunzel revela muito bem quais devem ser as bases de uma relação saudável: sem sugar a energia de ninguém, com respeito mútuo, desinteresse e preservação da alma do indivíduo.
Esse padrão pode ocorrer a vida toda e, se as mulheres-mães não se libertam dele a partir dos primeiros anos da maternidade, facilmente o levam até a terceira idade.
Mas sempre é hora de sair da torre, do isolamento, do encantamento e viver a partir do próprio caminhar.

Como desativar esse padrão?

Primeiramente, atestando a própria falta de vitalidade e perspectiva e a dependência mental-emocional de outra pessoa que se apropriou do seu poder.

Segundo, vivendo o luto do pai, mãe ou cuidador idealizado.

Terceiro, ressignificando sua história e reajustando suas relações, para que você possua as condições necessárias para ser você e crescer.

Para sair dessa prisão e encontrar alegria e sentido na própria vida, clique em AMADA.