Pessoas felizes não se apaixonam…

não idolatram, não se iludem com fantasias, nem tampouco se deprimem, ou se tornam ansiosas.

Pessoas felizes são perigosas… porque não desejam nada além de serem quem são e, ao não precisarem de nada, não obedecem.

São felizes e fortes em si mesmas.

Pessoas felizes se entusiasmam, sim. Porque o entusiasmo vem de uma conexão real com o próprio ser. É o amor fluindo de si pra fora e recebendo tanto quando se dá.

E esse fenômeno, de ser feliz, de ser autêntico, de ser livre, de se animar perante a vida constantemente, só é possível através da CONSCIÊNCIA.

Pessoas conscientes estabelecem relações recíprocas, porque já expurgaram suas mágoas, reconheceram suas ilusões de falta e descobriram em si uma fonte plena, da qual jorra o que compartilham.

E quem diz que ser consciente é difícil é porque quer ser o pedágio da sua iluminação.

Consciência não é difícil. Não é se iluminar por inteiro, não é pagar todos os pecados que você acha que cometeu, não é obter todo o conhecimento do mundo. Essas ideias são todas narcísicas, baseadas em uma visão de mundo dividida.

Ser consciente não é praticar meditação, jejuar, praticar mortificações voluntárias, saber todas as escrituras, dominar todas as línguas.

Práticas sem presença são apenas meios de performar e seduzir.

Ser consciente é apenas Ser, no presente. Observar a própria mente se agitando sem se identificar, observar o mundo afora um caos mantendo a própria paz. Escolher com o que se conectar.

Ser consciente é se tornar um observador. É criar um espaçotempo entre o que acontece e como eu lido com isso, ou não. É não julgar, apenas testemunhar.

Isso é possível sempre?

Claro que não.

O presente nos escapa, o único tempo onde a felicidade está.

Identificamo-nos com isso e aquilo e puff, nos perdemos de nós mesmos. Identificamo-nos com as ilusões da mente… que se trata apenas de uma simulação com base no passado conhecido, e, assim, derrotamos nossas chances de viver.

Entretanto, ser consciente é mais possível por mais presentes se você desconstrói a sua mente e o personagem infeliz que você moldou para sobreviver até aqui.

Você não é a sua mente.

Você não é seu personagem.

Você é o observador e criador de si mesmo e, portanto, pode desconstruir tudo o que não te permite crescer e ser feliz.

Pessoas felizes são perigosas…

Elas não podem ser submetidas.

Descobriram tudo em si mesmas e, por isso, são abundantes.

Tá pronta pra ser um perigo?

Na beira da praia eu sentei, chorei, me decidi e me perdoei

Uma noite eu fui pra beira da praia, sentei, olhei o mar e chorei.

“É tudo tão lindo aqui e, no entanto, eu fui tão infeliz…”

Eu tinha vivido uma relação muito sofrida, não entendia totalmente o porquê dela, mas chegara a hora de eu tomar uma decisão.

Contemplando o mar e a natureza costeira naquela noite linda e animada em minha volta, os sentimentos eram confusos. Eu via a beleza da natureza, a alegria dos outros, que estavam se relacionando bem com a vida e a pureza do meu coração. 

Por que eu não podia participar daquele banquete da vida? Tudo aquilo que estava acontecendo comigo parecia muito INJUSTO e eu tinha a plena certeza de que eu não MERECIA o que estava vivendo.

Seguido a essa constatação, a RAIVA genuína tomou conta de mim – como o prenúncio de um AMOR mais PODEROSO que estava crescendo – e eu sentia que havia chegado o momento de eu quebrar um padrão, me perdoar e tomar uma DECISÃO.

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E, naquela noite, na beira do mar que havia testemunhado a história que eu tinha vivido até ali, eu disse mais ou menos assim.

“Eu não entendo o porquê disso tudo ainda, mas eu sei que o meu coração é verdadeiro e cheio de amor pra compartilhar. Me ajude a entender tudo o que eu preciso pra me libertar, eu quero enxergar! Porque eu prometo que vou sair desse lugar muito mais próspera do que quando eu vim pra cá!”

E assim se fez.

Naquele dia eu decidi parar de reclamar da minha dor e começar a agir de todas as formas que eu sabia para tomar as rédeas da minha vida e me tornar a pessoa abundante que eu sabia que eu já era em essência.

Sem planejar exatamente o que eu faria, eu comecei a ser mais eu e, olhando pra trás, percebi que havia tomado 3 atitudes coordenadas:

1ª Dediquei-me a entender tudo o que eu tinha vivido, obstinadamente. Estudei tudo sobre o outro mas muito mais sobre mim mesma e fui descobrindo o meu PADRÃO de sentir, pensar, agir e me relacionar, e, automaticamente, passei a estar mais atenta a tudo e a tomar escolhas diárias mais conscientes, autênticas e empoderadas.

2ª Foquei no que eu queria do fundo do meu coração trabalhar, mesmo estando numa situação de “não poder escolher”, já que estava quase sem recursos financeiros. Mas não havia outra opção. Eu sabia o quanto eu era capaz de realizar quando me decidia a fazer algo e sabia que só o que eu amava fazer me preencheria de amor. Além disso, ao me dedicar ao meu trabalho do coração, não haveria brechas para uma relação idealizada entrar numa falta de propósito, pois ele não haveria.

3ª Passei a resgatar o meu prazer de estar comigo mesma em muitas situações que eu não conseguia me sentir bem sozinha. No começo não foi gostoso, porque quando a gente tá viciado, só o vício “sacia” – igual passar a comer vegetais quando se está viciado em doces -, mas aos poucos eu fui sutilizando meus sentidos, reaprendendo a relaxar, percebendo-me acolhida pela brisa do mar, pelo sol, pelo espetáculo do céu, pela terra que eu pisava, pelo vento das matas e a perceber que eu nunca estava só realmente.

Descobrindo meu mapa de apegos, vendo no papel como minhas emoções, mente e comportamentos estavam interligados num padrão automático que me levava sempre para a mesma armadilha eu descobri também minhas ROTAS DE DESAPEGO e comecei a me desapegar do que me impedia de viver em abundância, dia após dia, a me sentir mais eu  mesma e a realizar tudo que eu desejava.

Trabalhando no meu trabalho do coração eu consegui pôr meus talentos em prática, desenvolvê-los, a comungar da TRANSFORMAÇÃO com cada pessoa com que eu me conectava e aprendi a RECEBER como eu não tinha ainda aprendido na vida.

Resgatando minha relação comigo mesma eu nunca mais me senti pequena, vazia ou faltante. Minha autoestima e autoconfiança cresceu e as minhas relações foram pra um patamar de abundância.

Depois de alguns anos desse momento em que o Deus de amor ouviu minha prece e abençoou minha escolha eu tomei outra decisão, a de criar o Quebrando o Padrão, para facilitar esse processo de apropriação de si mesmo e de viver mais consciente, para mais pessoas.

Mas antes de começar a produzi-lo eu decidi ouvir as pessoas além do ambiente de terapia e, nisso, minha face jornalista foi muito aplicada. Eu sabia que as pessoas se identificavam com a minha experiência, ouvia isso continuamente, mas eu precisava me identificar mais profundamente com a experiência delas, para entender todas as formas necessárias de ajudá-las a quebrarem seus padrões e viverem, definitivamente, suas vidas de verdade.

E assim se fez.

Há pouco mais de um mês, novas pessoas, todos os dias, entram com coragem no processo e a cada encontro e tarefa, apropriam-se mais de si mesmas e liberam suas relações para o amor e a prosperidade.

E, agora, todos nós, juntos, aguardamos você com braços abertos, resultados fortalecedores e fé na autotransformação!

Vem com a gente aqui!

Para se libertar do sintoma que é a relação abusiva descubra suas causas (para não repeti-la mais)

A escolha das nossas relações são sintomas. Como eu me relaciono comigo e com o Outro são sintomas. Minha dependência emocional é sintoma. A depressão ou estado de melancolia é sintoma. A dificuldade em deixar para trás o que me faz mal é sintoma. Insegurança é sintoma. Busca por validação é sintoma.

E os sintomas nos trazem sofrimento.

Existem inúmeras formas de mascarar os sintomas:

  • Entrar em novas relações após o rompimento de uma relação abusiva.
  • Fazer uso de medicação (Se não for de extrema necessidade).
  • Ocupar meu dia para não pensar.
  • Fazer cursinhos com os títulos “cure sua ferida emocional em 5 passos” “te ensino como acabar com o ciclo de repetição”

O que quero dizer com isso?

Bem, quando maquiamos algo que comprovadamente foi gerado na infância, quando não vamos naquele lugar “consertar os furos” (dar novos significados para os fatos), tirar água do barco se torna exaustivo e sem nenhum resultado prático.

Os sintomas são pistas. São eles que nos permitem rastrear o que lá atrás foi danificado e com isso temos a oportunidade de fazer o reparo adequado.

“Ah, mas eu me livrei do relacionamento abusivo e não precisei de nada disso!”

Sim, você tirou água do barco em um nível que conseguiu navegar. Por um período! Os furos, você identificou? Fez o reparo?

Faça psicoterapia para o barco não voltar a afundar.