Culpar a si mesmo é apenas um jeito de não crescer
Sabotar a si mesmo é apenas um jeito de não crescer
Porque se você crescer você vai ter quer abrir mão do que “te devem”… mas você não quer abrir mão disso.
Você não quer se desapegar dos seus pais ou cuidadores e do que eles não te deram, ou melhor: você não quer deixar ir o que vocêidealizou.
Porque você acredita que continua dependendo do amor dos outros pra ser feliz…
Você resiste em avançar porque ainda quer receber o amor de quem não te amou como você gostaria.
Então você trata de continuar sendo a filha insuficiente.
Resiste a crescer – mesmo tendo recursos pra isso – porque tá esperando receber o que não teve lá atrás.
Seu ego medroso se usa da artimanha do afundamento nas emoções daninhase cegamento pra te manter do mesmo jeito – apegada aos seus ideais – e não se arriscar.
Porque enquanto você se culpa, se julga, se sabota, se pune, você se distrai da consciência que te chama pra agir com coragem.
Enquanto você se apega à mentira você se livra da verdade que exige o desapego que você não quer realizar.
Mas quem não cresce pra fora, cresce para dentro, ADOECE.
A autopunição faz você sabotar seu bem-estar e adiar seu crescimento, pra receber o que você não recebeu lá atrás.
E assim passa a sua vida e a sua chance de crescer e de ser feliz AGORA
Quando bastaria entender seu apego,ressignificar o que não passou e permitir que sua vontade de amar a si mesmo se apodere de você.
Tá pronta para deixar seu EU verdadeiro assumir sua vida te libertando das armadilhas do ego e realizando a sua vida de verdade?
Os filhos de pais narcísicos que não recebem sua projeção, são descartados.
Seja pra serem os filhos perdidos, eternos dependentes, seja pra serem os filhos de ouro, os campeões daquilo que nunca viveram, seja pra serem qualquer personagem obediente às suas necessidades de personalidade fragmentada.
Quem ousa ser inteiro, autêntico sem assumir projeções, vira bode expiatório até ser descartado.
E quando esses filhos desgarrados têm filhos, mas ainda mantém algum contato com seus pais narcísicos, esses ganham a chance de mostrar para os filhos (seus espelhos) o quanto estiveram errados, comprando a afeição dos netos e mostrando o quanto são “amados”…
“Seu filho me ama! Tá vendocomo você estava errada!”
Para roubarem o neto ou neta, esses avós se tornam necessários à filha que, acaba aceitando a ajuda, por ainda desejar o afeto desses pais e por necessidade de apoio mesmo.
“Meus pais não foram presentes/amáveis mas me sinto amada vendo como são com meus filhos.”
E os filhos, não narcísicos, acabam pensando:
“Meu pai/ minha mãe deve ter mudado. Dizem que os avós são mãe/pai com açúcar… A velhice deve ter ajudado. O que importa é que tratam muito bem meu filho… Não foi uma mãe/pai afetuoso mas agora, com o neto é maravilhoso. Isso é o que importa.”
Será mesmo?
Velhice não é maturidade.
Por que confiar em quem provou que é egocêntrico?
As pessoas viram meros objetos nas mãos dos egocêntricos, para serem manipulados, inclusive os próprios filhos e netos…
Esses avós, agora, têm um novo objeto de afeto para investir, que pode, dessa vez, se tornar “perfeito”.
Esse é o ideal narcísico. Eles não veem as pessoas como são, veem suas projeções sobre elas e as crianças são verdadeiras esponjas, absorvendo muito do que os avós, que só lhes agradam, lhes projetam.
Aí mora o perigo… toda essa absorção e confusão de referências.
O que os avós narcísicos desejam é que seus netos os adorem, os idolatrem, os vejam sem defeitos e que façam suas vontades, satisfazendo suas fantasias de grandiosidade.
“Netinho, netinho meu, há alguém no mundo mais adorável do que eu?”
Pra isso, cometem um love bombing sem fim, satisfazendo os desejos das crianças o máximo que podem, evitando lhes dar limites e enfraquecendo a autoridade de seus pais, se para realizar essa proeza.
É desse modo aparentemente generoso, despretensioso, que esses avós mimam os netos, e quando a dependência da ajuda dos avós já está estabelecida, passam a desautorizar os pais, minar a saúde mental dos netos, barganhando seu afeto, contando segredos, diminuindo a confiança dos netos nos próprios pais pois os avós narcísicos desejam ser os maiorais na vida daquele “espelho”…
O que é um perigo para as crianças.
A filha que não se submeteu ameaçou as fantasias de perfeição dos pais, e agora é a hora da vingança, de usar o próprio filho da filha para provar.
“O PROBLEMA É VOCÊ, NUNCA FUI EU, EU SOU MARAVILHOSO. A MAIOR PROVA É QUE O SEU FILHO ME ADORA.”
“Não fala assim com ele, ele é pequenininho pra entender…”
“Vou te dar, mas não conta pra sua mãe.”
“Aqui na minha casa você não briga com meu netinho…”
“Vem aqui com a vovó, seu pai tá muito estressado.”
“Seu pai não te deu? Seu avô te dá.”
“Não precisa contar pros seus pais tudo o que acontece aqui ou eles não vão deixar mais você vir…”
Não, não dá pra esperar consciência de quem não tem consciência nem de si mesmo.
Seus pais narcísicos vão colocar seu filho ou filha contra você se tiverem essa necessidade e de forma sorrateira, sem você e muito menos seu filho – o mais enganado da história – se darem conta disso.
Essa relação vai te enfraquecer como mãe, vai incutir muito mais inseguranças em você do que a maternidade já traz, porque a insegurança é a base da relação com uma pessoa narcísica.
E o elo mais frágil dessa triangulação será o seu filho que está em plena formação, não apenas de conceitos e valores, mas física mesmo, que pode estar sendo prejudicada pelo comportamento controlador dos avós através da estimulação dos vícios.
Você vai ter um filho mais opositivo, menos compreensivo, menos empático! Porque os avós estão ativando continuamente seus mecanismos de recompensa para os controlarem, para os firmarem como seus dependentes.
Você vai ter um filho mais viciado em jogos, telas, doces, compras porque os avós narcísicos não fazem tricô juntos, nem andam de bicicleta, eles viciam as crianças com tudo o que as torna facilmente compráveis.
Esse apoio dos seus pais narcísicos vai custar muito caro. Pode custar sua relação com seu filho, a saúde mental do seu filho ou sua tendência a vícios de todo tipo e fatalmente sua intolerância à frustrações e sua imensa dificuldade em manter constância em atividades que o desenvolvam, porque foi ensinado a ter tudo fácil e a receber tudo de fora em vez de gerar o que precisa.
Não importa se é mãe, pai ou avós, pessoas narcísicas desejam a aprisionar o outro, não o seu bem e a sua autonomia.
Vale mesmo a pena essa proximidade?
Você quer filhos livres e responsáveis ou facilmente seduzidos pelos prazeres e facilidades?
Pessoas narcísicas dão o mundo em troca de você perder a sua alma…
E pais saudáveis desejam filhos fortes.
Se você já está percebendo sinais desse drama na sua vida, ou se já está sofrendo suas consequências desse conflito, escreva AMADA, eu tenho um caminho pra você.
Tem muito profissional bom em muitas áreas, mas o que mais se destaca é o charlatão. O que mais cresce é o charlatão e, por conseguinte, é o que mais enriquece também.
O charlatão tem mais seguidores porque ele conta as mentiras que as pessoas querem ouvir. Ele mente que tem um caminho fácil mas que só ele sabe esse caminho, e que o que ele sofreu você não precisará sofrer, porque ele encontrou a fórmula mágica que irá te livrar da dor e te levar ao Paraíso. Te lembra alguma coisa esse enredo? É essa ladainha que muita gente quer ouvir e ouvir e ouvir.
E com esse papo messiânico, o charlatão vende, e vende muito, e com parte desse dinheiro ele reinveste em anúncios e vende cada vez mais, fazendo com que o pequeno que fala a verdade passe batido, como um item pequeno num leilão de anúncios muito apelativo.
O pequeno, que fala a verdade, vende menos, aparece menos, faz um trabalho menor do que poderia se tantos não comprassem milagres.
O charlatão se anuncia como aquele que ajudou na cura do câncer, tal qual o João de Deus, aquele mesmo que foi preso por tráfico de órgãos e pessoas. Porque na essência,eles são do mesmo tipo: obcecados por dinheiro e poder, frios e calculistas.
O charlatão vende muito porque vende mentiras, e as pessoas compram a mentira, porque ela é doce. Tal qual a casa da bruxa da floresta que no final só quer mesmo é engolir quem ela seduz.
E assim o bom profissional contribui menos, ou até desiste, não por duvidar do próprio trabalho, mas por não ter mais forças para lutar contra a mentira e se manter ativo.
Conheço uma excelente psicóloga que virou boleira, um maravilhoso analista que virou granjeiro. “Lidar com as galinhas – disse-me ele – é muito mais seguro, cansei de lidar com os rastros da constelação e com esses coaches bandidos”.
O fato é que não basta o bom trabalho, comprovado, responsável, nada salvacionista, que, pelo contrário, lembra às pessoas que o poder e a liberdade é delas, sempre será e sempre foi para continuar lutando nesse teatro de vampiros.
É preciso que cada um se atente para o óbvio: “essa ladainha toda não me ajudou em nada, não me transformei, não graças a esse tipo”.
E parar de jogar o dinheiro conquistado com trabalho justo, na mão desses vendilhões do templo.
Pra te ajudar a sair dessa triangulação, eu gravei uma vídeo-aula em que ensino como funciona esse esquema milionário de enganação, pra você ficar mais atento a ponto de não ser sugado pra ele.
Eu vendo o meu produto no final, mas eu não quero que você o compre. Pode até sair antes de eu falar nele. Apenas aproveite o trabalho de uma profissional comprometida com a verdade, e se liberte.
“Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos.” Nelson Rodrigues.
Ninguém nos avisou de que íamos entrar em confinamento, por isso tivemos pouco tempo, ou quase nenhuma opção, pra decidir com quem iríamos passar esse período de reclusão. Tivemos que continuar sozinhos ou mudar rápido pra casa de alguém, continuar com a família que escolhemos até o momento ou com os amigos com quem dividimos o mesmo teto. Como está sendo esse STOP pra você? Recebi esses dias no WhatsApp uma imagem que dizia “Tô conversando com a minha esposa e ela parece ser gente boa!” e outra que mostrava a mãe em home office no computador com os três filhos amarrados e amordaçados no chão. Piadinhas à parte, o confinamento é a oportunidade de lançar um outro olhar aos nossos parceiros de morada, de conhecê-los mais profundamente, de bater papos mais profundos, de percebermos eles de forma diferente. Com a rotina do dia-a-dia que estávamos acostumados, podíamos estar passando batido de conhecer nossos companheiros e de conviver com eles mais profundamente. Eu, por exemplo, percebi que minhas filhas não brigam se estão pintando juntas, mas que discutem o tempo todo quando estão disputando a televisão. O homeschooling está permitindo aos pais conhecer um outro lado dos filhos, mais percebido (ou não) pelos seus professores. O homeoffice está permitindo aos parceiros conhecer mais o ofício um do outro, agregar ou atrapalhar a produção, e nos fazer dar mais valor aos nossos colegas de trabalho ou ao nosso novo modo flexível /tranquilo/colaborativo de trabalhar. De quem você está sentindo falta durante o isolamento? Vai percorrer léguas e léguas para se encontrar com aquela pessoa distante que você percebeu que faz grande diferença na sua vida? Ou vai ficar mais aí mesmo no seu cantinho acolhido, com seus amados ou com a sua amada solitude? Tem gente que vai perceber que o relacionamento acabou há tempos e que só percebeu isso porque não está mais distraído com as tantas coisas a fazer correndo na rotina. Tem gente que vai perceber que se cuidar melhor de suas plantinhas, elas se tornam muito mais viçosas e fortes e crescem para baixo e para cima. Minhas gatas têm me ensinado muito a ter paz. São mestras em viver confinadas em apartamento. Muito mais mestras que muitos monges, tenho certeza. Tomam sol quando ele entra, relaxam quando o metabolismo alenta, pegam fogo quando ele atormenta: respeitam a si mesmas, sem rigidez na rotina. O que você tem aprendido acerca das suas companhias e companheiros durante o isolamento? Quem tem valorizado a companhia? De quem se sente aliviado em se afastar? Quem está resgatando virtualmente ou no coração e deseja reencontrar quando tudo isso passar? Coronavírus: o grande terapeuta de relacionamentos.
Quando os canais de Veneza amanheceram claros e cheios de peixes (até cisnes voltaram pra lá), pelo vazio da multidão costumeira de turistas na cidade, o mundo percebeu a bênção por trás do mal Covid-19 para a humanidade. Os shoppings estão fechados e não há mais onde desfilar as roupas, sapatos e acessórios de grife, pois o que mais usamos são roupas confortáveis de ficar em casa e pantufas, chinelos ou pés sem sapatos. Somente o necessário. Pra quê tanto comprávamos? Consegue ver por qual ralo o seu dinheiro escorria? As viagens adiadas, mantém o dinheiro à salvo – que não servirá nem mesmo para pagar o melhor atendimento médico particular, pois logo a saúde o dinheiro não poderá comprar. O dinheiro já não pode comprar quase nada, porque há pouco onde ir e onde mostrar, e é bom salvá-lo, porque não se sabe o que será da economia. Falando em economia, de repente, se fez tão óbvio zerar os impostos para adquirir os produtos mais necessários para a saúde geral… algo que sempre deveria haver sido óbvio. Mais importante do que ganhar sobre a saúde, hoje, é preservá-la. Com a economia forçada de combustíveis, a natureza está nos mostrando que seres são os que realmente parasitam o planeta. Estes dias, a NASA divulgou duas imagens de satélite comparativas, retratando a qualidade do ar na China, em 20 de janeiro e em 25 de fevereiro deste ano, detectando reduções drásticas de dióxido de nitrogênio sobre o país. Os carros estiveram todos nas garagens primeiro na China e agora vão entrando de férias pelo mundo todo, poupando o ar de poluentes e as nossas narinas. Onde é que estávamos indo tanto que, pudemos deixar de ir sem estar nos custando a vida? Foi o fato de ficarem em casa, que salvou as vidas de muitos chineses e o fato de cada vez mais pessoas terem que ficar em casa, sem poder utilizar veículos é que está salvando a vida do nosso planeta e de nossas futuras gerações. Falando sobre nossas narinas, nunca estivemos tão atentos a elas, ao que é importante e que entra por elas – o que não inclui os perfumes importados, mas os microorganismos que não fisgam o olfato. Está sendo mais agradável sentir cheiro de desinfetante no ar, ter água sanitária na despensa e ver nosso vizinho de banho tomado, do que sentir o perfume francês do namorado.
Enquanto a humanidade está sem consumir e poluir em quarentena, o planeta Terra se reequilibra!
Até os prazeres comestíveis estão mais modestos. Afinal, pra quê sair pra comprar 100 gramas de presunto se isso pode custar sua infecção e a vida da sua família! Há mais criatividade na cozinha. Com uma batata se faz uma canoa (recheada com patê) e a gente não sabia! Mais importante do que preparar a sala para receber as visitas, é abrir espaço pra montar quebra-cabeças com a filha. Não dá pra se distrair mais comendo porcaria, melhor pensar na saúde e comer o que fortifica. Quantos hábitos inúteis mantínhamos! Quanto desequilíbrio ambiental à toa causávamos! Lembro-me, com vergonha, das tantas vezes que usava o carro pra “tomar um café” ou “dar uma voltinha”. “É rapidinho. Pra quê ir à pé?” Agora faço exercícios nas escadas do prédio para poder usar as pernas. Usar as pernas é importantíssimo e ficou restrito a um espaço reduzido. Academia sempre foi luxo! A onda, agora, é ginástica no chão da sala. Até mesmo as instituições escola e empresa estão em questão: vale a pena tanto tempo, custo e vida nessas guaridas? Parecia tão imprescindível levar os filhos para ficarem reclusos em outro lugar aprendendo tão pouco e tão torto tantas vezes. Parecia impossível fazer o trabalho do escritório em casa. Hoje, já se torna uma grande questão. Pra amanhã, combinei com a minha filha do meio de fazermos ginástica na sala, pintarmos uma tela juntas e jogarmos xadrez. Estou animada para fazer esse monte de coisas em casa com ela, que eu nunca imaginaria que coubesse num único dia… quando a gente tira o que não importa, sobra tempo para a vida! COVID-19 está nos ensinando qual é a real prosperidade, qual o real avanço para a humanidade! Santo Coronavírus: o padroeiro dos consumistas perdidos!
Tirando quem ainda está ignorante sobre o grau de contaminação do coronavírus, observando as pessoas informadas, podemos ver seus valores expostos. O que é importante pra você? O modo como você está lidando com a pandemia, contanto que esteja devidamente informado do seu papel fundamental na contenção dela e saúde de todos, escancara o que você valoriza. Há quem se importe em confortar os amigos e enviar forças mesmo que via aplicativo de mensagens instantâneas, há quem se revolte com as sanções que está sofrendo sem sequer olhar à volta e estender a mão (simbolicamente, claro), para quem tem no entorno. Há quem dê de ombros para a SAÚDE, ou porque não entendeu ainda que é a sua própria, porque não valoriza manter-se informado, porque dá de ombros para o CONHECIMENTO, ou porque ainda está encerrado em seu fictício mundo INDIVIDUAL. Se você é um egoísta velado, agora está exposto. Se é solidário, não será mais mal interpretado. A SOLIDARIEDADE está à luz de todos, assim como a falta dela, ou a IGNORÂNCIA (que também é um valor, se você opta por continuar sem saber do necessário). Com minha mãe no grupo de risco, por sua situação de saúde, descobri mais ainda quanto ela é importante pra mim e para os meus filhos. Descobri o quanto o AMOR é CUIDADO. Com meus amigos que estão se sentindo sozinhos, em quarentena do outro lado do mundo ou trabalhando em hospitais com devoção e medo, descobri uma COMPAIXÃO genuína e admiração igual, pela batalha de cada um. Sinto-me convocada a apoiá-los, mesmo de longe, sinto o valor da AMIZADE. O vírus de coroa mostra seu poder de rei ao despertar valores que estavam há muito tempo adormecidos. A SAÚDE importa mais que o DINHEIRO, a CIÊNCIA importa mais que a religião, a FÉ na humanidade unida importa mais do que a OPOSIÇÃO. A SEGURANÇA é usada para zelar pela saúde e não para combater outros humanos, porque o inimigo é desumano, literalmente, e não há como combatê-lo com a violência, mas com ESTUDO e HUMANIDADE. Os interesses do INDIVIDUALISMO não duram mais que a vida do vírus no ar, e os governantes estão tendo que zerar impostos, dar bolsa-alimentação para os profissionais informais, ajudar outros países com pessoal de saúde, costurar máscaras em vez de itens supérfluos. O mundo está aprendendo a valorizar o que é NECESSIDADE de verdade e o que é produção e CONSUMO CONSCIENTE. Valorizo mais andar sob o sol, aqui mesmo, por entre os canteiros do meu condomínio, que agora estão tão perto e tão longe. Mas, reconheço meu privilégio de ter uma varanda, e agradeço a oportunidade de tomar sol sem sair de casa. Valorizo a minha MORADIA, mais do que antes, vendo pessoas sem teto totalmente expostas à pandemia. Valorizo a LIBERDADE de ir e vir, que já não posso ter mais, nessa necessidade de confinamento. Mas, agradeço ao meu TRABALHO, home office há anos, que não me trouxe adaptações urgentes, e me compadeço de quem tem que continuar a ir trabalhar. Valorizo até não ter coisas que eu não tinha e agora estou tendo, como a DESPREOCUPAÇÃO, o ÓCIO mental. Agora há a constante preocupação em limpar o tempo todo tudo para não haver contaminação. E, se antes já admirava profundamente a profissão de lixeiro e faxineiro, hoje, valorizo ainda mais a LIMPEZA, porque dela depende a nossa SAÚDE. Valorizo mais coisas que eu já tinha, como a PRESENÇA da minha FAMÍLIA. É muito bom estar muito com eles até a paciência acabar e termos que encontrar novas formas de se relacionar, de passar o tempo, de usar nossa CRIATIVIDADE. Valorizo a PAZ mental que eu tinha mais e às vezes a perdia à toa. Como perdemos tempo e energia com o que não tem importância! Valorizo a ATENÇÃO PLENA que estamos ganhando com essa mania de limpeza e fiscalização de hábitos. O motivo pra isso é duro, mas a lição é valiosa. Dou mais valor à VIDA com AMOR, sem tensões, sem enfrentamentos, solidária, DEMOCRÁTICA. A vida tem mostrado JUSTIÇA, distribuindo um vírus independente da situação econômica, credo, etnia. E, vejo eu que se não buscarmos ser mais justos, a natureza fabricará outra lição dolorida para aprendermos a sê-lo. E você, a que tem dado mais valor? A que tem aprendido a desapegar? Como está vendo sua atitude nisso tudo? O que está te movendo? O que está movendo o mundo?