Sua “melhor versão” não é sua melhor performance

Você precisa apenas se SENTIR MELHOR.

NADA é mais importante do que como você se sente.

Contudo, você vive se cobrando, pensando que precisa MELHORAR O QUE FAZ, NÃO O QUE SENTE, porque sua MENTE foi colonizada.

Por décadas você ouviu que você tinha que ser melhor do que era, o que significa:

  • buscar reconhecimento familiar e social e não alinhamento com sua essência,
  • reprimir partes suas que não agradaram e comportar-se de forma agradável aos outros,
  • priorizar os resultados, não a sua alegria,
  • melhorar cada vez mais seu desempenho em vez de focar no seu contentamento,
    ter uma alta performance, atingindo conquistas valorizadas pela sociedade (como um trabalho de status, bens, uma família tradicional e um corpo magro e minimamente atlético),
  • conquistar a aprovação de “superiores”,
  • aceitar condições opressoras,
  • buscar o “ter” em detrimento do “ser”, em suma.

O “ser melhor” que te ensinaram não é pra você mas para as demandas do sistema em que você habita.

Enquanto você está focada em atingir o inatingível, em ser melhor a cada dia – como se você já não fosse boa o bastante – quem não segue essa cartilha aproveita seu engajamento nela para te explorar.

Quando a cenoura está na frente do burro, ele continua a carregar a carga e a seguir em frente, sem nem se importar pra onde vai.

O que tanto as religiões quanto as sociedades ditam como ideal e exigem de você é tão contrário à sua própria natureza, que, mesmo que você quisesse, você nunca seria capaz de cumprir.

A estratégia é eficaz.

Basta exigir o contrário à sua natureza, coisas que você nunca irá realizar, que você viverá cheia de culpa, mergulhada em autocondenações, fracassando continuamente… e servindo aos donos do poder como o rato na roda.

Enquanto você trabalha pra enriquecer a empresa, o dono esbanja no Caribe e garante seu bunker.

Enquanto você se esforça pra consumir o que acha imprescindível, não percebe que o que o seu desejo foi vendido e que suas necessidades são outras.

Dentro da sua própria casa o mundo é dividido, com as mulheres sobrecarregadas e os homens superprotegidos…

Mas então, como você sai dessa mentalidade escravista?

Como você para de sentir que nasceu pra ser escrava, servir até se esgotar e performar diversão e relaxamento?

É fundamental se libertar de toda a cobrança e de toda a culpa, desacreditar de que não tem valor ou merecimento – todos temos – permitir-se sentir prazer – porque sem ele sua vida morre – tirar o trabalho do centro da sua vida e seu poder das mãos dos outros, trazendo ele de volta pra você.

Apenas resgatando o seu respeito e amor por si mesma é que você para de obedecer e passa a viver.

Pra derrubar essa mentalidade que te martiriza, sair da roda e criar a sua vida de verdade cheia de CORAGEM, conheça o Programa A.M.A.D.A..

“Dar a outra face” é escolher a ALEGRIA

Quando você era pequena, foi ensinada a ser boazinha até quando era hostilizada, a não ser nunca emburrada, a ceder pra quem era mais “difícil”, a pensar no outro antes de ter qualquer iniciativa autônoma, a ser auxiliadora, facilitadora, a se sobrecarregar pra aliviar o fardo dos demais, e até a se sacrificar pelo “bem de todos”… Em suma, você foi ensinada a “dar a outra face”.

Mas, será mesmo que dar a outra face é isso que ensinaram pra você?

Na Bíblia está escrito:

“Se alguém bater em você numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém tirar de você a capa, não o impeça de tirar a túnica.”

Cabe interpretação, não acha?

Quando a interpretação é radicalizada, saltamos da orientação a uma resposta consciente para uma resposta subserviente, e qual seria a intenção nada cristã por detrás dessa interpretação?

A dominação dos mais vulneráveis.

Pois enquanto a esses é exigida a face da submissão – como ocorreu com os escravos, ou com os “infiéis” e hoje ocorre com os trabalhadores e as mulheres – aos poderosos sempre foi permitida a lei da guerra.

Observando toda a doutrina cristã, vemos que muitas coisas que Jesus disse e os apóstolos registraram não eram regras rígidas que deveriam ser aplicadas a todos, mas orientações circunscritas a uma situação específica, para algumas pessoas específicas, como quando ele orientou um herdeiro a deixar todos os seus bens materiais e segui-lo. Ele não disse que todo mundo tinha que abrir mão de tudo o que tinha, disse pra esse rapaz, talvez, por perceber que ali estava um entrave para o seu crescimento.

Em outra ocasião, Jesus também não se portou como pacifista:

Não pensem que eu vim trazer paz ao mundo. Não vim trazer a paz, mas a espada. Eu vim para pôr os filhos contra os pais, as filhas contra as mães e as noras contra as sogras. E assim os piores inimigos de uma pessoa serão os seus próprios parentes. Quem ama o seu pai ou a sua mãe mais do que ama a mim não merece ser meu seguidor. Quem ama o seu filho ou a sua filha mais do que ama a mim não merece ser meu seguidor.”

Então, supondo que Jesus tenha mesmo orientado ao pacifismo numa dada ocasião como pregam a maioria das igrejas cristãs, não poderíamos afirmar que essa seria uma regra absoluta, pois ele mesmo agiu de forma oposta, como vimos.

E, igualmente, podemos nos desapegar dessa interpretação rasa e taxativa e aprofundá-la.

Bora contextualizar?

Por muitos séculos na história, o homem se sentia compelido a proteger sua honra contra quem o difamasse ou “manchasse seu caráter”. A parte ofendida desafiava o ofensor para um duelo. Armas eram escolhidas, e os dois inimigos se enfrentavam. Na maioria dos casos, ocorria um derramamento de sangue sem sentido.

O ensinamento de Jesus de dar a outra face pode ser entendido de forma menos radical, e, simplesmente, como uma orientação para renunciar à retaliação por ofensas pessoais, não se deixando afetar pelo que vem do outro, e muito mais direcionado aos seres mais agressivos (até hoje em dia):

os homens.

É esse o sentido mais coerente.

Não o de ser capacho de algozes como vem sendo traduzido.

Se dar a outra face fosse ser bonzinho com quem te agride, os abusadores sempre levariam vantagens sobre os mais pacíficos – que estariam sempre lesados – e não parariam de abusar porque não encontrariam limites.

E, de fato, no mundo patriarcal, violento com as mulheres e minorias, essa interpretação não se tornou uma regra para todos, mas apenas para os menos favorecidos.

De que forma colocarmos a nós mesmos ou a outros em perigo ou escassez, em favor da libertinagem de alguns, poderia ser bom para si e para os outros?

De forma nenhuma. Se nem Jesus transformou a todos com seu exemplo, não é você se sacrificando que irá transformar, porque isso é uma escolha de cada pessoa.

Dar a outra face é muito mais coerente a toda a doutrina de Jesus, quando significa:

  • responder a violência sem o uso da vingança, mas da justiça
  • não se apegar ao que você perdeu
  • deixar que levem aquilo que não é essencial pra você – inclusive a imagem que têm de você
  • sair dos jogos dramáticos que alimentam o ódio e ceifam a alegria e a vida

Em suma, o que pode ser dar a outra face quando alguém te afetar?

Responder de forma consciente, não reativa, não a resposta automática, violenta – consigo, inclusive.

Não é ser capacho, é ser inteligente, como um rio, como Buda disse: seguir seu curso sem se abalar com as pedras que lhe atiram e que não podem te ferir de verdade.

Em vez de dar a pior face pra si mesma e engolir seco o que não deveria engolir pra dar sua face falsa de sorriso amarelo para os outros, você poderia dar “a outra face”, a da assertividade, do confronto necessário, da luta digna, da resposta que não agrada mas que acolhe a vulnerabilidade, aquela que não se abala com as ofensas e as perdas que ocorrem na superfície da vida porque sabe que nada podem levar de si. Assim agia Jesus.

O porquê de você se SABOTAR

A Lua vive em confronto com o pai dos seus filhos, exigindo que ele seja mais responsável, mas sem sucesso.

Quem vê de fora vive falando que não sabe por que ela escolheu o ex se, desde o início, ele demonstrava não ter responsabilidade suficiente pra ser pai.

Acontece que a Lua estava fixada em outra experiência em sua vida, que ela, inconscientemente, desejava superar e que lhe trazia a mesma frustração: o abandono de seu próprio pai.

Quando ela era criança, seus pais se separaram e ele logo constituiu outra família, abrindo mão de sua responsabilidade com ela.

Então, apesar da Lua, sabotar a própria felicidade ao viver uma relação afetiva e ter filhos com um homem irresponsável, ela não estava sabotando seu desejo mais profundo: o de ser amada pelo seu pai, só que na figura de outro homem.

Mas por que ela não buscava ser amada por outra pessoa, que lhe desse menos transtornos e mais retorno?

Porque ela não superou a perda do pai na infância, e, naquela ocasião, passou a acreditar profundamente que RECUPERAR esse amor é o que a faria feliz.

Assim, passou a buscar esse amor e repetiu o drama, na tentativa de, dessa vez, vencer o outro e ser, por ele, amada.

A Lua ainda não DESAPRENDEU que:

  • seu pai e o tipo de homem que ele representa não irão lhe dar o que ela busca, porque não têm o que ela deseja, por mais que ela batalhe por isso.
  • o amor que ela busca não tem que ser resgatado, pois não está fora de dela.
  • o amor não é uma conquista.

Pra desaprender isso e poder viver mais feliz, a Lua, primeiro, vai ter que admitir seu desejo, de que o outro mude e se torne uma pessoa responsável pra ela; bem como reconhecer que esse desejo vem do passado não superado, e tratar a ferida do abandono que ainda comanda suas escolhas e comportamentos.

Em última instância, tudo o que fazemos é para sermos amadas, então, se nos sabotamos de alguma forma, é para atingir isso também.

O problema não está nos fins que buscamos, mas nos meios que escolhemos pra buscar isso.

Por isso, para parar de sabotar sua felicidade você vai precisar:

  • Reconhecer seus comportamentos sabotadores, geradores de drama;
  • Identificar o desejo que está por trás deles;
  • Encontrar as feridas não curadas que geram esse desejo e tratá-las;
  • Identificar as crenças que elas geraram e desconstrui-las;
  • Adquirir uma atitude consciente daí por diante.

Tá pronta pra parar de se sabotar e viver a sua vida de verdade?

Você não precisa de METAS

Sua vida não melhora quando você faz suas resoluções para o novo ciclo. Sua vida melhora quando sua mente e seu coração se alinham.

Sua mente deve estar a serviço do seu coração para que sua vida seja repleta de ALEGRIA.

Mas como saber se alguma escolha vem da mente ou do coração?

O seu corpo sempre te mostra.

Basta prestar atenção a ele.

Se você se sentir bem, leve e alegre com sua decisão, ela vem da sua essência, do que vibra amor em você. Do contrário, é um engano, fruto da sua desconexão.

A mente inventa os “deverias”, os “tenho que”, as regras, os certos e errados, os ideais de como a realidade e você mesma deveriam ser.

O coração é simples. É suave. Ele não quer impressionar ninguém, apenas se expressar.

Sua vida não precisa de mais disciplina, de mais esforço, muito menos de que você “dê o sangue”. Ela precisa de mais verdade, do seu alinhamento.

Você não precisa da sua “melhor versão”. Você precisa de uma relação mais honesta com quem você já é.

“Mas o que eu faço com a minha raiva, minha procrastinação, meus maus hábitos e vícios? Não preciso ter força de vontade para me libertar disso e melhorar?”

A melhora não vem da força de vontade, da disciplina ou da moralidade que te orienta. Vem da sua visão plena. Quando algo é visto claramente, com total honestidade – raiva, vício, medo – tudo o que é sintoma caem por terra.

Nenhum plano de ação se faz necessário.

Então, olhe o que te faz mal mais de perto.

Atrás da sua raiva, vícios ou frustrações existe algo que precisa desesperadamente ser visto.

Nós nos forçamos a ser de um certo jeito. Permanecemos em relacionamentos que já morreram. Perdemos um terço da nossa vida em trabalhos que odiamos. E depois nos perguntamos: “por que sinto raiva?”, “por que vivo ansiosa?”, “por que tenho vícios?”

Essas emoções e comportamentos não são o problema. Eles são sintomas de uma vida desalinhada: uma vida vivida afastada da verdade de quem você é.

Então, pergunte a si mesma:

“E se o problema não for minha falta de disciplina mas sim o fato de eu estar me traindo há anos?”

Esqueça as viagens, as comprinhas, os tratamentos de beleza, o feed sem fim – todas as fugas inteligentes que você usa para se entorpecer dia após dia.

Neste 2026, não pergunte a si mesma como ser melhor, ou como conquistar mais ainda.

Pergunte-se onde você parou de ser honesta consigo mesma e encare isso.

Quando a verdade é encarada totalmente, corporalmente, sem justificativas ou defesas, os padrões de autoengano construídos desmoronam. A raiva suaviza. A compulsão afrouxa. Os vícios perdem o comando. Não porque você lutou contra eles, mas porque a energia vital aprisionada neles, é liberada na supressão.

A mensagem da vida pra você não é “faça mais”.

Não é “seja melhor”.

Não é “se esforce mais”.

A mensagem é: seja honesta o suficiente para deixar o que é falso morrer e viver com o que é pura verdade.

Sua vida de verdade depende da retomada do seu poder

Quando você cai em si de que ser mulher no sistema em que a gente vive é ser um ser de funções, não um ser pleno, é um luto.

Quando você descobre que é uma cuidadora em tempo integral ou uma profissional à beira do Burnout, ou os dois, é um luto.

Quando você entende que é oprimida enquanto pessoa, enquanto é ludibriada com o elogio de guerreira para fazer o sistema funcionar sem terem a menor consideração por você, é um luto.

Quando você entende que o único objetivo que você tá atingindo na vida é o de ser facilitadora da vida de outras pessoas e instituições e morrer, é um luto.

Foi um processo bem difícil pra mim.

Mas você pode estar pensando:

“Não Mari, a vida não é bem assim…eu tenho meus filhos, meu marido, meus pets, meus pais..”

Pessoas que podem te dar alegrias mas que te demandam bastante também.

“Ah mas eu também me cuido faço academia, me alimento bem…”

Sem se dar conta de que se cuidar é básico, que não é fácil cumprir esse básico todos os dias e que ter um corpo no padrão é uma exigência sobre você!

“Ah mas eu amo o meu trabalho e por ele sou reconhecida!”

Mas você trabalha menos horas do que vive e ganha bem?

“Ah mas eu tenho um hobby, a maioria não tem…”

Mas eu aposto que você faz sem a entrega que gostaria ou que ele é
o trabalho que você gostaria de fazer.

O que você desfruta é o mínimo que o sistema ainda permite que você acesse
pra você não pifar e não se dar conta da verdade de que ele exige que você carregue a sociedade nas costas e morra sem ter vivido o que é unicamente vontade sua
.

Não é fácil encarar isso, é bastante desconfortável quando você sai do transe e passa a se dar conta da armadilha em que colocaram você.

Mas daí você pergunta:

“Então é isso? é assim que eu vou viver pelo resto da vida? Tem alguma saída?”

Sim, tem duass:

  1. Continuar sobrevivendo assim, oprimida, sem relaxamento, sem protagonismo, sem alegria, ou;
  2. Encarar esse padrão rígido de exploração a que você foi submetida e ao qual você se submete todos os dias, desconstrui-lo e lutar, com todo o seu coração e inteligência para criar a sua vida do seu jeito, sem qualquer submissão ou abusos.

Força você tem, ou você não teria aguentado tanto até agora. Mas você precisa escolher se vai usar ela pra derrubar esses padrões e viver mais livre
ou se vai usar ela pra ser uma camela do sistema que te oprime.

Eu te convido a experimentar a primeira opção: descobrir seus padrões, derrubá-los e criar a sua vida de verdade com a alegria que você merece sentir.

Vem comigo?

Quando o abusador é “bonzinho”

O mais importante pra você perceber se está vivendo uma relação abusiva não é o que a pessoa faz ou deixa de fazer, mas observar como você se sente.

PORQUE VOCÊ PODE ESTAR SENDO VÍTIMA DO ABUSADOR “BONZINHO”

Você olha pra ele e não consegue apontar nada de ruim, mas tem um mal-estar no ar.

Uma paciente minha namorava um homem recém divorciado, super disponível, ótimo pai e ela via isso, via ele cuidando muito dos filhos, mas ele colocava a ex mulher como bruxa. Dizia que por ganhar muito mais do que ele o humilhava e que ele não a aguentava mais isso. Provava que ela era ofensiva através dos prints de mensagens.

Já tinha uma bandeira vermelha aí mas ele tratava ela tão bem e aos filhos e mostrava a ex sendo sempre muito agressiva que ela acreditava nele.

A minha paciente sentia algo estranho que ela não conseguia explicar. Achava até que era coisa da cabeça dela, que estava sabotando um relacionamento saudável e que a ex dele era uma narcisista.

Pra encurtar a história, eles decidiram morar juntos e, em pouco tempo, outra face dele se revelou. Do cara super responsável ele foi se tornando cada vez mais folgado e foi pesando na vida dela, principalmente financeiramente, daí ela passou a entender toda a raiva que a ex tinha dele e decidiu se separar.

Quando você tá dentro de um relacionamento, fica difícil analisar o outro apenas pelas suas atitudes. Tem pessoas que performam de acordo com seus desejos. Se elas querem conquistar as outras têm melhores atitudes, pra depois passarem a abrir mão das responsabilidades que são delas, pesando pra outra, o que se torna um abuso.

Uma pessoa correta é correta com todo mundo, não só com quem ela deseja.

Por isso, se você vê confusão no passado, sente estranheza no presente, você vai ficar insegura porque é a sua inteligência intuitiva te apontando a incoerência.

O comportamento ideal pode ser ensaiado por um tempo por isso que apenas observar as atitudes não é a melhor opção, mas respeitar o que você sente.

É muito mais provável uma mulher estar reagindo a um abuso do que estar desequilibrada, por mais que o abusador pareça ser “bonzinho”.