Vítima, Vencedora ou Viabilizadora são três faces da mesma vingança

Vingança é o fenômeno humano que compreende a busca por revanche, retaliação ou represália como resposta por uma ofensa ou prejuízo. Praticado em nome próprio ou alheio, por alguém que foi real ou presumidamente ofendido ou lesado, em represália contra aquele que é ou seria o causador desse dano. A vingança é um impulso humano que surge quando nos sentimos lesados, traídos ou injustiçados.

Então, minha amiga, se você vive repetindo os mesmos dramas, eu preciso te informar: você está operando uma vingança.

Quando um fato não é aceito, ele não passa e, em vez disso, nos faz vestir armaduras para nos proteger para esse fato não ocorrer ou caso ele venha a ocorrer novamente.

Acontece que feridos, atraímos a mesma ferida, revivemos o mesmo drama, não por nada sobrenatural, mas pelo simples fato de nos mantermos no personagem e na mentalidade criada com base no que nos feriu.

Assim, se não aceitei algo vou reviver esse fato até que ele passe, pois “tudo ao que se resiste, persiste” (Jung).Sobre isso, há três personagens-base encarnadas pelas pessoas que ainda buscam essa vingança.

Três facetas representadas por quem está conectada mais às feridas egoicas do que à própria essência invulnerável.

É claro que cada ser humano é um universo único – e tão mais único quanto mais se desapega do que não é – mas como a dor humana é referenciada, suas personagens também são.

Quem você mais tem representado na vida: vítima, vencedora ou viabilizadora?

VÍTIMA

Ela consegue atenção falando de suas dores, da injustiça que sofreu, do que perdeu. Foi enganada, usada e decidiu que angariar pena é mais barato e menos inseguro do que voltar à vida.

Lamentando ela consegue atenção, tapinhas no ombro e até um abraço ou alguém pra chorar junto.

Na verdade ela tem muita raiva reprimida de tudo que se permitiu viver, mas prefere ser boazinha para garantir algumas migalhas de afeto, em vez de assumir sua responsabilidade por sua inconsciência e crescer.

Prefere se apegar a salvadoras do que se salvar dos próprios padrões de escassez.

VENCEDORA

Ela é bem-sucedida segundo os critérios da sociedade, não os seus – que ela já nem se lembra mais quais são, pois é viciada em aprovação.

Tem uma vida invejada porque faz questão de ostentar o quanto conquistou tudo o que todo mundo ambiciona.

Lifestyle desejado, profissional de sucesso, corpo no padrão estético, relacionamento de Instagram, família perfeita… sua busca é por aprovação de toda essa imagem grandiosa que construiu com muito empenho. Contudo, detrás das cortinas da sua vida publicada tem muita ansiedade e a obrigação de permanecer sempre no topo, custe isso a sua libido, a sua paz, o seu hábito de sorrir quando quer gritar.

VIABILIZADORA

Ou guerreira, heroína, salvadora, defensora das vítimas e questionadora das “vencedoras”, às quais inveja, mas não admite.

Como não conseguiu se salvar, ela salva o mundo, então, apesar de defender causas admiráveis, seu objetivo mesmo é acreditar que tem valor.

“Mas, pelo menos ela ajuda?”, não. Ela depende da vítima e teme não ser necessitada, porque depende do outro pra sentir que existe.

É o vencedor de adeptas porque é o mais incentivado a seguir pela sociedade que adora explorar e manter o status quo em vez de fomentar igualdade.

Essas personagens podem ser fluídas, o que quer dizer que com determinada pessoa você pode encarnar mais a vítima, enquanto com outra você posa mais de vencedora e com outra ainda, você se torna a viabilizadora de suas necessidades.

Porém, há uma personagem prevalecente na vida de cada pessoa, que lhe confere refúgio e também lhe encaminha para a mesma situação de dor, revelando-lhe qual é a ferida que mais necessita ser curada.

O mais importante, no entanto, é se perceber atuando vinculada ao seu ego ferido e sair do triangulo dramático assim que se perceber nele. Ou seja:

Capturar sua personagem e desativar seus padrões disfuncionais.

Para poder atuar com mais consciência e, assim, ter mais possibilidades de aplicar os próprios padrões potentes, vinculados ao seu EU verdadeiro.

Pois na vingança não há nada de frutífero. É só no amor por si mesma que a abundância floresce.

No Programa A.M.A.D.A. você irá descobrir os seus padrões disfuncionais vinculados à personagem e também os seus padrões potentes, vinculados à sua essência única, para saber exatamente quais barreiras precisa remover e quais fontes precisa religar.

Porque a sua vida abundante ocorre quando você remove as barreiras que te separam da sua própria fonte e a permite jorrar por toda a sua vida.

A mulher VÍTIMA: a reclamante sem compromisso

Comprou um monte de cursos e mentorias, nada resolveu, começou várias coisas sem terminar nenhuma delas e seu dinheiro escorreu.

A vítima está apegada à tristeza e à , esse afeto barato que recebe de quem a vê menor.

E tudo isso porque o seu desejo de agradar e receber migalhas se aliou ao seu medo de ser rejeitada e acabar sozinha.

E todo o ciclo de decepções e fracassos se repetem, sem que ela se empodere.

E como sair desse DRAMA?

Entendendo os ganhos que esse papel te dá e encontrando novas formas, mais saudáveis, de sustentar essas demandas.

Te explico tudo na aula do Programa A.M.A.D.A.

E se a vítima for uma pessoa PERVERSA?

O vitimismo daqueles que reiteradamente causam dor aos outros e se usam do falso papel de vítima para justificar suas ações perversas é facilmente percebido àqueles que observam os fatos.

Como o praticado por Israel contra os palestinos…

Colocam-se como vítimas de terrorismo para empreender uma limpeza étnica com requintes de crueldade.

Ou por Trump contra os imigrantes…

Enjaulando crianças estrangeiras para justificar sua necessidade de violência covarde contra os mais frágeis do sistema capitalista.

Essa é a perversidade escancarada travestida ao mesmo tempo de vítima dos “seres malvados” – que , na verdade, são as minorias – e salvadores de seus iguais – quem detém significativo capital financeiro.

No entanto…

… há outro tipo de perversidade travestida de vítima que passa despercebido perante o olhar da maioria, inclusive dos mais empáticos, que é o desempenhado pelo perverso

MASOQUISTA.

O masoquista é aquele que busca a dor, mesmo que se faça de vítima.

E como pessoas saudáveis não conseguem conceber que possa existir tal comportamento, veem essa pessoa perversa como a vítima que ela não é.

Mas porque alguém buscaria a dor reiteradamente, mesmo após haver tomado consciência de possíveis padrões de repetição em busca da cura de seus traumas?

Porque essa pessoa, diferentemente da vítima real, sente PRAZER no sofrimento e em todo o poder que o papel de vítima lhe dá, ao angariar a atenção, os recursos e a compaixão das pessoas, e, em última instância, em arrastá-las ao limbo.

O MASOQUISMO está ligado à ideia do sofrimento e humilhação.

É quando o sujeito se torna uma “coisa” para ser submetido pelos outros como forma de obter o seu próprio prazer.

Ou seja, é uma busca do prazer por meio de um aparente “desprazer”.

A perversa masoquista assume a posição de dominada, de quem sofre a dor para, assim, sentir prazer.

Ela não quer sair da situação de dor, mas pode simular querer para, ao mesmo tempo, ocultar suas reais intenções, receber a penalização e os recursos dos outros.

Ela quer perpetuar a dor para que continue sentindo prazer através dela.

Por isso se agarra a toda e qualquer oportunidade de permanecer em submissão e dor.

Seja através da reclamação, seja através do comportamento de submissão, seja através do descuido ou do ataque ao próprio corpo, para gerar a dor física.

Como o próprio nome já diz é uma pessoa pervertida, desviada do propósito da vida, de prosperar.

Prefere o prazer mórbido e danoso, que nada contribui a ninguém, muito pelo contrário: contamina aos demais, contribuindo para que se apeguem a iniquidades.

Enquanto o SÁDICO, que promove dor a outrem, pode ser simbolizado como a figura do vampiro, que se compraz em matar; o MASOQUISTA pode ser simbolizado como a figura do zumbi, que se compraz na morte e em tudo o que ela engloba, como a estagnação, a mentira, a toxicidade, etc.

Mas como não ser injusta e julgar errado uma verdadeira vítima de uma pessoa que busca e se compraz na dor?

Observando se ela tem consciência da própria responsabilidade e habilidade para sair do papel de vítima.

Observando se ela busca apoio para sair da situação dolorosa, apresentando avanços significativos, ou se apenas reclama da própria situação sem nada fazer para mudá-la, ou apenas simulando fazer algo para tal.

Para parar de ser vítima de falsas vítimas e se conectar com a vida e com tudo o que ela tem para a sua prosperidade, escreva AMADA.