Você é ator ou um mero ESPECTADOR da sua própria vida?

Grande parte da vida das pessoas foi reduzida não só pelas escalas de trabalho insanas, mas por conta das telas.

Milhões ou até bilhões de pessoas vivem, hoje em dia, reduzidas a um estado de meras espectadoras, assistindo às telas em torno de 6 horas por dia.

O que significa que durante 1/4 da sua vida você não está vivendo, está só vendo outras pessoas viverem, outras pessoas jogarem, outras pessoas se divertirem, viajarem, etc

Você assiste a jogos de futebol em que milhões de pessoas estão assistindo e apenas 18 pessoas estão jogando. E ainda tem as lutas, programas de tv, vídeos da internet no feed sem fim e os streamings, com novos filmes e séries a todo momento. E a mesma coisa de novo: você é somente uma espectadora.

Se você observar na vida à sua volta você vai ver que em todo lugar as pessoas foram reduzidas de serem ativas, participantes, em passivas, receptivas apenas e nada criativas.

Este tipo de vida não pode trazer alegria.

Você não está vivendo, você está evitando viver.

Por isso é que além de recomendar que você evite ao máximo o uso de telas, que reduza ao que é realmente essencial pra você, e esteja com sua atenção o máximo de tempo onde o seu corpo está, eu quero te propor um novo hábito:

O de escolher melhor os filmes e séries que você assiste porque o seu tempo é precioso, mas, além disso, de interagir com eles, em vez de apenas consumi-los como qualquer coisa processada que você usa apenas pra amortecer suas emoções ou pra te fazer escapar da vida.

Como? Através da CINETERAPIA.

E pra isso, eu, Marí Fernandez, jornalista, psicoterapeuta e especialista em narrativas televisuais te convido para a NARCFLIX, onde você vai sair da postura consumidora passiva ao assistir seus filmes e séries, aproveitando o papel terapêutico das melhores telenarrativas e se divertir muito mais, numa sala com pessoas como você que não abrem mão de um bom entretenimento, mas que também não abrem mão da vida!

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Contato zero te protege, mas é a OBEDIÊNCIA ZERO que te faz prosperar

Não adianta cortar contato com pais controladores. Para viver em abundância é fundamental parar de obedecê-los.

“Mas Mari, eu ajo completamente diferente do que eles gostariam que eu agisse.”

Mas e como você se sente?

Mas e o que eles veem de você?

Por que você se boicota?

Quando uma filha de pai ou mãe controlador se afasta, contraria as ideias dos pais, vive diferente das vontades deles, eles não desejam que ela se realize.

E isso não é por mal, é apenas por inconsciência, porque a filha é pra eles um espelho que deve refletir somente o que eles querem ver, ou seja: tudo o que fortaleça suas fantasias de superioridade.

Desobedecendo-os, ela não pode se dar bem porque isso significaria que eles estariam abaixo e contrariaria a crença de que são os donos da razão.

“Mas Mari, isso é ser ruim, querer ver a filha deles mal!”

Não chega a ser ruindade, é mais uma falta de empatia. Como, pra eles, a filha é apenas uma extensão deles, o problema está em ela querer ser separada deles, bastando que retorne a ouvi-los para parar de sofrer.

Afinal, “quem mandou ser rebelde?”

Esses pais rechaçam qualquer ameaça à sua ilusão de controle, porque o MEDO deles, de aceitar a realidade é muito grande.

O problema, no entanto, não são eles, é VOCÊ… sempre:

Percebendo que seus pais não desejam que você se dê bem por tê-los contrariado, você, filha de pai, mãe, ou ambos controladores trata de OBEDECÊ-LOS, sabotando a si mesma.

Mesmo cortando contato, mesmo sumindo do mapa, mesmo buscando agir conforme suas próprias vontades, a filha de pais controladores que não se desapegou do desejo de ser amada por eles, vai tratar de se dar mal para não romper a bolha da fantasia dos pais e continuar sendo alguém no mundo deles. Não mais a filha obediente, mas a ovelha negra, pra continuar sendo a filha deles e recebendo seu afeto, nem que seja somente através de críticas.

A crença-base por trás dessa personagem que vive se dando mal e sabotando a própria realização, – muitas vezes, sem nem perceber – é o seguinte absurdo:

SE EU FOR FELIZ, NINGUÉM IRÁ ME AMAR

Ou pode ser ainda pior: se eu for feliz, quem eu amo será infeliz. O que é potencialmente sabotador para uma pessoa empática.

“E como eu faço pra desistir desse afeto e poder viver a minha vida do meu jeito e com abundância?”

Primeiro observando a existência desse desejo e observando as consequências que ele acarreta na sua vida.

É ele que faz você se sabotar para dar razão aos seus pais e se sentir próxima deles (mesmo que já nem estejam mais nesse plano).

Primeiro, constatando a sua responsabilidade pela sua própria infelicidade.

E, em segundo lugar, aproveitando a oportunidade de apreender essa personagem que precisa morrer para que você possa nascer pra sua vida de verdade, mapeando e desativando todos os seus padrões disfuncionais e liberando caminho para a sua própria abundância.

Quando? Na próxima semana.

Onde? Comigo no Meet.

Agende rapidinho sua 1ª sessão na imagem abaixo pois há poucas vagas.

O problema do BURNOUT autista não se resolve com psicoterapia ou medicação

Burnout autista: um problema bio-sócio-econômico e de justiça social que merece muita atenção

Embora o #burnout ocupacional seja parte da classificação internacional de doenças (CID) e considerado uma doença associada ao trabalho, os profissionais de saúde mental como psicólogos e psiquiatras pouco podem fazer para curar esse estado de esgotamento físico e mental.

+Quando o indivíduo atinge o estado de esgotar todos os seus recursos, o sistema social, econômico e de justiça falharam de alguma forma.

+O BURNOUT AUTISTA traz uma camada a mais que geralmente refere-se a meses ou anos de necessidade de apoio e adaptações razoáveis não atendidas. O autista em Burnout carrega uma trajetória de viver ignorando o seu próprio sistema neurobiologico, viver mascarando e tendo seu funcionamento atípico invisibilizado.

Autistas de menor nível de suporte e autistas com dupla excepcionalidade (AH/SD) são constantemente invalidados enquanto pessoas com deficiência.

Com apoios e acomodações razoáveis negadas e tendo destacadas apenas suas capacidades, eles vivem no limite até que sua máquina (o cérebro) começa a hiper aquecer e a desligar involuntariamente.

O autista então não consegue mais mascarar, ele adoece, se torna ainda mais sensível a estímulos emocionais, sensoriais, sua tolerância se reduz, ele se recolhe para se proteger, ele se isola, tem mais shutdowns e geralmente busca ajuda pois tem consciência do seu estado.

O que esse autista quer é acomodações. Ele quer respeito. Quer políticas públicas, quer que a lei seja cumprida. Um psicólogo não pode oferecer isso. Um psiquiatra também não. Não há medicamento para o burnout.

É preciso olhar de frente para essa epidemia que está acontecendo. Para grande quantidade de pessoas que estão perdendo habilidades por exaustão.

Não podemos tratar problemas políticos sociais e econômicos como se fosse apenas um problema que pode ser resolvido em terapia ou fármacos.

É preciso o direito ao descanso, ao lazer, adaptações no trabalho, respeito ao funcionamento neurobiologico de cada indivíduo, reconhecimento de questões de gênero que se sobrepõem muitas vezes a deficiência nos atendimentos de saúde e da justiça e, diante do adoecimento, redução de barreiras para o acesso ao auxílio por incapacidade temporária (atualmente o INSS é uma verdadeira corrida de obstáculos impossível para quem já está em estado de esgotamento).

Texto e ilustração: Luciana de Oliveira @luciana_menddonca CRP 19001845

Quem se faz de LESA tem um único objetivo: LESAR | A polêmica entre Luana e Virgínia

Luana Piovani, uma pessoa pública com muita atuação em casos de abuso, especialmente contra mulheres e crianças e que foi especialmente crítica com a assassina de Miguel, Sari Corte Real, compartilhou um vídeo com o depoimento de Juliana Prates, que relata a morte do irmão em decorrência do vício em apostas, e marcou Virginia Fonseca na publicação – a influencer mais seguida do Brasil e publicizadora de Bets.

Na legenda do vídeo repostado, a atriz escreveu a frase: “Virginia, a maldição vai colar em você, resvalará nos seus filhos, dinheiro de sangue, endemoniado”.

Para bom entendedor, o que Luana quis dizer é que esses milhões que Virginia ganha divulgando apostas que acabam com a vida das pessoas é um dinheiro maldito, pois vem de pessoas que perdem suas vidas pelo vício.

Entretanto, a resposta de Virginia, vem em vídeo, com lágrimas invisíveis contidas por suas unhas impecáveis, e com o seguinte texto vitimizante:

“Estava ali jantando com meus filhos e vi essa merda. Fico indignada, não consigo entender como o ser humano fala uma coisa dessa. Por quê? Essa mulher tem sei lá, 2 filhos, 3 filhos. Como que ela fala dos filhos de outras pessoas. Crianças de 4, 3 e 1 ano. Você quer falar de mim você fala. O que você quiser, como você sempre falou. “Está repreendido em nome do Senhor Jesus Cristo toda essa maldição que essa mulher joga sobre meus filhos!”.

Numa publicação seguinte, revelou que iria processar Luana: “Agora vamos resolver na Justiça, falar de mim? Ok, agora dos meus filhos: Chega. Cansei”

Não é falta de cognição essa resposta de Virginia, é oportunismo, falta de caráter. É se aproveitar da reação ao abuso cometido para se portar como vítima, aparecer na mídia e fazer ainda mais dinheiro.

Não é sobre os filhos dela, é sobre ela se fingir de ofendida para reforçar a imagem de mãe devota, religiosa, sem sequer tocar no assunto que gerou a crítica.

Nenhuma palavra sobre as bets que divulga. Nem um pio. Nada. Apenas uma performance narcísica de quem se importa mais em vender uma imagem consumível e, através dela e da reputação “cristã” – que tanto seduz os crentes inconscientes – gerar venda de seus produtos e muito mais contratos com quem pagar seu cachê ou comissão, não se importando se isso causa a ruína ou a morte de outros cidadãos. O que apenas prova seu desprezo pela vida alheia.

Quem poupa o lobo, sacrifica as ovelhas

Até quando iremos admirar quem conquista sucesso, dinheiro, status na sociedade, independente do mal que faz pra isso?

Até quando vamos admirar quem atinge os mais altos padrões de beleza mas que não ter a menor beleza na alma?

Até quando vamos dar palco pra quem lucra com a morte alheia?

Sem palco para abusadores

Após a cena da garota propaganda de jogos de aposta, Luana se pronunciou para desfazer a distorção que a péssima atriz queria propagar:

“Existe uma diferença enorme entre desejar o mal e apontar as consequências dos atos de quem ganha dinheiro destruindo a vida dos outros. Quando alguém paga pelas próprias atitudes, as consequências inevitavelmente alcançam quem está ao redor, mesmo que indiretamente. Isso não é desejo de mal, é realidade. A fala pode ser muito dura, mas é um chamado para a responsabilidade. Se um traficante for preso, os filhos dele também não serão impactados por isso? Isso é jogar praga ou dizer o óbvio?”, encerrou.

Envie esse texto pra quem ainda perde a própria vida seguindo essa predadora em pele de mãe zelosa.

Você precisa “matar” seus pais se quiser ser você mesmo, animar-se e prosperar

Eu sei, eu sei que nessa terra de ninguém que é a internet você tem ouvido muito que você tem que tomar seus pais (como se isso fosse um verbo pra se usar assim).

Sei também que você ouve, desde que se entende por gente que tem que respeitar seus pais, muito mais que isso, que você tem que honrá-los.

E eu concordo, só não concordo com a interpretação que vem embutida nisso, que não tem nada a ver com o conceito de respeito ou de honra.

VAMOS REVISÁ-LOS?

Então, sobre o respeito real, vai aqui a real:

NÃO É POSSÍVEL RESPEITAR QUEM NÃO TE RESPEITA.

É possível obedecer, submeter-se, compadecer-se, whatever, não respeitar.

Isso porque o respeito só se estabelece numa via de mão-dupla, num vínculo saudável.

Quando só um respeita, o que ocorre é uma relação de idolatria ou de autoritarismo, não de respeito.

“Você me respeite, eu sou seu pai / sua mãe!!”

Respeito não se exige, ele existe quando ele ocorre por si mesmo e pelo outro também. Em qualquer tipo de relação.

Agora sobre o tão reclamado “Honrar Pai e Mãe”:

SÓ É POSSÍVEL HONRAR POR INTEIRO, NÃO UMA PARTE APENAS .

Ninguém pode ser dividido. Uma mulher não pode ser dividida entre profissional, mãe, companheira, ou irá sofrer.

Da mesma forma, você não pode honrar apenas uma parte do outro, porque ele é um ser inteiro.

Se você fizer isso estará em negação da realidade, não estará aceitando o outro como ele é, muito menos o honrando.

Porque honrar é muito mais do que simplesmente aceitar, honrar alguém é REVERENCIAR esse alguém, é louvar sua existência.

E isso não dá pra ser feito com sinceridade se você tem sentimentos negativos ou ambivalentes pela pessoa em questão.

Se não há aceitação total do outro, não é possível honrá-lo.

“Mas como é que eu faço, então, se não consigo respeitá-los nem honrá-los por inteiro?”

“Eles não são perfeitos! Eu também não sou… tenho que aceitá-los.”

“Mas eu tinha que respeitar a hierarquia, o lugar deles na nossa família!”

“Eu tenho que perdoá-los mas não consigo!”

Tenho que isso, tenho que aquilo… são tantas crenças que você engoliu que o amor só encontra barreiras, e não caminhos para fluir e fazer você encontrar alegria e prosperar.

A verdade é que você NÃO TEM QUE NADA. Você é um ser humano livre para escolher o que quiser.

Contudo, a única forma de você se libertar é através do encontro com a verdade, e não entrando num sistema de crenças qualquer, vendido como solução.

Tá pronta pra sair da fantasia e acessar a possibilidade de se realizar?

Agora é que vem a polêmica mais velha do que andar pra frente: “mate-os”, “mate” seus pais.

Há um ditado zen que diz o seguinte:

“Se você encontrar o Buda no caminho, mate o Buda.”

E há uma frase de Friedrich Nietzsche, no prólogo de Ecce Homo, que diz algo parecido:

“Paga-se mal a um mestre, quando se continua sempre a ser o aluno.”

Então, não estamos falando de nada perverso por aqui, muito pelo contrário.

Matar simbolicamente é matar a ideia de superioridade deles, ou a ideia do que você gostaria que eles fossem. É matar a autoridade que seus pais ainda possam ter sobre você.

Só assim você poderá se desapegar deles e libertar a si mesma para ser quem você é e crescer. E só assim você poderá amá-los de verdade.

Para isso acontecer é importante reconhecer o que eles lhe fizeram de mal – por pura inconsciência mesmo. É importante reconhecer a totalidade do que passou, não simplesmente os motivos de gratidão.

Só reconhecendo as sombras deles e as suas dores provenientes da sua relação com eles – sejam elas de faltas ou excessos – é que você poderá encontrar as suas feridas não curadas e curá-las. Encarando a verdade do que foi e do que há.

Em seguida, é o momento de mapear os padrões disfuncionais gerados a partir disso que não passou e desconstrui-los ; para você poder se reconectar à sua fonte interna de amor, relacionar-se com fluidez e expressar sua potência no mundo.

Se você quiser ver seus pais como são, desapegar-se de qualquer desejo que você tenha sobre eles e estar liberada para ser quem você é e PROSPERAR, eu tenho um caminho pra você. Conheça ele assistindo a vídeo-aula do Programa A.M.A.D.A.

Não pagar pensão pra criança é fácil, quero ver é fugir do Leão

Ter a vida pausada por até 3 meses ou ter a vida pausada até pagar a dívida? O que você acha que força mais os genitores que abandonam financeiramente os filhos a pagarem pensão de alimentos? A experiência de vários países revela.

Hoje, no Brasil, quando o genitor que não mora com a criança não lhe paga a pensão alimentícia, é a própria criança quem mais sofre enquanto o processo corre. Na maioria das vezes, a genitora que tem a guarda da criança – quase sempre a mãe – é quem paga a conta do mercado, da moradia, da farmácia, do transporte, sendo que, na maioria das vezes, não tem possibilidades de suprir suas necessidades da melhor maneira, assistindo ao filho de forma insuficiente e às custas da própria sobrecarga.

O Lugar da Esperança (2023) é um excelente filme que retrata a luta de uma mãe solo após se separar de seu marido abusivo

O pior, no entanto, é que mesmo após chegado ao fim do processo e determinado o valor da pensão com a determinação de seu pagamento sob pena de penhora ou prisão do devedor, milhões de crianças ficam sem receber suas parcelas – na maioria das vezes, uma quantia mísera – tanto porque os devedores, facilmente, se livram da penhora, tirando o que têm do nome, quanto porque passaram a não temer uns dias de “folga” na prisão.

E por que isso diz respeito a você que nem filhos tem ou tem mas é responsável por eles e não vive essa realidade diretamente? Porque, no Brasil, metade das mães brasileiras são solo, 69% das mulheres no país têm ao menos 1 filho, 18% delas estão desempregadas e 44% sobrevivem com até R$ 1.212 por mês. Ou seja: você vive, mesmo sem escolher por isso, numa sociedade em que metade das famílias são de mulheres e crianças em situação precária por conta da falta de responsabilidade paterna e cobrança eficaz do Estado dessa responsabilidade.

“Mesmo assim não vejo como isso pode ser um problema meu?”

Então, vamos partir do básico: o ser humano é um ser gregário por natureza, e se você não vive numa casa autossuficiente num ambiente isolado você vai lidar com essas mulheres sobrecarregadas, adoecidas, endividadas, com essas crianças necessitadas e com uma sociedade disfuncional.

Abandono financeiro também é violência: menos recursos, menos qualidade de vida, mais dificuldade para estudar, menos acesso à saúde. Quem deve pensão prejudica diretamente a vida da criança e indiretamente a toda a sociedade.

Então, mesmo que você não seja adepto do sistema da “máquina de moer gente” que formou nosso país escravocrata e explorador de corpos – principalmente femininos, infantis, negros e de qualquer minoria – e mesmo você, que só se importa consigo mesmo, essa realidade de metade dos núcleos familiares afeta a sua vida intensiva e diariamente. Coloco abaixo apenas alguns exemplos que já vivi e ouvi em terapia.

  • Minha inquilina passou a atrasar o aluguel (motivo oculto: ela se separou e o genitor do filho não paga pensão)
  • Estava com dor de dente e minha dentista desmarcou em cima da hora (motivo oculto: um equipamento do consultório parou de funcionar e ela teve que escolher entre pagar o técnico e pagar a escola do filho porque o pai não paga pensão)
  • A faxineira que limpa minha casa faltou porque conseguiu um encaixe num pediatra pra filha (motivo oculto: ela não tem dinheiro pra pagar uma consulta particular porque a filha não recebe pensão)
  • Fui comprar pão pra fazer um lanche porque estou de home office e a Dona Maria da mercearia do meu bairro fechou o comércio do nada (motivo oculto: teve que cuidar do neto doente porque a filha não pode perder o emprego já que o genitor do neto não paga pensão pra poder pagar uma babá)
  • Minha funcionária vive faltando e vou ter que mandar ela embora por isso (motivo oculto: ela tem uma criança com necessidades especiais que necessita de várias terapias e, porque o genitor não paga pensão, tem que levá-la quando o SUS agenda, em horário comercial)
  • O marido da minha vizinha foi preso por não pagamento de pensão e quem está pagando a estadia do vagabundo no sistema prisional sou eu, que pago meus impostos

Por que a pena de prisão não é mais eficaz como antes?

Prisão não resolve a vida de nenhuma mãe nem de nenhuma criança. Quando o genitor vai preso ele precisa pagar a dívida para ser solto antes do prazo máximo – de 30 a 90 dias, de acordo com a decisão judicial – contudo, ele pode escolher ficar preso pelo prazo máximo e sair sem pagar a dívida. Muitos não pagam o que devem, as dívida continuam existindo, mas sem outro meio de serem cobradas. Mas o pior de tudo é que a criança não recebe a assistência básica que deveria receber.

Vivemos num mundo capitalista, onde ser encarcerado de 1 a 3 meses pode não atrapalhar muito a vida de quem abusa da vida e dignidade do próprio filho, mas onde ter uma dívida ativa com o Estado atrapalha, e muito, a satisfação das PRÓPRIAS necessidades e desejos; que é a única coisa que tais genitores compreendem.

A experiência da prisão civil de devedores de pensão no Brasil vem mostrando que essa não é uma medida coercitiva eficaz como deveria ser, por dois fatos, principalmente:

  • a prisão de devedores de pensão cresce, em média 30% ao ano o que prova que esses inadimplentes não temem ficar encarcerados (quem sabe até aproveitem a estada gratuita na instituição custeada pelos contribuintes que eles não são);
  • grande quantidade dos que já foram presos volta a atrasar os pagamentos, mesmo podendo voltar à prisão, o que comprova que a hospedagem na instituição prisional não foi tão ruim assim para esses devedores dos alimentos dos p´róprios filhos (questão de caráter?).

Dessa forma, o ciclo de abandono e inadimplência continua, as crianças ficam vulneráveis, suas mães ficam sobrecarregadas, endividadas e até doentes, o que faz poder cair ainda mais a qualidade de vida dessa criança.

59,9% dos domicílios em situação de insegurança alimentar são chefiados por mulheres. Cerca de 11 milhões de mulheres criam seus filhos sozinhas, sem a presença ou o apoio do pai.

Se prisão não resolve o que resolveria?

A única coisa que assusta mais do que a perda rápida da liberdade é a perda do DINHEIRO. Assim, o foco para garantir que os direitos dessas crianças abandonadas sejam supridos deveria ser na eficácia da cobrança da dívida mas de uma forma mais inteligente, além da penhora de bens, do desconto em folha de pagamento e da quebra do sigilo bancário, mesmo porque esses devedores dos próprios filhos são muito aptos para esconder suas posses.

Então, como bloquear os bens e remunerações invisíveis dos devedores de pensão que colocam o que têm e movimentam contas em nome de terceiros?

Alguns países têm sistemas em que quando o devedor não paga, o governo adianta o valor à criança e posteriormente cobra o devedor, muitas vezes com juros e encargos. Assim, o devedor de pensão passa a ter uma dívida ativa com o Estado, que possui mecanismos rigorosos de coerção para recuperar valores e desincentivar a inadimplência.

“Ah mas daí vai gerar dívida para o Estado e quem paga sou eu que pago meus impostos em dia! Eu não tenho nada a ver com a dívida desse genitor! Seu filho não é meu filho.”

Mas e o que você já paga com a 2ª maior população carcerária do mundo? Custear a estadia de devedores de pensão na prisão é um dinheiro que vai e não volta. O custo médio de um presidiário no Brasil é de R$ 2.498,34 mensais, podendo chegar até R$4.367,55. Pagar as pensões que o devedor deve para a criança e cobrar dele depois garante uma sociedade mais justa, contributiva, e com a GARANTIA de que esse dinheiro será ressarcido aos cofres públicos através das várias medidas coercitivas que o Estado pode aplicar ao genitor inadimplente.

Além das formas de coação e cobrança que já são utilizados no Brasil como o desconto automático em folha, penhora de bens ou apreensão de dinheiro em contas bancárias, há outros pouco ou nada utilizados no país, como:

  • Retenção de Benefícios Governamentais: A dívida pode ser descontada de restituições de imposto de renda, seguros-desemprego ou outros benefícios estatais.
  • Suspensão de Licenças e Documentos: Autoridades podem suspender carteiras de motorista (CNH), passaportes ou licenças profissionais/ocupacionais até que o pagamento seja regularizado.
  • Reporte a Agências de Crédito: Inclusão do nome do devedor em cadastros de inadimplentes (como Serasa/SPC), o que restringe o acesso a crédito.
  • Multas Judiciais: O descumprimento pode levar a desobediência à ordem judicial, resultando em multas pesadas.

Os principais países e regiões com sistemas de adiantamento público são:

  • Países Nórdicos (referência no sistema): Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Islândia.
  • Europa Ocidental e Central: Bélgica, França, Alemanha, Áustria, Espanha, Estônia, Lituânia e Luxemburgo.
  • Outras Regiões: Bielorrússia (Belarus). 

O resultado desse sistema mais inteligente são crianças protegidas, famílias mais seguras e uma sociedade mais progressista.

Como o Brasil pode fazer isso?

Através da criação de um Fundo Nacional de Garantia de Pensão Alimentícia para assegurar o pagamento imediato da pensão a crianças e adolescentes quando o responsável legal esteja inadimplente.

O fundo garantiria o pagamento imediato do valor devido, evitando que necessidades básicas como comida, moradia, saúde e educação fiquem desassistidas.

Em suma:

  • Pagamento imediato da pensão quando o devedor não paga.
  • Segurança alimentar e dignidade para crianças e adolescentes.
  • Cobrança eficaz do devedor pelo Estado, com inscrição em dívida ativa e mecanismos de execução mais rígidos.
  • Redução da vulnerabilidade social das famílias chefiadas por mães solo.

“O leão é manso e justo para quem faz tudo direito”

Se você quer contribuir para ajudar nossa sociedade a evoluir nesse problema que afeta cerca de metade das famílias, e se tornar mais responsável e progressista, basta clicar na imagem abaixo e assinar a PETIÇÃO de autoria da mãe solo Nati Avellar.