Você cria expectativas porque acredita que quando receber o que te falta, irá encontrar paz e felicidade. Mas o que essa crença faz com você?
Você começa a usar as pessoas para atingir seus objetivos. Você se agarra a elas e se torna controladora.
Sim… mas por que isso acontece?
Porque você está dependente delas. Pessoas matam em nome do amor, mas poucas vivem em amor. Isso é porque elas veem umas às outras como posses não como almas livres. Veem o outro como o remédio para a própria dor.
Quer dizer, então, que o que a gente chama de amor é só dependência egoica?
Isso mesmo. Qualquer forma de dependência externa vem do medo – que ecoa de uma ferida antiga de desconexão – e sempre termina em desilusão.
Mas e se eu encontrar alguém que combine com a minha alma e nós ficarmos juntos?
A única coisa certa na vida é a impermanência. Se você se apegar ao outro, tentar controlar a vida, ou buscar as condições perfeitas toda a satisfação que você poderá sentir se transformará em angústia.
A morte chega para todos e, conduzida pelos seus apegos, à medida em que você envelhecer seu medo irá crescer. Todos diremos adeus uns aos outros. Se você perder sua vida fugindo de si mesma, seus anos finais serão infernais.
Então qual é a solução? Ficar sozinha?
Se você está ou não com alguém não importa, o que importa é se você está ou não consigo mesma. Caso você não esteja consigo mesma e esteja numa relação com alguém, ela vai refletir essa desconexão pra você. Tudo na vida são experiências para o seu despertar – apego, medo, perdas, tudo isso. A única saída é para dentro. Então, não se esquive da vida, abrace-a totalmente. Veja tudo como uma lição e todos como professores. Seja curiosa e atenta.
Mas como se relacionar com o outro sem sofrer?
Atenção plena! Observe todo o mapa dos seus apegos. Não tente forçar o desapego. Conheça o que há. Quando você se conhece mais você espera menos e ama mais. Quando você ama mais o sofrimento diminui e a presença cresce.
Eu já amei demais e não foi nada bom…
Você não amou demais. Você se apegou demais. O verdadeiro amor anda lado a lado com a liberdade. Desapegar-se é amar sem uma coleira. É a mais elevada forma de amar. É a diferença entre acolher um pássaro com as mãos e prendê-lo numa gaiola – a gaiola das expectativas.
Acho tão difícil amar sem ciúmes, expectativas, apegos…
Porque você ainda acredita que pode controlar. O desapego é a sua verdadeira natureza: amar sem muros, condições ou demandas – recordar, despertar para a fonte interior que nunca seca. O outro é um espelho, uma porta através da qual se vislumbra o infinito interior.
Como eu faço para me amar de verdade e ser amada?
Acolhendo a si mesma com totalidade e desfazendo as barreiras que te separam do seu próprio amor.
Como eu posso desfazer essas barreiras se nem sei quais são?
Identificando elas e as combatendo com a verdade. O Programa A.M.A.D.A. tem método e ferramentas para te ajudar a fazer isso de um jeito rápido, você só precisa ter coragem e atenção.
Como faço pra conhecer melhor?
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