Mulher: tome seu poder de volta pra você. É a única forma de viver!

Quando você cai em si de que ser mulher no sistema em que a gente vive é ser um ser de funções, não um ser pleno, é um luto.

Quando você descobre que é uma cuidadora em tempo integral ou uma profissional à beira do Burnout, ou os dois, é um luto.

Quando você entende que é oprimida enquanto pessoa, enquanto é ludibriada com o elogio de guerreira para fazer o sistema funcionar sem terem a menor consideração por você, é um luto.

Quando você entende que o único objetivo que você tá atingindo na vida é o de ser facilitadora da vida de outras pessoas e instituições e morrer, é um luto.

Foi um processo bem difícil pra mim.

Mas você pode estar pensando:

“Não Mari, a vida não é bem assim…eu tenho meus filhos, meu marido, meus pets, meus pais..”

Pessoas que podem te dar alegrias mas que te demandam bastante também.

“Ah mas eu também me cuido faço academia, me alimento bem…”

Sem se dar conta de que se cuidar é básico, que não é fácil cumprir esse básico todos os dias e que ter um corpo no padrão é uma exigência sobre você!

“Ah mas eu amo o meu trabalho e por ele sou reconhecida!”

Mas você trabalha menos horas do que vive e ganha bem?

“Ah mas eu tenho um hobby, a maioria não tem…”

Mas eu aposto que você faz sem a entrega que gostaria ou que ele é
o trabalho que você gostaria de fazer.

O que você desfruta é o mínimo que o sistema ainda permite que você acesse
pra você não pifar e não se dar conta da verdade de que ele exige que você carregue a sociedade nas costas e morra sem ter vivido o que é unicamente vontade sua
.

Não é fácil encarar isso, é bastante desconfortável quando você sai do transe e passa a se dar conta da armadilha em que colocaram você.

Mas daí você pergunta:

“Então é isso? é assim que eu vou viver pelo resto da vida? Tem alguma saída?”

Sim, tem duass:

  1. Continuar sobrevivendo assim, oprimida, sem relaxamento, sem protagonismo, sem alegria, ou;
  2. Encarar esse padrão rígido de exploração a que você foi submetida e ao qual você se submete todos os dias, desconstrui-lo e lutar, com todo o seu coração e inteligência para criar a sua vida do seu jeito, sem qualquer submissão ou abusos.

Força você tem, ou você não teria aguentado tanto até agora. Mas você precisa escolher se vai usar ela pra derrubar esses padrões e viver mais livre
ou se vai usar ela pra ser uma camela do sistema que te oprime.

Eu te convido a experimentar a primeira opção: descobrir seus padrões, derrubá-los e criar a sua vida de verdade com a alegria que você merece sentir.

Vem comigo?

Cansada de recomeçar? | Padrão de Servidão e Escapismo

Você é aquela pessoa que chuta o pau da barraca quando percebe que tá sendo injustiçada?

Que não tem o menos problema em por um ponto final num relacionamento que você percebeu que é abusivo?

É a pessoa determinada pra recomeçar e que não tem problemas em deixar pra trás o que não te satisfaz mais?

Mas se você olhar pra trás você vê que por conta desse jeito de ser você vive recomeçando e gastando muita energia nesses recomeços?

É, essa facilidade em fugir e começar uma nova aventura pode não ser tão boa assim.

Pode ser que você viva um padrão que eu chamo de servidão e escapismo.

Isso quer dizer que você adquiriu um comportamento disfuncional de se vincular a pessoas ou trabalhos que exigem a sua servidão e para os quais você vai fazer de tudo pra agradar.

Você vai viver uma relação exaustiva e no final você vai se frustrar ao perceber que essa pessoa é uma pessoa sugadora, controladora e que ela nunca teve a menor intenção de ser justa.

Mas por que esse padrão se estabelece?

Porque você é uma pessoa muito disposta e talentosa, mas que teve uma família NARCÍSICA.

Você conviveu com pessoas que usaram as suas habilidades pra lhes servirem, pessoas que fizeram você orbitar em torno delas, pessoas blindadas para lidarem com as próprias vulnerabilidades, se remodelarem e se conectarem com qualquer pessoa de verdade.

Sua família praticava esses jogos com você, fazendo você entender que precisava se adaptar, se esforçar, se dedicar, atendê-los em suas necessidades pra que você se sentisse segura.

Então, quando você identifica uma pessoa parecida você já se atrai e começa a dar o sangue pra conquistar o reconhecimento dessa pessoa.

Podendo até ficar eufórica, na esperança de, dessa vez conquistar a compreensão, o olhar o acolhimento daquela pessoa que só quer te sugar, mas que, no final, vai te frustrar e até te arrasar.

Porque é assim que essa pessoa se comporta.

É muito importante você descobrir que tem esse padrão ou você vai estar sempre sendo seduzida por pessoas e situações que exigem que você se sacrifique e pra causas que não são as suas, pra depois jogar tudo pro alto e recomeçar em outro lugar, até uma nova figura grandiosa aparecer e você entrar de novo nesse ciclo de exaustão em busca de um amor que não há.

Você vive um padrão assim?

Você se apaixona por psicopatas porque está castrada

Ele é charmoso, confiante, dá nó em pingo d’água e sabe aproveitar a vida como ninguém, como não se apaixonar, não é mesmo?

Você quer tudo isso, quer aprender a viver pelo princípio do prazer sem culpa com quem demonstra ter as chaves que abrem a sua prisão.

A boa notícia, então, é que você não se apaixona por ele em si mas pelo que ele pode te proporcionar: a libertação.

É claro que não é isso o que ele deseja de você, mas isso é o que você busca aprender com ele:

  • como se libertar da culpa
  • como sentir o máximo prazer
  • como relaxar sem preocupação
  • como viver na lei do mínimo esforço
  • como driblar as normas e estruturas e abrir caminho para a sua vontade e para o novo
  • como aproveitar a vida apesar do sofrimento dos outros
  • etc

Embora, no senso comum, psicopatia seja sinônimo de crueldade, na teoria e no espectro não é bem assim.

Psicopatas são perversos, não necessariamente cruéis e perversão não é sinônimo de crueldade na denominação psicanalítica, mas de “desvio do caminho correto”, de falta de respeito às rotas pré-definidas.

E como o certo e o errado são conceitos mutáveis, que evoluem com a Humanidade, ou que se perdem em certas épocas – como quando o radicalismo dominou os Estados – , DESVIAR, é fundamental para sobreviver.

Muita castração te deixa atada, neurótica, sem conseguir gozar, relaxar e honrar seus desejos próprios. Por outro lado, a falta dela faz você invadir os limites alheios e os seus, tornando-a uma pessoa destrutiva.

Para crescer e construir, é necessário trilhar o Caminho do Meio.

A segunda boa notícia, decorrente da primeira é que você não precisa se relacionar afetivamente com um professor no assunto e se quebrar, o que fatalmente acontecerá.

Basta que você se observe com atenção e utilize a sua RACIONALIDADE para identificar em si mesma onde está a sua castração excessiva, contestá-la e abrir caminho pra que você possa viver com mais totalidade e alegria.

Mesmo porque, o psicopata pode até te mostrar o caminho do prazer, mas nunca o da alegria.

É claro que essa sua rebeldia para DESCONSTRUIR seus mecanismos de controle deve vir com a CONSCIÊNCIA, para não fazer mal a si, nem aos outros, e é por isso que eu te convido para o Programa A.M.A.D.A. , onde você irá identificar seus mecanismos de castração e liberá-los com a consciência para que possa viver com muito mais alegria, prazer e realização.

Por que existe tanta MÃE NARCISISTA?

Porque vivemos numa sociedade abusiva, em que a mulher é extremamente reprimida e aquelas que não integram suas sombras tornam-se narcisistas.

Se você observar o ciclo da violência, você verá que a repetição ocorre sempre que algo não se resolve no indivíduo.

Um efeito dominó. De geração pra geração e de cuidadores para filhos.

Quando uma pessoa permanece inconsciente sobre os abusos que sofreu – desde os mais sutis até os mais escancarados -, quando ela não integrou a sua SOMBRA, ela vai PROJETÁ-LA sobre o outro.

Então a mulher que foi violentada irá repetir o padrão e ser violentada pelo cônjuge – mais comumente – e violentar quem é mais frágil nas suas relações: os filhos.

“Cadê o pai dessa criança?”

Há um equívoco, no entanto, no que tange à constatação da grande quantidade de mães narcisistas.

Não que não existe, sim, há. Ainda mais nas gerações das décadas de 40 pra cá. Mas consideramos a pessoa narcisista a pessoa controladora, passivo-agressiva, crítica, humilhadora… A que vai usar o outro para espelhar pra si o que quer ver, seja como bode expiatório, como um personagem fixo, seja como um ser idealizado.

Só o que O NARCISISMO É, TAMBÉM, A AUSÊNCIA, fundamentalmente a EMOCIONAL. Sendo o traço de personalidade “emocionalmente distante” um dos predominantes no perfil.

E, numa sociedade em que os pais são ausentes e as mães são sobrecarregadas, esses pais também são narcísicos, mas em outros aspectos do espectro, com a predominância do egocentrismo e indiferença, especialmente a quem nada lhe serve, no caso, os filhos (principalmente se são pobres, impopulares, não bajuladores, etc).

NARCISISMO É QUANDO O IDEAL DO EGO SUPLANTA O EGO, formando um falso ego, desconectado do SELF, pois o sujeito se considera muito defectível, muito vergonhoso, então ele prefere não olhar para a própria essência e se apega a esse ego idealizado, nesse falso ego que ele cria pra poder sobreviver e se relacionar.

Nos conceitos patriarcais, ninguém é suficiente se não atingir as alturas do poder, do status, da validação externa.

Então, como diminuir a incidência do transtorno narcisista?

Combatendo as ideias e os ideais da sociedade patriarcal, verificando que eles só causam sofrimento e a sua perpetuação.

Para embarcar nessa jornada de desconstrução, assista à vídeo-aula clicando abaixo:

O Padrão do Autossacrifício

Quando você alimenta a dependência enquanto se distrai da sua dor

Você sabe o que é o sacrifício?

Responder a isso é prioritário para entender o que é o autossacrifício.

Sacrifício (do Latim Sacrificium, literalmente “feito sagrado“), também conhecido como imolação, oblação, oferenda ou oferta, é a prática de oferecer aos deuses, na qualidade de alimento, a vida (designada como “vítima“) de animais, humanos, colheitas e plantações, como ato de propiciação ou culto. O termo é usado também metaforicamente para descrever atos de altruísmo, abnegação e renúncia em favor de outrem.

Ou seja, o sacrifício está ligado a um entendimento primitivo do que é sagrado: sofrer em favor de outro alguém, seja esse alguém uma divindade ou um simples mortal.

Mas quem se beneficia com o sofrimento do outro?

O sacrifício é benéfico a quem?

A verdade é que ninguém se beneficia do sacrifício.

Porque quando a pessoa está sofrendo, tudo o que ela está ofertando é dor, não amor.

Quem recebe o sacrifício de alguém é impedido de desenvolver sua autonomia ou de ter de lidar com a falta do seu prazer – que é o verdadeiro benefício.

“Mas, Mari, a maioria das mães se sacrificam por seus filhos!”

É verdade. Por isso é urgente que a gente encontre nossas feridas e as trate, em vez de darmos do que nos falta aos nossos filhos.

Como você se sentiu recebendo da sua mãe o que ela se esforçava pra te dar? Piedosa e até fidelizada a esse sofrimento, aposto.

O sacrifício não está em se doar, mas em sofrer ao se doar, e, embora a dor seja inevitável, o sofrimento é sempre opcional.

Então como desativar esse padrão do AUTOSSACRIFÍCIO?

Primeiramente, entendendo sua base: a crença de que o seu sacrifício agrada a quem você ama.

Depois, entendendo quais acontecimentos da sua vida te

levaram a crer nisso.

Foi apenas o exemplo materno, ou te pediram, mesmo que indiretamente, pra abrir mão da sua essência?

E, terceiro, contestando a toda essa mentalidade que te faz viver atendendo às demandas dos outros, impedindo-os de lidarem com elas com autonomia e sabotando o seu próprio desenvolvimento e capacidade de, verdadeiramente, auxiliar outras pessoas: com AMOR, sem sofrimento.

Para fazer isso com a minha orientação e método, clique em AMADA.

O Padrão do Entrelaçamento | Emaranhamento | Self Dependente

Quando você se torna um apêndice do outro

Uma boa narrativa para exemplificar esse padrão é a da Rapunzel.

Rapunzel não era dona do seu desejo, ela era até confusa quanto ao que desejava, de tanto que crescera como uma extensão de sua raptora.

Porque é isso que a parte dominante – seja mãe, madrasta, pai ou qualquer outra que detenha o poder da relação – é para o abduzido: um raptor.

Aquele que detém o poder sobre a vítima no padrão de entrelaçamento executa o pior rapto que se pode executar: o rapto do si mesmo, a despersonalização.

Obrigada a ser “a parte que falta” daquele que lhe trata como peça, a vítima é reduzida a um zumbi, alguém sem noção de si mesmo, do que gosta, do que quer e até mesmo do que sente e necessita.

Mães ou pais narcisistas são experts em tornar um ou mais filhos apenas extensões de si mesmos, em sua estrutura de personalidade fragmentada.

O tipo “engolfador” é o que mais fomenta esse padrão disfuncional nos filhos.

Esse padrão opera em diferentes níveis e graus na vida do indivíduo.

Aparece no filho subdesenvolvido, que não encontrou autonomia no trabalho, nas relações, nas finanças e até no físico, porque “não é autorizado a isso”, a ser um indivíduo.

Mas aparece também naquele que aparenta ser autônomo, mas que está sempre à disposição dos pais, que – no íntimo – espera que os validem, que se sente obrigado a cuidar deles mesmo sem disposição pra isso e muitos outros casos.

A pessoa com esse padrão se sente “drenada” mas nem sempre toma consciência de que são as pessoas que mais lhe deveriam apoiar que lhe sugam.

Podem apresentar uma forte tendência à negação, que atua como defesa para não admitirem que foram roubados da própria vida por quem lhes as deu.

Como desativar esse padrão?

Primeiramente, atestando a própria falta de vitalidade e perspectiva e a dependência mental-emocional de outra pessoa que se apropriou do seu poder.

Segundo, vivendo o luto do pai, mãe ou cuidador idealizado.

Terceiro, ressignificando sua história e reajustando suas relações, para que você possua as condições necessárias para ser você e crescer.

Para sair dessa prisão e encontrar alegria e sentido na própria vida, clique em AMADA.