O consumismo na criança ou adolescente é carência de PRESENÇA

E, só pra avisar de antemão: esse não é um texto pra culpabilizar, porque culpa só serve pra jogar energia fora 😉

A vontade de possuir exageradamente sempre reflete uma carência nossa, sendo criança ou adulto.

Falando sobre as crianças e adolescentes, na minha experiência de mãe e psicoterapeuta, percebo duas carências em especial que levam ao comportamento consumista: falta de presença adulta e falta de liberdade para ser criança e adolescente.

É fato que, para que uma criança ou adolescente se divirtam não é preciso brinquedos caros, muito menos entretenimento comprado, é preciso apenas a presença dos brincantes.

nas brincadeiras de roda o ego se dilui

Mas, os adultos, que têm seu tempo comprometido com trabalhos desgostosos, que, por conseguinte, deixam-os cansados, predispostos a um entretenimento de imersão passiva, como as telas, acabam delegando, automaticamente, sua presença para as coisas que dão para as crianças, que, porventura, têm seu tempo do brincar livre invadido por telas, atividades educativas e falta de companhia adulta e infantil, o essencial para que seu brincar seja realmente livre.

Assim, por conta desse modus operandi do estilo de vida das pessoas urbanas em geral, muitas crianças, principalmente as que não têm amiguinhos ou liberdade para brincar com eles (como ocorre em certas escolas) desaprendem a brincar livremente e aprender a consumir exageradamente, tanto coisas, como informação, experiências (entretenimento pago) e seu próprio tempo, que é desperdiçado com atividades hiper-estimulantes e desconectoras.

Os jogos sugam a atenção e a energia, aceleram a mente e empobrecem a experiência de vida

Como já disse num artigo anterior, quem aprende a ser agradado com coisas vai querer sempre mais, não por valorizar as coisas que ganha ou deseja ganhar, mas pelo ato do agrado, porque ganhar coisas significa “ganhar afeto”. E, mesmo que a alegria do ganhar seja efêmera e perdure até quando o brinquedo perder a graça de ser usado sozinho, significa “alguma coisa” para a criança que sonha com a presença dos pais principalmente.

Mas, o que fazer para evitar o consumismo e resignificar o ato de consumir em excesso como algo prejudicial?

Primeiramente, devemos conseguir sair do modo automático da vida, da pressa de todos os dias, onde não há tempo para estarmos presentes (quão grave é isso!) e conseguirmos nós mesmos estarmos presentes em tudo o que fizermos e até quando não fizermos nada. Desacelerar, silenciar, perceber onde se está através dos cinco sentidos, respeitar o tempo de cada fazer, enfim, estar totalmente no presente, onde a vida é real.

E, para que essa mudança ocorra, para deixarmos de ser “corredoras”, teremos que abdicar de muitas coisas às quais nos apegamos há muito tempo, teremos de renunciar à posse como meio de satisfação. Só assim abriremos espaço para uma satisfação mais real, calcada na livre expressão.

Eu, por exemplo, percebi que quanto menos coisas eu tinha em casa, mais espaço para brincarmos e dançarmos conquistávamos, menos discussões sobre guardar as tralhas travávamos, mais tempo para diversão ganhávamos, já que não ficávamos muito tempo na organização do que só servia a maior parte do tempo para causar bagunça.

Se agradarmos nossos filhos com presença e não mais com coisas novas o tempo todo, seja conversando mais e com atenção, seja compartilhando o momento das refeições, estaremos ali de alma e coração e eles terão mais conexão com os próprios recursos, autoconfiança e alegria de viver.

Podemos, e muitas vezes estamos juntos, mas sem estarmos presentes. Divagamos pelas preocupações, fazemos n tarefas ao mesmo tempo, corremos demais, conversamos demais e sem olhar nos olhos, como se as palavras vazias de sentimento fossem capazes de preencher o vazio de alma.

A mudança de comportamento só haverá se nós, mães e pais, nos conscientizarmos de que estamos agindo mal, tivermos coragem de romper com a repetição, agirmos com maior presença e dermos afeto a eles de outras maneiras e não mais com coisas, senão, eles não desistirão de cada vez mais efemeridades para trazer instantes de alegria.

Sugestões práticas de mudança de hábito: do modo consumo inerte para o modo presente atuante

  • Trocar o shopping pelos parques ou praças
  • Trocar noticiário/novela/feed sozinho e passivo, por leitura/desenho compartilhado e ativo
  • Trocar o falar por falar, o falar demais, a distância física, pela presença silenciosa, pelo olho no olho, pelo abraço consentido
  • Trocar o “cada um na sua série pasteurizada” pelo compartilhar de um bom filme ou série juntos, que pode gerar identificação e trocas afetivas depois
  • Trocar o dormir sozinho pelo dormir junto, nem que seja por uns minutinhos
  • Trocar o vídeo game sozinho por vídeo game junto menos tempo e por livros narrativos de qualidade
  • Trocar a rotina pela surpresa (Exemplo: jantar à luz de velas mesmo quando há energia, as crianças adoram, o fogo é mágico)

Comente aí abaixo qual é a sua dica para essa reconexão consigo mesma e com seus filhos que leva a uma diminuição do consumismo.

Você não tem que “tomar” seus PAIS

pra ter uma vida abundante,
mas você pode soltá-los.

O que gera abundância tanto na sua vida quanto na vida de qualquer ser vivo não é obedecer a nenhuma regra, nem acreditar em nenhuma teoria.

O cavalo não pensa que “tem que” correr pelos campos.

O pássaro não pensa que “tem que” voar alto.

A árvore não pensa que “tem que crescer”.

O bebê humano não pensa que “tem que” mamar.

Ninguém aí acima sequer pensa, apenas agem de forma abundante, porque não há mente para desconectá-los.

“Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?”

“Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.”

Já nos disse o Mestre…

Nem mesmo os ditames mais fortes da sociedade ocidental como o “honrar pai e mãe”, têm a ver com abundância, muito pelo contrário.

É você acreditar que “tem que” fazer algo que está indo contra a sua natureza que te trava e faz você se limitar a acessar o que há de melhor.

Pois quando você acredita que existe uma regra a seguir para acessar a abundância da vida, você é que não se permite acessá-la.

Imagina se o cachorro de rua pensasse que foi abandonado porque não era bom o suficiente.

Imagina se o gato pensasse que não deveria ser adotado porque sua “ancestralidade” foi de rua e isso seria uma desonra.

Imagina se a baleia pensasse que está sendo caçada porque está gorda demais e isso é que atraiu a cobiça dos homens.

Mas porque eles não pensam, eles não fogem da verdade e buscam sempre o melhor pra si.

“Mas é absurdo comparar o ser humano ao animal!”

Será mesmo?

Será que é preciso acreditar, pensar em algo pra viver em abundância se os animais nem pensam?

O que gera abundância é a CONEXÃO, a confiança na Existência e a fluidez com a vida.

E é justamente a sua mente que atrapalha essa conexão e fluidez.

Abundância ocorre na conexão e consequente fluidez, como um rio que jorra porque está conectado com o lençol das profundezas da terra…

Como o galo que canta aos primeiros raios de sol e dorme quando o sol se põe…

Como você quando respeita o seu próprio corpo e recebe da natureza o que precisa…

Então, se você se sente escasso é porque não está fluindo… está se APEGANDO.

E você se apega porque sente medo, mas não um medo do presente, mas um medo de viver novamente alguma situação difícil do passado.

E quem lá no passado não te proveu o apego afetivo suficiente pra você se soltar com confiança?

Seus pais.

Quando você está conectado você caminha para um desapego natural dos seus pais, cuidadores, daqueles adultos que cuidaram de você enquanto você ainda era dependente do apego a eles, assim como todos os animais realizam de seus pais e assim como Jesus atualizou o mandamento mosaico quando disse aos seus pais biológicos que não precisavam se preocupar com ele pois ele estava tratando dos negócios de Seu Pai.

Contudo, a nossa sociedade ocidental permanece no “honrar” os pais porque um mandamento assim serve à manutenção das relações de poder.

Daí, quando alguém vem e te diz que você vive em escassez e infelicidade porque não “toma” seus pais, fica fácil de acreditar, pois ressoa com o que você ouviu a vida toda e se tornou a voz do seu castrador interior.

É uma ideia do senso comum, muito fácil de acreditar, mas que tá longe de ser a verdade. É mais uma manutenção do poder patriarcal e de todo o resto que vem com ele, como o poder do capital.

Na prática é uma catástrofe para a individuação humana e para uma vida em abundância de cada um, que tem a ver com ser quem se é, cada vez mais.

Quer ver?

Como “tomar” um pai autoritário?

Como “tomar” uma mãe engolfadora?

Como “tomar” um cuidador violento?

Como “tomar” o responsável irresponsável?

Você já “tomou” demais disso tudo e continuar “tomando” é o que te intoxica e trava.

O que vai te fazer superar esse passado e viver o presente de forma mais saudável é o DESAPEGO.

É você perceber que seus pais não são sua fonte mais, que você é capaz de se conectar diretamente com ela.

Nem “tomar” seus pais nem “se permitir mais” o que vai gerar abundância na sua vida é a conexão consigo mesmo e a fluidez.

Nenhuma dessas teorias de manutenção do mundo patriarcal vão te tirar dessa Síndrome da Escassez que você vive se você não tomar consciência do DESEJO que te mantém apegada, pois não há força maior do que a força do desejo.

Tá pronta pra tomar consciência do que ainda te mantém apegada, remover essas barreiras e se religar com as suas potencialidades, que vão te permitir viver em abundância segundo os seus critérios?

Cansada de recomeçar? | Padrão de Servidão e Escapismo

Você é aquela pessoa que chuta o pau da barraca quando percebe que tá sendo injustiçada?

Que não tem o menos problema em por um ponto final num relacionamento que você percebeu que é abusivo?

É a pessoa determinada pra recomeçar e que não tem problemas em deixar pra trás o que não te satisfaz mais?

Mas se você olhar pra trás você vê que por conta desse jeito de ser você vive recomeçando e gastando muita energia nesses recomeços?

É, essa facilidade em fugir e começar uma nova aventura pode não ser tão boa assim.

Pode ser que você viva um padrão que eu chamo de servidão e escapismo.

Isso quer dizer que você adquiriu um comportamento disfuncional de se vincular a pessoas ou trabalhos que exigem a sua servidão e para os quais você vai fazer de tudo pra agradar.

Você vai viver uma relação exaustiva e no final você vai se frustrar ao perceber que essa pessoa é uma pessoa sugadora, controladora e que ela nunca teve a menor intenção de ser justa.

Mas por que esse padrão se estabelece?

Porque você é uma pessoa muito disposta e talentosa, mas que teve uma família NARCÍSICA.

Você conviveu com pessoas que usaram as suas habilidades pra lhes servirem, pessoas que fizeram você orbitar em torno delas, pessoas blindadas para lidarem com as próprias vulnerabilidades, se remodelarem e se conectarem com qualquer pessoa de verdade.

Sua família praticava esses jogos com você, fazendo você entender que precisava se adaptar, se esforçar, se dedicar, atendê-los em suas necessidades pra que você se sentisse segura.

Então, quando você identifica uma pessoa parecida você já se atrai e começa a dar o sangue pra conquistar o reconhecimento dessa pessoa.

Podendo até ficar eufórica, na esperança de, dessa vez conquistar a compreensão, o olhar o acolhimento daquela pessoa que só quer te sugar, mas que, no final, vai te frustrar e até te arrasar.

Porque é assim que essa pessoa se comporta.

É muito importante você descobrir que tem esse padrão ou você vai estar sempre sendo seduzida por pessoas e situações que exigem que você se sacrifique e pra causas que não são as suas, pra depois jogar tudo pro alto e recomeçar em outro lugar, até uma nova figura grandiosa aparecer e você entrar de novo nesse ciclo de exaustão em busca de um amor que não há.

Você vive um padrão assim?

Quando você se ama você desiste da sua família sem amor

Quando você se ama você desiste de se relacionar com quem não te ama.

É fácil de visualizar isso quando se trata de uma relação afetiva, mas e quando se trata da família, principalmente de pais e irmãos?

“Apesar de termos nossas diferenças, sei que minha família me ama.”

“Minha mãe é meio crítica, mas ela só faz isso porque quer que eu melhore.”

“Meu pai é meio machista, mas ele quer meu bem.”


Será mesmo?

Quando um irmão menospreza seu trabalho na frente dos outros ele te ama? Não, ele não te ama.

Quando alguém da sua família é passivo agressivo com você na mesa de jantar essa pessoa te ama? Não, ela não te ama.

Quando seu pai te interrompe quando você fala ou desdenha do que você compartilha ele te ama? Não, ele não te ama.

Quando sua mãe fala na frente dos outros que você está gordinha e precisa se cuidar ela te ama? Não, ela não te ama.

Nesses momentos em que essas pessoas fazem você se sentir mal elas não estão te amando.

APRENDEMOS A CHAMAR DE AMOR O QUE É CONTROLE, PROJEÇÃO, ABUSO.
APRENDEMOS A CHAMAR DE AMOR TUDO AQUILO QUE NOS AFETA, MAS AFETO NÃO É AMOR.

AFETO É TUDO O QUE TE AFETA, PODENDO SER BOM OU RUIM.

Você não precisa manter uma relação afetiva com certas pessoas simplesmente porque são sua família, principalmente se essas pessoas fazem você se sentir mal.

Você não precisa dar presentes pra quem te magoa, não precisa agradar quem vive te desagradando, não precisa festejar num meio que te intoxica, não precisa andar com quem não comunga dos mesmos valores que você. Jesus não andava com a própria família e questionou quando lhe indagaram:

Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?


Ao que ele mesmo respondeu:

Minha mãe e meus irmãos são todos aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.

A sua família de sangue põe o o AMOR em prática?

Você pode escolher a sua família do coração, a sua tribo, as pessoas que despertam amor em você.

Por que existe tanta MÃE NARCISISTA?

Porque vivemos numa sociedade abusiva, em que a mulher é extremamente reprimida e aquelas que não integram suas sombras tornam-se narcisistas.

Se você observar o ciclo da violência, você verá que a repetição ocorre sempre que algo não se resolve no indivíduo.

Um efeito dominó. De geração pra geração e de cuidadores para filhos.

Quando uma pessoa permanece inconsciente sobre os abusos que sofreu – desde os mais sutis até os mais escancarados -, quando ela não integrou a sua SOMBRA, ela vai PROJETÁ-LA sobre o outro.

Então a mulher que foi violentada irá repetir o padrão e ser violentada pelo cônjuge – mais comumente – e violentar quem é mais frágil nas suas relações: os filhos.

“Cadê o pai dessa criança?”

Há um equívoco, no entanto, no que tange à constatação da grande quantidade de mães narcisistas.

Não que não existe, sim, há. Ainda mais nas gerações das décadas de 40 pra cá. Mas consideramos a pessoa narcisista a pessoa controladora, passivo-agressiva, crítica, humilhadora… A que vai usar o outro para espelhar pra si o que quer ver, seja como bode expiatório, como um personagem fixo, seja como um ser idealizado.

Só o que O NARCISISMO É, TAMBÉM, A AUSÊNCIA, fundamentalmente a EMOCIONAL. Sendo o traço de personalidade “emocionalmente distante” um dos predominantes no perfil.

E, numa sociedade em que os pais são ausentes e as mães são sobrecarregadas, esses pais também são narcísicos, mas em outros aspectos do espectro, com a predominância do egocentrismo e indiferença, especialmente a quem nada lhe serve, no caso, os filhos (principalmente se são pobres, impopulares, não bajuladores, etc).

NARCISISMO É QUANDO O IDEAL DO EGO SUPLANTA O EGO, formando um falso ego, desconectado do SELF, pois o sujeito se considera muito defectível, muito vergonhoso, então ele prefere não olhar para a própria essência e se apega a esse ego idealizado, nesse falso ego que ele cria pra poder sobreviver e se relacionar.

Nos conceitos patriarcais, ninguém é suficiente se não atingir as alturas do poder, do status, da validação externa.

Então, como diminuir a incidência do transtorno narcisista?

Combatendo as ideias e os ideais da sociedade patriarcal, verificando que eles só causam sofrimento e a sua perpetuação.

Para embarcar nessa jornada de desconstrução, assista à vídeo-aula clicando abaixo:

Pais narcísicos “pulam” a filha que não se submeteu e agradam o(a) neto(a).

Será que é porque melhoraram?

Os filhos de pais narcísicos que não recebem sua projeção, são descartados.

Seja pra serem os filhos perdidos, eternos dependentes, seja pra serem os filhos de ouro, os campeões daquilo que nunca viveram, seja pra serem qualquer personagem obediente às suas necessidades de personalidade fragmentada.

Quem ousa ser inteiro, autêntico sem assumir projeções, vira bode expiatório até ser descartado.

E quando esses filhos desgarrados têm filhos, mas ainda mantém algum contato com seus pais narcísicos, esses ganham a chance de mostrar para os filhos (seus espelhos) o quanto estiveram errados, comprando a afeição dos netos e mostrando o quanto são “amados”…

“Seu filho me ama! Tá vendo como você estava errada!”

Para roubarem o neto ou neta, esses avós se tornam necessários à filha que, acaba aceitando a ajuda, por ainda desejar o afeto desses pais e por necessidade de apoio mesmo.

“Meus pais não foram presentes/amáveis mas me sinto amada vendo como são com meus filhos.”

E os filhos, não narcísicos, acabam pensando:

“Meu pai/ minha mãe deve ter mudado. Dizem que os avós são mãe/pai com açúcar… A velhice deve ter ajudado. O que importa é que tratam muito bem meu filho… Não foi uma mãe/pai afetuoso mas agora, com o neto é maravilhoso. Isso é o que importa.”

Será mesmo?

Velhice não é maturidade.

Por que confiar em quem provou que é egocêntrico?

As pessoas viram meros objetos nas mãos dos egocêntricos, para serem manipulados, inclusive os próprios filhos e netos…

Esses avós, agora, têm um novo objeto de afeto para investir, que pode, dessa vez, se tornar “perfeito”.

Esse é o ideal narcísico. Eles não veem as pessoas como são, veem suas projeções sobre elas e as crianças são verdadeiras esponjas, absorvendo muito do que os avós, que só lhes agradam, lhes projetam.

Aí mora o perigo… toda essa absorção e confusão de referências.

O que os avós narcísicos desejam é que seus netos os adorem, os idolatrem, os vejam sem defeitos e que façam suas vontades, satisfazendo suas fantasias de grandiosidade.

“Netinho, netinho meu, há alguém no mundo mais adorável do que eu?”

Pra isso, cometem um love bombing sem fim, satisfazendo os desejos das crianças o máximo que podem, evitando lhes dar limites e enfraquecendo a autoridade de seus pais, se para realizar essa proeza.

É desse modo aparentemente generoso, despretensioso, que esses avós mimam os netos, e quando a dependência da ajuda dos avós já está estabelecida, passam a desautorizar os pais, minar a saúde mental dos netos, barganhando seu afeto, contando segredos, diminuindo a confiança dos netos nos próprios pais pois os avós narcísicos desejam ser os maiorais na vida daquele “espelho”

O que é um perigo para as crianças.

A filha que não se submeteu ameaçou as fantasias de perfeição dos pais, e agora é a hora da vingança, de usar o próprio filho da filha para provar.

“O PROBLEMA É VOCÊ, NUNCA FUI EU, EU SOU MARAVILHOSO. A MAIOR PROVA É QUE O SEU FILHO ME ADORA.”

“Não fala assim com ele, ele é pequenininho pra entender…”

“Vou te dar, mas não conta pra sua mãe.”

“Aqui na minha casa você não briga com meu netinho…”

“Vem aqui com a vovó, seu pai tá muito estressado.”

“Seu pai não te deu? Seu avô te dá.”

“Não precisa contar pros seus pais tudo o que acontece aqui ou eles não vão deixar mais você vir…”

Não, não dá pra esperar consciência de quem não tem consciência nem de si mesmo.

Seus pais narcísicos vão colocar seu filho ou filha contra você se tiverem essa necessidade e de forma sorrateira, sem você e muito menos seu filho – o mais enganado da história – se darem conta disso.

Essa relação vai te enfraquecer como mãe, vai incutir muito mais inseguranças em você do que a maternidade já traz, porque a insegurança é a base da relação com uma pessoa narcísica.

E o elo mais frágil dessa triangulação será o seu filho que está em plena formação, não apenas de conceitos e valores, mas física mesmo, que pode estar sendo prejudicada pelo comportamento controlador dos avós através da estimulação dos vícios.

Você vai ter um filho mais opositivo, menos compreensivo, menos empático! Porque os avós estão ativando continuamente seus mecanismos de recompensa para os controlarem, para os firmarem como seus dependentes.

Você vai ter um filho mais viciado em jogos, telas, doces, compras porque os avós narcísicos não fazem tricô juntos, nem andam de bicicleta, eles viciam as crianças com tudo o que as torna facilmente compráveis.

Esse apoio dos seus pais narcísicos vai custar muito caro. Pode custar sua relação com seu filho, a saúde mental do seu filho ou sua tendência a vícios de todo tipo e fatalmente sua intolerância à frustrações e sua imensa dificuldade em manter constância em atividades que o desenvolvam, porque foi ensinado a ter tudo fácil e a receber tudo de fora em vez de gerar o que precisa.

Não importa se é mãe, pai ou avós, pessoas narcísicas desejam a aprisionar o outro, não o seu bem e a sua autonomia.

Vale mesmo a pena essa proximidade?

Você quer filhos livres e responsáveis ou facilmente seduzidos pelos prazeres e facilidades?

Pessoas narcísicas dão o mundo em troca de você perder a sua alma

E pais saudáveis desejam filhos fortes.

Se você já está percebendo sinais desse drama na sua vida, ou se já está sofrendo suas consequências desse conflito, escreva AMADA, eu tenho um caminho pra você.