O que a CULPA te dá?

Já imaginou o que aconteceria se a lagarta se culpasse por toda a destruição que causou?

Será que ela teria ENERGIA para virar borboleta, voar tanto e encantar a tantos com seu voo e beleza e gerando tanta abundância pela polinização?

Quando você se culpa como você se sente: consciente, compassiva e animada pra agir diferente ou triste, pesada e desanimada para fazer qualquer coisa?

A culpa não traz nada de novo, nada de bom e nem quer trazer. Ela está aí, justamente, para atar você.

Você se culpa para não deixar ir o drama passado que satisfaz sua necessidade de sentir fortes emoções com segurança – como quando você assiste a um filme – além disso, a culpa aumenta a sua sensação de importância já que ativa a sua mente iludida de controlar algo além do presente e da sua vontade atual.

Quem culpa não absolve, que significa reconhecer a irreponsabilidade no passado e a desobrigação da culpa imposta.

Quem responsabiliza, solta o passado e reconhece a responsabilidade no presente por agir diferente com base no aprendizado passado.

A culpa é uma ilusão de controle, uma ilusão da apreensão do tempo, do espaço, dos acontecimentos. Um delírio danoso.

E é o caminho mais rápido para a neurose – estagnação da vida e sofrimento significativo e piora na saúde mental e emocional – porque leva a pensar nos passados impossíveis e a manter dramas que já se foram.

Culpa é diferente de arrependimento, daquela tomada de consciência que transforma a pessoa por dentro e a leva a agir de forma diferente e resolver o imbróglio.

Arrependimento responsabiliza, modifica e mobiliza, a culpa não, ela existe justamente pra não resolver a questão.

ganhos na culpa.

Quando você se culpa, ao mesmo tempo em que você se vitimiza, se sentindo fraca, trazendo à tona toda uma carga dramática por acreditar que nada pode fazer para reparar o passado doído…

você também se engrandece ao se iludir de que poderia mudar o passado e de que se se apegar nele, ele nunca irá passar… nem você.

Nem que seja somente interiormente, a culpa te dá um grande palco pra você performar tudo o que resiste a expressar na vida de forma amorosa e criativa.

Por fora a culpa parece ruim para quem a sente, despertando em alguns a complacência àquele ser que sofre pelo que poderia ter feito de melhor. Até dignifica e torna admirável o ser. Mas, na verdade, ela é uma cena, uma distração, algo muito confortável pra quem não deseja crescer.

Um jeito barato de se convencer que não há nada pra se fazer, e de que se é digno de piedade alheia por sofrer por algo irremediável como o passado… o que não é nada verdadeiro, custa o tempo de quem se engana e a oportunidade de fazer acontecer momentos de presença.

Quem se culpa o faz para não se responsabilizar, para não precisar fazer algo a respeito do que lhe incomoda, porque quem se responsabiliza toma consciência de si mesma e toma pra si o que pode fazer no agora para que o passado passe e não volte a ocorrer.

Quem se culpa o faz para não lidar com a realidade e nem verificar:

“o que eu posso fazer agora para viver uma nova história?”.

Cultivar a culpa é como cultivar um fungo ruim… para vê-lo crescer basta alimentá-lo de forma sorrateira, com restos do que foi alimento um dia e escondê-lo da luz e do arejamento… um jeito barato de criar algo que se engrandece e de se convencer a não limpar toda essa sujeira pelo tamanho que ela tomou pelo seu próprio investimento…

Como parar de repetir a história do quanto você foi “tonta”, “orgulhosa”, “egoísta”, do quanto “errou”?

A história sem solução a qual você se apegou justamente para se sentir vítima e não precisar fazer nada de novo.

Contudo, quem se culpa é o ego, não você.

Só quando o ego está no comando, você está desconectada, fora do presente, fora da realidade, fora de si.

Que tal tirá-lo do poder?

A culpa sempre tem a ver com o passado, nunca com o presente, porque no presente sempre há a oportunidade de viver diferente, com mais atenção à realidade.

“Eu podia ter visto antes”

“Eu tinha que ter aproveitado mais”

“Eu devia ter ido quando tive chance”

São só fantasias de um ego ferido que não quer se curar, apegado ao passado, e que se reafirma e compraz na ladainha repetitiva.

Para optar pela transformação que sua alma clama e ser abundante como você veio pra ser, conheça o Programa A.M.A.D.A.

Eu tenho um caminho pra você.

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