O Padrão Disfuncional da Dependência

“Não sou capaz de viver sem ele(a)”

A dependência pode ocorrer em perfis opostos quanto ao próprio narcisismo, tanto em pessoas grandiosas, que têm necessidade de serem constantemente atendidas, quando em pessoas excessivamente modestas, desacreditadas de sua própria capacidade de se suprir.

Contudo, ambas têm em comum a enorme INSEGURANÇA com a própria solidão e o desespero ao terem que lidar com a FALTA DO OUTRO.

Revelando isso ou não, todo aquele que apresenta a disfuncionalidade da dependência não confia na própria capacidade de lidar com as responsabilidades diárias de maneira competente sem ajuda de outras pessoas.

O que engloba tanto tomar boas decisões, quanto cuidar de si mesma, enfrentar desafios, ou dar conta de tarefas cotidianas mais simples.

Pode operar tanto na pessoa que depende de restaurante ou de um cozinheiro para se alimentar bem, quanto na pessoa que não toma uma decisão sem consultar alguém de confiança, naquela que prefere morar com os pais porque não tem coragem de ser autônoma, ou na que só sossega o coração e a cabeça quando alguém lhe aponta o que fazer.

A sensação de inutilidade e o medo de ficar sem o outro supridor são constantes, o que leva a pessoa que tem esse padrão a ter uma vida reduzida de sentido e realizações e apegada a coisas que não lhe preenchem.

A causa desse padrão está na AUTOESTIMA enfraquecida de quem o apresenta, minada no momento da formação da sua individualidade.

Vale se perguntar:

“O que aconteceu, quando e com quem pra eu passar a acreditar que eu não conseguiria cuidar de mim e da minha vida sem auxílio?”

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O Padrão Disfuncional do Abandono

Quando o medo da solidão e da instabilidade comandam a vida

Uma boa narrativa para exemplificar esse padrão é a de João e Maria (Hänsel und Gretel).

Os irmãos ficaram órfãos de mãe, perderam o pai para a madrasta e foram abandonados devido a escassez de recursos.

Sofreram 3 abandonos por 3 motivos diferentes.

Por uma fatalidade perderam a mãe mas o trauma não teria sido tão grande se o pai os tivesse acolhido.

Contudo, o que o pai fez foi trocá-los pela madrasta e optar por abandoná-los no meio da floresta quando a escassez material os abateu.

Mesmo assim, as crianças ainda tentaram voltar pra casa – o mesmo movimento de pessoas que têm esse padrão.

Quem não se cura do abandono sofrido na infância, seja através da ausência física, seja através da indisponibilidade emocional, seja através da instabilidade gerada por um genitor alcoólico, vai tentar “voltar pra casa” para ser acolhido.

De que forma? Das mais variadas.

Pessoas que sofrem desse padrão, comumente, buscam ajuda financeira dos pais na vida adulta, adquirem alguma adicção que necessite de atenção parental (como o álcool), desenvolvem uma vida instável para justificar o “retorno”, voltam a morar com os pais por conta de alguma “fatalidade”, enfim, dão um jeito de conseguir esse amparo que faltou no passado no presente.

Nessa trajetória, alem de estarem sempre conduzidos pelo medo da falta do outro, o que os leva a situações críticas de real falta de recursos materiais ou emocionais, gerando-lhes provações que poderiam ser evitadas, os Joãos e Marias da vida real, fatalmente encontram “A bruxa da floresta”, com sua casa lotada de doces.

Qualquer semelhança com a realidade daqueles que buscam prazeres efêmeros como doces, telas e álcool, para taparem buracos emocionais e encontram abusadores não é mera coincidência.

Abusadores como as indústrias de falsos alimentos como os refrigerantes, as farmacêuticas dos analgésicos que matam, as Big Techs que distraem do presente ou como o cara que faz o love bombing pra te “engordar pra comer depois”, estão sempre prontos para acolher essas “crianças perdidas”.

Por isso, é sempre bom lembrar o grande ensinamento da narrativa antiga: ninguém salvou João e Maria, foram eles mesmos que angariaram CORAGEM para salvarem a si mesmos.

Quando eles voltam pra casa, não voltam pra pedir proteção e amparo do pai, voltam restaurados, trazendo consigo os recursos que conquistaram por si mesmos e por compaixão àquele pai que estava miserável, pois conseguiram perdoar-lhe e porque ainda necessitavam dele até crescerem.

Se você se identificou com esse padrão, verifique se já conquistou ESTABILIDADE material e emocional, se já venceu o MEDO DA SOLIDÃO e se já parou de procurar AJUDA e AMPARO NO OUTRO.

E verifique algo muito importante: se você está ajudando seus pais para conquistar o amparo emocional que não recebeu lá atrás, porque isso ainda é demanda do padrão do abandono.

Não dá pra levar o tesouro da bruxa pro pai pra ele te amar por causa do que você lhe dá, não por quem você é, pois isso ainda é uma relação baseada na ilusão de falta e no interesse em preenchê-la através do outro.

Para parar se se sentir perdido e amedrontado e voltar pra sua verdadeira casa, que está na sua conexão com o seu próprio poder e com a Existência, clique em AMADA.