Você não SOFRE pela DOR que passou…

você sofre pela HISTÓRIA que contou sobre ela.

E a história só gera sofrimento porque ela não é totalmente verdadeira.

Se a história que te traz sofrimento é da sua infância, você pode ter mentido para não se desapegar de quem te feriu, porque a sua sobrevivência dependia do seu apego.

O apego é necessário para a sobrevivência até que o ser humano se torne autônomo em todos os aspectos: fisicamente, emocionalmente, mentalmente e espiritualmente.

Da mesma forma que o filhote de passarinho dificilmente sobrevive se cair do ninho e os mamíferos não sobrevivem se não mamam, o ser humano, até a vida adulta, não sobrevive se não se agarra em outros seres humanos – dos quais vai se desprendendo conforme vai se tornando capaz.

Então, você pode ter mentido pra si mesmo de que você não tinha o olhar atento e o tempo de qualidade dos seus pais porque você ainda não era “boa o bastante” para receber esse cuidado e não porque eles não tinham essa disponibilidade afetiva.

João e Maria reencontram o pai

Embora a mentira de que “a culpa foi sua” por não receber o cuidado devido tenha lhe ajudado a se manter apegada a eles e sobreviver lá atrás, hoje em dia – e porque você tem uma racionalidade que questiona isso – ela apenas lhe causa sofrimento.

Então, o primeiro passo para erradicar o sofrimento, é descobrir a verdade por trás das histórias da infância e adolescência que martirizam; e lidar com toda a dor reprimida que virá à tona após a revelação.

E tão importante quanto essa revisão das histórias de quando ainda precisávamos do apego a qualquer custo, é fazermos uma revisão das histórias da vida adulta, reeditadas sobre as mesmas bases do autoengano .

Em vez de contar que foi “usada e abusada” por alguém sem qualquer responsabilidade sua, você vai reconhecer que por você acreditar que precisava “ser útil para ser amada”, você se permitiu ser usada na esperança de ser recompensada com o amor de quem não sabe o que é amar.

Recontar suas histórias à luz da sua própria consciência, reconhecendo a responsabilidade de cada envolvido, e se desapegando do drama é o que vai te liberar do passado para ser feliz no agora.

O que traz sofrimento não é o passado, é o apego.
E nada melhor do que a verdade para soltar e fluir.

Está pronta para deixar seu sofrimento ir embora e poder ser feliz?

Não existe excesso de EMPATIA, existe excesso de FERIDAS

crianças no genocídio em Gaza / 2025

Empatia não é sofrer pelo outro, muito menos sofrer pelo que o outro está passando e não fazer nada para ajudar a mudar sua situação de dor, nem mesmo fazer demais pelo outro, tomando pra si o que compete a ele.

TUDO ISSO É SÓ O SEU EGO FERIDO EM OPERAÇÃO.

Então, o que é empatia e o que é esse sofrimento que você sente ao perceber o sofrimento do outro?

três tipos de empatia:

  • A mais básica é a cognitiva, a capacidade de compreender o outro.
  • Num nível mais profundo há a emocional, capacidade de sentir pelo outro.
  • E, no terceiro nível, há a empatia compassiva, aquela que busca agir para aliviar a dor do outro.

Portanto, a empatia, por si só, não gera sofrimento, mas mais compreensão do outro e conexão com o outro.

SE, então, ao olhar para o outro você entender e sentir a dor dele e sofrer junto com ele, não é por excesso de empatia que o seu sofrimento ocorre, é porque sua identificação com o outro disparou um gatilho que te fez sentir as suas próprias feridas não curadas.

Quando você se importa de verdade a respeito de uma situação de dor, você FAZ ALGO para aliviá-la, sem tomar para si o que é responsabilidade do outro.

Flotilla a caminho de Gaza

Como, por exemplo, quando você cuida de uma pessoa doente enquanto ela ainda não pode cuidar de si mesma.

Se você sofre junto com o outro mas não faz nada para ajudar o outro, você está sofrendo apenas pela sua própria ferida que foi afetada pela sua identificação com o outro.

Você está sofrendo por algo que ocorreu no seu passado e do qual você ainda não se conscientizou.]

Se, por outro lado, você sofre junto com o outro mas faz demais para livrá-lo de seu sofrimento, invadindo sua autonomia, quem está no comando é o seu ego ferido, é o seu Complexo de Salvadora (que deseja gratidão ou reconhecimento por essa “caridade” em excesso).

Como o pai ou responsável que não permitiu que o filho adquirisse autorresponsabilidade suficiente porque o controlou demasiadamente afim de se realizar através do filho.

Empatia demais não existe, assim como amar demais não existe.

Só “ama demais” quem está ferido demais. Só se doa demais para o outro quem tem interesse em controlar o outro.

Quem sofre ao se doar para o outro é porque está esperando algo do outro. Não é um comportamento desinteressado. Não é amor.

Mas eu sofro até por desconhecidos, por pessoas em situação de rua, pelo genocídio! Por me sentir de mãos atadas para aliviar o sofrimento dessa gente!

Faça o que você pode para ajudar, sem se prejudicar. Sempre vai doer para quem se importa, porque a dor é inerente à vida e há dor no coração de quem sente.

Mas toda dor passa e o sofrimento é sempre opcional: na opção de se apegar ao próprio desejo.

Você não irá sofrer se tiver a consciência tranquila de que fez tudo o que podia para ajudar ao seu próximo.

VOCÊ SÓ É RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE ESTÁ DIRETAMENTE AO ALCANCE DO SEU PODER DE AÇÃO.

Por isso a culpa é vaidade do ego e o sofrimento é inalienável.

Hipersensibilidade ao outro é necessidade de curar a si mesma.

Clique abaixo para trilhar um caminho de cura.

O Padrão do Autossacrifício

Quando você alimenta a dependência enquanto se distrai da sua dor

Você sabe o que é o sacrifício?

Responder a isso é prioritário para entender o que é o autossacrifício.

Sacrifício (do Latim Sacrificium, literalmente “feito sagrado“), também conhecido como imolação, oblação, oferenda ou oferta, é a prática de oferecer aos deuses, na qualidade de alimento, a vida (designada como “vítima“) de animais, humanos, colheitas e plantações, como ato de propiciação ou culto. O termo é usado também metaforicamente para descrever atos de altruísmo, abnegação e renúncia em favor de outrem.

Ou seja, o sacrifício está ligado a um entendimento primitivo do que é sagrado: sofrer em favor de outro alguém, seja esse alguém uma divindade ou um simples mortal.

Mas quem se beneficia com o sofrimento do outro?

O sacrifício é benéfico a quem?

A verdade é que ninguém se beneficia do sacrifício.

Porque quando a pessoa está sofrendo, tudo o que ela está ofertando é dor, não amor.

Quem recebe o sacrifício de alguém é impedido de desenvolver sua autonomia ou de ter de lidar com a falta do seu prazer – que é o verdadeiro benefício.

“Mas, Mari, a maioria das mães se sacrificam por seus filhos!”

É verdade. Por isso é urgente que a gente encontre nossas feridas e as trate, em vez de darmos do que nos falta aos nossos filhos.

Como você se sentiu recebendo da sua mãe o que ela se esforçava pra te dar? Piedosa e até fidelizada a esse sofrimento, aposto.

O sacrifício não está em se doar, mas em sofrer ao se doar, e, embora a dor seja inevitável, o sofrimento é sempre opcional.

Geralmente, quem apresenta esse padrão já foi codependente de um ou mais dependentes.
O autossacrifício não se trata de um agir desinteressado, muito pelo contrário. Quem age dentro desse sistema se ressente por aquilo que não recebe do outro.
Para se libertar desse modo de agir disfuncional, que só gera insatisfação e desilusão, é fundamental mapear esse padrão em si e desconstrui-lo.

Então como desativar esse padrão do AUTOSSACRIFÍCIO?

Primeiramente, entendendo sua base: a crença de que o seu sacrifício agrada a quem você ama.

Depois, entendendo quais acontecimentos da sua vida te

levaram a crer nisso.

Foi apenas o exemplo materno, ou te pediram, mesmo que indiretamente, pra abrir mão da sua essência?

E, terceiro, contestando a toda essa mentalidade que te faz viver atendendo às demandas dos outros, impedindo-os de lidarem com elas com autonomia e sabotando o seu próprio desenvolvimento e capacidade de, verdadeiramente, auxiliar outras pessoas: com AMOR, sem sofrimento.

Para fazer isso com a minha orientação e método, clique em AMADA.

O Padrão do Entrelaçamento | Emaranhamento | Self Dependente

Quando você se torna um apêndice do outro

Uma boa narrativa para exemplificar esse padrão é a da Rapunzel.

Rapunzel não era dona do seu desejo, ela era até confusa quanto ao que desejava, de tanto que crescera como uma extensão de sua raptora.

Porque é isso que a parte dominante – seja mãe, madrasta, pai ou qualquer outra que detenha o poder da relação – é para o abduzido: um raptor.

Aquele que detém o poder sobre a vítima no padrão de entrelaçamento executa o pior rapto que se pode executar: o rapto do si mesmo, a despersonalização.

Obrigada a ser “a parte que falta” daquele que lhe trata como peça, a vítima é reduzida a um zumbi, alguém sem noção de si mesmo, do que gosta, do que quer e até mesmo do que sente e necessita.

Mães ou pais narcisistas são experts em tornar um ou mais filhos apenas extensões de si mesmos, em sua estrutura de personalidade fragmentada.

O tipo “engolfador” é o que mais fomenta esse padrão disfuncional nos filhos.

Esse padrão opera em diferentes níveis e graus na vida do indivíduo.

Aparece no filho subdesenvolvido, que não encontrou autonomia no trabalho, nas relações, nas finanças e até no físico, porque “não é autorizado a isso”, a ser um indivíduo.

Mas aparece também naquele que aparenta ser autônomo, mas que está sempre à disposição dos pais, que – no íntimo – espera que os validem, que se sente obrigado a cuidar deles mesmo sem disposição pra isso e muitos outros casos.

A pessoa com esse padrão se sente “drenada” mas nem sempre toma consciência de que são as pessoas que mais lhe deveriam apoiar que lhe sugam.

Podem apresentar uma forte tendência à negação, que atua como defesa para não admitirem que foram roubados da própria vida por quem lhes as deu.

Quem pensou que o filme “Enrolados” (Tangled) tinha esse nome só por causa do romance entre a Rapunzel e o ladrão, estava enganada.
É um dos filmes da Disney muito contributivos ao tema do emaranhamento entre mães e filhas, principalmente.
A cena em que Clif corta o cabelo da Rapunzel revela muito bem quais devem ser as bases de uma relação saudável: sem sugar a energia de ninguém, com respeito mútuo, desinteresse e preservação da alma do indivíduo.
Esse padrão pode ocorrer a vida toda e, se as mulheres-mães não se libertam dele a partir dos primeiros anos da maternidade, facilmente o levam até a terceira idade.
Mas sempre é hora de sair da torre, do isolamento, do encantamento e viver a partir do próprio caminhar.

Como desativar esse padrão?

Primeiramente, atestando a própria falta de vitalidade e perspectiva e a dependência mental-emocional de outra pessoa que se apropriou do seu poder.

Segundo, vivendo o luto do pai, mãe ou cuidador idealizado.

Terceiro, ressignificando sua história e reajustando suas relações, para que você possua as condições necessárias para ser você e crescer.

Para sair dessa prisão e encontrar alegria e sentido na própria vida, clique em AMADA.

O Padrão da Grandiosidade | Merecimento

Quando se crê ser superior, mais merecedor do que os outros e gera destruição

A grandiosidade é o padrão disfuncional perseguido por milhões.

É o modelo a ser seguido segundo a cultura ocidental.

Quem quer estar entre os mais bem-sucedidos, famosos ou ricos?

Muita gente.

Quem gosta de se sentir poderoso, de ter muitos seguidores e de constatar sua influência sobre os outros?

Muita gente.

E não ver a grandiosidade como uma disfuncionalidade mas como um modelo a ser seguido é o que coloca sociopatas no poder, aumenta o alcance de influencers que “vencem na vida” independente da ética, torna o mundo mais violento do que a natureza pode suportar e fada a humanidade à autodestruição.

O desejo por estar acima da grande maioria das pessoas, por ver o mundo de cima, por ter ou fazer o máximo que o dinheiro pode comprar tem origem no sentimento de DEFECTIVIDADE que todo narcisista carrega.

Mas isso não é motivo para permitir que ele viva quebrando as regras de convivência pacífica e colocando em risco a dignidade e a vida humana.

Ele precisa ser parado para que as pessoas possam ao menos EXISTIR.

“Eu não sou coveiro!”
(Jair Messias Bolsonaro)

O grandioso é um buraco negro de insatisfação e destruição.

As regras não se aplicam a ele e ele as muda conforme bem entende.

Tem delírios de grandeza e um sentimento de autoimportância suprema.

O desejo do grandioso não leva em consideração o que é realista ou sustentável, o que as pessoas julgam como razoável ou o custo para os outros.

Ele se considera merecedor de satisfação ilimitada por se considerar superior aos demais.

O grandioso pervade com intensidade os espaços privados – como o da sexualidade – com as armas que tem, para conquistar o poder que deseja.

Não se importa em influenciar perniciosamente as pessoas para atingirem seus objetivos pessoais.

Seja a erotização infantil

Seja o vício, quebra financeira e até morte por jogos de azar.

Seja o distúrbio de imagem e o consumismo que envenena

Seja o ódio a um povo, etnia, religião ou outro grupo de pessoas diverso de si e que atrapalha seus interesses…

Vende a ideia mentirosa de que você precisa ser reconhecida por nomes grandiosos, precisa ter o shape padrão e ter autoridade para ganhar atenção e se sentir amada

Só pra manter você entretida nessa BUSCA pelo que não realiza enquanto lhe dá palco e dinheiro.

Mas de que formas o grandioso o envolve para conquistar o poder, que é seu maior objetivo:

  • Demonstrando ser o realizador daquilo que você deseja (ou aprendeu a desejar?)
  • Colocando-se como facilitar/salvador para que você também realize (ou ele apenas ganhe insumos e apoio?)
  • Esbanjando carisma, cordialidade e benevolência de performance
  • E, por fim, ganhando a sua confiança e investimento de energia, dinheiro ou atenção (para manter seu reinado)

E o que você pode fazer para não cair na rede desse predador?

Descobrindo os seus próprios desejos grandiosos, aspectos grandiosos da personalidade – como o autoritarismo, o autocontrole insuficiente ou o orgulho – pois é através deles que você se conecta com a mentalidade e os projetos da pessoa grandiosa que está no poder, contribui para os objetivos daninhos dela e perde a GRANDEZA da sua própria vida, que nada tem a ver com poder.

Para encontrar a sua vida grande, conectada com a sua essência e o propósito que está no seu coração, e parar de dar insumo para os grandiosos que destroem a humanidade, clique em AMADA.

O Padrão da Subjugação | Submissão

Quando você acredita que deve se submeter para sobreviver

Cinderela herdou a propriedade de seu pai quando ele morreu, no entanto, perdeu seu posto de dona da casa imediatamente, e se tornou uma mera serviçal de sua madrasta grandiosa e de suas filhas.

Ela escolheu viver junto às cinzas do fogão e ser constantemente desrespeitada por medo da solidão.

Por ter se tornado órfã de mãe muito cedo e por não ter contado com a presença do pai, que viajava muito, ela cresceu carente de afeto.

A pessoa que apresenta o padrão da subjugação entendeu que deveria aceitar tudo o que lhe fosse imposto pelo outro para que não fosse abandonada.

Outras pessoas que apresentam esse padrão, preferem se submeter às vontades do outro para não brigar, para não ter que lidar com a própria raiva, pois sentem que não têm um bom autocontrole ou que sentir raiva é muito errado.

Outras ainda, preferem abrir mão de seus desejos e necessidades por temerem algum tipo de retaliação.

De toda maneira, os motivos da existência desse padrão dependem do repertório de cada pessoa, mas, mesmo assim, todas apresentam o mesmo comportamento: abrem mão de si mesmas, à contragosto.

A pessoa vítima desse padrão não sofre de falta de desejo, ela tem bem clareza do que quer e do porquê quer, assim como a Cinderela sabia que queria ir ao baile.

Mas ela só atende aos seus desejos na surdina, de modo que que seu controlador não tome conhecimento de sua audácia e que ela não sofra as consequências de satisfazer a si própria.

Cinderela, por exemplo, foi ao baile porque não pôde ser identificada pela madrasta e seus macacos voadores (filhas) e porque foi auxiliada pela fada madrinha (ou o espírito de sua mãe).

Mesmo assim, após esse momento de insubordinação, ela volta a ser aprisionada pela sua algoz sem confrontá-la como poderia.

Como Cinderela foi resgatada pelo futuro rei, por mais que ele aparentasse ser uma pessoa respeitosa, o mais provável é que fosse apenas outro controlador em sua vida, já que ela não saiu, por si mesma, da situação de subjugação, não quebrando o padrão.

duas grandes formas de subjugação:

  • Subjugação de necessidades: supressão de desejos, decisões e preferências.
  • Subjugação de Emoções: supressão de expressão emocional, sobretudo raiva.

A personagem Cinderela apresenta ambas.

E sem a liberação da raiva com consciência, não é possível estabelecer limites saudáveis, nem tornar a própria vida justa, apenas dependente de um controlador.


Devido a supressão emocional, pessoas com esse padrão podem se tornar passivo-agressivas, apresentarem pequenos surtos inesperados de mau-humor ou apelarem para a dramatização – de qualquer espécie. No caso de serem mais expressivas.

No caso de pessoas mais introvertidas que apresentem o padrão da subjugação, podem ocorrer sintomas psicossomáticos, afastamento afetivo ou o vício em substâncias tóxicas para amortecimento das emoções.

O fato é que para quebrar qualquer padrão, não dá pra esperar nenhum salvador, seja fada-madrinha, seja príncipe.

O caminho é tomar consciência da existência do padrão em operação e desarticulá-lo, contestando o que o sustenta, como a crença de que você

“tem que ser boazinha sempre”.

Pois isso apenas a conecta a outros indivíduos controladores, prontos para te explorar.

Para descobrir tudo o que está dentro de você que te coloca nessas situações desiguais e remover isso com a minha orientação e método, clique em AMADA.