MENOS coisas para MAIS infância

ou Porque devemos parar de encher nossos filhos de coisas 

Quando viajamos com os filhos, levamos uma parcela muito pequena daquilo tudo que a gente tem em casa. Algumas peças de roupa, alguns pares de sapatos, produtos de higiene pessoal, alguns brinquedos, enfim, o necessário para passarmos o tempo da viagem e o que couber na mala ou no porta-malas. E, embora as crianças tenham muitas coisas, na viagem não faz falta, não é mesmo? Então, por que insistimos em ter tantas coisas em nossos lares que nos tomam tanto tempo em limpeza e organização? Por que permitimos que nossos filhos tenham tanto, que nem consigam usar tudo o que têm?

Vivemos num momento em que crianças têm brinquedos demais, telas demais, atividades demais e mães e pais de menos, ócio de menos, criatividade de menos, e, por tudo isso, felicidade de menos.

Vivemos em um tempo de abundância de recursos, seguido de uma fase de escassez. Falando da classe média,  se  para nossos avós faltaram, para nossos pais houve o racionamento, para nós permaneceu o medo da falta (inflação) e nossos filhos sofrem com o excesso, resultado de todo um passado de escassez que os precedeu.

Todos sabemos da urgência de se equilibrar a balança dos recursos econômicos. O ideal para todos nós seria sem a falta, nem o excesso, mas com necessário para vivermos tranquilos, abandonando (quem já não abandonou) o hábito doentio de perder a vida em busca de posses.

Há a necessidade premente de se diminuir brinquedos, informação e entretenimento da vida de nossas crianças, para que elas tenham tempo e espaço para serem infantes plenamente, e, para que num futuro bem próximo, não sofram com a escassez de recursos, como a amostra que já tivemos com as crises hídrica e energética.

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Fernando na pista de bicicross de Caraguatatuba. Novembro/2013.

Dar coisas ou presença?

É fácil agradar aos filhos com coisas, mas não é o mais inteligente a se fazer. Apesar de nos deixar livres para executarmos nossos afazeres (pelo menos enquanto eles estiverem entretidos com o novo),  dar muitas coisas aos nossos filhos nos exige mais dinheiro e mais tempo trabalhando para conseguirmos o tal dinheiro para comprarmos as tais coisas. Ou seja: é um ciclo sem fim, onde cada vez mais nos tornamos escravos do consumo, para que possamos nos tornar livres.

Outro fator negativo de se acostumar os filhos com muitos produtos, serviços ou produções, no caso de mídia, é criarmos neles duas falsas percepções:

– de que sempre é necessário se ter muito para se estar satisfeito

– de que não há paz, nem alegria sem entretenimento

Ambas, totalmente falsas, porque a paz e a alegria genuínas encontram-se no estado de conexão, quando nosso SER é pleno, independente das coisas que nos rodeiam.

Visualize isso através de duas imagens: seu filho em frente à TV e seu filho brincando, principalmente ao ar livre. Deu pra sacar o que é estar conectado? O que é estar presente?

O excesso de coisas nunca sacia, porque a real necessidade é de afeto, de compartilhamento, de presença. 

Quantas vezes damos brinquedos ao invés de brincarmos? Quantas vezes ligamos a TV para entreter os filhos em vez de pararmos por alguns instantes para saciar-lhes as demandas com a devoção de quem ama? Quantas vezes lemos juntos ou simplesmente conversamos com olhos nos olhos? Quantas vezes não alimentamos nossas crias em frente a uma tela, porque perdemos de tal maneira a capacidade de nos conectarmos com eles, que é mais fácil fazê-los comer absorvendo informação, distraídos, que ensinar-lhes a comer com gosto. Ou mesmo, quantas vezes não desfrutamos juntos de momentos de ócio?

O excesso que bloqueia

Outro prejuízo de termos um “cofre do Tio Patinhas” de coisas, ou seja, de termos tantas coisas a ponto de não conseguirmos utilizar tudo o que temos é nos perdermos de nós mesmos. Preenchendo nosso espaço exterior com excesso de coisas, preenchemos, igualmente, nosso espaço mental com excesso de estímulos aos nossos sentidos, como obstáculos no caminho ao encontro do nosso eu interior.

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Ana Julia com quase 6 meses, divertindo-se com a mamãe.

No caso das crianças, promover aquela “entulhada” de brinquedos que torna difícil atravessar a sala ou o quarto, ou ter tantos brinquedos ocupando o espaço que seria para brincar, ou até mesmo o entretenimento sem pausa, preenche o universo infantil com coisas, símbolos e experiências prontas, não dando espaço para a criatividade individual, tão preciosa, única, ilimitada, que traz a paz e a alegria genuínas, premissa primordial para o processo criativo, que as possibilitam transformar a realidade, criar um mundo novo.

As piores consequências dessa falta de espaço para o SER CRIANÇA podem ser a hiperatividade, o TDH, entre outras que surgem do bloqueio da energia criativa.

É possível evitarmos o estado de entretenimento? Sim. Quando passamos a dar mais importância para o SER, há espaço para a conexão e não há mais a necessidade de tantas coisas para promover a distração, já que podemos SER. O pai brinca, a mãe lê história, a criança cria, o alucinante perde o palco. O excesso sai da vida de quem se permite SER mais e só resta o essencial.

O que nós merecemos?

Se queremos filhos felizes, precisamos, antes, estarmos felizes. Não adianta enchermos a nós e a eles de coisas, como prova do nosso amor, do tipo “eu mereço um sapato novo, afinal, me esforço tanto” e “ele merece um brinquedo novo, afinal, blá blá blá”. Na verdade, nós merecemos muito mais que coisas, merecemos estar livres delas.

Consumir demais e estimular esse querer sem fim dando mau exemplo para os filhos, contribui para nossa infelicidade, já que estamos vivenciando um materialismo cada vez maior, significando erradamente que o amor está no ter, e não no ser e compartilhar.

Por mais que coisas novas nos deem picos de excitação, são efêmeros, rápidos demais. Às vezes chegamos em casa, provamos de novo, largamos no armário e a alegria já passou, e a gente já precisa de algo novo pra se alegrar. Além disso, o consumismo é viciante, porque precisamos sempre consumir de novo para conseguirmos a sensação maravilhosa. Um sapato novo faz a gente feliz por uma semana, depois disso já é velho e não excita mais. Isso sem falar no bolso, haja renda pra viver comprando. Melhor bancar coisas melhores, viagens talvez. Fora que depois desse comportamento abusivo, você estará com uma casa cheia de tralhas, com seu dinheiro suado empregado nessas coisas inúteis e com os recursos escassos transformados em lixo abundante. Consciência pesa.

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Foto relâmpago da brincadeira na sala. Outubro/2012.

Dizer sim ao excesso de coisas, é dizer sim à desconexão, à distância entre pais, mães e filhos, à distância entre o que estamos sendo e o que realmente somos.

Dar menos coisas exige, na razão direta, três atitudes dos pais:

– Nos relacionarmos mais com eles;

– Propiciar-lhes mais experiências e

– Auxiliá-los a lidar com o tédio/ócio necessários.

E, óbvio, ser capaz de fazer tudo isso consigo antes de fazer com os filhos.

Atente para a possibilidade de que a falta de tempo e espaço para mais compartilhamento, mais experiências e mais tédio/ócio seja pelo excesso de coisas desnecessárias em suas vidas.

Nunca se esqueça de que esta vida é apenas uma viagem, por isso, quanto mais leves nossas malas estiverem, mais longe poderemos ir.

Namastê! <3

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No Parque Ibirapuera, descobrindo que os cisnes comiam flores, em Jun/2011.

 Para refletir:

Onde está o excesso na sua casa e na rotina da sua família?

Com que frequência e de que maneira você compartilha sua presença com seus filhos?

Seus filhos praticam alguma atividade criativa?

Seus filhos conseguem ficar sozinhos, sem estímulos exteriores?

O excesso de consumo é prejudicial tanto a cada indivíduo quanto ao planeta. A felicidade não está no possuir.

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Como dizer “não” para o consumismo dos filhos

O mercado apela para nossas carências ocultas e o consumismo se configura para satisfazê-las. Se ele não existisse, não saberíamos que haveria um problema. O desequilíbrio exterior vem sempre de um desequilíbrio interior.

Se acreditamos que precisamos de tantas coisas é porque falta que nos apoderemos de nós mesmos. O consumismo tanto adulto quanto infantil revela uma falta de conexão consigo. A vontade excessiva de TER significa sempre uma falta de SER.

Continuando os artigos Bebê Livre de Consumismo e Menos Telas Para Mais Vida, trago mais uma medida prática a ser tomada como vacina (porque dói mas livra) por mães, pais, avós, cuidadores, enfim, todos que lidam com crianças e que pretendem propiciar a eles uma vida mais livre.

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Fernando no jardim do condomínio. Julho/2015.

 Não, não e não! Ou outros sins

Um passo simples rumo a liberdade é negar às crianças, desde bebês, os pedidos de consumo desnecessários e dizer um “não, obrigado” aos presentes de grego.

Claro que essa atitude depende, primeiramente, da diminuição do consumismo dos pais. Não adianta discursar sem dar o exemplo, pelo menos não para os seus filhos, que sempre irão muito mais te imitar que seguir o que você diz.

Outra coisa: não adianta, também, frequentar assiduamente antros de consumismo, como os shopping centers, ou deixar a TV ligada no Discovery Kid’s e outros canais de TV a cabo para crianças, que metralham publicidade na cabecinha deles e impõem produções com valores consumistas e ritmo alienante. (Leia mais em Menos Telas Para Mais Vida).

Toda vez que eu ia ao shopping com meu filho mais velho, por volta dos 2 a 3 anos dele, ele exigia que eu comprasse para ele um balão de gás. O meu discurso era sempre o mesmo “você não precisa de mais um, tem outro lá e casa!”. Às vezes eu cedia, às vezes não, e nessas que não ele desempenhava um super show dramático para todos os presentes. Hoje, eu entendo muito mais o lado dele. Qual a graça de passear num shopping sem consumir? Qual a graça de só passear e comer? Que era o que fazíamos a maioria das vezes. Pra uma criança, nenhuma. Ele queria, pelo menos, um balão novo para se entreter.

É tortura expor os filhos a tantas coisas atraentes e negar-lhes quase todas. Além, é claro, de se tornar a mãe e o pai chatos, já que as crianças pequenas não têm maturidade pra entender o porquê do “não”. Nenhum pai e mãe quer ser percebido como mal, ninguém quer deixar um legado de escassez na memória infantil, o que, já está mais do que comprovado, é péssimo para o futuro adulto.

Então, em vez de viver dizendo “não, não e não!!!” para o “eu quero, eu quero, eu quero!”, o melhor é evitar tantos enfrentamentos. Como? Evitando a ocasião de tê-los, trocando o shopping pelo parque, as diversões eletrônicas pelo parquinho, ou seja, efetuando uma mudança de hábito: do consumismo para a vida mais simples e mais valorosa.

O bom e velho parquinho é uma ótima opção para compartilhar com os pequenos
O bom e velho parquinho ganha da televisão. Ana Julia. Praia do Centro de Caraguatatuba.

O que você pode fazer para tornar a vida da sua família realmente abundante?

Abaixo um trecho do Sermão da Montanha, que sempre me inspira:

«Ninguém pode servir a dois senhores; pois ou há de aborrecer a um e amar ao outro, ou há de unir-se a um e desprezar ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos da vossa vida pelo que haveis de comer ou beber, nem do vosso corpo pelo que haveis de vestir; não é a vida mais que o alimento, e o corpo mais que o vestido? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros, e vosso Pai celestial as alimenta; não valeis vós muito mais do que elas? Qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um cúbito à sua estatura? Por que andais ansiosos pelo que haveis de vestir? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam, contudo vos digo que nem Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles. Se Deus, pois, assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Assim não andeis ansiosos, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? (Pois os gentios é que procuram todas estas coisas); porque vosso Pai celestial sabe que precisais de todas elas. Mas buscai primeiramente o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.» (Mateus 6:24-33)

Porque é difícil dizer “não”

Se você tem dificuldade em dizer não para os seus filhos é porque, provavelmente, não consegue dizer não pra si mesmo. Quem só sabe se divertir consumindo, também só sabe agradar com coisas. No exemplo acima, eu, não deveria estar passeando num shopping, que o próprio nome significa “ato de comprar”, onde toda a diversão é paga.

Fica muito mais fácil dizer “não” quando isso não se torna um hábito, ou seja, quando diminuímos essa possibilidade ao nos expormos a menos produtos e publicidade. Se você não é uma mãe ou pai que vive dizendo “não”, seus filhos irão aceitar melhor quando você tiver que dizê-lo e vão ficar muito mais agradecidos quando receberem um “sim” ou algo novo sem nem pedirem.

Quem ganha em excesso, quem é agradado com coisas, quando não ganha, sofre com a falta, que, na verdade, não é do objeto em si, mas do afeto vinculado àquilo que ganha. Por isso, muitas vezes, presenciamos tantos protestos em centros de consumo… não é só birra.

Fernando adivinhando as nuvens. Praia do Centro de Caraguatatuba. Abril/2013.
Fernando adivinhando as nuvens. Praia do Centro de Caraguatatuba. Abril/2013.

Para refletir:

Que coisas (produtos/serviços) desnecessárias seus filhos consomem?

Quais dessas coisas você considera prejudicial a eles?

O que você não gosta que seus filhos ganhem?

Com que frequência você compra coisas desnecessárias?

Você diz não para os pedidos de consumo desnecessários dos seus filhos?

A seguir, mais um artigo sobre os prejuízos do excesso de consumo na infância.

Namastê! <3

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MENOS telas para MAIS vida

ou

Porque você deve reduzir o consumo de mídia em tela da sua família

Por Mariana Fernandez
O essencial: onde está o seu olhar? para onde seus filhos olham? Olhar estelar <3
Essencial: onde está o seu olhar? para onde seus filhos olham? Olhar estelar <3

“Baby steps” para consumir menos

Na língua inglesa há a expressão corrente “baby steps”, que traduzida literalmente para o português seria passos de bebê. As expressões similares na nossa língua seriam: “pouco a pouco”,”um passo de cada vez”, “engatinhando”, “primeiros passos”. Todas significam a mesma coisa: que “devagar se vai ao longe”. Mas, para onde estamos indo? E para onde estamos guiando os “baby steps” dos nossos filhos?

Continuando o artigo Bebê livre de consumismo, falo a seguir do primeiro passo para ficar mais leve, com menos coisas, e poder, você e seus pequenos, irem muito mais além… “voar, voar, subir, subir…”.

Claro que esse primeiro passo é diverso para cada um de nós, que desejamos uma vida mais livre tanto para nós quanto para nossa família. Cada um sabe o que é mais fácil ou mais urgente fazer para mudar a própria vida e a dos filhos, mas esse passo aí adiante é meio que obrigatório pra quem quer mais liberdade, e terá que ser dado mais cedo ou mais tarde.

Assim como cuidamos dos primeiros passos dos nossos bebês, dizendo-lhes onde ir ou não, cercando-lhes o entorno para não caírem, dando-lhes as mãos no início para lhes dar confiança e apoio em qualquer deslize, é assim, com muito cuidado, que devemos fazer com os primeiros passos dos nossos bebês em direção a uma vida mais livre, que serão, concomitantemente, nossos primeiros passos para um novo modelo de vida: OFFLINE, ONLIFE.

Conduzir um novo ser nesse mundo, que ainda está tão do lado do avesso, é, além de uma baita responsabilidade, uma ótima oportunidade para renascermos e criarmos um novo estilo de vida, mais feliz para mães, pais e filhos.

E aí, vamos andar?

Menos informação invasiva, menos meios frenéticos ou, simplesmente, menos telas

Ampliando a consciência, o direito de escolha, a experiência

Buscar uma vida livre de consumismo é obrigatoriamente, buscar uma vida mais do SER e menos do TER. Onde, sabendo o que queremos (consciência), escolhemos melhor e experienciamos mais. E, uma vida assim, do Ser, é uma vida mais conectada com o Universo, com a fonte, sem intermediários.

Fernandinho bebê, fazendo grass terapy em Araçoiaba da Serra, em 2009.

Então, de um modo geral, para termos uma vida mais conectada, ela tem que ser o menos mediatizada possível. Se há um meio entre você e a experiência, então essa experiência está formatada, limitada, padronizada.

Ou seja, evitar ao máximo o consumo de mídia já é um grande passo para sobrar tempo para a vida real. Quanto mais conectados estamos com o lado de fora, menos conectados estamos com o lado de dentro.

Estou falando aqui do tipo de mídia caracterizada como terciária, onde a mensagem é elétrica, móvel, veloz, espectral, a do tipo que não dá tempo para “parar” e “pensar” enquanto estamos conectados a elas, ou seja: AS TELAS!

Para entender os conceitos de mídia primária (corpo), secundária (escrita, desenhos, arte, etc, prolongamentos do corpo) e terciária (eletricidade e derivações), leia mais aqui.

Outro aspecto ruim do consumo de mídia refere-se ao conteúdo do que consumimos. Sabe aquele ensinamento crístico “Não se pode servir a Deus e a Mamon”? Pois é, a grande mídia, de um modo geral serve quem tem poder sobre ela, ou seja, Mamon. Assim, consumir produções midiáticas, generalizando, é consumir ideais de manutenção do mercado.

Se você ainda possui a ideia de que para que algo seja consumível é necessário que seja palpável, abandone-a já. O consumo de informação através das diversas mídias, e dos bebês exclusivamente através de telas, é uma economia colossal. Porque, como já disse, além dos produtos publicizados pela mídia, consumimos, sobretudo, os conceitos de manutenção do próprio mercado consumidor. Assim, se o conteúdo emitido pela mídia não te faz consumir algo de forma direta, o faz de forma indireta, seja despertando nas crianças o desejo de consumir os produtos desnecessários, publicizados freneticamente entre um desenho e outro, seja perpetuando valores controversos ou apresentando como natural a escassez de muitos versus a abundância de poucos.

Considere reduzir o espaço que as telas ocupam em sua vida, para que você tenha vida, para que seus filhos tenham você na vida deles. Cancele a TV a cabo, desligue o WI-FI todos os dias e só volte a ligar quando for usar para algum propósito útil, deixe acabar a bateria do celular e só volte a carregá-la quando precisar ligar para alguém… enfim, use a sua criatividade para boicotar as telas, para o seu bem e dos seus pequenos.

Quanto mais cedo mais livre

Eliminar as telas é um grande primeiro passo. Digo eliminar e não limitar porque embora todas as crianças – e adultos – devam ter acesso limitado, ou nenhum, às telas, para terem saúde acima de tudo, bebês até dois anos de idade não devem ter acesso algum a elas.

Aqui, as razões além do consumismo pelas quais seu bebê não deve ter acesso algum à TV.

  Continuar lendo MENOS telas para MAIS vida