A vida começa quando morremos para o que não somos

Vida e Morte
A vida é luz, doação, alegria e movimento. A morte é sombra, egoísmo, desalento e inércia. Analisa as forças vivas que te rodeiam e observarás a natureza a desfazer-se em cânticos de trabalho e de amor, assegurando-te bem estar. É a árvore a crescer na produção intensiva, o manancial em atividade constante para garantir-te a existência, a atmosfera a refazer sem cessar os elementos com que te preserva a saúde e o equilíbrio.. Mas, não longe de ti podes ver igualmente a morte no poço estagnado em que as águas se corrompem, na enxada inútil que a ferrugem devora, no fruto desaproveitado que a corrupção desagrega.. Depende de ti acordar e viver, valorizando o tempo que o Senhor te confere, estendendo o dom de auxiliar e aprender, amar e servir. Muitos nascem e renascem no corpo físico, transitando da infância para a velhice e do túmulo para o berço, à maneira de almas entorpecidas no egoísmo e na rebelião, na ociosidade ou na delinqüência, a que irrefletidamente se acolhem. Absorvem os recursos da Terra sem retribuição, recebem sem dar, exigem concurso alheio sem qualquer impulso de cooperação em favor dos outros e vampirizam as forças que encontram, quais sorvedouros que tudo consomem sem qualquer proveito para o mundo que os agasalha. Semelhantes companheiros são realmente os mortos dignos de socorro e de piedade, porquanto à distância da luz que lhes cabe inflamar em si próprios, preferem o mergulho na inutilidade, acomodando-se com as trevas. Lembra os talentos com que Deus te enobrece o sentimento e o raciocínio, o cérebro e o coração e, fazendo verter o Brilho do Bem, através de teu verbo e de tuas mãos, desperta e vive, para que, das experiências fragmentárias do aprendizado humano, possas, um dia, alçar vôo firme em direção da Vida Imperecível. Emmanuel

Sobre a minha morte

Com 33 anos eu morri, dei adeus a tudo a que meu ego se apegava e recomecei minha vida do zero. Sempre tive uma fixação imensa pelos 33, o ano da morte do maior iluminado que passou pelo planeta Terra. Jesus morreu aos 33, eu também, menos fisicamente e, como eu, muitos devem sentir essa morte, como explica a Antroposofia:

“E para completar, o 33o. ano, que pontua o máximo de encarnação do homem na Terra, e ano da morte de Cristo. Sentimos o sofrimento da densidade, do espírito aprisionado na matéria, da via crucis.

Em verdade, a vivência desse período é sentida como uma morte e, realmente, para podermos nos individualizar e tornarmo-nos autônomos, precisam morrer valores que não mais correspondam ao “EU” verdadeiro, para que o ego dê lugar à esta individualidade, esteja a seu serviço, evolua, se integre a ela.

O sentimento de ressurreição ocorre quando, passando pelas provações, percebemo-nos mais inteiros e vivendo de acordo com um código de leis mais próprio, uma renovação moral a partir de uma maior interiorização, uma libertação do velho e disposição para o novo.” (Eliane Utescher)

Acredito que tenha programado essa morte num momento pré-natal. Morri quando nasceu minha terceira filha, quando meu antigo casamento foi totalmente por água abaixo, quando saí do meu emprego estável, quando decidi mudar pela 13ª vez para não sei onde, não sei por quê… quando perdi todas as minhas certezas, confrontei tudo o que havia aprendido e desisti de ter razão.

A vida é eterna. Morte e vida têm muito mais a ver com a forma com que vivemos que com a forma que temos, mais ou menos material.

Eu eu, na minha renascença, precisava lembrar do meu POR QUÊ, a grande questão, onde, ao respondermos, encontramos o nosso propósito de jornada.

Essa grande questão de nós todos, não precisa ter uma grande resposta, essa mania de grandeza é coisa do ego, ainda. Grande para mim, por exemplo, é poder morar em meio ao verde, ter um trabalho em que eu ajude as pessoas a se conectarem com o Todo dentro de si, estar presente na vida dos meus filhos e ter uma vida simples, com mais mãos que fazem que mãos que compram, com mais bate perna que gasolina.

Desde 2011, quando fui em busca de um trabalho com propósito no início do ano, de viver um grande amor de infância no meio do ano e de viver em maior conexão com a Existência, ao mudar-me para Ubatuba na primavera, eu comecei esse movimento mas, na época, não tinha tanta clareza acerca de quem eu era, não tinha tanta força (vide auto-amor) para ser eu mesma integralmente, sem medos, e havia muitas crenças que me limitavam, que não eram minhas de verdade. Havia também muito conflito de valores, muito discurso alheio povoando minha mente e bloqueando meu processo de despertar a consciência. E lá se foram mais de 4 anos até eu perceber que se eu não nascesse de novo, não veria o Reino de Deus.

Mas antes de dizer como todas as minhas certezas, razões e padrões foram abaixo no meu puerpério estelar, aos 33, eu preciso falar do momento que antecedeu a minha morte/parto e o meu renascimento/pós-parto, onde a terapia me ajudou a selar o passado inicialmente e o coaching me ajudou a escolher um caminho mais consciente desde então, e a gestar minha nova vida, pra começar a viver de verdade, desta vez em todas as áreas, aos 34. Mas faço isso num próximo artigo, pra não cansar. 😉

Sobre a sua morte

Você já sentiu ou sente que está:

– vivendo desanimado,

– sem sorrir o bastante,

– sem sentir palpitações de entusiasmo,

– angustiado com a situação de escassez,

– com metas longínquas ou mesmo sem metas,

– preso ao cotidiano de afazeres que não transformam nem a você, nem aos outros,

– sem saber para quê motivo maior exatamente veio a este mundo, além de cumprir com suas obrigações de cidadão, pai, mãe, etc

Se você está sentindo algumas das coisas acima, é bem capaz que você esteja apenas sobrevivendo e não co-criando com o Universo, e não manifestando o que você tem de melhor.

A vida começa quando decidimos ser verdadeiros, não no sentido estrito de sermos sinceros com os outros mas no de sermos honestos conosco mesmos, que é quando nossas atitudes coincidem com quem somos em essência.

E só podemos ser verdadeiros quando conhecemos quem somos além do nosso ego, que é a imagem que cada um tem de si próprio, geralmente formada por nome, posição econômica e social, conceitos, costumes, idioma, idade, sexo, hábitos, profissão, títulos, educação, lugar, etc.

Sabe quando nos perguntam quem somos e só conseguimos falar de coisas que agregamos ou que nos caracterizam de forma visual, não de quem somos realmente? Ego é isso, quem dizemos que somos.

Conseguimos ter mais consciência de quem somos quando nos olhamos com amor e além daquilo que expomos, de forma mais profunda e sem nos pré-julgarmos, quando nos perguntamos o que precisamos conhecer de nós mesmos e respondemos com coragem, sem medo de desconstruir toda aquela identidade que formamos ao longo dos anos de jornada.

Agindo dessa forma, com a boa-vontade de conhecermos o Ser mais importante do planeta, NÓS MESMOS, podemos conhecer os nossos valores, a nossa fé, o que amamos, o que odiamos, o que é imprescindível para sermos felizes e termos paz e fazer nossas escolhas diárias de forma mais consciente.

Você sabe quem você é de verdade?

Você vive de acordo com quem você é?

Você sabe o que ama e tem tudo o que ama em abundância na sua vida? Sabe o que odeia e repulsa isso totalmente em seu dia-a-dia? Sabe quais são os seus valores e os segue? Sabe quais são as suas crenças (não aquelas em que aprendeu a acreditar) e vive segundo elas?

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Parque Campolim, Sorocaba. Maio/2016.

Se você quer começar a viver de verdade, sentindo satisfação em todas as áreas da sua vida, assim como eu, se quer descobrir quem você é, o que quer e começar a agir com consciência, como coach posso te ajudar. Estou disponibilizando 5 sessões gratuitas para mães de crianças até 7 anos que estão passando por qualquer processo de mudança. Basta comentar neste artigo dizendo que quer e conversamos.

 

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Conheça o treinamento online que vai te ajudar a renascer para a sua vida de verdade.

Grande abraço!

Namastê!

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Quando soltamos o MEDO ganhamos o SONHO

Você já pensou que talvez todo o medo que você tenha seja apenas decorrente de uma impossibilidade sua de ver além?

Que não passe apenas de teimosia sua em querer acreditar que tudo é aquilo que você consegue  ver?

E que, sem todo esse medo, seja possível um Universo além do mundo em que vivemos e nos  relacionamos?

Onde possamos realizar muito mais do que ousamos querer?

O medo do medo é, na maioria das vezes, mais forte que o próprio medo do “desconhecido” ou do pior.

Temos tanto medo de que o pior aconteça, que fugimos do medo o tempo todo e vivemos assombrados por esse mal invisível, na verdade, inexistente, porque não é algo factual, é apenas, na maioria das vezes, uma possibilidade mental.

O medo é como um véu posto frente a nossa visão, que não nos deixa ver os possíveis caminhos a seguir no amplo horizonte adiante, porque, acima de tudo, é uma criação mental, que ocorre quando a mente está no comando do nosso espírito.

Solte o medo. Você o tem porque você mesmo o segura. Porque medo é algo que temos, não algo que somos.

Somos seres de luz e estamos neste orbe-escola para evoluirmos: este é nosso propósito maior.

Porque insistimos, então, de termos tanto medo de que nos falte o básico para vivermos aqui? Se viemos aqui com o propósito de vivermos aqui para evoluirmos?

Em última instância, o medo é sempre da morte, ou, como queira, que se falte os recursos necessários para que haja vida do corpo.

E o que é a morte senão a impossibilidade de experienciar a vida?

Quem vive com medo, não vive, está amputado espiritualmente, impossibilitado de desenvolver suas extensas e profundas potencialidades pela estagnação que impede a atitude.

Estagnação é morte! Vida é movimento.

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Sob o céu de Granada.

Lembre-se dos momentos em que mais realizou na sua vida, com certeza foram aqueles em que você não ficou pensando demais nas impossibilidades e se colocou em ação.

Quando vivemos além da mente, quando nossas atitudes são presentes e são movidas pelo espírito, ganhamos a paz e a alegria que as crianças têm,

porque confiam na vida,

porque vivem de forma integral,

porque experienciam muito mais do que pensam,

porque, quando pensam, pensam primeiro no bem e no bom.

Sabe aquelas pessoas incríveis, que fazem acontecer que você admira? Sabe a única diferença delas pra você?

É que elas enfrentaram o medo, perscrutando a fundo todas as suas possibilidades e, mais conhecedoras dos riscos e perigos, decidiram seguir adiante. Ou seja: não tem medo do medo.

Ou, elas apenas desapegaram das piores possibilidades, acreditaram nas melhores e entraram no flow.

Em ambas opções, essas pessoas conseguiram se colocar em movimento de forma consciente, tiveram atitude, seguiram seu coração e co-criaram seu próprio mundo, auxiliando, muitas vezes, outras a co-criarem o seu também, apenas dando o exemplo.

Depois de ler este pequeno texto, te proponho duas ações para não deixar que ele tome conta do seu Ser:

1. Encarar o medo e conhecê-lo profundamente, dando espaço e tempo para que ele invada toda a sua mente e para que você sinta em todas as suas células a experiência imaginária que ele traz.

2. Deixá-lo de lado e acreditar no seu propósito maior e perseguir apenas as melhores possibilidades, sem cogitar o pior (caso você sinta que consegue seguir sem ser assombrado por ele).

Se tiver alguma dúvida sobre como tomar essa atitude em prol da sua libertação ou quiser compartilhar seus resultados após tomá-la, me escreva!

Grande abraço,

Namastê.

 

 

 

Por que sentir medo é um bom sinal

O medo aparece quando?
Quando nos sentimos inseguros.
Quando nos sentimos inseguros?
Quando saímos de uma zona de conforto.
Quando saímos de uma zona de conforto?
Quando apesar de confortáveis não nos sentimos bem (ou somos empurrados para isso).
Quando não nos sentimos bem?
Quando o nosso meio exterior não condiz com o nosso meio interior.
Quando somos empurrados pra isso?
Quando perdemos algo que nos mantinha seguros.
Qual a solução?
MUDAR
O que mudar gera?
MEDO

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Recebendo luz na fase de encontro com o medo. 34º dia de puerpério.

Então o medo é um ótimo sinal, sinal de que você sai da zona de segurança e se coloca em contato com o desconhecido:
Isso é movimento, movimento é vida. Estagnação é morte.
Ter medo do medo é desistir antes de tentar, é não viver.
O que você tem a perder?
O velho, o ruim. O que não te serve mais você já tem!
Se o novo te dá medo é porque te reanima, te move as fibras, te faz viver.
Então sentir medo é viver e não sentir medo é estar morto.
Se não for, não foi, mas você descobriu algo a mais, se
descobriu mais e eliminou uma opção.
Tentar algo novo, por mais errado que dê, sempre dá certo, para
se autoconhecer e conhecer muito mais o que vibra com você.
Sinta medo, largue o velho, busque o novo, ganhe a si, seja feliz.

Nesta vida não se pode ter tudo… verdade?

Quando usamos o argumento-crença de que “nessa vida não se pode ter tudo”, no momento em que ensinamos algo aos nossos filhos (principalmente em situações de consumo), saibamos que para o inconsciente deles o que fica é a mensagem de que “não podemos ter tudo na vida”.

Então, no futuro, quando eles chegarem perto de terem tudo o que precisam para serem felizes, começarão a se auto-boicotar, porque é isso que o inconsciente deles lhes diz para fazerem, na melhor das intenções (crenças são verdades pra quem as tem!), para que confirmem a crença, ensinadas por nós, mães e pais.

As crenças são, muitas vezes, ensinadas, por nós, seus progenitores, mas, são estabelecidas através da repetição (tanto discursal, quanto comportamental), ou de momentos de impactos emocionais (situações fortes, tanto boas, como um nascimento de um filho, por exemplo, quanto más, quanto uma reprovação escolar).

Nossas sinapses nervosas viciadas nos levam a termos comportamentos que confirmem nossas crenças.

Por isso que, ao identificarmos e questionarmos crenças limitantes, mudando-as para outras melhores, nosso comportamento muda.

Preste atenção se, quando está tudo bem (profissionalmente, afetivamente, financeiramente, etc) você promove alguma atitude para boicotar o seu pleno bem-estar e fazer valer a sua crença de que “não se pode ter tudo nessa vida”.

Questione-se, vigie-se, transforme-se e ensine melhor aos seus filhos.

As possibilidades são muito maiores quando acreditamos que não apenas “podemos ter tudo” como “merecemos ter tudo” de bom dessa vida.

‪#‎crençaslimitantes‬ ‪#‎desenvolvimentopessoal‬ ‪#‎abundância‬‪#‎quebreopadrão‬ ‪#‎crieonovo‬

Publicado no Facebook em 2 de março de 2016.

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Porque é um erro nos projetarmos no outro

Quando você está focada(o) em você, no seu autoconhecimento, no seu desenvolvimento, no seu sonho, você não tem muito tempo pra olhar para o lado e se lamentar: “puxa, como eu queria estar como fulana(o)!”.

Lembre-se sempre de que o que vemos do outro é sempre uma ínfima parte da totalidade dele e que todos nós mostramos apenas o que temos de belo (ou o que queremos florear).

E nunca, nunca mesmo, se compare. Todos somos únicos apesar de termos as mesmas aflições. Todos temos experiências diferentes e queremos coisas diferentes, apesar de todos querermos experienciar o que nos gere bons sentimentos. O que quer dizer que todos somos peixes diferentes imersos num mesmo oceano.

E, cada um de nós está em um local diverso do nosso caminho que vamos criando com nossos passos, então, ninguém está à frente ou atrás de você: todos estamos em diferentes posições no mesmo Universo (“dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço”, lembra?).

Então se você vê alguém em algum lugar que parece legal, observe o que puder aprender com esse guia, mas nunca compare o palco desse alguém com os seus bastidores.

Osho diz que quanto mais nos expomos mais nos encontramos, pois assim conseguimos nos certificar do que é realmente nosso e do que é peso agregado, e eu concordo com o mestre.

Não tenha medo de se expor, não tema o outro. Em essência, ele é como você e, se perde tempo te criticando, merece despertar para o próprio foco através do seu exemplo.

No fim de tudo, só tem a ver com você, sempre só teve, sempre só terá.

FOCA em você que tudo começa a acontecer!

Namastê!

PS: Gratidão querida coachee por nossa troca tão rica de hoje.

‪#‎foco‬ ‪#‎cocriaçao‬ ‪#‎manifestação‬ ‪#‎realização‬ ‪#‎sucesso‬

Publicado em 2 de abril no Facebook.

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O que FALTA para AMAmentarmos MAIS

#54dias #AMAmentar #leitematernoéomelhoralimento 

Desde que tomei ciência de que a média de amamentação exclusiva no Brasil é de apenas 54 dias, sendo que o recomendado pela OMS e pelo Ministério da Saúde é de 6 meses de aleitamento EXCLUSIVO (estendido até dois anos ou mais), resolvi questionar: Por que o Brasil amamenta tão pouco? Tão pouco, digo, com relação ao ideal, não em comparação com o resto do mundo.

Bom, eu sei a resposta, todas nós que amamentamos sabemos. Mas pouco ou nada sabem (ou preferem não saber), aqueles que podem ajudar a mudar essa parca média de 54 dias de amamentação exclusiva.

Recentemente, um estudo publicado na publicação médica britânica The Lancet  apontou o Brasil como país referência mundial em aleitamento materno, com média de 14 meses de aleitamento estendido. É uma boa notícia notarmos que somos referência? Sim, contudo devemos nos atentar ao principal: o tempo ideal de aleitamento materno é de 24 meses ou mais.

Sabendo dos inúmeros benefícios da amamentação pelo tempo indicado pela Organização Mundial de Saúde e dos temíveis males da carência dela para uma pessoa durante toda a sua presente jornada, meu desejo é que cada vez mais pessoas se mobilizem para que as mães AMAmentem mais seus filhos, assim mesmo, com o AMA em maiúsculo, porque amamentar é mesmo um ato de amor, e, para darmos algo, temos que primeiro ter esse algo pra dar.

Caso você desconheça os inúmeros benefícios da amamentação conforme orientada pela OMS, vou citar alguns ao longo do texto.

Ana Julia mamando
Anita e a pega correta, na primeira mamada da vida. (Junho/2012)

 Amamentar por mais de 6 meses faz bem à saúde mental da infância à adolescência, segundo estudo coordenado pela Universidade do Oeste da Austrália. Segundo os pesquisadores, substâncias presentes no leite (como a leptina) ajudam a combater o estresse. O contato e o vínculo entre mãe e filho promovido pelo aleitamento também têm um efeito positivo no desenvolvimento psicológico da criança. (Fonte: Crescer)

Pra começar, eu gostaria de esclarecer que foi bastante trabalhoso pra mim amamentar meus três filhos (com fases muito difíceis), e continua sendo uma tarefa que exige bastante dedicação e energia, já que eu continuo amamentando minha filha mais nova e pretendo continuar por mais ou menos o dobro de meses do que ela já mamou (ela está com 13 meses agora e eu com 53 de amamentação).

A minha maior dificuldade em amamentar não se deveu, nem se deve, às mastites, rachaduras, febres, furos, dutos entupidos, “empedramentos”, etc que eu tive, mas sim às grandes culpadas pela maioria das mães desistirem da amamentação antes do tempo ideal. Já sabem quais são?

Pesquisas sugerem que crianças amamentadas, quando submetidas a testes neurológicos, incluindo a medida do quociente de inteligência (QI), têm uma pequena vantagem em relação às não-amamentadas. (Fonte: gestantesaudavel)

Pausa para mamada
Estela babando leite, em pausa para mamada durante viagem, aos quase seis meses. (Julho/2015)

Já foi demonstrado que o leite materno pode proteger em longo prazo a adultos de alergias, obesidade, colite, alguns tipos de câncer ou asma. (Fonte: guiainfantil)

Assim, eu decidi escrever esse texto pra quem quer enxergar os fatos:

FATO 1: a melhor atitude de nutrição (em todos os seus aspectos) de uma mãe para com um filho é amamentá-lo.

FATO 2: as mulheres no Brasil o fazem muito pouco por falta de APOIO (mais que por falta de informação).

FATO 3: as indústrias de fórmulas e alimentos infantis se aproveitam dessa falta de apoio às lactantes e suprem a falta (de força) com PRODUTOS. Aproveitam-se, inclusive, da falta de informação, e fortalecem a desinformação.

Dito isso, vamos questionar crenças?

Amamentar é um ato de amor. Sim, o é, mas canso de ouvir essa máxima que recai apenas sobre a mãe, dando a impressão de que se a mãe não amamenta é porque não ama seu filho. Acredito que não é massacrando a mãe que se doa sozinha e sem apoio suficiente que vamos conseguir amamentar mais nossas crianças e futura nação. Se assim fosse, teríamos conquistado uma média de amamentação bem mais satisfatória até o momento e não esses míseros quase dois meses de aleitamento exclusivo.

Apoiar a lactante é um ato de amor. Essa é a nova ideia que temos que difundir, porque para AMAmentar temos que ser nutridas também, não só de água e alimento físico mas de apoio e atenção, principalmente. Claro que existem as “raçudas” como eu, que não tiveram apoio do companheiro ou de quem quer que seja para seguir amamentando o considerado necessário e mesmo assim o fizeram, fazendo das fibras coração e vertendo amor líquido, mesmo sem receber apoio. Mas, cada um é cada um sempre tem alguém em situação pior que a nossa e todos temos limites diferentes. O fato sobre toda a questão, todavia, é um só: com apoio é mais fácil.

Fernandinho mamando com 6 meses
Fernando com 6 meses… de aleitamento exclusivo. (Setembro/2009)

Para as nutrizes, a amamentação previne fraturas por osteoporose, artrite reumatóide e esclerose múltipla. (Fonte: gestantesaudavel)

Eu não decidi escrever esse texto para desconstruir mitos. Há muitos textos que contém todas as informações científicas necessárias para se provar que o leite materno é inigualável a qualquer fórmula que existe no mercado, embora os mitos do leite fraco e afins contribuam para que as brasileiras não amamentam o suficiente. E não quero falar para o 1% de mulheres que, de fato, não pode amamentar por motivos físicos, porque existem muitas informações científicas para respaldá-las e preservá-las da culpa, e também não quero falar para as mulheres que não querem amamentar acima de qualquer informação arrebatadora acerca do néctar divino que é o leite materno e do ato de amor e de cura que é amamentar, tanto para o bebê quanto para a mãe. E, mais ainda, não quero fazer “discurso elitista” de que é só querer pra fazer.

Então, esse texto é para apoiar as mulheres que querem amamentar mais que a média brasileira, mas que não têm força, ânimo, descanso necessários para deixar o leite jorrar, para deixar o amor fluir em forma física através do seu chacra coronário, se auto-alimentando de amor e fornecendo o excedente desse amor em líquido para o seu filho. Mas acima disso, é direcionado para os pais, familiares, amigos, empregadores, sociedade como um todo que não apoiam ou que o fazem de forma insatisfatória, para os que:

– não têm que amamentar em jejum (após amamentar a noite toda) e sentir muita fome, antes de colocar qualquer alimento na boca.

– não sentem sede e, muitas vezes não conseguem buscar um copo d’água, porque possuem em seu colo um bebêadormecendo.

– não têm que levantar muitas vezes à noite para, além de amamentar, beber água e urinar o excedente.

– não sentem sono, fadiga (mental inclusive) e dores no trabalho, seja em casa ou em empresa, por muitos meses e até anos, por não dormirem o suficiente, porque amamentam de madrugada e não conseguem compensar o sono durante o dia.

– não podem se afastar de outro ser por mais de 1 ou 2 horas por seis meses, a não ser que tirem e estoquem leite antes e nem pode ir e vir, a todos os lugares que quiserem, pelo bem dele.

Leite materno é economicamente vantajoso para a família, que não tem que investir uma grande quantidade de dinheiro por ano em leite artificial, em torno de R$250,00 por mês, R$3.000,00 por ano, no primeiro ano de vida. Isso sem contar com as mamadeiras, limpadores especiais ou energia necessária para esterilizar todo o material do bebê. 

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O leite da esquerda é o normal, enquanto o da direita foi produzido depois do resfriado do bebê. O leite de Mallory mudou a coloração da noite para o dia. Clique para ler a matéria.

O leite materno protege as crianças contra doenças crônicas tais como Diabetes Mellitus tipo I, doenças cardiovasculares, doença celíaca, doença de Crohn, obesidade e linfoma infantil. (Fonte: gestantesaudavel)

Amamentar, como vemos até aqui não é apenas dar o seio para o outro mamar, afinal, o que o bebê irá mamar se suas mães não estão alimentadas, hidratadas, descansadas e nutridas de amor? Sem recebermos o que também necessitamos de outras fontes, temos que abdicar das nossas próprias necessidades para darmos para o nosso bebê. Só que, na maioria dos casos, a fonte seca (literalmente até) e amamenta-se menos, delegando a alimentação dos seres humanos a uma fórmula industrial muito inferior, extraída de outro animal ou da soja (que nunca na história serviu para alimentar bebês) e outros vegetais, e sem anticorpos, nutrientes e amor humanos.

Vivemos num mundo yang, machista, em que as mulheres estão na condição de exploradas, sacrificadas. Ninguém se dói por uma mãe trabalhar o dia todo e acordar a noite toda pra amamentar, enquanto muitos pais (e também avós, tios, padrinhos, etc) do filho nem se dão conta disso, afinal, é papel da mulher que quer amamentar! Se quer, que banque! Não é mesmo? Por essa crença é que não chegamos à média de amamentação ideal. Na maior parte dos casos, apenas a mãe está dedicada a alimentar o seu filho com o que há de melhor: seu próprio leite, que pode e deve ser nutrido por todos ao seu redor.

 Amamentar protege a mãe contra o câncer de mama e de ovário e reduz o risco de a mulher desenvolver síndrome metabólica (doenças cardíacas e diabetes) após a gravidez, inclusive para aquela que teve diabetes gestacional; segundo estudo publicado na American Journal of Obstetrics.

Pra finalizar, o que eu queria fortalecer aqui é que o que falta para que as brasileiras amamentem mais são, apenas, duas coisas: APOIO E INFORMAÇÃO.

O pai que apóia a mãe que amamenta, ama o filho, a família que apoia a mãe que amamenta, ama seus descendentes, a sociedade que apoia a mãe que amamenta zela pelos seus cidadãos e pelo meio ambiente, já que amamentar é (como parir naturalmente) um ato de sustentabilidade.

A informação arrebatadora sabe, daquelas capazes de fazer pessoas se mexerem para buscarem um copo d’água ou providenciarem um assento pra lactante, mas, sobretudo, e, principalmente, criarem espaços nos locais de trabalho para amamentação e ordenha e se mobilizarem a favor de leis que favoreçam a amamentação por mais tempo, conforme essas que vieram ao longo do texto, devem ser amplamente difundidas por nós, parcela da sociedade que tem consciência do quanto é benéfico para todos, que todos sejamos mais amamentados.

 A grande vantagem do aleitamento materno é que protege o bebê contra catarros, meningite, otite, bronquiolite, pneumonia, diarréia e outras doenças. (Fonte: guiainfantil)

E, como podemos fazer isso? Através das nossas conversas e atitudes diárias, na rua, no trabalho, nas esperas, nas redes e aplicativos sociais.

Com apoio e informação, a indústria de fórmulas e farinhas enriquecidas com o seu rico dinheirinho para engrossar o caldo da mamadeira fica sem função e logo teremos uma licença-maternidade maior que seis meses (que possibilitará que os seis meses iniciais da licença sejam de aleitamento exclusivo) e uma licença-paternidade suficiente para apoiar a mãe e facilitar a paternidade ativa desde o início, e não a piada de cinco dias que é.

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O ato de amamentar diminui os níveis de colesterol total, colesterol LDL e triglicerídeos, enquanto os níveis de HDL se mantêm elevados, bem como melhora do metabolismo dos carboidratos das lactantes. (Fonte: gestantesaudavel)

Todos os textos destacados, como o que está no parágrafo acima, fazem parte do que eu quis que você soubesse (INFORMAÇÃO), para que fizesse o que diz todo o resto (APOIAR).

Por um mundo de mães e filhos nutridos com o que há de melhor: leite materno e amor.

Com amor.

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Clique aqui se quiser baixar o Manual de Aleitamento Materno da UNICEF.