O mais importante pra você perceber se está vivendo uma relação abusiva não é o que a pessoa faz ou deixa de fazer, mas observar como você se sente.
PORQUE VOCÊ PODE ESTAR SENDO VÍTIMA DO ABUSADOR “BONZINHO”
Você olha pra ele e não consegue apontar nada de ruim, mas tem um mal-estar no ar.
Uma paciente minha namorava um homem recém divorciado, super disponível, ótimo pai e ela via isso, via ele cuidando muito dos filhos, mas ele colocava a ex mulher como bruxa. Dizia que por ganhar muito mais do que ele o humilhava e que ele não a aguentava mais isso. Provava que ela era ofensiva através dos prints de mensagens.
Já tinha uma bandeira vermelha aí mas ele tratava ela tão bem e aos filhos e mostrava a ex sendo sempre muito agressiva que ela acreditava nele.
A minha paciente sentia algo estranho que ela não conseguia explicar. Achava até que era coisa da cabeça dela, que estava sabotando um relacionamento saudável e que a ex dele era uma narcisista.
Pra encurtar a história, eles decidiram morar juntos e, em pouco tempo, outra face dele se revelou. Do cara super responsável ele foi se tornando cada vez mais folgado e foi pesando na vida dela, principalmente financeiramente, daí ela passou a entender toda a raiva que a ex tinha dele e decidiu se separar.
Quando você tá dentro de um relacionamento, fica difícil analisar o outro apenas pelas suas atitudes. Tem pessoas que performam de acordo com seus desejos. Se elas querem conquistar as outras têm melhores atitudes, pra depois passarem a abrir mão das responsabilidades que são delas, pesando pra outra, o que se torna um abuso.
Uma pessoa correta é correta com todo mundo, não só com quem ela deseja.
Por isso, se você vê confusão no passado, sente estranheza no presente, você vai ficar insegura porque é a sua inteligência intuitiva te apontando a incoerência.
O comportamento ideal pode ser ensaiado por um tempo por isso que apenas observar as atitudes não é a melhor opção, mas respeitar o que você sente.
É muito mais provável uma mulher estar reagindo a um abuso do que estar desequilibrada, por mais que o abusador pareça ser “bonzinho”.



