A dor não vem só da ferida em si, vem da solidão no âmbito da ferida

O que você quer dizer com isso?

Muitas pessoas pensam, “estou quebrada por causa do abuso, do abandono, da rejeição”, contudo, na maioria das vezes a ferida mais profunda é “ninguém estava lá por mim quando isso aconteceu”, ou “ninguém acreditou em mim”.

E por que isso é importante?

Uma criança pode sobreviver ao caos, por mais aterrorizante que ele seja, se houver ali um adulto protetor e amoroso que diga “eu vejo você, eu acredito em você, isso não foi sua culpa”. Entretanto, uma criança não consegue sobreviver de um modo saudável quando é ferida e depois ser deixada sozinha com isso, silenciada, ou duvidando da sua própria realidade. É isso o que torna a experiência difícil numa profunda e persistente ferida.

A mente não apenas recorda “algo ruim aconteceu”. Ela registra “algo ruim aconteceu por minha culpa”, pois quando não há ninguém lá para explicar e acolher a dor, a mente precisa explicar sua razão de ser e a explicação mais imediata é a voltada pra si “eu causei isso”, “eu fui uma idiota”, “eu deveria ter agido diferente”. E é assim que nasce a vergonha.

E como resolver essa vergonha?

Quando alguém ouve à sua história com presença e amor, sem rejeitar a verdade dos seus sentimentos, aceitando-os.

Por que presença é tão importante quando se trata de vergonha?

A vergonha não pode sobreviver no afeto verdadeiro e amoroso. Ela cresce na escuridão. A pessoa pensa “se alguém conhecer essa parte minha, ela irá se afastar de mim”. Então, a vergonha precisa de duas coisas pra existir: segredo e solidão.

Quando uma pessoa está verdadeiramente presente pra você – calma, sem te repugnar, sem te apressar, sem minimizar o que você sente – a mensagem que seu corpo recebe é exatamente oposta à mensagem que vergonha emite.

A vergonha diz “você é inaceitável”. A presença diz “eu estou aqui com você no que é mais difícil pra você”. Apenas isso já começa a diminuir a vergonha, porque aquilo que fazia você ter certeza do afastamento do outro, não o afasta.

Mas por que nós precisamos de alguém para acreditar em nós? Apenas nós mesmos não é o bastante?

Se há vergonha é porque a sua experiência foi negada ou duvidada, então você internaliza a dor: “Eu devo ser o problema”. E somente a própria vontade consciente de confiar em si mesmo não basta, é preciso desconstruir essa falácia.

Quando alguém acredita em você – “eu acredito que isso aconteceu”, “eu acredito que isso foi terrível”, “eu acredito que você estava assustada” – você não tem mais que se apegar na mentira de que você inventou ou exagerou sobre o que aconteceu. A responsabilidade pode ir pra quem era responsável na ocasião. A confiança do outro te ajuda a restaurar a realidade. E com a realidade restaurada, há menos espaço para a culpa dizer “o problema é você”.

É por isso que acreditarem em você faz parte da cura. Quando alguém finalmente diz “você tem razão, houve abuso” ou “você estava certa em se sentir com medo”, isso reconecta a emoção à experiência. A mente pode relaxar porque a realidade e o sentimento são novamente coerentes.

Então, a presença interrompe a vergonha porque quebra o isolamento do qual ela se alimenta. A crença do outro em nós interrompe a vergonha porque quebra a autopunição da qual ela se alimenta?

Exatamente. O problema de hoje em dia não é apenas “fui abusada”. É “eu aprendi que o que acontece comigo não importa”, “eu aprendi que tenho que sofrer sozinha, sem apoio”, “eu aprendi que não mereço proteção e cuidado”. Essas são crenças-base que formam a identidade. Antes delas serem encontradas, contestadas e atualizadas, elas continuam decidindo o quanto você se expressa, o quanto você satisfaz suas necessidades, quanto amor você acredita que merece e quão rápido você abandona sua própria verdade para estar conectada a outros.

E onde posso encontrar presença e amor para tratar minhas feridas e viver melhor?

No Programa A.M.A.D.A. Basta clicar abaixo.

E se a vítima for uma pessoa PERVERSA?

O vitimismo daqueles que reiteradamente causam dor aos outros e se usam do falso papel de vítima para justificar suas ações perversas é facilmente percebido àqueles que observam os fatos.

Como o praticado por Israel contra os palestinos…

Colocam-se como vítimas de terrorismo para empreender uma limpeza étnica com requintes de crueldade.

Ou por Trump contra os imigrantes…

Enjaulando crianças estrangeiras para justificar sua necessidade de violência covarde contra os mais frágeis do sistema capitalista.

Essa é a perversidade escancarada travestida ao mesmo tempo de vítima dos “seres malvados” – que , na verdade, são as minorias – e salvadores de seus iguais – quem detém significativo capital financeiro.

No entanto…

… há outro tipo de perversidade travestida de vítima que passa despercebido perante o olhar da maioria, inclusive dos mais empáticos, que é o desempenhado pelo perverso

MASOQUISTA.

O masoquista é aquele que busca a dor, mesmo que se faça de vítima.

E como pessoas saudáveis não conseguem conceber que possa existir tal comportamento, veem essa pessoa perversa como a vítima que ela não é.

Mas porque alguém buscaria a dor reiteradamente, mesmo após haver tomado consciência de possíveis padrões de repetição em busca da cura de seus traumas?

Porque essa pessoa, diferentemente da vítima real, sente PRAZER no sofrimento e em todo o poder que o papel de vítima lhe dá, ao angariar a atenção, os recursos e a compaixão das pessoas, e, em última instância, em arrastá-las ao limbo.

O MASOQUISMO está ligado à ideia do sofrimento e humilhação.

É quando o sujeito se torna uma “coisa” para ser submetido pelos outros como forma de obter o seu próprio prazer.

Ou seja, é uma busca do prazer por meio de um aparente “desprazer”.

A perversa masoquista assume a posição de dominada, de quem sofre a dor para, assim, sentir prazer.

Ela não quer sair da situação de dor, mas pode simular querer para, ao mesmo tempo, ocultar suas reais intenções, receber a penalização e os recursos dos outros.

Ela quer perpetuar a dor para que continue sentindo prazer através dela.

Por isso se agarra a toda e qualquer oportunidade de permanecer em submissão e dor.

Seja através da reclamação, seja através do comportamento de submissão, seja através do descuido ou do ataque ao próprio corpo, para gerar a dor física.

Como o próprio nome já diz é uma pessoa pervertida, desviada do propósito da vida, de prosperar.

Prefere o prazer mórbido e danoso, que nada contribui a ninguém, muito pelo contrário: contamina aos demais, contribuindo para que se apeguem a iniquidades.

Enquanto o SÁDICO, que promove dor a outrem, pode ser simbolizado como a figura do vampiro, que se compraz em matar; o MASOQUISTA pode ser simbolizado como a figura do zumbi, que se compraz na morte e em tudo o que ela engloba, como a estagnação, a mentira, a toxicidade, etc.

Mas como não ser injusta e julgar errado uma verdadeira vítima de uma pessoa que busca e se compraz na dor?

Observando se ela tem consciência da própria responsabilidade e habilidade para sair do papel de vítima.

Observando se ela busca apoio para sair da situação dolorosa, apresentando avanços significativos, ou se apenas reclama da própria situação sem nada fazer para mudá-la, ou apenas simulando fazer algo para tal.

Para parar de ser vítima de falsas vítimas e se conectar com a vida e com tudo o que ela tem para a sua prosperidade, escreva AMADA.

Por que existe tanta MÃE NARCISISTA?

Porque vivemos numa sociedade abusiva, em que a mulher é extremamente reprimida e aquelas que não integram suas sombras tornam-se narcisistas.

Se você observar o ciclo da violência, você verá que a repetição ocorre sempre que algo não se resolve no indivíduo.

Um efeito dominó. De geração pra geração e de cuidadores para filhos.

Quando uma pessoa permanece inconsciente sobre os abusos que sofreu – desde os mais sutis até os mais escancarados -, quando ela não integrou a sua SOMBRA, ela vai PROJETÁ-LA sobre o outro.

Então a mulher que foi violentada irá repetir o padrão e ser violentada pelo cônjuge – mais comumente – e violentar quem é mais frágil nas suas relações: os filhos.

“Cadê o pai dessa criança?”

Há um equívoco, no entanto, no que tange à constatação da grande quantidade de mães narcisistas.

Não que não existe, sim, há. Ainda mais nas gerações das décadas de 40 pra cá. Mas consideramos a pessoa narcisista a pessoa controladora, passivo-agressiva, crítica, humilhadora… A que vai usar o outro para espelhar pra si o que quer ver, seja como bode expiatório, como um personagem fixo, seja como um ser idealizado.

Só o que O NARCISISMO É, TAMBÉM, A AUSÊNCIA, fundamentalmente a EMOCIONAL. Sendo o traço de personalidade “emocionalmente distante” um dos predominantes no perfil.

E, numa sociedade em que os pais são ausentes e as mães são sobrecarregadas, esses pais também são narcísicos, mas em outros aspectos do espectro, com a predominância do egocentrismo e indiferença, especialmente a quem nada lhe serve, no caso, os filhos (principalmente se são pobres, impopulares, não bajuladores, etc).

NARCISISMO É QUANDO O IDEAL DO EGO SUPLANTA O EGO, formando um falso ego, desconectado do SELF, pois o sujeito se considera muito defectível, muito vergonhoso, então ele prefere não olhar para a própria essência e se apega a esse ego idealizado, nesse falso ego que ele cria pra poder sobreviver e se relacionar.

Nos conceitos patriarcais, ninguém é suficiente se não atingir as alturas do poder, do status, da validação externa.

Então, como diminuir a incidência do transtorno narcisista?

Combatendo as ideias e os ideais da sociedade patriarcal, verificando que eles só causam sofrimento e a sua perpetuação.

Para embarcar nessa jornada de desconstrução, assista à vídeo-aula clicando abaixo:

A mulher vencedora: a devota do poder

Tirando as desalmadas, as vencedoras nos jogos tão desiguais da sociedade são grandes frustradas, que procuram evacuar suas frustrações em pessoas mais fracas do que elas.

Prisioneiras do espelho, obcecadas por poder, competidoras full time que fingem ter algum escrúpulo.

Ela gera constrangimento, seja por sua “perfeição”, seja por sua “autoridade” e as pessoas hesitam em contrariá-la.

Com os fãs é carismática. Com os subalternos é exigente e crítica. Com os inimigos opera na sedução, jogando uns contra os outros ou embarca na revanche. Está sempre fazendo alianças para se manter no topo.

Pra ela, a vida é um jogo em que ela tem sempre que vencer.

Pra isso:

  • agrada demasiadamente os carentes para fazê-los fazer o que deseja, fala mal dos outros sempre na surdina,
  • é irredutível com os erros alheios quando precisa ocultar os próprios
  • é condescendente com imoralidades quando precisa gerar dívidas
  • faz drama quando não consegue culpar outra pessoa ou outra coisa por algo que é se sua responsabilidade, etc

Como nascer pra vida de verdade quando se está no topo da cadeia da sociedade?

Reconhecendo que você está desesperada por dentro, sequestrada pela sua personagem, perdendo sua oportunidade de viver de verdade.

Pra espiar como é viver sem ansiedade, fora desse papel e em real abundância, aceite o convite clicando abaixo.