Você é aquela pessoa que chuta o pau da barraca quando percebe que tá sendo injustiçada?
Que não tem o menos problema em por um ponto final num relacionamento que você percebeu que é abusivo?
É a pessoa determinada pra recomeçar e que não tem problemas em deixar pra trás o que não te satisfaz mais?
Mas se você olhar pra trás você vê que por conta desse jeito de ser você vive recomeçando e gastando muita energia nesses recomeços?
É, essa facilidade em fugir e começar uma nova aventura pode não ser tão boa assim.
Pode ser que você viva um padrão que eu chamo de servidão e escapismo.
Isso quer dizer que você adquiriu um comportamento disfuncional de se vincular a pessoas ou trabalhos que exigem a sua servidão e para os quais você vai fazer de tudo pra agradar.
Você vai viver uma relação exaustiva e no final você vai se frustrar ao perceber que essa pessoa é uma pessoa sugadora, controladora e que ela nunca teve a menor intenção de ser justa.
Mas por que esse padrão se estabelece?
Porque você é uma pessoa muito disposta e talentosa, mas que teve uma família NARCÍSICA.
Você conviveu com pessoas que usaram as suas habilidades pra lhes servirem, pessoas que fizeram você orbitar em torno delas, pessoas blindadas para lidarem com as próprias vulnerabilidades, se remodelarem e se conectarem com qualquer pessoa de verdade.
Sua família praticava esses jogos com você, fazendo você entender que precisava se adaptar, se esforçar, se dedicar, atendê-los em suas necessidades pra que você se sentisse segura.
Então, quando você identifica uma pessoa parecida você já se atrai e começa a dar o sangue pra conquistar o reconhecimento dessa pessoa.
Podendo até ficar eufórica, na esperança de, dessa vez conquistar a compreensão, o olhar o acolhimento daquela pessoa que só quer te sugar, mas que, no final, vai te frustrar e até te arrasar.
Porque é assim que essa pessoa se comporta.
É muito importante você descobrir que tem esse padrão ou você vai estar sempre sendo seduzida por pessoas e situações que exigem que você se sacrifique e pra causas que não são as suas, pra depois jogar tudo pro alto e recomeçar em outro lugar, até uma nova figura grandiosa aparecer e você entrar de novo nesse ciclo de exaustão em busca de um amor que não há.
Quando você se ama você desiste de se relacionar com quem não te ama.
É fácil de visualizar isso quando se trata de uma relação afetiva, mas e quando se trata da família, principalmente de pais e irmãos?
“Apesar de termos nossas diferenças, sei que minha família me ama.”
“Minha mãe é meio crítica, mas ela só faz isso porque quer que eu melhore.”
“Meu pai é meio machista, mas ele quer meu bem.”
Será mesmo?
Quando um irmão menospreza seu trabalho na frente dos outros ele te ama? Não, ele não te ama.
Quando alguém da sua família é passivo agressivo com você na mesa de jantar essa pessoa te ama? Não, ela não te ama.
Quando seu pai te interrompe quando você fala ou desdenha do que você compartilha ele te ama? Não, ele não te ama.
Quando sua mãe fala na frente dos outros que você está gordinha e precisa se cuidar ela te ama? Não, ela não te ama.
Nesses momentos em que essas pessoas fazem você se sentir mal elas não estão te amando.
APRENDEMOS A CHAMAR DE AMOR O QUE É CONTROLE, PROJEÇÃO, ABUSO. APRENDEMOS A CHAMAR DE AMOR TUDO AQUILO QUE NOS AFETA, MAS AFETO NÃO É AMOR. AFETO É TUDO O QUE TE AFETA, PODENDO SER BOM OU RUIM.
Você não precisa manter uma relação afetiva com certas pessoas simplesmente porque são sua família, principalmente se essas pessoas fazem você se sentir mal.
Você não precisa dar presentes pra quem te magoa, não precisa agradar quem vive te desagradando, não precisa festejar num meio que te intoxica, não precisa andar com quem não comunga dos mesmos valores que você. Jesus não andava com a própria família e questionou quando lhe indagaram:
Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?
Ao que ele mesmo respondeu:
Minha mãe e meus irmãos são todos aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.
A sua família de sangue põe o o AMOR em prática?
Você pode escolher a sua família do coração, a sua tribo, as pessoas que despertam amor em você.
Porque vivemos numa sociedade abusiva, em que a mulher é extremamente reprimida e aquelas que não integram suas sombras tornam-se narcisistas.
Se você observar o ciclo da violência, você verá que a repetição ocorre sempre que algo não se resolve no indivíduo.
Um efeito dominó. De geração pra geração e de cuidadores para filhos.
Quando uma pessoa permanece inconsciente sobre os abusos que sofreu – desde os mais sutis até os mais escancarados -, quando ela não integrou a sua SOMBRA, ela vai PROJETÁ-LA sobre o outro.
Então a mulher que foi violentada irá repetir o padrão e ser violentada pelo cônjuge – mais comumente – e violentar quem é mais frágil nas suas relações: os filhos.
“Cadê o pai dessa criança?”
Há um equívoco, no entanto, no que tange à constatação da grande quantidade de mães narcisistas.
Não que não existe, sim, há. Ainda mais nas gerações das décadas de 40 pra cá. Mas consideramos a pessoa narcisista a pessoa controladora, passivo-agressiva, crítica, humilhadora… A que vai usar o outro para espelhar pra si o que quer ver, seja como bode expiatório, como um personagem fixo, seja como um ser idealizado.
Só o que O NARCISISMO É, TAMBÉM, A AUSÊNCIA, fundamentalmente a EMOCIONAL. Sendo o traço de personalidade “emocionalmente distante” um dos predominantes no perfil.
E, numa sociedade em que os pais são ausentes e as mães são sobrecarregadas, esses pais também são narcísicos, mas em outros aspectos do espectro, com a predominância do egocentrismo e indiferença, especialmente a quem nada lhe serve, no caso, os filhos (principalmente se são pobres, impopulares, não bajuladores, etc).
NARCISISMO É QUANDO O IDEAL DO EGO SUPLANTA O EGO, formando um falso ego, desconectado do SELF, pois o sujeito se considera muito defectível, muito vergonhoso, então ele prefere não olhar para a própria essência e se apega a esse ego idealizado, nesse falso ego que ele cria pra poder sobreviver e se relacionar.
Nos conceitos patriarcais, ninguém é suficiente se não atingir as alturas do poder, do status, da validação externa.
Então, como diminuir a incidência do transtorno narcisista?
Combatendo as ideias e os ideais da sociedade patriarcal, verificando que eles só causam sofrimento e a sua perpetuação.
Para embarcar nessa jornada de desconstrução, assista à vídeo-aula clicando abaixo:
Os filhos de pais narcísicos que não recebem sua projeção, são descartados.
Seja pra serem os filhos perdidos, eternos dependentes, seja pra serem os filhos de ouro, os campeões daquilo que nunca viveram, seja pra serem qualquer personagem obediente às suas necessidades de personalidade fragmentada.
Quem ousa ser inteiro, autêntico sem assumir projeções, vira bode expiatório até ser descartado.
E quando esses filhos desgarrados têm filhos, mas ainda mantém algum contato com seus pais narcísicos, esses ganham a chance de mostrar para os filhos (seus espelhos) o quanto estiveram errados, comprando a afeição dos netos e mostrando o quanto são “amados”…
“Seu filho me ama! Tá vendocomo você estava errada!”
Para roubarem o neto ou neta, esses avós se tornam necessários à filha que, acaba aceitando a ajuda, por ainda desejar o afeto desses pais e por necessidade de apoio mesmo.
“Meus pais não foram presentes/amáveis mas me sinto amada vendo como são com meus filhos.”
E os filhos, não narcísicos, acabam pensando:
“Meu pai/ minha mãe deve ter mudado. Dizem que os avós são mãe/pai com açúcar… A velhice deve ter ajudado. O que importa é que tratam muito bem meu filho… Não foi uma mãe/pai afetuoso mas agora, com o neto é maravilhoso. Isso é o que importa.”
Será mesmo?
Velhice não é maturidade.
Por que confiar em quem provou que é egocêntrico?
As pessoas viram meros objetos nas mãos dos egocêntricos, para serem manipulados, inclusive os próprios filhos e netos…
Esses avós, agora, têm um novo objeto de afeto para investir, que pode, dessa vez, se tornar “perfeito”.
Esse é o ideal narcísico. Eles não veem as pessoas como são, veem suas projeções sobre elas e as crianças são verdadeiras esponjas, absorvendo muito do que os avós, que só lhes agradam, lhes projetam.
Aí mora o perigo… toda essa absorção e confusão de referências.
O que os avós narcísicos desejam é que seus netos os adorem, os idolatrem, os vejam sem defeitos e que façam suas vontades, satisfazendo suas fantasias de grandiosidade.
“Netinho, netinho meu, há alguém no mundo mais adorável do que eu?”
Pra isso, cometem um love bombing sem fim, satisfazendo os desejos das crianças o máximo que podem, evitando lhes dar limites e enfraquecendo a autoridade de seus pais, se para realizar essa proeza.
É desse modo aparentemente generoso, despretensioso, que esses avós mimam os netos, e quando a dependência da ajuda dos avós já está estabelecida, passam a desautorizar os pais, minar a saúde mental dos netos, barganhando seu afeto, contando segredos, diminuindo a confiança dos netos nos próprios pais pois os avós narcísicos desejam ser os maiorais na vida daquele “espelho”…
O que é um perigo para as crianças.
A filha que não se submeteu ameaçou as fantasias de perfeição dos pais, e agora é a hora da vingança, de usar o próprio filho da filha para provar.
“O PROBLEMA É VOCÊ, NUNCA FUI EU, EU SOU MARAVILHOSO. A MAIOR PROVA É QUE O SEU FILHO ME ADORA.”
“Não fala assim com ele, ele é pequenininho pra entender…”
“Vou te dar, mas não conta pra sua mãe.”
“Aqui na minha casa você não briga com meu netinho…”
“Vem aqui com a vovó, seu pai tá muito estressado.”
“Seu pai não te deu? Seu avô te dá.”
“Não precisa contar pros seus pais tudo o que acontece aqui ou eles não vão deixar mais você vir…”
Não, não dá pra esperar consciência de quem não tem consciência nem de si mesmo.
Seus pais narcísicos vão colocar seu filho ou filha contra você se tiverem essa necessidade e de forma sorrateira, sem você e muito menos seu filho – o mais enganado da história – se darem conta disso.
Essa relação vai te enfraquecer como mãe, vai incutir muito mais inseguranças em você do que a maternidade já traz, porque a insegurança é a base da relação com uma pessoa narcísica.
E o elo mais frágil dessa triangulação será o seu filho que está em plena formação, não apenas de conceitos e valores, mas física mesmo, que pode estar sendo prejudicada pelo comportamento controlador dos avós através da estimulação dos vícios.
Você vai ter um filho mais opositivo, menos compreensivo, menos empático! Porque os avós estão ativando continuamente seus mecanismos de recompensa para os controlarem, para os firmarem como seus dependentes.
Você vai ter um filho mais viciado em jogos, telas, doces, compras porque os avós narcísicos não fazem tricô juntos, nem andam de bicicleta, eles viciam as crianças com tudo o que as torna facilmente compráveis.
Esse apoio dos seus pais narcísicos vai custar muito caro. Pode custar sua relação com seu filho, a saúde mental do seu filho ou sua tendência a vícios de todo tipo e fatalmente sua intolerância à frustrações e sua imensa dificuldade em manter constância em atividades que o desenvolvam, porque foi ensinado a ter tudo fácil e a receber tudo de fora em vez de gerar o que precisa.
Não importa se é mãe, pai ou avós, pessoas narcísicas desejam a aprisionar o outro, não o seu bem e a sua autonomia.
Vale mesmo a pena essa proximidade?
Você quer filhos livres e responsáveis ou facilmente seduzidos pelos prazeres e facilidades?
Pessoas narcísicas dão o mundo em troca de você perder a sua alma…
E pais saudáveis desejam filhos fortes.
Se você já está percebendo sinais desse drama na sua vida, ou se já está sofrendo suas consequências desse conflito, escreva AMADA, eu tenho um caminho pra você.
Você não precisa seguir todo e qualquer empresário, marketeiro ou líder só por conta dos seus resultados.
O marketing perverso vende quando não tem que vender. Vende quando é momento de focar no coletivo, não no interesse próprio.
Vende na saúde…
Vende na doença…
Vende até a filha…
O perverso não considera o outro, USA-O.
Não respeita os limites do bom senso, da boa educação…
Se isenta de qualquer responsabilidade, porque lhe falta humanidade…
Por mais que seus resultados sejam cobiçosos…
Vale segui-lo para “ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma”?
Para não se deixar seduzir por esses falsos modelos de abundância, é preciso remover esses padrões que te conectam a pessoas “desalmadas” e descobrir a sua própriafonte, dentro de você.
Uma boa narrativa para exemplificar esse padrão é a da Rapunzel.
Rapunzel não era dona do seu desejo, ela era até confusa quanto ao que desejava, de tanto que crescera como uma extensão de sua raptora.
Porque é isso que a parte dominante – seja mãe, madrasta, pai ou qualquer outra que detenha o poder da relação – é para o abduzido: um raptor.
Aquele que detém o poder sobre a vítima no padrão de entrelaçamento executa o pior rapto que se pode executar: o rapto do si mesmo, a despersonalização.
Obrigada a ser “a parte que falta” daquele que lhe trata como peça, a vítima é reduzida a um zumbi, alguém sem noção de si mesmo, do que gosta, do que quer e até mesmo do que sente e necessita.
Mães ou pais narcisistas são experts em tornar um ou mais filhos apenas extensões de si mesmos, em sua estrutura de personalidade fragmentada.
O tipo “engolfador” é o que mais fomenta esse padrão disfuncional nos filhos.
Esse padrão opera em diferentes níveis e graus na vida do indivíduo.
Aparece no filho subdesenvolvido, que não encontrou autonomia no trabalho, nas relações, nas finanças e até no físico, porque “não é autorizado a isso”, a ser um indivíduo.
Mas aparece também naquele que aparenta ser autônomo, mas que está sempre à disposição dos pais, que – no íntimo – espera que os validem, que se sente obrigado a cuidar deles mesmo sem disposição pra isso e muitos outros casos.
A pessoa com esse padrão se sente “drenada” mas nem sempre toma consciência de que são as pessoas que mais lhe deveriam apoiar que lhe sugam.
Podem apresentar uma forte tendência à negação, que atua como defesa para não admitirem que foram roubados da própria vida por quem lhes as deu.
Como desativar esse padrão?
Primeiramente, atestando a própria falta de vitalidade e perspectiva e a dependência mental-emocional de outra pessoa que se apropriou do seu poder.
Segundo, vivendo o luto do pai, mãe ou cuidador idealizado.
Terceiro, ressignificando sua história e reajustando suas relações, para que você possua as condições necessárias para ser você e crescer.
Para sair dessa prisão e encontrar alegria e sentido na própria vida, clique em AMADA.