Por que existe tanta MÃE NARCISISTA?

Porque vivemos numa sociedade abusiva, em que a mulher é extremamente reprimida e aquelas que não integram suas sombras tornam-se narcisistas.

Se você observar o ciclo da violência, você verá que a repetição ocorre sempre que algo não se resolve no indivíduo.

Um efeito dominó. De geração pra geração e de cuidadores para filhos.

Quando uma pessoa permanece inconsciente sobre os abusos que sofreu – desde os mais sutis até os mais escancarados -, quando ela não integrou a sua SOMBRA, ela vai PROJETÁ-LA sobre o outro.

Então a mulher que foi violentada irá repetir o padrão e ser violentada pelo cônjuge – mais comumente – e violentar quem é mais frágil nas suas relações: os filhos.

“Cadê o pai dessa criança?”

Há um equívoco, no entanto, no que tange à constatação da grande quantidade de mães narcisistas.

Não que não existe, sim, há. Ainda mais nas gerações das décadas de 40 pra cá. Mas consideramos a pessoa narcisista a pessoa controladora, passivo-agressiva, crítica, humilhadora… A que vai usar o outro para espelhar pra si o que quer ver, seja como bode expiatório, como um personagem fixo, seja como um ser idealizado.

Só o que O NARCISISMO É, TAMBÉM, A AUSÊNCIA, fundamentalmente a EMOCIONAL. Sendo o traço de personalidade “emocionalmente distante” um dos predominantes no perfil.

E, numa sociedade em que os pais são ausentes e as mães são sobrecarregadas, esses pais também são narcísicos, mas em outros aspectos do espectro, com a predominância do egocentrismo e indiferença, especialmente a quem nada lhe serve, no caso, os filhos (principalmente se são pobres, impopulares, não bajuladores, etc).

NARCISISMO É QUANDO O IDEAL DO EGO SUPLANTA O EGO, formando um falso ego, desconectado do SELF, pois o sujeito se considera muito defectível, muito vergonhoso, então ele prefere não olhar para a própria essência e se apega a esse ego idealizado, nesse falso ego que ele cria pra poder sobreviver e se relacionar.

Nos conceitos patriarcais, ninguém é suficiente se não atingir as alturas do poder, do status, da validação externa.

Então, como diminuir a incidência do transtorno narcisista?

Combatendo as ideias e os ideais da sociedade patriarcal, verificando que eles só causam sofrimento e a sua perpetuação.

Para embarcar nessa jornada de desconstrução, assista à vídeo-aula clicando abaixo:

Pais narcísicos “pulam” a filha que não se submeteu e agradam o(a) neto(a).

Será que é porque melhoraram?

Os filhos de pais narcísicos que não recebem sua projeção, são descartados.

Seja pra serem os filhos perdidos, eternos dependentes, seja pra serem os filhos de ouro, os campeões daquilo que nunca viveram, seja pra serem qualquer personagem obediente às suas necessidades de personalidade fragmentada.

Quem ousa ser inteiro, autêntico sem assumir projeções, vira bode expiatório até ser descartado.

E quando esses filhos desgarrados têm filhos, mas ainda mantém algum contato com seus pais narcísicos, esses ganham a chance de mostrar para os filhos (seus espelhos) o quanto estiveram errados, comprando a afeição dos netos e mostrando o quanto são “amados”…

“Seu filho me ama! Tá vendo como você estava errada!”

Para roubarem o neto ou neta, esses avós se tornam necessários à filha que, acaba aceitando a ajuda, por ainda desejar o afeto desses pais e por necessidade de apoio mesmo.

“Meus pais não foram presentes/amáveis mas me sinto amada vendo como são com meus filhos.”

E os filhos, não narcísicos, acabam pensando:

“Meu pai/ minha mãe deve ter mudado. Dizem que os avós são mãe/pai com açúcar… A velhice deve ter ajudado. O que importa é que tratam muito bem meu filho… Não foi uma mãe/pai afetuoso mas agora, com o neto é maravilhoso. Isso é o que importa.”

Será mesmo?

Velhice não é maturidade.

Por que confiar em quem provou que é egocêntrico?

As pessoas viram meros objetos nas mãos dos egocêntricos, para serem manipulados, inclusive os próprios filhos e netos…

Esses avós, agora, têm um novo objeto de afeto para investir, que pode, dessa vez, se tornar “perfeito”.

Esse é o ideal narcísico. Eles não veem as pessoas como são, veem suas projeções sobre elas e as crianças são verdadeiras esponjas, absorvendo muito do que os avós, que só lhes agradam, lhes projetam.

Aí mora o perigo… toda essa absorção e confusão de referências.

O que os avós narcísicos desejam é que seus netos os adorem, os idolatrem, os vejam sem defeitos e que façam suas vontades, satisfazendo suas fantasias de grandiosidade.

“Netinho, netinho meu, há alguém no mundo mais adorável do que eu?”

Pra isso, cometem um love bombing sem fim, satisfazendo os desejos das crianças o máximo que podem, evitando lhes dar limites e enfraquecendo a autoridade de seus pais, se para realizar essa proeza.

É desse modo aparentemente generoso, despretensioso, que esses avós mimam os netos, e quando a dependência da ajuda dos avós já está estabelecida, passam a desautorizar os pais, minar a saúde mental dos netos, barganhando seu afeto, contando segredos, diminuindo a confiança dos netos nos próprios pais pois os avós narcísicos desejam ser os maiorais na vida daquele “espelho”

O que é um perigo para as crianças.

A filha que não se submeteu ameaçou as fantasias de perfeição dos pais, e agora é a hora da vingança, de usar o próprio filho da filha para provar.

“O PROBLEMA É VOCÊ, NUNCA FUI EU, EU SOU MARAVILHOSO. A MAIOR PROVA É QUE O SEU FILHO ME ADORA.”

“Não fala assim com ele, ele é pequenininho pra entender…”

“Vou te dar, mas não conta pra sua mãe.”

“Aqui na minha casa você não briga com meu netinho…”

“Vem aqui com a vovó, seu pai tá muito estressado.”

“Seu pai não te deu? Seu avô te dá.”

“Não precisa contar pros seus pais tudo o que acontece aqui ou eles não vão deixar mais você vir…”

Não, não dá pra esperar consciência de quem não tem consciência nem de si mesmo.

Seus pais narcísicos vão colocar seu filho ou filha contra você se tiverem essa necessidade e de forma sorrateira, sem você e muito menos seu filho – o mais enganado da história – se darem conta disso.

Essa relação vai te enfraquecer como mãe, vai incutir muito mais inseguranças em você do que a maternidade já traz, porque a insegurança é a base da relação com uma pessoa narcísica.

E o elo mais frágil dessa triangulação será o seu filho que está em plena formação, não apenas de conceitos e valores, mas física mesmo, que pode estar sendo prejudicada pelo comportamento controlador dos avós através da estimulação dos vícios.

Você vai ter um filho mais opositivo, menos compreensivo, menos empático! Porque os avós estão ativando continuamente seus mecanismos de recompensa para os controlarem, para os firmarem como seus dependentes.

Você vai ter um filho mais viciado em jogos, telas, doces, compras porque os avós narcísicos não fazem tricô juntos, nem andam de bicicleta, eles viciam as crianças com tudo o que as torna facilmente compráveis.

Esse apoio dos seus pais narcísicos vai custar muito caro. Pode custar sua relação com seu filho, a saúde mental do seu filho ou sua tendência a vícios de todo tipo e fatalmente sua intolerância à frustrações e sua imensa dificuldade em manter constância em atividades que o desenvolvam, porque foi ensinado a ter tudo fácil e a receber tudo de fora em vez de gerar o que precisa.

Não importa se é mãe, pai ou avós, pessoas narcísicas desejam a aprisionar o outro, não o seu bem e a sua autonomia.

Vale mesmo a pena essa proximidade?

Você quer filhos livres e responsáveis ou facilmente seduzidos pelos prazeres e facilidades?

Pessoas narcísicas dão o mundo em troca de você perder a sua alma

E pais saudáveis desejam filhos fortes.

Se você já está percebendo sinais desse drama na sua vida, ou se já está sofrendo suas consequências desse conflito, escreva AMADA, eu tenho um caminho pra você.

Marketing perverso não é modelo pra quem é do bem

Você não precisa seguir todo e qualquer empresário, marketeiro ou líder só por conta dos seus resultados.

O marketing perverso vende quando não tem que vender.
Vende quando é momento de focar no coletivo, não no interesse próprio.

Vende na saúde…

Vende na doença…

Vende até a filha…

O perverso não considera o outro, USA-O.

Não respeita os limites do bom senso, da boa educação…

Se isenta de qualquer responsabilidade, porque lhe falta humanidade…

Por mais que seus resultados sejam cobiçosos…

Vale segui-lo para “ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma”?

Para não se deixar seduzir por esses falsos modelos de abundância, é preciso remover esses padrões que te conectam a pessoas “desalmadas” e descobrir a sua própria fonte, dentro de você.

Está pronta pro seu protagonismo?

O Padrão do Entrelaçamento | Emaranhamento | Self Dependente

Quando você se torna um apêndice do outro

Uma boa narrativa para exemplificar esse padrão é a da Rapunzel.

Rapunzel não era dona do seu desejo, ela era até confusa quanto ao que desejava, de tanto que crescera como uma extensão de sua raptora.

Porque é isso que a parte dominante – seja mãe, madrasta, pai ou qualquer outra que detenha o poder da relação – é para o abduzido: um raptor.

Aquele que detém o poder sobre a vítima no padrão de entrelaçamento executa o pior rapto que se pode executar: o rapto do si mesmo, a despersonalização.

Obrigada a ser “a parte que falta” daquele que lhe trata como peça, a vítima é reduzida a um zumbi, alguém sem noção de si mesmo, do que gosta, do que quer e até mesmo do que sente e necessita.

Mães ou pais narcisistas são experts em tornar um ou mais filhos apenas extensões de si mesmos, em sua estrutura de personalidade fragmentada.

O tipo “engolfador” é o que mais fomenta esse padrão disfuncional nos filhos.

Esse padrão opera em diferentes níveis e graus na vida do indivíduo.

Aparece no filho subdesenvolvido, que não encontrou autonomia no trabalho, nas relações, nas finanças e até no físico, porque “não é autorizado a isso”, a ser um indivíduo.

Mas aparece também naquele que aparenta ser autônomo, mas que está sempre à disposição dos pais, que – no íntimo – espera que os validem, que se sente obrigado a cuidar deles mesmo sem disposição pra isso e muitos outros casos.

A pessoa com esse padrão se sente “drenada” mas nem sempre toma consciência de que são as pessoas que mais lhe deveriam apoiar que lhe sugam.

Podem apresentar uma forte tendência à negação, que atua como defesa para não admitirem que foram roubados da própria vida por quem lhes as deu.

Quem pensou que o filme “Enrolados” (Tangled) tinha esse nome só por causa do romance entre a Rapunzel e o ladrão, estava enganada.
É um dos filmes da Disney muito contributivos ao tema do emaranhamento entre mães e filhas, principalmente.
A cena em que Clif corta o cabelo da Rapunzel revela muito bem quais devem ser as bases de uma relação saudável: sem sugar a energia de ninguém, com respeito mútuo, desinteresse e preservação da alma do indivíduo.
Esse padrão pode ocorrer a vida toda e, se as mulheres-mães não se libertam dele a partir dos primeiros anos da maternidade, facilmente o levam até a terceira idade.
Mas sempre é hora de sair da torre, do isolamento, do encantamento e viver a partir do próprio caminhar.

Como desativar esse padrão?

Primeiramente, atestando a própria falta de vitalidade e perspectiva e a dependência mental-emocional de outra pessoa que se apropriou do seu poder.

Segundo, vivendo o luto do pai, mãe ou cuidador idealizado.

Terceiro, ressignificando sua história e reajustando suas relações, para que você possua as condições necessárias para ser você e crescer.

Para sair dessa prisão e encontrar alegria e sentido na própria vida, clique em AMADA.

Mecanismos de Defesa da MENTE

Nossa mente sempre quer nos proteger, então ela busca nos fazer evitar o que não superamos, bem como tudo o que se mostra desconhecido. Alguns mecanismos de defesa da mente são:

  • NEGAÇÃO: Quando você nega uma verdade, como quando diz “não dá muito dinheiro isso que escolhi fazer”, mesmo você vendo outras pessoas fazerem muito dinheiro com o mesmo trabalho que você
  • DESLOCAMENTO: Descontar sua raiva ou frustração em algo ou alguém menos ameaçador do que o que despertou essa emoção
  • RACIONALIZAÇÃO: Quando você cria justificativas possíveis para algo, mas são justificativas falsas, como quando você explica pra si mesma que “vai comer uns doces porque é a única coisa que te livra da dor de cabeça”, quando, na verdade, você quer comer doces pelo simples prazer que isso te dá, mas que você não se permite sem uma desculpa
  • FORMAÇÃO REATIVA: Quando você se comporta de maneira oposta ao que você está sentindo, como quando você diz que está tudo bem e segura o choro, só pra não se expor para alguém, quando, na verdade, está sentindo tristeza e com vontade de chorar
  • REGRESSÃO: É quando você se comporta igual a uma criança pequena, como quando sai batendo portas, destrói coisas, se joga no chão fazendo birra
  • REPRESSÃO: Quando você reprime seus sentimentos desconfortáveis e os lança para o seu inconsciente. Ocorreu ou ocorre algo com o qual você precisa lidar, mas você não quer e se força a esquecer. Neste caso, pode haver somatização e doença.
  • PROJEÇÃO: Quando você projeta os seus sentimentos no outro, como quando você diz para o outro que ele está sentindo ciúmes de você quando, na verdade, é você que está sentindo ciúmes dele

Nenhum desses mecanismos de defesa te ajudam a solucionar um problema, porque são mecanismos de mentir ou omitir a realidade dos fatos ou dos sentimentos e, longe da verdade, não há consciência nem força para lidar com o que há.

Porém, há um mecanismo de defesa que Freud considerou saudável, que é a SUBLIMAÇÃO. Neste caso, você converte comportamentos inaceitáveis em aceitáveis para a sociedade. Por exemplo, você está muito frustrada na sua relação afetiva e, em vez de deslocar essa frustração para o seu filho, você vai correr, sai à noite para ouvir uma boa música ou para dançar.

Observe-se diariamente, ao final dos seus dias, de quais mecanismos de defesa você fez uso e torne-se uma pessoa mais livre, corajosa e abundante.

Por que relacionamentos desajustados ocorrem ?

* todos temos feridas emocionais que são despertadas na nossa primeira infância, no relacionamento com nossos pais e cuidadores
* essas feridas não curadas são cutucadas nas nossas relações afetivas posteriores, o que nos faz sofrer e reagir sempre com defesa ou ataque ao outro que nos faz sentir a ferida que já temos
* essa reatividade, não cura nossas feridas, pelo contrário, causa a repetição de padrões para estarmos sempre sentindo nossas feridas para que possamos curá-las
* mas, uma vez que tomamos consciência da existência delas, as observamos com atenção, descobrimos o que as mantém, e descobrimos, também, o que as cura
* desse modo, podemos escolher com mais consciência as pessoas com quem vamos conviver, nossas relações e experiências
* não precisamos ficar refém dos padrões de autocura e autoregulação, podemos tomar as rédeas da nossa vida e atuarmos com mais autoamor, para que o outro não precise tocar nas nossas feridas para que a gente as encare, através da dor
O processo de cura sempre se dá de dentro pra fora, através do amor que despertamos em nós, por isso a dor, causada pelo outro, serve apenas para cutucar nossas feridas e gerar em nós o amor que transborda de dentro para nos curar.
Entendendo esse mecanismo, vemos que uma relação saudável pode ser ainda mais curativa do uma relação que faz doer constantemente, porque numa relação saudável, estamos mais confiantes e menos reativos, sabendo que o que vem do outro não tem a intenção de nos machucar.

Ou seja: para melhorar a qualidade das nossas relações, nós precisamos descobrir nossos padrões de medo e desconfiança, desconstruí-los e nos comprometermos a nos aceitarmos e nos amarmos como somos para que sejamos, igualmente, aceitos, valorizados e amados!