O Padrão do Autossacrifício

Quando você alimenta a dependência enquanto se distrai da sua dor

Você sabe o que é o sacrifício?

Responder a isso é prioritário para entender o que é o autossacrifício.

Sacrifício (do Latim Sacrificium, literalmente “feito sagrado“), também conhecido como imolação, oblação, oferenda ou oferta, é a prática de oferecer aos deuses, na qualidade de alimento, a vida (designada como “vítima“) de animais, humanos, colheitas e plantações, como ato de propiciação ou culto. O termo é usado também metaforicamente para descrever atos de altruísmo, abnegação e renúncia em favor de outrem.

Ou seja, o sacrifício está ligado a um entendimento primitivo do que é sagrado: sofrer em favor de outro alguém, seja esse alguém uma divindade ou um simples mortal.

Mas quem se beneficia com o sofrimento do outro?

O sacrifício é benéfico a quem?

A verdade é que ninguém se beneficia do sacrifício.

Porque quando a pessoa está sofrendo, tudo o que ela está ofertando é dor, não amor.

Quem recebe o sacrifício de alguém é impedido de desenvolver sua autonomia ou de ter de lidar com a falta do seu prazer – que é o verdadeiro benefício.

“Mas, Mari, a maioria das mães se sacrificam por seus filhos!”

É verdade. Por isso é urgente que a gente encontre nossas feridas e as trate, em vez de darmos do que nos falta aos nossos filhos.

Como você se sentiu recebendo da sua mãe o que ela se esforçava pra te dar? Piedosa e até fidelizada a esse sofrimento, aposto.

O sacrifício não está em se doar, mas em sofrer ao se doar, e, embora a dor seja inevitável, o sofrimento é sempre opcional.

Então como desativar esse padrão do AUTOSSACRIFÍCIO?

Primeiramente, entendendo sua base: a crença de que o seu sacrifício agrada a quem você ama.

Depois, entendendo quais acontecimentos da sua vida te

levaram a crer nisso.

Foi apenas o exemplo materno, ou te pediram, mesmo que indiretamente, pra abrir mão da sua essência?

E, terceiro, contestando a toda essa mentalidade que te faz viver atendendo às demandas dos outros, impedindo-os de lidarem com elas com autonomia e sabotando o seu próprio desenvolvimento e capacidade de, verdadeiramente, auxiliar outras pessoas: com AMOR, sem sofrimento.

Para fazer isso com a minha orientação e método, clique em AMADA.

O Padrão da Grandiosidade | Merecimento

Quando se crê ser superior, mais merecedor do que os outros e gera destruição

A grandiosidade é o padrão disfuncional perseguido por milhões.

É o modelo a ser seguido segundo a cultura ocidental.

Quem quer estar entre os mais bem-sucedidos, famosos ou ricos?

Muita gente.

Quem gosta de se sentir poderoso, de ter muitos seguidores e de constatar sua influência sobre os outros?

Muita gente.

E não ver a grandiosidade como uma disfuncionalidade mas como um modelo a ser seguido é o que coloca sociopatas no poder, aumenta o alcance de influencers que “vencem na vida” independente da ética, torna o mundo mais violento do que a natureza pode suportar e fada a humanidade à autodestruição.

O desejo por estar acima da grande maioria das pessoas, por ver o mundo de cima, por ter ou fazer o máximo que o dinheiro pode comprar tem origem no sentimento de DEFECTIVIDADE que todo narcisista carrega.

Mas isso não é motivo para permitir que ele viva quebrando as regras de convivência pacífica e colocando em risco a dignidade e a vida humana.

Ele precisa ser parado para que as pessoas possam ao menos EXISTIR.

“Eu não sou coveiro!”
(Jair Messias Bolsonaro)

O grandioso é um buraco negro de insatisfação e destruição.

As regras não se aplicam a ele e ele as muda conforme bem entende.

Tem delírios de grandeza e um sentimento de autoimportância suprema.

O desejo do grandioso não leva em consideração o que é realista ou sustentável, o que as pessoas julgam como razoável ou o custo para os outros.

Ele se considera merecedor de satisfação ilimitada por se considerar superior aos demais.

O grandioso pervade com intensidade os espaços privados – como o da sexualidade – com as armas que tem, para conquistar o poder que deseja.

Não se importa em influenciar perniciosamente as pessoas para atingirem seus objetivos pessoais.

Seja a erotização infantil

Seja o vício, quebra financeira e até morte por jogos de azar.

Seja o distúrbio de imagem e o consumismo que envenena

Seja o ódio a um povo, etnia, religião ou outro grupo de pessoas diverso de si e que atrapalha seus interesses…

Vende a ideia mentirosa de que você precisa ser reconhecida por nomes grandiosos, precisa ter o shape padrão e ter autoridade para ganhar atenção e se sentir amada

Só pra manter você entretida nessa BUSCA pelo que não realiza enquanto lhe dá palco e dinheiro.

Mas de que formas o grandioso o envolve para conquistar o poder, que é seu maior objetivo:

  • Demonstrando ser o realizador daquilo que você deseja (ou aprendeu a desejar?)
  • Colocando-se como facilitar/salvador para que você também realize (ou ele apenas ganhe insumos e apoio?)
  • Esbanjando carisma, cordialidade e benevolência de performance
  • E, por fim, ganhando a sua confiança e investimento de energia, dinheiro ou atenção (para manter seu reinado)

E o que você pode fazer para não cair na rede desse predador?

Descobrindo os seus próprios desejos grandiosos, aspectos grandiosos da personalidade – como o autoritarismo, o autocontrole insuficiente ou o orgulho – pois é através deles que você se conecta com a mentalidade e os projetos da pessoa grandiosa que está no poder, contribui para os objetivos daninhos dela e perde a GRANDEZA da sua própria vida, que nada tem a ver com poder.

Para encontrar a sua vida grande, conectada com a sua essência e o propósito que está no seu coração, e parar de dar insumo para os grandiosos que destroem a humanidade, clique em AMADA.

O Padrão da Defectividade e Vergonha

Quando a comparação gera vergonha e estancamento

Por que uma pessoa começa a acreditar que não é boa o suficiente, nem digna de amor e atenção?

Por que ela não recebeu isso.

Em vez de entender que o outro não lhe deu o que ela precisava porque ele não tinha para lhe dar, ela entendeu que não recebeu isso do outro porque não fez por merecer.

E isso ocorre por um mecanismo de defesa muito básico em que a própria mente da criança mente pra ela de que a culpa dela não receber o que precisa é dela e não do seu cuidador.

E a mente faz isso para que a criança não perca sua confiança no seu cuidador, pois se isso ocorrer, ela irá se afastar dele e correrá muitos riscos mortais.

Então, pra sobrevivência infantil, essa MENTIRA ajuda, mas pra autoestima ela é uma lástima.

O Padrão da Defectividade e Vergonha se apresenta em pessoas que mantiveram a convicção de não serem adequadas ao padrão exigido, desejáveis, admiráveis e etc.

E isso se dá, principalmente, pela falta de conexão com o filho, escuta ativa, acolhimento e orientação atenta, bem como pelo criticismo ou elevado patamar de exigência dos pais ou cuidadores, passando para o filho a crença de que seu valor depende da sua entrega.

Outro fator que contribui bastante para o estabelecimento desse padrão disfuncional é a presença de irmãos ou outras crianças com quem a criança se compara e chega à conclusão de que os outros são mais fortes, belos, sábios ou bons do que ele, segundo os critérios da família ou da sociedade da época.

E é claro que tudo isso perpassa pela própria tendência do indivíduo em se comparar.

O conto de Andersen, O Patinho Feio, explica bem a razão desse padrão.

O ovo do cisne foi parar no ninho da pata que o chocou e o criou como se fosse seu filho. Este, porém, quando nasceu, passou a se perceber diferente de seus irmãos e aquém das habilidades deles.

Embora a mãe não o tratasse com desdém, ele sofreu bullying dos irmãos por sua aparência e performance, e, sofrendo, decidiu se afastar da família.

Neste trecho da história percebemos que o que nos faz sermos valorizados e acolhidos pelo grupo é a nossa semelhança a eles e não, necessariamente nossas habilidades.

E isso se deve a um outro mecanismo de defesa natural, para a maioria das espécies, que faz admitir o sutilmente diferente como uma ameaça, como alguém que pode concorrer com você e superá-lo.

Daí o bullying, a rechaça sem que se tenha feito nada pra isso.

Seguindo a estória, o patinho feio chega a um lago de marrecos, que, embora fossem diferentes dos seus familiares, eram orgulhosos de si mesmos – que é quando ele descobre que eles não eram os únicos modelos – embora não seja acolhido por eles e nem tenha encontrado afinidade ali.

Aqui há a revelação de que os padrões de beleza, excelência, valor são ditados pelo grupo predominante, e que é algo que difere de lugar pra lugar, o que faz que as referências do “patinho” sejam questionadas e aptas à mudança.

Passado um tempo, já maior e transformado em sua aparência, aportando em um lago de cisnes, o “patinho” reconhece na água sua semelhança com aquelas outras aves, que, igualmente, o reconhecem como um deles.

Neste “final feliz”, ele se percebe belo e majestoso porque se vê através do outro que ele admira.

Primeiro vê os cisnes e os considera lindíssimos, depois olha pro reflexo e vê que é como eles.

Ou seja: só podemos reconhecer nossa real beleza e valor e nos conectarmos com nossos afins, quando nos desapegamos daqueles que não nos reconhecem porque, simplesmente, não são como nós.

Essas referências e conceitos que foram recebidos ou formados na origem são o que se precisa mudar para encontrar a si mesma, às próprias potencialidades, encontrar seu “lago dos cisnes” e viver a sua bella vita.

Está pronta para encontrar que é importante pra você e se desapegar do que você aprendeu que era, reconhecer as suas potencialidades e criar a sua vida bela?

O Padrão Disfuncional da Dependência

“Não sou capaz de viver sem ele(a)”

A dependência pode ocorrer em perfis opostos quanto ao próprio narcisismo, tanto em pessoas grandiosas, que têm necessidade de serem constantemente atendidas, quando em pessoas excessivamente modestas, desacreditadas de sua própria capacidade de se suprir.

Contudo, ambas têm em comum a enorme INSEGURANÇA com a própria solidão e o desespero ao terem que lidar com a FALTA DO OUTRO.

Revelando isso ou não, todo aquele que apresenta a disfuncionalidade da dependência não confia na própria capacidade de lidar com as responsabilidades diárias de maneira competente sem ajuda de outras pessoas.

O que engloba tanto tomar boas decisões, quanto cuidar de si mesma, enfrentar desafios, ou dar conta de tarefas cotidianas mais simples.

Pode operar tanto na pessoa que depende de restaurante ou de um cozinheiro para se alimentar bem, quanto na pessoa que não toma uma decisão sem consultar alguém de confiança, naquela que prefere morar com os pais porque não tem coragem de ser autônoma, ou na que só sossega o coração e a cabeça quando alguém lhe aponta o que fazer.

A sensação de inutilidade e o medo de ficar sem o outro supridor são constantes, o que leva a pessoa que tem esse padrão a ter uma vida reduzida de sentido e realizações e apegada a coisas que não lhe preenchem.

A causa desse padrão está na AUTOESTIMA enfraquecida de quem o apresenta, minada no momento da formação da sua individualidade.

Vale se perguntar:

“O que aconteceu, quando e com quem pra eu passar a acreditar que eu não conseguiria cuidar de mim e da minha vida sem auxílio?”

Para curar o que te tornou insegura na sua capacidade de cuidar de si e da sua vida e fortalecer sua autonomia e integridade, clique em AMADA.

O Padrão Disfuncional do Abandono

Quando o medo da solidão e da instabilidade comandam a vida

Uma boa narrativa para exemplificar esse padrão é a de João e Maria (Hänsel und Gretel).

Os irmãos ficaram órfãos de mãe, perderam o pai para a madrasta e foram abandonados devido a escassez de recursos.

Sofreram 3 abandonos por 3 motivos diferentes.

Por uma fatalidade perderam a mãe mas o trauma não teria sido tão grande se o pai os tivesse acolhido.

Contudo, o que o pai fez foi trocá-los pela madrasta e optar por abandoná-los no meio da floresta quando a escassez material os abateu.

Mesmo assim, as crianças ainda tentaram voltar pra casa – o mesmo movimento de pessoas que têm esse padrão.

Quem não se cura do abandono sofrido na infância, seja através da ausência física, seja através da indisponibilidade emocional, seja através da instabilidade gerada por um genitor alcoólico, vai tentar “voltar pra casa” para ser acolhido.

De que forma? Das mais variadas.

Pessoas que sofrem desse padrão, comumente, buscam ajuda financeira dos pais na vida adulta, adquirem alguma adicção que necessite de atenção parental (como o álcool), desenvolvem uma vida instável para justificar o “retorno”, voltam a morar com os pais por conta de alguma “fatalidade”, enfim, dão um jeito de conseguir esse amparo que faltou no passado no presente.

Nessa trajetória, alem de estarem sempre conduzidos pelo medo da falta do outro, o que os leva a situações críticas de real falta de recursos materiais ou emocionais, gerando-lhes provações que poderiam ser evitadas, os Joãos e Marias da vida real, fatalmente encontram “A bruxa da floresta”, com sua casa lotada de doces.

Qualquer semelhança com a realidade daqueles que buscam prazeres efêmeros como doces, telas e álcool, para taparem buracos emocionais e encontram abusadores não é mera coincidência.

Abusadores como as indústrias de falsos alimentos como os refrigerantes, as farmacêuticas dos analgésicos que matam, as Big Techs que distraem do presente ou como o cara que faz o love bombing pra te “engordar pra comer depois”, estão sempre prontos para acolher essas “crianças perdidas”.

Por isso, é sempre bom lembrar o grande ensinamento da narrativa antiga: ninguém salvou João e Maria, foram eles mesmos que angariaram CORAGEM para salvarem a si mesmos.

Quando eles voltam pra casa, não voltam pra pedir proteção e amparo do pai, voltam restaurados, trazendo consigo os recursos que conquistaram por si mesmos e por compaixão àquele pai que estava miserável, pois conseguiram perdoar-lhe e porque ainda necessitavam dele até crescerem.

Se você se identificou com esse padrão, verifique se já conquistou ESTABILIDADE material e emocional, se já venceu o MEDO DA SOLIDÃO e se já parou de procurar AJUDA e AMPARO NO OUTRO.

E verifique algo muito importante: se você está ajudando seus pais para conquistar o amparo emocional que não recebeu lá atrás, porque isso ainda é demanda do padrão do abandono.

Não dá pra levar o tesouro da bruxa pro pai pra ele te amar por causa do que você lhe dá, não por quem você é, pois isso ainda é uma relação baseada na ilusão de falta e no interesse em preenchê-la através do outro.

Para parar se se sentir perdido e amedrontado e voltar pra sua verdadeira casa, que está na sua conexão com o seu próprio poder e com a Existência, clique em AMADA.