Quando você usa em seu bebê pomada para prevenir assaduras, porque incutiram em sua mente, desde sempre, que se trata de um produto essencial na sua nova vida de cuidados com seu bebê, você tende a acreditar que, caso não use o tal produto, seu bebê fatalmente terá assaduras, ou, como repete o senso comum, que “é melhor prevenir do que remediar”. Certo?
Bom, no artigo Bebê Livre de Consumismo, refleti acerca da real necessidade de um bebê. O que seria realmente necessário, em termos de consumo, “além de leite materno e alguns panos?” Poderíamos comprar menos produtos industrializados para nossos bebês? O que seria necessário, baseado em evidências?
Para mim, um dos produtos para bebês que pode ser banido do consumo é o creme para “prevenção” de assaduras, assim, com aspas mesmo, porque percebi que em vez de prevenir assaduras, torna os bebês mais suscetíveis a tê-las e a necessitarem de tratamento, seja com produtos naturais, seja com pomadas para assaduras (a maioria composta de nistatina + óxido de zinco), nos casos mais graves.
Não uso esse produto na minha bebê atual desde que ela nasceu, e também quase não usei na minha filha do meio. O que noto na minha experiência de trocas de três filhos, é que se trata de um produto totalmente dispensável, tanto por não fazer o que e propõe e desperdiçar os recursos extraídos para sua fabricação, quanto, e pior ainda, por fazer mal à saúde do bebê, ou seja, é totalmente insustentável.
A minha experiência
Bom, por seguir as crenças lá do primeiro parágrafo desse artigo é que eu usei esse tipo de creme em quase todas as trocas com meu primeiro filho, assim como aconselha o fabricante, aliás, ganhei um de brinde já na maternidade. Só que, bastava eu esquecer de aplicar o produto, que meu bebê já ficava assado, muito assado tadinho, de despelar. Daí aquela ideia propagada e vendida, de que se tratava, realmente, de um produto indispensável, se fixou na minha mente, e, definitivamente, acreditei que se eu não “prevenisse”, ele ficaria assado.

Só que com minha segunda filha, (como eu já tinha adotado uma nova postura, de ser mais “eu” como mãe, pois já tinha constatado as inúmeras mentiras que tinha seguido, aliás, acredito que esse é um movimento da maioria), decidi, logo no início da vida dela, deixar de usar a tal pomada, porque o que eu sempre senti, no fundo do meu ser, é que nosso corpo está preparado para reagir com aquilo que ele próprio produz, não podendo ser dependente de um produto industrializado, que, há poucas décadas, nem existia.
Para confirmar meus sentimentos, em 7 meses de vida, minha filha não ficou assada uma única vez. Teve apenas uma assadura com 7 meses e meio, por conta de uns lencinhos umedecidos agressivos que usei nela, mas que foi devidamente tratada com a pomada para assaduras (não para prevenção) e, em menos de uma semana, estava saradinha.
Pense só na economia que fiz de tempo e dinheiro ao não utilizar esse produto supostamente indispensável! Pense mais, pense que ao não ter usado a pomada para prevenção de assaduras a pele da minha filha criou a devida resistência natural ao entrar em contato com suas “produções” em vez de ser atacada por isso.

Constatei que o produto ao formar uma “barreira na pele”, limitando o contato dessa com a urina e as fezes, torna-a mais suscetível a assaduras por não permitir que ela crie a resistência natural para lidar com isso.
Excessivamente protegida, a pele se torna sensível demais em vez de se tornar resistente, bastando esquecer uma vez sequer de passar uma grossa camada do produto, para o bumbum e genitais ficarem assados.
Enfim, creme para prevenção de assaduras é um daqueles produtos que são “o mal e o remédio”, pois, ao mesmo tempo, que cria uma necessidade que não existia, oferece a solução, gerando a dependência do consumo.
Prevenção difere de superproteção, que é sempre prejudicial, pois impede o fortalecimento e a autonomia.
Recentemente, minha caçula teve sua primeira assadura, com 6 meses completos. Usei amido de milho por dois dias nas trocas e sarou (Obs: amido de milho não pode ser usado em caso de suspeita de infecção fúngica, pois é alimento para os fungos). Chá de camomila no banho ou em compressa também auxilia na restauração da pele.
Para mim, uma ótima maneira de se prevenir assaduras é evitando ao máximo o uso de produtos químicos na pele dos bebês, reduzindo, por exemplo, o uso de lenços umedecidos, sabonetes, etc, que, além de limpar, retiram a proteção natural da pele.
Que tal abandonar o hábito de seguir a manada, de viver na inércia, e fazer escolhas mais conscientes em sua vida e de seu bebê? Economize tempo e dinheiro ao parar de consumir produtos dispensáveis, a saúde, o planeta e o bolso agradecem.
Namastê!
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