O porquê de você se SABOTAR

A Lua vive em confronto com o pai dos seus filhos, exigindo que ele seja mais responsável, mas sem sucesso.

Quem vê de fora vive falando que não sabe por que ela escolheu o ex se, desde o início, ele demonstrava não ter responsabilidade suficiente pra ser pai.

Acontece que a Lua estava fixada em outra experiência em sua vida, que ela, inconscientemente, desejava superar e que lhe trazia a mesma frustração: o abandono de seu próprio pai.

Quando ela era criança, seus pais se separaram e ele logo constituiu outra família, abrindo mão de sua responsabilidade com ela.

Então, apesar da Lua, sabotar a própria felicidade ao viver uma relação afetiva e ter filhos com um homem irresponsável, ela não estava sabotando seu desejo mais profundo: o de ser amada pelo seu pai, só que na figura de outro homem.

Mas por que ela não buscava ser amada por outra pessoa, que lhe desse menos transtornos e mais retorno?

Porque ela não superou a perda do pai na infância, e, naquela ocasião, passou a acreditar profundamente que RECUPERAR esse amor é o que a faria feliz.

Assim, passou a buscar esse amor e repetiu o drama, na tentativa de, dessa vez, vencer o outro e ser, por ele, amada.

A Lua ainda não DESAPRENDEU que:

  • seu pai e o tipo de homem que ele representa não irão lhe dar o que ela busca, porque não têm o que ela deseja, por mais que ela batalhe por isso.
  • o amor que ela busca não tem que ser resgatado, pois não está fora de dela.
  • o amor não é uma conquista.

Pra desaprender isso e poder viver mais feliz, a Lua, primeiro, vai ter que admitir seu desejo, de que o outro mude e se torne uma pessoa responsável pra ela; bem como reconhecer que esse desejo vem do passado não superado, e tratar a ferida do abandono que ainda comanda suas escolhas e comportamentos.

Em última instância, tudo o que fazemos é para sermos amadas, então, se nos sabotamos de alguma forma, é para atingir isso também.

O problema não está nos fins que buscamos, mas nos meios que escolhemos pra buscar isso.

Por isso, para parar de sabotar sua felicidade você vai precisar:

  • Reconhecer seus comportamentos sabotadores, geradores de drama;
  • Identificar o desejo que está por trás deles;
  • Encontrar as feridas não curadas que geram esse desejo e tratá-las;
  • Identificar as crenças que elas geraram e desconstrui-las;
  • Adquirir uma atitude consciente daí por diante.

Tá pronta pra parar de se sabotar e viver a sua vida de verdade?

O que a CULPA te dá?

Já imaginou o que aconteceria se a lagarta se culpasse por toda a destruição que causou?

Será que ela teria ENERGIA para virar borboleta, voar tanto e encantar a tantos com seu voo e beleza e gerando tanta abundância pela polinização?

Quando você se culpa como você se sente: consciente, compassiva e animada pra agir diferente ou triste, pesada e desanimada para fazer qualquer coisa?

A culpa não traz nada de novo, nada de bom e nem quer trazer. Ela está aí, justamente, para atar você.

Você se culpa para não deixar ir o drama passado que satisfaz sua necessidade de sentir fortes emoções com segurança – como quando você assiste a um filme – além disso, a culpa aumenta a sua sensação de importância já que ativa a sua mente iludida de controlar algo além do presente e da sua vontade atual.

Quem culpa não absolve, que significa reconhecer a irreponsabilidade no passado e a desobrigação da culpa imposta.

Quem responsabiliza, solta o passado e reconhece a responsabilidade no presente por agir diferente com base no aprendizado passado.

A culpa é uma ilusão de controle, uma ilusão da apreensão do tempo, do espaço, dos acontecimentos. Um delírio danoso.

E é o caminho mais rápido para a neurose – estagnação da vida e sofrimento significativo e piora na saúde mental e emocional – porque leva a pensar nos passados impossíveis e a manter dramas que já se foram.

Culpa é diferente de arrependimento, daquela tomada de consciência que transforma a pessoa por dentro e a leva a agir de forma diferente e resolver o imbróglio.

Arrependimento responsabiliza, modifica e mobiliza, a culpa não, ela existe justamente pra não resolver a questão.

ganhos na culpa.

Quando você se culpa, ao mesmo tempo em que você se vitimiza, se sentindo fraca, trazendo à tona toda uma carga dramática por acreditar que nada pode fazer para reparar o passado doído…

você também se engrandece ao se iludir de que poderia mudar o passado e de que se se apegar nele, ele nunca irá passar… nem você.

Nem que seja somente interiormente, a culpa te dá um grande palco pra você performar tudo o que resiste a expressar na vida de forma amorosa e criativa.

Por fora a culpa parece ruim para quem a sente, despertando em alguns a complacência àquele ser que sofre pelo que poderia ter feito de melhor. Até dignifica e torna admirável o ser. Mas, na verdade, ela é uma cena, uma distração, algo muito confortável pra quem não deseja crescer.

Um jeito barato de se convencer que não há nada pra se fazer, e de que se é digno de piedade alheia por sofrer por algo irremediável como o passado… o que não é nada verdadeiro, custa o tempo de quem se engana e a oportunidade de fazer acontecer momentos de presença.

Quem se culpa o faz para não se responsabilizar, para não precisar fazer algo a respeito do que lhe incomoda, porque quem se responsabiliza toma consciência de si mesma e toma pra si o que pode fazer no agora para que o passado passe e não volte a ocorrer.

Quem se culpa o faz para não lidar com a realidade e nem verificar:

“o que eu posso fazer agora para viver uma nova história?”.

Cultivar a culpa é como cultivar um fungo ruim… para vê-lo crescer basta alimentá-lo de forma sorrateira, com restos do que foi alimento um dia e escondê-lo da luz e do arejamento… um jeito barato de criar algo que se engrandece e de se convencer a não limpar toda essa sujeira pelo tamanho que ela tomou pelo seu próprio investimento…

Como parar de repetir a história do quanto você foi “tonta”, “orgulhosa”, “egoísta”, do quanto “errou”?

A história sem solução a qual você se apegou justamente para se sentir vítima e não precisar fazer nada de novo.

Contudo, quem se culpa é o ego, não você.

Só quando o ego está no comando, você está desconectada, fora do presente, fora da realidade, fora de si.

Que tal tirá-lo do poder?

A culpa sempre tem a ver com o passado, nunca com o presente, porque no presente sempre há a oportunidade de viver diferente, com mais atenção à realidade.

“Eu podia ter visto antes”

“Eu tinha que ter aproveitado mais”

“Eu devia ter ido quando tive chance”

São só fantasias de um ego ferido que não quer se curar, apegado ao passado, e que se reafirma e compraz na ladainha repetitiva.

Para optar pela transformação que sua alma clama e ser abundante como você veio pra ser, conheça o Programa A.M.A.D.A.

Eu tenho um caminho pra você.

A criatividade salva apenas se não dominar #cineterapia | Cisne Negro

A fantasia pode nos salvar mas somente se não nos dominar.

A fantasia salva quando dá forma, movimento, cor, estética pra emoção represada no ser.

A fantasia salva quando auxilia a hiperfocar numa performance artística excelente e esquecer todos os aspectos turbulentos da realidade opressora.

Mas a fantasia se torna uma perdição quando supera a consciência por completo e faz o ser delirante se desconectar do próprio corpo: o estandarte maior da realidade.

É assim que a psicose, primeiramente um recurso para continuar a vida, mata.

Para participar de sessões de Cineterapia que vão abordar as causas da divisão psicótica, como a relação emaranhada com a mãe narcisista, como é o caso da Nina, vem pra NARCFLIX ❤️‍🔥

🎬Cisne Negro #cisnenegro #cineterapia #NARCFlix #psicose

Você não precisa de METAS

Sua vida não melhora quando você faz suas resoluções para o novo ciclo. Sua vida melhora quando sua mente e seu coração se alinham.

Sua mente deve estar a serviço do seu coração para que sua vida seja repleta de ALEGRIA.

Mas como saber se alguma escolha vem da mente ou do coração?

O seu corpo sempre te mostra.

Basta prestar atenção a ele.

Se você se sentir bem, leve e alegre com sua decisão, ela vem da sua essência, do que vibra amor em você. Do contrário, é um engano, fruto da sua desconexão.

A mente inventa os “deverias”, os “tenho que”, as regras, os certos e errados, os ideais de como a realidade e você mesma deveriam ser.

O coração é simples. É suave. Ele não quer impressionar ninguém, apenas se expressar.

Sua vida não precisa de mais disciplina, de mais esforço, muito menos de que você “dê o sangue”. Ela precisa de mais verdade, do seu alinhamento.

Você não precisa da sua “melhor versão”. Você precisa de uma relação mais honesta com quem você já é.

“Mas o que eu faço com a minha raiva, minha procrastinação, meus maus hábitos e vícios? Não preciso ter força de vontade para me libertar disso e melhorar?”

A melhora não vem da força de vontade, da disciplina ou da moralidade que te orienta. Vem da sua visão plena. Quando algo é visto claramente, com total honestidade – raiva, vício, medo – tudo o que é sintoma caem por terra.

Nenhum plano de ação se faz necessário.

Então, olhe o que te faz mal mais de perto.

Atrás da sua raiva, vícios ou frustrações existe algo que precisa desesperadamente ser visto.

Nós nos forçamos a ser de um certo jeito. Permanecemos em relacionamentos que já morreram. Perdemos um terço da nossa vida em trabalhos que odiamos. E depois nos perguntamos: “por que sinto raiva?”, “por que vivo ansiosa?”, “por que tenho vícios?”

Essas emoções e comportamentos não são o problema. Eles são sintomas de uma vida desalinhada: uma vida vivida afastada da verdade de quem você é.

Então, pergunte a si mesma:

“E se o problema não for minha falta de disciplina mas sim o fato de eu estar me traindo há anos?”

Esqueça as viagens, as comprinhas, os tratamentos de beleza, o feed sem fim – todas as fugas inteligentes que você usa para se entorpecer dia após dia.

Neste 2026, não pergunte a si mesma como ser melhor, ou como conquistar mais ainda.

Pergunte-se onde você parou de ser honesta consigo mesma e encare isso.

Quando a verdade é encarada totalmente, corporalmente, sem justificativas ou defesas, os padrões de autoengano construídos desmoronam. A raiva suaviza. A compulsão afrouxa. Os vícios perdem o comando. Não porque você lutou contra eles, mas porque a energia vital aprisionada neles, é liberada na supressão.

A mensagem da vida pra você não é “faça mais”.

Não é “seja melhor”.

Não é “se esforce mais”.

A mensagem é: seja honesta o suficiente para deixar o que é falso morrer e viver com o que é pura verdade.

Sua vida de verdade depende da retomada do seu poder

Quando você cai em si de que ser mulher no sistema em que a gente vive é ser um ser de funções, não um ser pleno, é um luto.

Quando você descobre que é uma cuidadora em tempo integral ou uma profissional à beira do Burnout, ou os dois, é um luto.

Quando você entende que é oprimida enquanto pessoa, enquanto é ludibriada com o elogio de guerreira para fazer o sistema funcionar sem terem a menor consideração por você, é um luto.

Quando você entende que o único objetivo que você tá atingindo na vida é o de ser facilitadora da vida de outras pessoas e instituições e morrer, é um luto.

Foi um processo bem difícil pra mim.

Mas você pode estar pensando:

“Não Mari, a vida não é bem assim…eu tenho meus filhos, meu marido, meus pets, meus pais..”

Pessoas que podem te dar alegrias mas que te demandam bastante também.

“Ah mas eu também me cuido faço academia, me alimento bem…”

Sem se dar conta de que se cuidar é básico, que não é fácil cumprir esse básico todos os dias e que ter um corpo no padrão é uma exigência sobre você!

“Ah mas eu amo o meu trabalho e por ele sou reconhecida!”

Mas você trabalha menos horas do que vive e ganha bem?

“Ah mas eu tenho um hobby, a maioria não tem…”

Mas eu aposto que você faz sem a entrega que gostaria ou que ele é
o trabalho que você gostaria de fazer.

O que você desfruta é o mínimo que o sistema ainda permite que você acesse
pra você não pifar e não se dar conta da verdade de que ele exige que você carregue a sociedade nas costas e morra sem ter vivido o que é unicamente vontade sua
.

Não é fácil encarar isso, é bastante desconfortável quando você sai do transe e passa a se dar conta da armadilha em que colocaram você.

Mas daí você pergunta:

“Então é isso? é assim que eu vou viver pelo resto da vida? Tem alguma saída?”

Sim, tem duass:

  1. Continuar sobrevivendo assim, oprimida, sem relaxamento, sem protagonismo, sem alegria, ou;
  2. Encarar esse padrão rígido de exploração a que você foi submetida e ao qual você se submete todos os dias, desconstrui-lo e lutar, com todo o seu coração e inteligência para criar a sua vida do seu jeito, sem qualquer submissão ou abusos.

Força você tem, ou você não teria aguentado tanto até agora. Mas você precisa escolher se vai usar ela pra derrubar esses padrões e viver mais livre
ou se vai usar ela pra ser uma camela do sistema que te oprime.

Eu te convido a experimentar a primeira opção: descobrir seus padrões, derrubá-los e criar a sua vida de verdade com a alegria que você merece sentir.

Vem comigo?