A fantasia pode nos salvar mas somente se não nos dominar.
A fantasia salva quando dá forma, movimento, cor, estética pra emoção represada no ser.
A fantasia salva quando auxilia a hiperfocar numa performance artística excelente e esquecer todos os aspectos turbulentos da realidade opressora.
Mas a fantasia se torna uma perdição quando supera a consciência por completo e faz o ser delirante se desconectar do próprio corpo: o estandarte maior da realidade.
É assim que a psicose, primeiramente um recurso para continuar a vida, mata.
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Uma boa narrativa para exemplificar esse padrão é a da Rapunzel.
Rapunzel não era dona do seu desejo, ela era até confusa quanto ao que desejava, de tanto que crescera como uma extensão de sua raptora.
Porque é isso que a parte dominante – seja mãe, madrasta, pai ou qualquer outra que detenha o poder da relação – é para o abduzido: um raptor.
Aquele que detém o poder sobre a vítima no padrão de entrelaçamento executa o pior rapto que se pode executar: o rapto do si mesmo, a despersonalização.
Obrigada a ser “a parte que falta” daquele que lhe trata como peça, a vítima é reduzida a um zumbi, alguém sem noção de si mesmo, do que gosta, do que quer e até mesmo do que sente e necessita.
Mães ou pais narcisistas são experts em tornar um ou mais filhos apenas extensões de si mesmos, em sua estrutura de personalidade fragmentada.
O tipo “engolfador” é o que mais fomenta esse padrão disfuncional nos filhos.
Esse padrão opera em diferentes níveis e graus na vida do indivíduo.
Aparece no filho subdesenvolvido, que não encontrou autonomia no trabalho, nas relações, nas finanças e até no físico, porque “não é autorizado a isso”, a ser um indivíduo.
Mas aparece também naquele que aparenta ser autônomo, mas que está sempre à disposição dos pais, que – no íntimo – espera que os validem, que se sente obrigado a cuidar deles mesmo sem disposição pra isso e muitos outros casos.
A pessoa com esse padrão se sente “drenada” mas nem sempre toma consciência de que são as pessoas que mais lhe deveriam apoiar que lhe sugam.
Podem apresentar uma forte tendência à negação, que atua como defesa para não admitirem que foram roubados da própria vida por quem lhes as deu.
Como desativar esse padrão?
Primeiramente, atestando a própria falta de vitalidade e perspectiva e a dependência mental-emocional de outra pessoa que se apropriou do seu poder.
Segundo, vivendo o luto do pai, mãe ou cuidador idealizado.
Terceiro, ressignificando sua história e reajustando suas relações, para que você possua as condições necessárias para ser você e crescer.
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