O vitimismo daqueles que reiteradamente causam dor aos outros e se usam do falso papel de vítima para justificar suas ações perversas é facilmente percebido àqueles que observam os fatos.
Como o praticado por Israel contra os palestinos…

Colocam-se como vítimas de terrorismo para empreender uma limpeza étnica com requintes de crueldade.
Ou por Trump contra os imigrantes…

Enjaulando crianças estrangeiras para justificar sua necessidade de violência covarde contra os mais frágeis do sistema capitalista.
Essa é a perversidade escancarada travestida ao mesmo tempo de vítima dos “seres malvados” – que , na verdade, são as minorias – e salvadores de seus iguais – quem detém significativo capital financeiro.
No entanto…
… há outro tipo de perversidade travestida de vítima que passa despercebido perante o olhar da maioria, inclusive dos mais empáticos, que é o desempenhado pelo perverso
MASOQUISTA.
O masoquista é aquele que busca a dor, mesmo que se faça de vítima.
E como pessoas saudáveis não conseguem conceber que possa existir tal comportamento, veem essa pessoa perversa como a vítima que ela não é.
Mas porque alguém buscaria a dor reiteradamente, mesmo após haver tomado consciência de possíveis padrões de repetição em busca da cura de seus traumas?
Porque essa pessoa, diferentemente da vítima real, sente PRAZER no sofrimento e em todo o poder que o papel de vítima lhe dá, ao angariar a atenção, os recursos e a compaixão das pessoas, e, em última instância, em arrastá-las ao limbo.
O MASOQUISMO está ligado à ideia do sofrimento e humilhação.
É quando o sujeito se torna uma “coisa” para ser submetido pelos outros como forma de obter o seu próprio prazer.
Ou seja, é uma busca do prazer por meio de um aparente “desprazer”.
A perversa masoquista assume a posição de dominada, de quem sofre a dor para, assim, sentir prazer.
Ela não quer sair da situação de dor, mas pode simular querer para, ao mesmo tempo, ocultar suas reais intenções, receber a penalização e os recursos dos outros.
Ela quer perpetuar a dor para que continue sentindo prazer através dela.
Por isso se agarra a toda e qualquer oportunidade de permanecer em submissão e dor.
Seja através da reclamação, seja através do comportamento de submissão, seja através do descuido ou do ataque ao próprio corpo, para gerar a dor física.
Como o próprio nome já diz é uma pessoa pervertida, desviada do propósito da vida, de prosperar.
Prefere o prazer mórbido e danoso, que nada contribui a ninguém, muito pelo contrário: contamina aos demais, contribuindo para que se apeguem a iniquidades.
Enquanto o SÁDICO, que promove dor a outrem, pode ser simbolizado como a figura do vampiro, que se compraz em matar; o MASOQUISTA pode ser simbolizado como a figura do zumbi, que se compraz na morte e em tudo o que ela engloba, como a estagnação, a mentira, a toxicidade, etc.
Mas como não ser injusta e julgar errado uma verdadeira vítima de uma pessoa que busca e se compraz na dor?
Observando se ela tem consciência da própria responsabilidade e habilidade para sair do papel de vítima.
Observando se ela busca apoio para sair da situação dolorosa, apresentando avanços significativos, ou se apenas reclama da própria situação sem nada fazer para mudá-la, ou apenas simulando fazer algo para tal.
Para parar de ser vítima de falsas vítimas e se conectar com a vida e com tudo o que ela tem para a sua prosperidade, escreva AMADA.

