Você é aquela pessoa que chuta o pau da barraca quando percebe que tá sendo injustiçada?
Que não tem o menos problema em por um ponto final num relacionamento que você percebeu que é abusivo?
É a pessoa determinada pra recomeçar e que não tem problemas em deixar pra trás o que não te satisfaz mais?
Mas se você olhar pra trás você vê que por conta desse jeito de ser você vive recomeçando e gastando muita energia nesses recomeços?
É, essa facilidade em fugir e começar uma nova aventura pode não ser tão boa assim.
Pode ser que você viva um padrão que eu chamo de servidão e escapismo.
Isso quer dizer que você adquiriu um comportamento disfuncional de se vincular a pessoas ou trabalhos que exigem a sua servidão e para os quais você vai fazer de tudo pra agradar.
Você vai viver uma relação exaustiva e no final você vai se frustrar ao perceber que essa pessoa é uma pessoa sugadora, controladora e que ela nunca teve a menor intenção de ser justa.
Mas por que esse padrão se estabelece?
Porque você é uma pessoa muito disposta e talentosa, mas que teve uma família NARCÍSICA.
Você conviveu com pessoas que usaram as suas habilidades pra lhes servirem, pessoas que fizeram você orbitar em torno delas, pessoas blindadas para lidarem com as próprias vulnerabilidades, se remodelarem e se conectarem com qualquer pessoa de verdade.
Sua família praticava esses jogos com você, fazendo você entender que precisava se adaptar, se esforçar, se dedicar, atendê-los em suas necessidades pra que você se sentisse segura.
Então, quando você identifica uma pessoa parecida você já se atrai e começa a dar o sangue pra conquistar o reconhecimento dessa pessoa.
Podendo até ficar eufórica, na esperança de, dessa vez conquistar a compreensão, o olhar o acolhimento daquela pessoa que só quer te sugar, mas que, no final, vai te frustrar e até te arrasar.
Porque é assim que essa pessoa se comporta.
É muito importante você descobrir que tem esse padrão ou você vai estar sempre sendo seduzida por pessoas e situações que exigem que você se sacrifique e pra causas que não são as suas, pra depois jogar tudo pro alto e recomeçar em outro lugar, até uma nova figura grandiosa aparecer e você entrar de novo nesse ciclo de exaustão em busca de um amor que não há.
Uma noite eu fui pra beira da praia, sentei, olhei o mar e chorei.
“É tudo tão lindo aqui e, no entanto, eu fui tão infeliz…”
Eu tinha vivido uma relação muito sofrida, não entendia totalmente o porquê dela, mas chegara a hora de eu tomar uma decisão.
Contemplando o mar e a natureza costeira naquela noite linda e animada em minha volta, os sentimentos eram confusos. Eu via a beleza da natureza, a alegria dos outros, que estavam se relacionando bem com a vida e a pureza do meu coração.
Por que eu não podia participar daquele banquete da vida? Tudo aquilo que estava acontecendo comigo parecia muito INJUSTO e eu tinha a plena certeza de que eu não MERECIA o que estava vivendo.
Seguido a essa constatação, a RAIVA genuína tomou conta de mim – como o prenúncio de um AMOR mais PODEROSO que estava crescendo – e eu sentia que havia chegado o momento de eu quebrar um padrão, me perdoar e tomar uma DECISÃO.
E, naquela noite, na beira do mar que havia testemunhado a história que eu tinha vivido até ali, eu disse mais ou menos assim.
“Eu não entendo o porquê disso tudo ainda, mas eu sei que o meu coração é verdadeiro e cheio de amor pra compartilhar. Me ajude a entender tudo o que eu preciso pra me libertar, eu quero enxergar! Porque eu prometo que vou sair desse lugar muito mais próspera do que quando eu vim pra cá!”
E assim se fez.
Naquele dia eu decidi parar de reclamar da minha dor e começar a agir de todas as formas que eu sabia para tomar as rédeas da minha vida e me tornar a pessoa abundante que eu sabia que eu já era em essência.
Sem planejar exatamente o que eu faria, eu comecei a ser mais eu e, olhando pra trás, percebi que havia tomado 3 atitudes coordenadas:
1ª Dediquei-me a entender tudo o que eu tinha vivido, obstinadamente. Estudei tudo sobre o outro mas muito mais sobre mim mesma e fui descobrindo o meu PADRÃO de sentir, pensar, agir e me relacionar, e, automaticamente, passei a estar mais atenta a tudo e a tomar escolhas diárias mais conscientes, autênticas e empoderadas.
2ª Foquei no que eu queria do fundo do meu coração trabalhar, mesmo estando numa situação de “não poder escolher”, já que estava quase sem recursos financeiros. Mas não havia outra opção. Eu sabia o quanto eu era capaz de realizar quando me decidia a fazer algo e sabia que só o que eu amava fazer me preencheria de amor. Além disso, ao me dedicar ao meu trabalho do coração, não haveria brechas para uma relação idealizada entrar numa falta de propósito, pois ele não haveria.
3ª Passei a resgatar o meu prazer de estar comigo mesma em muitas situações que eu não conseguia me sentir bem sozinha. No começo não foi gostoso, porque quando a gente tá viciado, só o vício “sacia” – igual passar a comer vegetais quando se está viciado em doces -, mas aos poucos eu fui sutilizando meus sentidos, reaprendendo a relaxar, percebendo-me acolhida pela brisa do mar, pelo sol, pelo espetáculo do céu, pela terra que eu pisava, pelo vento das matas e a perceber que eu nunca estava só realmente.
Descobrindo meu mapa de apegos, vendo no papel como minhas emoções, mente e comportamentos estavam interligados num padrão automático que me levava sempre para a mesma armadilha eu descobri também minhas ROTAS DE DESAPEGO e comecei a me desapegar do que me impedia de viver em abundância, dia após dia, a me sentir mais eu mesma e a realizar tudo que eu desejava.
Trabalhando no meu trabalho do coração eu consegui pôr meus talentos em prática, desenvolvê-los, a comungar da TRANSFORMAÇÃO com cada pessoa com que eu me conectava e aprendi a RECEBER como eu não tinha ainda aprendido na vida.
Resgatando minha relação comigo mesma eu nunca mais me senti pequena, vazia ou faltante. Minha autoestima e autoconfiança cresceu e as minhas relações foram pra um patamar de abundância.
Depois de alguns anos desse momento em que o Deus de amor ouviu minha prece e abençoou minha escolha eu tomei outra decisão, a de criar o Quebrando o Padrão, para facilitar esse processo de apropriação de si mesmo e de viver mais consciente, para mais pessoas.
Mas antes de começar a produzi-lo eu decidi ouvir as pessoas além do ambiente de terapia e, nisso, minha face jornalista foi muito aplicada. Eu sabia que as pessoas se identificavam com a minha experiência, ouvia isso continuamente, mas eu precisava me identificar mais profundamente com a experiência delas, para entender todas as formas necessárias de ajudá-las a quebrarem seus padrões e viverem, definitivamente, suas vidas de verdade.
E assim se fez.
Há pouco mais de um mês, novas pessoas, todos os dias, entram com coragem no processo e a cada encontro e tarefa, apropriam-se mais de si mesmas e liberam suas relações para o amor e a prosperidade.
E, agora, todos nós, juntos, aguardamos você com braços abertos, resultados fortalecedores e fé na autotransformação!
A escolha das nossas relações são sintomas. Como eu me relaciono comigo e com o Outro são sintomas. Minha dependência emocional é sintoma. A depressão ou estado de melancolia é sintoma. A dificuldade em deixar para trás o que me faz mal é sintoma. Insegurança é sintoma. Busca por validação é sintoma.
E os sintomas nos trazem sofrimento.
Existem inúmeras formas de mascarar os sintomas:
Entrar em novas relações após o rompimento de uma relação abusiva.
Fazer uso de medicação (Se não for de extrema necessidade).
Ocupar meu dia para não pensar.
Fazer cursinhos com os títulos “cure sua ferida emocional em 5 passos” “te ensino como acabar com o ciclo de repetição”
O que quero dizer com isso?
Bem, quando maquiamos algo que comprovadamente foi gerado na infância, quando não vamos naquele lugar “consertar os furos” (dar novos significados para os fatos), tirar água do barco se torna exaustivo e sem nenhum resultado prático.
Os sintomas são pistas. São eles que nos permitem rastrear o que lá atrás foi danificado e com isso temos a oportunidade de fazer o reparo adequado.
“Ah, mas eu me livrei do relacionamento abusivo e não precisei de nada disso!”
Sim, você tirou água do barco em um nível que conseguiu navegar. Por um período! Os furos, você identificou? Fez o reparo?
Faça psicoterapia para o barco não voltar a afundar.