Gostaria de saber o que eu tenho que fazer pra realizar meus maiores desejos. Tudo parece tão difícil…

A sua realização pessoal não tem a ver com o que você pensa ou deseja. Tem a ver com quem você já é. E passa a acontecer quando você passa a ser coerente com a sua essência.

Como assim?

A autorrealização não depende da realização de nenhum desejo seu, é um simples alinhamento. Acontece quando você retira suas máscaras e para de jogar. A vida responde com o que você precisa quando você passa a ser você. E, não apenas isso: você ganha muito espaço e tempo em sua vida porque o que é falso, deixa de estar.

Mas suponhamos que eu consiga ser eu mesma sem máscaras… Tenho medo de que não gostem de mim assim...

Quando você esconde partes suas, exagera ou interpreta papéis para ser amada, você pode ganhar atenção, mas não uma satisfação real, porque não haverá sintonia com quem você é. Essas relações serão instáveis, frágeis, porque não foram firmadas na verdade. Elas vão requerer esforço, sacrifício e luta pra serem mantidas.

Isso é verdade, tem me custado muito manter essas relações...

Entretanto, se você for exatamente como você é – e isso só pode acontecer se você se aceitar completamente, sem rejeitar o que considera ruim, inaceitável ou feio – algo mágico irá acontecer. Você estará vivendo em amor, totalidade e verdade, sendo uma luz pra si mesma, que irá atrair tanto pessoas coerentes com a sua essência, quanto portas abertas para o seu crescimento e lições gloriosas.

Estou cansada de perseguir objetivos e sentir que não saio do lugar, deve ser mesmo bom encontrar tudo em mim mesma.

Sim. Você para de viver a partir da falta, da necessidade e do desejo, então, você para de “correr atrás”. E isso é porque a verdade tem uma qualidade magnética, desenhando na realidade o que ressoa com a sua genuinidade mas também empurrando pra longe o que não combina.

Mas como eu faço pra criar coragem pra passar a ser mais verdadeira e poder me realizar mais?

O medo se alimenta do desconhecido. A coragem nasce da observação do que é. Relacionamentos acabam, pessoas partem, carreiras mudam. Porém, se você se render ao caminho da verdade – da sua verdade – toda turbulência será temporária, e não uma ansiedade constante. Esta é a verdade transformando sua realidade, afastando-a do que é falso e aproximando-a do que é verdadeiro, afastando-a do medo e aproximando-a do amor.

E o que eu faço com as metas que eu vinha perseguindo?

Esqueça o “ter”; concentre-se no “ser” — em ser autêntico. Aquilo que exige esforço não é pra você. Essa é sua bússola. Aquilo que exige sacrifício e luta não é para você. Se você procrastina e precisa de motivação novamente, esse desejo é emprestado, não é verdadeiramente seu. Dê a si mesmo espaço, tempo, elimine o ruído externo para ouvir a sua voz interior.

E como eu vou saber que estarei sendo eu mesma? Tenho receio de me confundir.

A verdadeira sintonia é harmoniosa e não conhece conflitos. É quando as realidades interna e externa se alinham completamente, quando você age conforme sente, quando para de se forçar e começa a se entregar, rendendo-se ao caminho da verdade. E quando isso acontece, a vida se torna uma brincadeira, completamente sem esforço, porque você não luta mais contra a corrente — você nada com ela.

Você me ajuda nessa jornada?

Com muita alegria. Basta clicar em “AMADA”.




Na beira da praia eu sentei, chorei, me decidi e me perdoei

Uma noite eu fui pra beira da praia, sentei, olhei o mar e chorei.

“É tudo tão lindo aqui e, no entanto, eu fui tão infeliz…”

Eu tinha vivido uma relação muito sofrida, não entendia totalmente o porquê dela, mas chegara a hora de eu tomar uma decisão.

Contemplando o mar e a natureza costeira naquela noite linda e animada em minha volta, os sentimentos eram confusos. Eu via a beleza da natureza, a alegria dos outros, que estavam se relacionando bem com a vida e a pureza do meu coração. 

Por que eu não podia participar daquele banquete da vida? Tudo aquilo que estava acontecendo comigo parecia muito INJUSTO e eu tinha a plena certeza de que eu não MERECIA o que estava vivendo.

Seguido a essa constatação, a RAIVA genuína tomou conta de mim – como o prenúncio de um AMOR mais PODEROSO que estava crescendo – e eu sentia que havia chegado o momento de eu quebrar um padrão, me perdoar e tomar uma DECISÃO.

<a href="https://br.freepik.com/fotos-gratis/fogueira-brilhante-ilumina-paisagem-escura-de-inverno-gerada-por-ia_43125803.htm#query=night%20beach%20fire&position=5&from_view=search&track=ais&uuid=5363bbd1-53f9-45ca-a342-9d653cfc96c8">Imagem de stockgiu</a> no Freepik

E, naquela noite, na beira do mar que havia testemunhado a história que eu tinha vivido até ali, eu disse mais ou menos assim.

“Eu não entendo o porquê disso tudo ainda, mas eu sei que o meu coração é verdadeiro e cheio de amor pra compartilhar. Me ajude a entender tudo o que eu preciso pra me libertar, eu quero enxergar! Porque eu prometo que vou sair desse lugar muito mais próspera do que quando eu vim pra cá!”

E assim se fez.

Naquele dia eu decidi parar de reclamar da minha dor e começar a agir de todas as formas que eu sabia para tomar as rédeas da minha vida e me tornar a pessoa abundante que eu sabia que eu já era em essência.

Sem planejar exatamente o que eu faria, eu comecei a ser mais eu e, olhando pra trás, percebi que havia tomado 3 atitudes coordenadas:

1ª Dediquei-me a entender tudo o que eu tinha vivido, obstinadamente. Estudei tudo sobre o outro mas muito mais sobre mim mesma e fui descobrindo o meu PADRÃO de sentir, pensar, agir e me relacionar, e, automaticamente, passei a estar mais atenta a tudo e a tomar escolhas diárias mais conscientes, autênticas e empoderadas.

2ª Foquei no que eu queria do fundo do meu coração trabalhar, mesmo estando numa situação de “não poder escolher”, já que estava quase sem recursos financeiros. Mas não havia outra opção. Eu sabia o quanto eu era capaz de realizar quando me decidia a fazer algo e sabia que só o que eu amava fazer me preencheria de amor. Além disso, ao me dedicar ao meu trabalho do coração, não haveria brechas para uma relação idealizada entrar numa falta de propósito, pois ele não haveria.

3ª Passei a resgatar o meu prazer de estar comigo mesma em muitas situações que eu não conseguia me sentir bem sozinha. No começo não foi gostoso, porque quando a gente tá viciado, só o vício “sacia” – igual passar a comer vegetais quando se está viciado em doces -, mas aos poucos eu fui sutilizando meus sentidos, reaprendendo a relaxar, percebendo-me acolhida pela brisa do mar, pelo sol, pelo espetáculo do céu, pela terra que eu pisava, pelo vento das matas e a perceber que eu nunca estava só realmente.

Descobrindo meu mapa de apegos, vendo no papel como minhas emoções, mente e comportamentos estavam interligados num padrão automático que me levava sempre para a mesma armadilha eu descobri também minhas ROTAS DE DESAPEGO e comecei a me desapegar do que me impedia de viver em abundância, dia após dia, a me sentir mais eu  mesma e a realizar tudo que eu desejava.

Trabalhando no meu trabalho do coração eu consegui pôr meus talentos em prática, desenvolvê-los, a comungar da TRANSFORMAÇÃO com cada pessoa com que eu me conectava e aprendi a RECEBER como eu não tinha ainda aprendido na vida.

Resgatando minha relação comigo mesma eu nunca mais me senti pequena, vazia ou faltante. Minha autoestima e autoconfiança cresceu e as minhas relações foram pra um patamar de abundância.

Depois de alguns anos desse momento em que o Deus de amor ouviu minha prece e abençoou minha escolha eu tomei outra decisão, a de criar o Quebrando o Padrão, para facilitar esse processo de apropriação de si mesmo e de viver mais consciente, para mais pessoas.

Mas antes de começar a produzi-lo eu decidi ouvir as pessoas além do ambiente de terapia e, nisso, minha face jornalista foi muito aplicada. Eu sabia que as pessoas se identificavam com a minha experiência, ouvia isso continuamente, mas eu precisava me identificar mais profundamente com a experiência delas, para entender todas as formas necessárias de ajudá-las a quebrarem seus padrões e viverem, definitivamente, suas vidas de verdade.

E assim se fez.

Há pouco mais de um mês, novas pessoas, todos os dias, entram com coragem no processo e a cada encontro e tarefa, apropriam-se mais de si mesmas e liberam suas relações para o amor e a prosperidade.

E, agora, todos nós, juntos, aguardamos você com braços abertos, resultados fortalecedores e fé na autotransformação!

Vem com a gente aqui!

Coronavírus: o exterminador do consumismo

Quando os canais de Veneza amanheceram claros e cheios de peixes (até cisnes voltaram pra lá), pelo vazio da multidão costumeira de turistas na cidade, o mundo percebeu a bênção por trás do mal Covid-19 para a humanidade.

Os shoppings estão fechados e não há mais onde desfilar as roupas, sapatos e acessórios de grife, pois o que mais usamos são roupas confortáveis de ficar em casa e pantufas, chinelos ou pés sem sapatos. Somente o necessário. Pra quê tanto comprávamos? Consegue ver por qual ralo o seu dinheiro escorria?
As viagens adiadas, mantém o dinheiro à salvo – que não servirá nem mesmo para pagar o melhor atendimento médico particular, pois logo a saúde o dinheiro não poderá comprar. O dinheiro já não pode comprar quase nada, porque há pouco onde ir e onde mostrar, e é bom salvá-lo, porque não se sabe o que será da economia.
Falando em economia, de repente, se fez tão óbvio zerar os impostos para adquirir os produtos mais necessários para a saúde geral… algo que sempre deveria haver sido óbvio. Mais importante do que ganhar sobre a saúde, hoje, é preservá-la.
Com a economia forçada de combustíveis, a natureza está nos mostrando que seres são os que realmente parasitam o planeta. Estes dias, a NASA divulgou duas imagens de satélite comparativas, retratando a qualidade do ar na China, em 20 de janeiro e em 25 de fevereiro deste ano, detectando reduções drásticas de dióxido de nitrogênio sobre o país.

Os carros estiveram todos nas garagens primeiro na China e agora vão entrando de férias pelo mundo todo, poupando o ar de poluentes e as nossas narinas. Onde é que estávamos indo tanto que, pudemos deixar de ir sem estar nos custando a vida? Foi o fato de ficarem em casa, que salvou as vidas de muitos chineses e o fato de cada vez mais pessoas terem que ficar em casa, sem poder utilizar veículos é que está salvando a vida do nosso planeta e de nossas futuras gerações.
Falando sobre nossas narinas, nunca estivemos tão atentos a elas, ao que é importante e que entra por elas – o que não inclui os perfumes importados, mas os microorganismos que não fisgam o olfato. Está sendo mais agradável sentir cheiro de desinfetante no ar, ter água sanitária na despensa e ver nosso vizinho de banho tomado, do que sentir o perfume francês do namorado.

Enquanto a humanidade está sem consumir e poluir em quarentena, o planeta Terra se reequilibra!

Até os prazeres comestíveis estão mais modestos. Afinal, pra quê sair pra comprar 100 gramas de presunto se isso pode custar sua infecção e a vida da sua família! Há mais criatividade na cozinha. Com uma batata se faz uma canoa (recheada com patê) e a gente não sabia!
Mais importante do que preparar a sala para receber as visitas, é abrir espaço pra montar quebra-cabeças com a filha. Não dá pra se distrair mais comendo porcaria, melhor pensar na saúde e comer o que fortifica.
Quantos hábitos inúteis mantínhamos! Quanto desequilíbrio ambiental à toa causávamos! Lembro-me, com vergonha, das tantas vezes que usava o carro pra “tomar um café” ou “dar uma voltinha”. “É rapidinho. Pra quê ir à pé?” Agora faço exercícios nas escadas do prédio para poder usar as pernas. Usar as pernas é importantíssimo e ficou restrito a um espaço reduzido. Academia sempre foi luxo! A onda, agora, é ginástica no chão da sala.
Até mesmo as instituições escola e empresa estão em questão: vale a pena tanto tempo, custo e vida nessas guaridas? Parecia tão imprescindível levar os filhos para ficarem reclusos em outro lugar aprendendo tão pouco e tão torto tantas vezes. Parecia impossível fazer o trabalho do escritório em casa. Hoje, já se torna uma grande questão.
Pra amanhã, combinei com a minha filha do meio de fazermos ginástica na sala, pintarmos uma tela juntas e jogarmos xadrez. Estou animada para fazer esse monte de coisas em casa com ela, que eu nunca imaginaria que coubesse num único dia… quando a gente tira o que não importa, sobra tempo para a vida!
COVID-19 está nos ensinando qual é a real prosperidade, qual o real avanço para a humanidade!
Santo Coronavírus: o padroeiro dos consumistas perdidos!

Aos meus filhos

Eu não sou a mãe que “mata os peixes”, sou aquela que enche o apartamento de plantas e adota dois gatos, tenta dar conta de tudo mas vive deixando vocês abrindo a porta da geladeira mil vezes procurando coisa porque não fez mercado, nem compra quase porcaria… a mãe natureba apressada.

Perdão meus filhos. Eu não sou a mãe que mima, deixo isso para a avó de vocês. Mas, sabe de uma coisa? A avó de vocês, quando era minha mãe, também não tinha tempo pra me mimar, e quem fazia isso era a minha avó Estrella, a bisa de vocês.

Mas, umas coisas importantes eu aprendi convivendo com a minha mãe sem ela dizer uma única palavra.

Ela quase não reclamava, mas sempre me parecia muito triste e cansada e, muitas vezes, eu achava que a culpa era minha… mas pior do que sentir aquela culpa confusa, era não ter a mínima ideia do que fazer para ajudá-la e deixar de ser um peso pra ela.

Uma das coisas que eu aprendi (muito tarde, por sinal), é que a culpa nunca é das crianças! Saibam disso. Nunca acreditem nisso porque não é verdade. Eu só descobri isso quando virei adolescente, mas só tive certeza mesmo quando virei mãe. Outra coisa que aprendi com ela, vendo-a triste e cansada, é que a gente não pode abandonar os nossos sonhos.

Sempre que eu perguntava pra ela o que ela queria ser quando ela era criança (porque sem saber de nada, só sentindo tudo como as crianças sabem fazer, eu queria desenterrar a alegria dela), ela me respondia que queria ser bailarina, e sorria um pouco, ainda meio triste.

Então eu decidi, num momento da minha vida, quando eu percebi que eu estava tendo uma vida parecida com a dela, de trabalhar trabalhar, criar filho sem ser feliz, um tempinho depois que você, Fernando, nasceu, que eu ia viver de outra maneira, pra tentar ser feliz.

Só que, como eu não tinha aprendido isso em casa, com meus pais, muito menos na escola, eu fui tentando encontrar a felicidade por uns caminhos desconhecidos e, às vezes, bem tortos na vida, como se eu tivesse num labirinto. Às vezes, parecia que eu tinha escolhido um caminho que ia me levar pra um lugar legal, mas passava um tempo e eu dava de cara com um paredão, num beco sem saída, e tinha que voltar para trás para tentar outro caminho.

E fui andando assim até o dia em que aprendi que ser feliz e viver nossos sonhos é algo que a gente não tem que tentar, mas decidir, igual as crianças fazem quando decidem ir ao parquinho, ou quando decidem a brincadeira do momento.

O lema da Cinderella moderna está certíssimo: a gente tem que ter coragem e ser gentil. Quando a gente para de ter medo, de hesitar andar pelo desconhecido caminho dos nossos sonhos (desconhecido porque é só nosso, ninguém no mundo jamais andou por ele antes, por isso é tão especial!), a gente não está mais num labirinto, o cenário muda como num passe de mágica e somos transportados para um campo aberto, e tudo fica mais claro.

Não que, de repente, tudo fique fácil, nada disso. A Cinderella, por exemplo, ralou muito, o Tony Stark atraiu ainda mais inimigos e a Rapunzel teve que aprender a andar no chão. Dá um trabalhão ainda (como o livro que a mamãe tá escrevendo). Mas a diferença de andar com coragem, amor e liberdade é que esse jeito de andar nos traz alegria, faz o coração bater forte, porque traz novidades o tempo todo e faz a gente construir uma coisa bonita, que pode ser admirada por outras pessoas e que pode ajudá-las a ouvir o coração delas e seguir o caminho da alma delas. 

Jesus nos ensinou a não por a nossa candeia sob o alqueire, que quer dizer a mesma coisa que não colocar a luz da nossa alma escondida debaixo do cobertor… Quando deixamos nossa luz brilhar, iluminamos e ajudamos a todos que estão perto de nós, assim como fez o Groot em Guardiões da Galáxia.

Então, pra resumir, o que eu queria dizer pra vocês são duas coisas: PERDÃO E ATENÇÃO!

Eu sei como deve ser difícil pra vocês ter uma mãe que escreve livros que tomam o tempo dos filhos, porque tem que pesquisar e precisa de silêncio que toma o tempo da conversa e do compartilhar. Perdão porque deve ser quase insuportável ter uma mãe jornalista ativista, que perde muito tempo fazendo campanha, escrevendo notícias, só pra ver o povo entender melhor e sem ganhar dinheiro a mais pra gente passear no fim de semana.

Vocês são filhos de uma nova era e eu me sinto no dever de ser aquela que vai resolver a transição , quebrar com os fantasmas do passado pra não deixar eles avançarem pra era de vocês… Perdão porque não sou a mãe que vai ralar pra fazer dinheiro pra gente viajar no fim do ano ou pra levar vocês na Disney (apesar de eu já ter ido ao castelo da Cinderella), ou pra torrar tudo no shopping no final de semana.

Eu sou a mãe chata que critica vídeo-game, minimalista compulsiva, que dá livro de ciência e mitologia, e insiste que não precisam de 90% dos desejos que despertam em vocês através das propagandas.

E sou a mãe sortuda também, porque vocês já se afeiçoaram à leitura, à pintura (que tomou as paredes e portas do apartamento) e ao brincar sem tecnologia. Tenho muita sorte de poder trazer mais música pra vida de vocês e tenho sorte de deixar escrito em palavras o que não sei explicar dizendo, hoje, pra vocês.

Agora sobre a ATENÇÃO:

Não dá pra ter tudo o tempo todo. Tem dias que eu sou a mãe que acerta a mão na cozinha, tem dias que ou come o que tem e tá ruim ou abre a geladeira mil vezes pra ver se uma mágica acontece. (Mas dá pra ter tudo a seu tempo).

Apesar de eu errar muito, o que eu quero mesmo do fundo do coração que vocês vejam, é que eu sou uma mãe que vive os sonhos e incentiva vocês a viverem os seus, mesmo sendo só eu e vocês e vocês sentirem falta de mais da minha atenção, da comida boa todos os dias e de mais coisinhas caras do que eu consigo dar.

Eu sei que vocês sentem falta, mas toda frustração fortalece e ensina a gente a conquistar por nós mesmos. Se eu não viver o que está no meu coração, eu é que irei faltar e ficarei triste, igual minha mãe era, e eu acho que isso é o que as crianças menos querem: uma mãe triste.

Não que eu tenha deixado totalmente de ser triste ou irritada. Muitas vezes eu sou essas coisas que assombram todo mundo. Eu sou também a mãe louca que quer dar conta de tudo e às vezes dá conta de quase nada e até fica doente. Peço perdão por esses momentos também, porque é nessas horas que eu falho… e, como toda mãe-heroína, eu não gosto de falhar, me arrependo muito e choro, como agora escrevendo isso tudo… e, muitas vezes, depois que vocês dormem.

Mas, apesar disso também, eu tenho meu momentos felizes e estou construindo um sonho importante pra mim, e é isso que eu quero que vocês façam da vida de vocês, que vocês sigam o que está no coração de vocês, o que traz alegria, o que pode fazer bem a outro alguém também.

É difícil e nem todo dia a gente consegue dar conta de tudo da vida (e do sonho também), mas o importante é continuar se guiando pelo coração com coragem e gentileza (endurecer sin perder la ternura jamás). Uma vida sem sonhos é mais fácil, mas é mais pesada e não faz sorrir.

Não virem zumbis por um tempão como eu virei, achando que o sonho era difícil ou que não era o meu destino. O sonho é o caminho e o nosso tesouro está sempre onde está nosso coração (como ensinou Paulo Coelho em O Alquimista). Não se abalem com a geladeira vazia às vezes, porque  além de isso fazer a mamãe correr no McLixo que vocês adoram, o importante é não deixar o coração esvaziar, negando o sonho que pulsa dentro dele.

É com essas pedrinhas do caminho, chamadas frustrações, que a gente vai firmando nossa estrada e juntando pra construir nosso castelo do amanhã.

Com amor infinito,

Mamãe.

 

Desista de abraçar dragões, eles são implacáveis

Título: O sacrifício que só queima. Autora: Mariana Fernandez

Escolha suas batalhas, eles nos disseram, mas nunca parei para refletir. Hoje, entendo na pele o que isso significa. Podemos escolher batalhas mais justas, gloriosas, mas insistimos nas inglórias, que levam sempre ao mesmo sofrimento, que nada alteram o curso da humanidade.

Tentando ser Joanas, somos apenas vítimas, porque insistimos em duelos traiçoeiros.

Até quando seremos as donzelas que se lançam aos dragões para aplacar a sede de violência? Quando, alguma vez, a submissão venceu a ira? O fogo dos dragões não cessa, porque é da sua natureza, e só cessará com eles, quando aprenderem que o fogo não preenche seus vazios, apenas aplaca suas pressões ao devorarem as melhores intenções alheias.

Talvez, somente aprenderão a não destruir a vida que se acerca quando não houver mais vida a se acercar, quando as donzelas se negarem a se submeter e permanecerem longe de sua ira sem fim.

Quando estiverem sozinhos, com, talvez apenas, um cigarro para queimar, regados a álcool para manter o fogo tóxico aceso – ou, nem isso, talvez apenas, quando o corpo morrer – , entendam que o fogo da alma era outro e se acendia pelo cessar fogo, pelo olhar para a alma do outro, para o andar de encontro ao outro, para o se permitir sentir mais profundo, para se jubilar na diferença. A verdadeira coragem está no olhar profundo agora, não no ataque às energias fronteiras.

Te digo amiga e amigo, que decidi parar de abraçar dragões porque quero novas batalhas, aquelas que atearão fogo ao fogo da minh’alma, aquelas que me farão efetuar prodígios por viver com integralidade, aquelas que me permitirão ser o que vim pra ser.

Se seu abraço é apenas malha, se suas palavras são apenas palha, se sua alma apenas se deixa queimar sem ser candeia no caminho, desista da batalha, deixe o dragão morrer de sede de atear, deixe o dragão consumir-se a si mesmo até se transformar em pó e liberar sua centelha do Criador… o pó e a centelha virarão flores depois, e a beleza, a candura e o amor se restaurarão no nosso lugar. Sem submissão não há dragão.

A mentira que tira você do jogo do enriquecimento

Por que para alguns é fácil e para outros é tão difícil enriquecer?

Bom, essa é uma daquelas que ninguém te conta. Existe uma mentira, que se você acreditar nela, estará fora do jogo do enriquecimento.

Não sei se você conhece a história de um boxeador americano, o campeão mundial chamado Vinny Pazienza, mais conhecido como Vinny Paz. Quando o atleta estava no auge de sua carreira, acabou sofrendo um acidente automobilístico que quase o deixou paraplégico.

Ele tinha duas alternativas. Um tratamento rápido e seguro, que faria com que pudesse andar, mas que o faria abandonar a sua carreira no boxe para sempre, ou um tratamento mais demorado e sem garantias, mas que lhe daria pequenas chances de voltar a lutar. E ele, com toda a sagacidade e garra de um campeão, optou pelo segundo caminho e foi muito bem-sucedido. Tanto, que foi campeão em duas categorias acima daquela em que estava antes de sofrer o acidente.

Depois de passar por tudo isso, ele concedeu uma entrevista a uma jornalista, que lhe perguntou qual foi a maior mentira que ele ouviu durante a recuperação de seu tratamento, e Vinny respondeu: “não é tão simples”.

A jornalista, não entendeu muito bem e pediu explicações, então, ele disse que a maior mentira que ouviu foi exatamente essa, “que não é tão simples”.

O que eu quero dizer é, que na realidade, essa é uma mentira para tudo. Sempre nos dizem para ter calma, pois as coisas não são tão simples, mas se você realmente acreditar nisso, você nunca sairá do lugar.

Enriquecer é uma questão de ter e seguir um bom plano. Simples assim!

Mauro Calil é fundador da Academia do Dinheiro