“Dar a outra face” é escolher a ALEGRIA

Quando você era pequena, foi ensinada a ser boazinha até quando era hostilizada, a não ser nunca emburrada, a ceder pra quem era mais “difícil”, a pensar no outro antes de ter qualquer iniciativa autônoma, a ser auxiliadora, facilitadora, a se sobrecarregar pra aliviar o fardo dos demais, e até a se sacrificar pelo “bem de todos”… Em suma, você foi ensinada a “dar a outra face”.

Mas, será mesmo que dar a outra face é isso que ensinaram pra você?

Na Bíblia está escrito:

“Se alguém bater em você numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém tirar de você a capa, não o impeça de tirar a túnica.”

Cabe interpretação, não acha?

Quando a interpretação é radicalizada, saltamos da orientação a uma resposta consciente para uma resposta subserviente, e qual seria a intenção nada cristã por detrás dessa interpretação?

A dominação dos mais vulneráveis.

Pois enquanto a esses é exigida a face da submissão – como ocorreu com os escravos, ou com os “infiéis” e hoje ocorre com os trabalhadores e as mulheres – aos poderosos sempre foi permitida a lei da guerra.

Observando toda a doutrina cristã, vemos que muitas coisas que Jesus disse e os apóstolos registraram não eram regras rígidas que deveriam ser aplicadas a todos, mas orientações circunscritas a uma situação específica, para algumas pessoas específicas, como quando ele orientou um herdeiro a deixar todos os seus bens materiais e segui-lo. Ele não disse que todo mundo tinha que abrir mão de tudo o que tinha, disse pra esse rapaz, talvez, por perceber que ali estava um entrave para o seu crescimento.

Em outra ocasião, Jesus também não se portou como pacifista:

Não pensem que eu vim trazer paz ao mundo. Não vim trazer a paz, mas a espada. Eu vim para pôr os filhos contra os pais, as filhas contra as mães e as noras contra as sogras. E assim os piores inimigos de uma pessoa serão os seus próprios parentes. Quem ama o seu pai ou a sua mãe mais do que ama a mim não merece ser meu seguidor. Quem ama o seu filho ou a sua filha mais do que ama a mim não merece ser meu seguidor.”

Então, supondo que Jesus tenha mesmo orientado ao pacifismo numa dada ocasião como pregam a maioria das igrejas cristãs, não poderíamos afirmar que essa seria uma regra absoluta, pois ele mesmo agiu de forma oposta, como vimos.

E, igualmente, podemos nos desapegar dessa interpretação rasa e taxativa e aprofundá-la.

Bora contextualizar?

Por muitos séculos na história, o homem se sentia compelido a proteger sua honra contra quem o difamasse ou “manchasse seu caráter”. A parte ofendida desafiava o ofensor para um duelo. Armas eram escolhidas, e os dois inimigos se enfrentavam. Na maioria dos casos, ocorria um derramamento de sangue sem sentido.

O ensinamento de Jesus de dar a outra face pode ser entendido de forma menos radical, e, simplesmente, como uma orientação para renunciar à retaliação por ofensas pessoais, não se deixando afetar pelo que vem do outro, e muito mais direcionado aos seres mais agressivos (até hoje em dia):

os homens.

É esse o sentido mais coerente.

Não o de ser capacho de algozes como vem sendo traduzido.

Se dar a outra face fosse ser bonzinho com quem te agride, os abusadores sempre levariam vantagens sobre os mais pacíficos – que estariam sempre lesados – e não parariam de abusar porque não encontrariam limites.

E, de fato, no mundo patriarcal, violento com as mulheres e minorias, essa interpretação não se tornou uma regra para todos, mas apenas para os menos favorecidos.

De que forma colocarmos a nós mesmos ou a outros em perigo ou escassez, em favor da libertinagem de alguns, poderia ser bom para si e para os outros?

De forma nenhuma. Se nem Jesus transformou a todos com seu exemplo, não é você se sacrificando que irá transformar, porque isso é uma escolha de cada pessoa.

Dar a outra face é muito mais coerente a toda a doutrina de Jesus, quando significa:

  • responder a violência sem o uso da vingança, mas da justiça
  • não se apegar ao que você perdeu
  • deixar que levem aquilo que não é essencial pra você – inclusive a imagem que têm de você
  • sair dos jogos dramáticos que alimentam o ódio e ceifam a alegria e a vida

Em suma, o que pode ser dar a outra face quando alguém te afetar?

Responder de forma consciente, não reativa, não a resposta automática, violenta – consigo, inclusive.

Não é ser capacho, é ser inteligente, como um rio, como Buda disse: seguir seu curso sem se abalar com as pedras que lhe atiram e que não podem te ferir de verdade.

Em vez de dar a pior face pra si mesma e engolir seco o que não deveria engolir pra dar sua face falsa de sorriso amarelo para os outros, você poderia dar “a outra face”, a da assertividade, do confronto necessário, da luta digna, da resposta que não agrada mas que acolhe a vulnerabilidade, aquela que não se abala com as ofensas e as perdas que ocorrem na superfície da vida porque sabe que nada podem levar de si. Assim agia Jesus.

O que a CULPA te dá?

Já imaginou o que aconteceria se a lagarta se culpasse por toda a destruição que causou?

Será que ela teria ENERGIA para virar borboleta, voar tanto e encantar a tantos com seu voo e beleza e gerando tanta abundância pela polinização?

Quando você se culpa como você se sente: consciente, compassiva e animada pra agir diferente ou triste, pesada e desanimada para fazer qualquer coisa?

A culpa não traz nada de novo, nada de bom e nem quer trazer. Ela está aí, justamente, para atar você.

Você se culpa para não deixar ir o drama passado que satisfaz sua necessidade de sentir fortes emoções com segurança – como quando você assiste a um filme – além disso, a culpa aumenta a sua sensação de importância já que ativa a sua mente iludida de controlar algo além do presente e da sua vontade atual.

Quem culpa não absolve, que significa reconhecer a irreponsabilidade no passado e a desobrigação da culpa imposta.

Quem responsabiliza, solta o passado e reconhece a responsabilidade no presente por agir diferente com base no aprendizado passado.

A culpa é uma ilusão de controle, uma ilusão da apreensão do tempo, do espaço, dos acontecimentos. Um delírio danoso.

E é o caminho mais rápido para a neurose – estagnação da vida e sofrimento significativo e piora na saúde mental e emocional – porque leva a pensar nos passados impossíveis e a manter dramas que já se foram.

Culpa é diferente de arrependimento, daquela tomada de consciência que transforma a pessoa por dentro e a leva a agir de forma diferente e resolver o imbróglio.

Arrependimento responsabiliza, modifica e mobiliza, a culpa não, ela existe justamente pra não resolver a questão.

ganhos na culpa.

Quando você se culpa, ao mesmo tempo em que você se vitimiza, se sentindo fraca, trazendo à tona toda uma carga dramática por acreditar que nada pode fazer para reparar o passado doído…

você também se engrandece ao se iludir de que poderia mudar o passado e de que se se apegar nele, ele nunca irá passar… nem você.

Nem que seja somente interiormente, a culpa te dá um grande palco pra você performar tudo o que resiste a expressar na vida de forma amorosa e criativa.

Por fora a culpa parece ruim para quem a sente, despertando em alguns a complacência àquele ser que sofre pelo que poderia ter feito de melhor. Até dignifica e torna admirável o ser. Mas, na verdade, ela é uma cena, uma distração, algo muito confortável pra quem não deseja crescer.

Um jeito barato de se convencer que não há nada pra se fazer, e de que se é digno de piedade alheia por sofrer por algo irremediável como o passado… o que não é nada verdadeiro, custa o tempo de quem se engana e a oportunidade de fazer acontecer momentos de presença.

Quem se culpa o faz para não se responsabilizar, para não precisar fazer algo a respeito do que lhe incomoda, porque quem se responsabiliza toma consciência de si mesma e toma pra si o que pode fazer no agora para que o passado passe e não volte a ocorrer.

Quem se culpa o faz para não lidar com a realidade e nem verificar:

“o que eu posso fazer agora para viver uma nova história?”.

Cultivar a culpa é como cultivar um fungo ruim… para vê-lo crescer basta alimentá-lo de forma sorrateira, com restos do que foi alimento um dia e escondê-lo da luz e do arejamento… um jeito barato de criar algo que se engrandece e de se convencer a não limpar toda essa sujeira pelo tamanho que ela tomou pelo seu próprio investimento…

Como parar de repetir a história do quanto você foi “tonta”, “orgulhosa”, “egoísta”, do quanto “errou”?

A história sem solução a qual você se apegou justamente para se sentir vítima e não precisar fazer nada de novo.

Contudo, quem se culpa é o ego, não você.

Só quando o ego está no comando, você está desconectada, fora do presente, fora da realidade, fora de si.

Que tal tirá-lo do poder?

A culpa sempre tem a ver com o passado, nunca com o presente, porque no presente sempre há a oportunidade de viver diferente, com mais atenção à realidade.

“Eu podia ter visto antes”

“Eu tinha que ter aproveitado mais”

“Eu devia ter ido quando tive chance”

São só fantasias de um ego ferido que não quer se curar, apegado ao passado, e que se reafirma e compraz na ladainha repetitiva.

Para optar pela transformação que sua alma clama e ser abundante como você veio pra ser, conheça o Programa A.M.A.D.A.

Eu tenho um caminho pra você.

Pessoas felizes não se apaixonam…

não idolatram, não se iludem com fantasias, nem tampouco se deprimem, ou se tornam ansiosas.

Pessoas felizes são perigosas… porque não desejam nada além de serem quem são e, ao não precisarem de nada, não obedecem.

São felizes e fortes em si mesmas.

Pessoas felizes se entusiasmam, sim. Porque o entusiasmo vem de uma conexão real com o próprio ser. É o amor fluindo de si pra fora e recebendo tanto quando se dá.

E esse fenômeno, de ser feliz, de ser autêntico, de ser livre, de se animar perante a vida constantemente, só é possível através da CONSCIÊNCIA.

Pessoas conscientes estabelecem relações recíprocas, porque já expurgaram suas mágoas, reconheceram suas ilusões de falta e descobriram em si uma fonte plena, da qual jorra o que compartilham.

E quem diz que ser consciente é difícil é porque quer ser o pedágio da sua iluminação.

Consciência não é difícil. Não é se iluminar por inteiro, não é pagar todos os pecados que você acha que cometeu, não é obter todo o conhecimento do mundo. Essas ideias são todas narcísicas, baseadas em uma visão de mundo dividida.

Ser consciente não é praticar meditação, jejuar, praticar mortificações voluntárias, saber todas as escrituras, dominar todas as línguas.

Práticas sem presença são apenas meios de performar e seduzir.

Ser consciente é apenas Ser, no presente. Observar a própria mente se agitando sem se identificar, observar o mundo afora um caos mantendo a própria paz. Escolher com o que se conectar.

Ser consciente é se tornar um observador. É criar um espaçotempo entre o que acontece e como eu lido com isso, ou não. É não julgar, apenas testemunhar.

Isso é possível sempre?

Claro que não.

O presente nos escapa, o único tempo onde a felicidade está.

Identificamo-nos com isso e aquilo e puff, nos perdemos de nós mesmos. Identificamo-nos com as ilusões da mente… que se trata apenas de uma simulação com base no passado conhecido, e, assim, derrotamos nossas chances de viver.

Entretanto, ser consciente é mais possível por mais presentes se você desconstrói a sua mente e o personagem infeliz que você moldou para sobreviver até aqui.

Você não é a sua mente.

Você não é seu personagem.

Você é o observador e criador de si mesmo e, portanto, pode desconstruir tudo o que não te permite crescer e ser feliz.

Pessoas felizes são perigosas…

Elas não podem ser submetidas.

Descobriram tudo em si mesmas e, por isso, são abundantes.

Tá pronta pra ser um perigo?

Não existe excesso de EMPATIA, existe excesso de FERIDAS

crianças no genocídio em Gaza / 2025

Empatia não é sofrer pelo outro, muito menos sofrer pelo que o outro está passando e não fazer nada para ajudar a mudar sua situação de dor, nem mesmo fazer demais pelo outro, tomando pra si o que compete a ele.

TUDO ISSO É SÓ O SEU EGO FERIDO EM OPERAÇÃO.

Então, o que é empatia e o que é esse sofrimento que você sente ao perceber o sofrimento do outro?

três tipos de empatia:

  • A mais básica é a cognitiva, a capacidade de compreender o outro.
  • Num nível mais profundo há a emocional, capacidade de sentir pelo outro.
  • E, no terceiro nível, há a empatia compassiva, aquela que busca agir para aliviar a dor do outro.

Portanto, a empatia, por si só, não gera sofrimento, mas mais compreensão do outro e conexão com o outro.

SE, então, ao olhar para o outro você entender e sentir a dor dele e sofrer junto com ele, não é por excesso de empatia que o seu sofrimento ocorre, é porque sua identificação com o outro disparou um gatilho que te fez sentir as suas próprias feridas não curadas.

Quando você se importa de verdade a respeito de uma situação de dor, você FAZ ALGO para aliviá-la, sem tomar para si o que é responsabilidade do outro.

Flotilla a caminho de Gaza

Como, por exemplo, quando você cuida de uma pessoa doente enquanto ela ainda não pode cuidar de si mesma.

Se você sofre junto com o outro mas não faz nada para ajudar o outro, você está sofrendo apenas pela sua própria ferida que foi afetada pela sua identificação com o outro.

Você está sofrendo por algo que ocorreu no seu passado e do qual você ainda não se conscientizou.]

Se, por outro lado, você sofre junto com o outro mas faz demais para livrá-lo de seu sofrimento, invadindo sua autonomia, quem está no comando é o seu ego ferido, é o seu Complexo de Salvadora (que deseja gratidão ou reconhecimento por essa “caridade” em excesso).

Como o pai ou responsável que não permitiu que o filho adquirisse autorresponsabilidade suficiente porque o controlou demasiadamente afim de se realizar através do filho.

Empatia demais não existe, assim como amar demais não existe.

Só “ama demais” quem está ferido demais. Só se doa demais para o outro quem tem interesse em controlar o outro.

Quem sofre ao se doar para o outro é porque está esperando algo do outro. Não é um comportamento desinteressado. Não é amor.

Mas eu sofro até por desconhecidos, por pessoas em situação de rua, pelo genocídio! Por me sentir de mãos atadas para aliviar o sofrimento dessa gente!

Faça o que você pode para ajudar, sem se prejudicar. Sempre vai doer para quem se importa, porque a dor é inerente à vida e há dor no coração de quem sente.

Mas toda dor passa e o sofrimento é sempre opcional: na opção de se apegar ao próprio desejo.

Você não irá sofrer se tiver a consciência tranquila de que fez tudo o que podia para ajudar ao seu próximo.

VOCÊ SÓ É RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE ESTÁ DIRETAMENTE AO ALCANCE DO SEU PODER DE AÇÃO.

Por isso a culpa é vaidade do ego e o sofrimento é inalienável.

Hipersensibilidade ao outro é necessidade de curar a si mesma.

Clique abaixo para trilhar um caminho de cura.

Aos meus filhos

Eu não sou a mãe que “mata os peixes”, sou aquela que enche o apartamento de plantas e adota dois gatos, tenta dar conta de tudo mas vive deixando vocês abrindo a porta da geladeira mil vezes procurando coisa porque não fez mercado, nem compra quase porcaria… a mãe natureba apressada.

Perdão meus filhos. Eu não sou a mãe que mima, deixo isso para a avó de vocês. Mas, sabe de uma coisa? A avó de vocês, quando era minha mãe, também não tinha tempo pra me mimar, e quem fazia isso era a minha avó Estrella, a bisa de vocês.

Mas, umas coisas importantes eu aprendi convivendo com a minha mãe sem ela dizer uma única palavra.

Ela quase não reclamava, mas sempre me parecia muito triste e cansada e, muitas vezes, eu achava que a culpa era minha… mas pior do que sentir aquela culpa confusa, era não ter a mínima ideia do que fazer para ajudá-la e deixar de ser um peso pra ela.

Uma das coisas que eu aprendi (muito tarde, por sinal), é que a culpa nunca é das crianças! Saibam disso. Nunca acreditem nisso porque não é verdade. Eu só descobri isso quando virei adolescente, mas só tive certeza mesmo quando virei mãe. Outra coisa que aprendi com ela, vendo-a triste e cansada, é que a gente não pode abandonar os nossos sonhos.

Sempre que eu perguntava pra ela o que ela queria ser quando ela era criança (porque sem saber de nada, só sentindo tudo como as crianças sabem fazer, eu queria desenterrar a alegria dela), ela me respondia que queria ser bailarina, e sorria um pouco, ainda meio triste.

Então eu decidi, num momento da minha vida, quando eu percebi que eu estava tendo uma vida parecida com a dela, de trabalhar trabalhar, criar filho sem ser feliz, um tempinho depois que você, Fernando, nasceu, que eu ia viver de outra maneira, pra tentar ser feliz.

Só que, como eu não tinha aprendido isso em casa, com meus pais, muito menos na escola, eu fui tentando encontrar a felicidade por uns caminhos desconhecidos e, às vezes, bem tortos na vida, como se eu tivesse num labirinto. Às vezes, parecia que eu tinha escolhido um caminho que ia me levar pra um lugar legal, mas passava um tempo e eu dava de cara com um paredão, num beco sem saída, e tinha que voltar para trás para tentar outro caminho.

E fui andando assim até o dia em que aprendi que ser feliz e viver nossos sonhos é algo que a gente não tem que tentar, mas decidir, igual as crianças fazem quando decidem ir ao parquinho, ou quando decidem a brincadeira do momento.

O lema da Cinderella moderna está certíssimo: a gente tem que ter coragem e ser gentil. Quando a gente para de ter medo, de hesitar andar pelo desconhecido caminho dos nossos sonhos (desconhecido porque é só nosso, ninguém no mundo jamais andou por ele antes, por isso é tão especial!), a gente não está mais num labirinto, o cenário muda como num passe de mágica e somos transportados para um campo aberto, e tudo fica mais claro.

Não que, de repente, tudo fique fácil, nada disso. A Cinderella, por exemplo, ralou muito, o Tony Stark atraiu ainda mais inimigos e a Rapunzel teve que aprender a andar no chão. Dá um trabalhão ainda (como o livro que a mamãe tá escrevendo). Mas a diferença de andar com coragem, amor e liberdade é que esse jeito de andar nos traz alegria, faz o coração bater forte, porque traz novidades o tempo todo e faz a gente construir uma coisa bonita, que pode ser admirada por outras pessoas e que pode ajudá-las a ouvir o coração delas e seguir o caminho da alma delas. 

Jesus nos ensinou a não por a nossa candeia sob o alqueire, que quer dizer a mesma coisa que não colocar a luz da nossa alma escondida debaixo do cobertor… Quando deixamos nossa luz brilhar, iluminamos e ajudamos a todos que estão perto de nós, assim como fez o Groot em Guardiões da Galáxia.

Então, pra resumir, o que eu queria dizer pra vocês são duas coisas: PERDÃO E ATENÇÃO!

Eu sei como deve ser difícil pra vocês ter uma mãe que escreve livros que tomam o tempo dos filhos, porque tem que pesquisar e precisa de silêncio que toma o tempo da conversa e do compartilhar. Perdão porque deve ser quase insuportável ter uma mãe jornalista ativista, que perde muito tempo fazendo campanha, escrevendo notícias, só pra ver o povo entender melhor e sem ganhar dinheiro a mais pra gente passear no fim de semana.

Vocês são filhos de uma nova era e eu me sinto no dever de ser aquela que vai resolver a transição , quebrar com os fantasmas do passado pra não deixar eles avançarem pra era de vocês… Perdão porque não sou a mãe que vai ralar pra fazer dinheiro pra gente viajar no fim do ano ou pra levar vocês na Disney (apesar de eu já ter ido ao castelo da Cinderella), ou pra torrar tudo no shopping no final de semana.

Eu sou a mãe chata que critica vídeo-game, minimalista compulsiva, que dá livro de ciência e mitologia, e insiste que não precisam de 90% dos desejos que despertam em vocês através das propagandas.

E sou a mãe sortuda também, porque vocês já se afeiçoaram à leitura, à pintura (que tomou as paredes e portas do apartamento) e ao brincar sem tecnologia. Tenho muita sorte de poder trazer mais música pra vida de vocês e tenho sorte de deixar escrito em palavras o que não sei explicar dizendo, hoje, pra vocês.

Agora sobre a ATENÇÃO:

Não dá pra ter tudo o tempo todo. Tem dias que eu sou a mãe que acerta a mão na cozinha, tem dias que ou come o que tem e tá ruim ou abre a geladeira mil vezes pra ver se uma mágica acontece. (Mas dá pra ter tudo a seu tempo).

Apesar de eu errar muito, o que eu quero mesmo do fundo do coração que vocês vejam, é que eu sou uma mãe que vive os sonhos e incentiva vocês a viverem os seus, mesmo sendo só eu e vocês e vocês sentirem falta de mais da minha atenção, da comida boa todos os dias e de mais coisinhas caras do que eu consigo dar.

Eu sei que vocês sentem falta, mas toda frustração fortalece e ensina a gente a conquistar por nós mesmos. Se eu não viver o que está no meu coração, eu é que irei faltar e ficarei triste, igual minha mãe era, e eu acho que isso é o que as crianças menos querem: uma mãe triste.

Não que eu tenha deixado totalmente de ser triste ou irritada. Muitas vezes eu sou essas coisas que assombram todo mundo. Eu sou também a mãe louca que quer dar conta de tudo e às vezes dá conta de quase nada e até fica doente. Peço perdão por esses momentos também, porque é nessas horas que eu falho… e, como toda mãe-heroína, eu não gosto de falhar, me arrependo muito e choro, como agora escrevendo isso tudo… e, muitas vezes, depois que vocês dormem.

Mas, apesar disso também, eu tenho meu momentos felizes e estou construindo um sonho importante pra mim, e é isso que eu quero que vocês façam da vida de vocês, que vocês sigam o que está no coração de vocês, o que traz alegria, o que pode fazer bem a outro alguém também.

É difícil e nem todo dia a gente consegue dar conta de tudo da vida (e do sonho também), mas o importante é continuar se guiando pelo coração com coragem e gentileza (endurecer sin perder la ternura jamás). Uma vida sem sonhos é mais fácil, mas é mais pesada e não faz sorrir.

Não virem zumbis por um tempão como eu virei, achando que o sonho era difícil ou que não era o meu destino. O sonho é o caminho e o nosso tesouro está sempre onde está nosso coração (como ensinou Paulo Coelho em O Alquimista). Não se abalem com a geladeira vazia às vezes, porque  além de isso fazer a mamãe correr no McLixo que vocês adoram, o importante é não deixar o coração esvaziar, negando o sonho que pulsa dentro dele.

É com essas pedrinhas do caminho, chamadas frustrações, que a gente vai firmando nossa estrada e juntando pra construir nosso castelo do amanhã.

Com amor infinito,

Mamãe.

 

A necessidade de aprovação e reconhecimento – Osho

Querido Osho,       
Por que sinto necessidade de obter aprovação e de ser reconhecido, especialmente em meu trabalho? Isso me coloca numa armadilha – eu não consigo fazer as coisas sem isso. Eu sei que estou nessa armadilha, mas eu fui pego nela e não vejo como sair.      
Você poderia me ajudar a encontrar a porta?
“A questão é do Kendra.
É preciso lembrar que a necessidade de obter aprovação e de ser reconhecido é uma questão que diz respeito a todo mundo. A estrutura de toda a nossa vida é essa que nos foi ensinada: a menos que exista um reconhecimento, nós somos ninguém, nós não temos valor.
O trabalho não é o importante, mas sim o reconhecimento.
E isso coloca as coisas de cabeça para baixo.
O trabalho deveria ser o importante – uma alegria em si mesmo. Você deveria trabalhar, não para ser reconhecido, mas porque você curte ser criativo, você ama o trabalho em si mesmo.

Existiram poucas pessoas como Vincent Van Gogh, capazes de escapar da armadilha que a sociedade lhes impingiu. Ele continuou pintando – com fome, sem casa, sem agasalhos, sem remédios, doente – mas ele continuou pintando. Nem uma pintura sequer estava sendo vendida, não havia reconhecimento de parte alguma, mas o estranho era que em tais condições ele ainda era feliz – feliz porque era capaz de pintar o que queria pintar. Reconhecido ou não, o seu trabalho era intrinsecamente valioso.

Aos trinta e três anos ele cometeu suicídio – não por causa de alguma miséria ou angústia, mas simplesmente porque ele havia pintado o seu último quadro, um pôr-do-sol, no qual havia trabalhado por quase um ano. Ele tentou dezenas de vezes e destruiu, porque não havia atingido aquele seu padrão. Finalmente ele conseguiu pintar o pôr-do-sol da maneira como desejava.

Ele cometeu suicídio escrevendo uma carta para seu irmão, ‘Eu não estou cometendo suicídio por desespero. Eu estou cometendo suicídio por não mais existir qualquer motivo para continuar vivendo – o meu trabalho está concluído. Além disso, tem sido difícil encontrar alternativas para meu sustento. Até aqui as coisas estavam indo bem, porque eu tinha algum trabalho para fazer, algum potencial dentro de mim precisava se exteriorizar, tinha que florescer. De modo que agora, não há sentido em viver como um mendigo. Eu ainda não tinha pensado e nem mesmo tinha olhado para isso, mas agora essa é a única coisa a ser feita. Eu floresci até o meu limite máximo, eu estou realizado, e agora parece ser apenas uma estupidez ficar me arrastando, procurando alternativas de sustento. Por que razão? Para mim isso não é um suicídio; eu apenas cheguei a uma realização, a um ponto final e alegremente estou deixando o mundo. Alegremente eu vivi e alegremente estou deixando o mundo.’      Agora, após quase um século, cada uma de suas pinturas vale milhões de dólares. Existem apenas duzentas pinturas disponíveis. Ele deve ter pintado milhares, mas elas foram destruídas; e ninguém prestou atenção nelas.

Agora, ter um quadro de Van Gogh significa que você tem um senso estético. O quadro dele traz um reconhecimento para você. O mundo não deu qualquer reconhecimento ao trabalho dele, mas ele nunca se preocupou com isso. E esta deve ser a maneira de ver as coisas: você deve trabalhar se amar aquele trabalho.

Não peça reconhecimento. Se ele vier, aceite-o tranqüilamente; se ele não vier não pense a respeito. A sua realização deve estar no próprio trabalho. E se todos aprendessem esta simples arte de amar o seu trabalho, seja qual ele for, curtindo-o sem pedir por qualquer reconhecimento, nós teríamos um mundo mais belo e mais celebrante. Do jeito que o mundo é, vocês têm estado presos num padrão miserável. O que você faz é bom, não porque você ama fazê-lo, não porque você o faz perfeitamente, mas porque o mundo o reconhece, lhe dá uma premiação, lhe dá medalhas de ouro, prêmios Nobel.

Eles têm tirado todo o valor intrínseco da criatividade e destruído milhões de pessoas – pois você não pode dar prêmios Nobel a milhões de pessoas. E têm criado o desejo por reconhecimento em todo mundo, de modo que ninguém consegue trabalhar em paz, curtindo qualquer coisa que esteja fazendo. E a vida consiste em pequenas coisas. Para as pequenas coisas não existem premiações, nenhum título concedido pelos governos, nenhuma graduação honorária dada pelas universidades.

Um dos grandes poetas do século XX, Rabindranath Tagore, viveu em Bengala, Índia. Ele publicou suas poesias e seus romances em bengali – mas não recebeu qualquer reconhecimento. Então ele traduziu um pequeno livro, GITANJALI, Oferta de Canções, para o inglês. E ele estava consciente de que o original tinha uma beleza que a tradução não tinha e não conseguiria ter – porque essas duas línguas, o bengali e o inglês têm estruturas diferentes, maneiras diferentes de expressar.
O bengali é muito doce. Mesmo se estiver brigando, vai parecer que você está envolvido numa conversação agradável. É uma linguagem muito musical, cada palavra é musical. Essa qualidade não existe no inglês, não pode ser trazida para ele. O inglês tem qualidades diferentes. Mas de alguma maneira ele conseguiu traduzir e a tradução – que é pobre comparada com o original – recebeu o prêmio Nobel. Então, de repente, toda a Índia ficou sabendo. O livro esteve disponível em bengali e em outros idiomas indianos por anos, e ninguém prestava atenção nele.

Todas as universidades quiseram lhe dar um título de Doutor. Calcutá, onde ele vivia, foi a primeira universidade a lhe conceder o título de Doctor of Letters. Ele recusou, dizendo, ‘Vocês não estão dando uma graduação a mim nem estão reconhecendo o meu trabalho, vocês estão dando reconhecimento ao prêmio Nobel, porque o livro esteve aqui de uma forma muito mais bela e ninguém se preocupou em escrever ao menos uma crítica’. Ele recusou-se a receber qualquer doutorado honorário. Ele dizia, ‘Isso é um insulto para mim’.

Jean-Paul Sartre, um dos grandes romancistas e homem de tremendo insight sobre a psicologia humana, recusou o prêmio Nobel. Ele disse, ‘Eu recebi recompensa suficiente enquanto estava criando o meu trabalho. Um prêmio Nobel não consegue acrescentar coisa alguma a isso – ao contrário, ele me joga para baixo. Ele é bom para amadores que estão em busca de reconhecimento, eu já sou bastante velho, eu já desfrutei o suficiente. Eu amei tudo o que fiz. Essa foi a minha própria recompensa, eu não quero qualquer outra recompensa, porque nada pode ser melhor do que aquilo que eu já recebi.’ E ele estava certo. Mas as pessoas certas são poucas no mundo. O mundo está cheio de pessoas vivendo dentro das armadilhas.       Por que você deve se preocupar com reconhecimento? Preocupação com reconhecimento somente faz sentido se você não ama o seu trabalho, nesse caso ele não tem significado, então o reconhecimento parece ser um substituto. Você detesta o trabalho, não gosta dele, mas você o faz porque será reconhecido, será apreciado e aceito. Ao invés de pensar no reconhecimento, reconsidere o seu trabalho. Você gosta dele? – então ponto final. Se você não gosta, então, troque-o!      Os pais e os professores estão sempre reforçando que você deve ser reconhecido, que deve ser aceito. Esta é uma estratégia muito esperta para manter as pessoas sob controle.      Quando eu cursava a universidade, me disseram repetidas vezes, ‘Você deve parar de fazer essas coisas… Você continua formulando perguntas que sabe perfeitamente bem que não podem ser respondidas e que colocam o professor numa situação embaraçosa. Você tem que parar com isso, caso contrário essas pessoas irão se vingar. Elas têm o poder e poderão reprová-lo.’      Eu dizia, ‘Não me preocupo com isso. Neste momento eu estou curtindo formular perguntas e fazê-los sentirem-se ignorantes. Eles não são corajosos o bastante para simplesmente dizer, ‘Eu não sei.’ Desse modo, não haveria qualquer embaraço. Mas eles querem fingir que sabem tudo. Eu estou curtindo isso; a minha inteligência está sendo aguçada. Quem se preocupa com exames? Eles poderão me reprovar apenas quando eu aparecer nos exames – e quem vai aparecer? Se eles estiverem com essa idéia de que podem me reprovar, eu não entrarei nos exames, e repetirei a mesma série. Eles terão que me aprovar pelo simples medo de ter que me encarar por mais um ano novamente.’      Todos eles me aprovaram e me ajudaram a passar porque queriam ficar livres de mim. Aos olhos deles, eu estava destruindo os outros estudantes, porque eles começaram a questionar coisas que, por séculos, eram aceitas sem questionamentos.      Quando eu estava ensinando na universidade, a mesma coisa aconteceu, sob um ângulo diferente. Agora eu estava formulando perguntas aos estudantes para trazer a atenção deles ao fato de que todo o conhecimento que eles tinham acumulado era emprestado e que eles nada sabiam. Eu lhes dizia que não me importava com a graduação deles, eu me importava com a experiência autêntica deles – e eles não tinham nenhuma. Eles estavam simplesmente repetindo os livros, que estavam desatualizados, que já tinha sido provado que estavam errados há muito tempo. Agora as autoridades da universidade estavam ameaçando-me, ‘Se você continuar por esse caminho, atormentando os alunos, você será colocado para fora da universidade.’      Eu disse, ‘Isso é estranho – eu era um estudante e não podia formular perguntas aos professores; agora eu sou um professor e não posso formular perguntas aos estudantes! Então, qual função esta universidade está preenchendo? Este deve ser um lugar onde as perguntas são formuladas, onde os questionamentos começam. As respostas devem ser encontradas na vida e na existência, não nos livros.      Eu disse, ‘Vocês podem me colocar para fora da universidade, mas lembrem-se, estes mesmos estudantes, em nome de quem vocês estão me colocando para fora, irão reduzir a cinzas toda a universidade. Eu disse ao vice-reitor, ‘Você deve vir e ver a minha sala’.

Ele não conseguiu acreditar – na minha sala havia pelo menos duzentos estudantes… E não havia espaço, de modo que eles sentavam em qualquer lugar que encontrassem – nas janelas, no chão. Ele disse, ‘O que está acontecendo, pois tem apenas dez alunos matriculados na sua matéria?’
Eu disse, ‘Essas pessoas vêm para ouvir. Elas abandonam as suas aulas e adoram estar aqui. Esta aula é um diálogo. Eu não sou superior a eles e eu não posso recusar ninguém que queira vir à minha aula. Se ele é meu aluno ou não, não importa, se ele vem me ouvir, então é meu aluno. Na verdade, você deveria me permitir utilizar o auditório. Estas salas de aula são muito pequenas para mim.’
Ele disse, “Auditório? Você quer dizer, toda a universidade reunida no auditório? O que, então, os outros professores estarão fazendo?’

Eu disse, ‘Isso é bom para eles pensarem a respeito. Eles deveriam ir embora e se enforcar! Eles deveriam ter feito isso há muito tempo. Ao ver que seus alunos não estavam indo assistir suas aulas, isso já era uma indicação suficiente.’

Os professores ficaram com raiva e as autoridades também. Finalmente eles tiveram que me ceder o auditório, mas com muita relutância, porque os alunos ficaram pressionando. Mas eles disseram, ‘Isto é estranho, alunos que nada têm a ver com filosofia, religião ou psicologia, por que eles devem estar indo lá?’
Muitos alunos disseram ao vice-reitor, ‘Nós gostamos disso. Não sabíamos que filosofia, religião e psicologia poderiam ser tão interessantes, tão intrigantes, senão já teríamos nos inscrito nelas. Nós pensávamos que essas matérias eram secas e que somente um tipo de pessoas muito ligado a livros se inscreveria nelas. Nós nunca tínhamos visto pessoas com muita energia se inscrevendo nessas matérias. Mas esse homem fez com que essas matérias ficassem tão significantes que parece que mesmo se formos reprovados em nossas próprias matérias, isso não vai importar. O que nós estamos fazendo está tão correto e está tão claro para nós, que nem pensamos em mudar isso.’

Contra o reconhecimento, contra a aceitação, contra as graduações… Mas, finalmente eu tive que deixar a universidade, não por causa de suas ameaças, mas porque eu reconheci que aquilo era um desperdício, pois milhares de estudantes poderiam ser ajudados por mim. Eu poderia ajudar milhões de pessoas do lado de fora, no mundo. Por que eu deveria permanecer apegado a uma pequena universidade? O mundo inteiro poderia ser a minha universidade.
E você pode ver. Eu fui condenado.
Esse foi o único reconhecimento que eu recebi.
Eu fui descrito de maneira totalmente incorreta. Tudo o que pode ser dito contra uma pessoa, foi dito contra mim; tudo o que pode ser feito contra um homem foi feito contra mim. Você acha que isso é reconhecimento? Mas eu amo o meu trabalho. Eu o amo tanto que nem mesmo o chamo de trabalho; eu simplesmente o chamo de minha alegria.
E todas as pessoas mais velhas, bem reconhecidas, me diziam, ‘O que você está fazendo não irá lhe trazer qualquer respeitabilidade no mundo.’
Mas eu dizia, ‘Eu nunca pedi por isso e não vejo o que poderei fazer com a respeitabilidade. Eu não posso comê-la nem bebê-la.’
Aprenda uma coisa básica. Faça o que você quer fazer, o que ama fazer, e nunca peça por reconhecimento. Isso é mendicância. Por que alguém deve pedir por reconhecimento? Por que alguém deve ansiar por aceitação?
Olhe no fundo de si mesmo. Talvez você não goste do que está fazendo, talvez você tenha medo de encarar que está no caminho errado. A aceitação irá ajudá-lo a achar que está certo. O reconhecimento irá fazê-lo achar que está indo para o objetivo correto.
A questão diz respeito aos seus próprios sentimentos internos, ela nada tem a ver com o mundo externo. Por que depender dos outros? Todas essas coisas dependem dos outros – você está se tornando dependente.
Eu não aceitarei qualquer prêmio Nobel. Toda essa condenação de todas as nações ao redor do mundo, de todas as religiões, é mais valiosa para mim. Aceitar o prêmio Nobel significa que eu estou me tornando dependente – agora eu não estarei mais satisfeito comigo mesmo, mas sim com o prêmio Nobel. Neste exato momento eu só posso estar satisfeito comigo mesmo, nada mais existe com que eu possa me satisfazer.
Dessa maneira você se torna um indivíduo. Para ser um indivíduo, viva em total liberdade, apoiado em seus próprios pés, beba a sua própria fonte. Isso é o que torna um homem verdadeiramente centrado, enraizado. Este é o início do seu florescimento supremo.
Essas pessoas tidas como reconhecidas, honradas, estão cheias de lixo e de nada mais. Mas elas estão cheias do lixo que a sociedade quer que elas estejam repletas – e a sociedade as compensa lhes dando premiações.
Qualquer homem, que tem algum senso de sua individualidade, vive pelo seu próprio amor, pelo seu próprio trabalho, sem se preocupar com o que os outros pensam a respeito. Quanto mais valioso for o seu trabalho, menor será a chance de obter alguma respeitabilidade para com ele. E se o seu trabalho for o trabalho de um gênio, então você não verá nenhum respeito enquanto viver. Você será condenado enquanto viver… Depois de dois ou três séculos, erguerão estátuas para você, os seus livros serão respeitados – porque demora quase dois ou três séculos para a humanidade compreender o tamanho da inteligência que um gênio tem hoje. O espaço de tempo é grande.
Sendo respeitado por idiotas, você terá que se comportar de acordo com suas maneiras e expectativas. Para ser respeitado por essa humanidade doente, você terá que ser mais doente que ela. Então eles irão respeitá-lo. Mas, o que você irá ganhar? Você perderá a sua alma e nada ganhará.”

OSHO – Beyond Psychology – Cap. 32 – Pergunta 1

Tradução: Sw. Bodhi Champak

Copyright © 2006 OSHO INTERNATIONAL FOUNDATION, Suiça.Todos os direitos reservados

oshobrasil