O Padrão do Autocontrole e Autodisciplina Insuficientes

A pessoa que não mantém nenhuma atividade física com a desculpa de que não gosta de ir à academia…

A pessoa que não “corre” com o que precisa fazer para conquistar seus objetivos mas está sempre pronta para o que os outros lhe pedem (recompensas rápidas)…

A pessoa que larga qualquer atividade que não lhe dê satisfação momentânea como estudar – para passar – e se chafurda nas telas e petiscos…

A pessoa que sempre faz o mais fácil – mesmo que seja cansativo – em vez de fazer o melhor pra si e, por isso, não progride na vida como poderia…

A pessoa que sai atrasada de casa mas xinga todos os outros condutores com que encontra no caminho…

A pessoa que não evolui na carreira porque não tem tolerância para confrontar seus medos, sua ignorância, lidar com suas emoções e praticar habilidades até se aprimorar…

A dificuldade em estabelecer autocontrole e autodisciplina suficientes se trata de um padrão narcísico que prioriza a satisfação imediata dos próprios desejos, sendo orientada pelo Princípio do Prazer.

Quem apresenta esse padrão revela uma intolerância ou recusa total à frustração.

Do mesmo modo, não consegue reprimir a expressão excessiva de suas emoções e impulsos.

Seja “explodindo”, seja fugindo à resolução de conflitos, ou ambos.

A raiva alta ou a falta de paciência impede que certas atividades menos prazerosas sejam mantidas por tempo suficiente para conquistar realizações importantes para o desenvolvimento pessoal.

Pessoas mais grandiosas irão delegar as atividades que não possuem tolerância para desempenhar – abrindo mão do aprendizado -, enquanto as outras irão simplesmente deixar seus objetivos escorrerem pelo ralo.

Pessoas que apresentam esse padrão de forma mais branda experimentam a tendência a fugir do desconforto, evitando:

  • dor
  • conflito
  • confrontação
  • responsabilidade
  • ou esforço exagerado

Sacrificando, assim, seu engajamento, sua satisfação, integridade e realização pessoal.

Pessoas com TDAH, Transtorno Afetivo Bipolar ou Ciclotimia podem desenvolver este padrão por conta de aspectos fisiológicos, principalmente.

Notadamente a deficiência de dopamina, que retroalimenta a tendência a buscar fontes imediatas geração de prazer – como o álcool, açúcar, processados, telas – e recusar fontes mais perenes – como a atividade física, o estudo, o autoconhecimento e práticas ao ar livre.

No entanto, esse padrão pode acometer uma ampla diversidade de pessoas.

Está pronta para mapear tudo o que sustenta a sua falta de autodomínio e autodisciplina e começar uma vida muito mais realizadora?

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O Padrão da Subjugação | Submissão

Quando você acredita que deve se submeter para sobreviver

Cinderela herdou a propriedade de seu pai quando ele morreu, no entanto, perdeu seu posto de dona da casa imediatamente, e se tornou uma mera serviçal de sua madrasta grandiosa e de suas filhas.

Ela escolheu viver junto às cinzas do fogão e ser constantemente desrespeitada por medo da solidão.

Por ter se tornado órfã de mãe muito cedo e por não ter contado com a presença do pai, que viajava muito, ela cresceu carente de afeto.

A pessoa que apresenta o padrão da subjugação entendeu que deveria aceitar tudo o que lhe fosse imposto pelo outro para que não fosse abandonada.

Outras pessoas que apresentam esse padrão, preferem se submeter às vontades do outro para não brigar, para não ter que lidar com a própria raiva, pois sentem que não têm um bom autocontrole ou que sentir raiva é muito errado.

Outras ainda, preferem abrir mão de seus desejos e necessidades por temerem algum tipo de retaliação.

De toda maneira, os motivos da existência desse padrão dependem do repertório de cada pessoa, mas, mesmo assim, todas apresentam o mesmo comportamento: abrem mão de si mesmas, à contragosto.

A pessoa vítima desse padrão não sofre de falta de desejo, ela tem bem clareza do que quer e do porquê quer, assim como a Cinderela sabia que queria ir ao baile.

Mas ela só atende aos seus desejos na surdina, de modo que que seu controlador não tome conhecimento de sua audácia e que ela não sofra as consequências de satisfazer a si própria.

Cinderela, por exemplo, foi ao baile porque não pôde ser identificada pela madrasta e seus macacos voadores (filhas) e porque foi auxiliada pela fada madrinha (ou o espírito de sua mãe).

Mesmo assim, após esse momento de insubordinação, ela volta a ser aprisionada pela sua algoz sem confrontá-la como poderia.

Como Cinderela foi resgatada pelo futuro rei, por mais que ele aparentasse ser uma pessoa respeitosa, o mais provável é que fosse apenas outro controlador em sua vida, já que ela não saiu, por si mesma, da situação de subjugação, não quebrando o padrão.

duas grandes formas de subjugação:

  • Subjugação de necessidades: supressão de desejos, decisões e preferências.
  • Subjugação de Emoções: supressão de expressão emocional, sobretudo raiva.

A personagem Cinderela apresenta ambas.

E sem a liberação da raiva com consciência, não é possível estabelecer limites saudáveis, nem tornar a própria vida justa, apenas dependente de um controlador.


Devido a supressão emocional, pessoas com esse padrão podem se tornar passivo-agressivas, apresentarem pequenos surtos inesperados de mau-humor ou apelarem para a dramatização – de qualquer espécie. No caso de serem mais expressivas.

No caso de pessoas mais introvertidas que apresentem o padrão da subjugação, podem ocorrer sintomas psicossomáticos, afastamento afetivo ou o vício em substâncias tóxicas para amortecimento das emoções.

O fato é que para quebrar qualquer padrão, não dá pra esperar nenhum salvador, seja fada-madrinha, seja príncipe.

O caminho é tomar consciência da existência do padrão em operação e desarticulá-lo, contestando o que o sustenta, como a crença de que você

“tem que ser boazinha sempre”.

Pois isso apenas a conecta a outros indivíduos controladores, prontos para te explorar.

Para descobrir tudo o que está dentro de você que te coloca nessas situações desiguais e remover isso com a minha orientação e método, clique em AMADA.