35 coisas que aprendi em (quase) 35 anos

Como meu 5° setênio de vida está chegando ao fim, e tenho muito a comemorar, afinal, já encontrei muito do meu tesouro, resolvi fazer uma lista como forma de agradecimento:

O 5° SETÊNIO
“O alto nível de ansiedade já se inicia logo que a pessoa entra nesse setênio, quando ela percebe um declínio ou esgotamento das capacidades inatas e a exigência do trabalho, onde a paciência e a perseverança tem um papel primordial. Isto quer dizer que tudo depende do trabalho próprio. A pessoa, então, se lança inteiramente na vida mergulha com tudo que tem, expõe-se amplamente, para chegar a ser verdadeira. Por isso, na fase final desse setênio, é comum observar as crises conjugais, a dificuldade de entender o casamento, as já citadas dificuldades afetivas e o sentimento de que os caminhos poderiam ser outros. É o encontro consigo mesmo e o início da desconfiança de que todos os planejamentos elaborados no início dos trinta anos estavam mais orientados pela cabeça do que pelo coração. Vem essa necessidade imperiosa de ser autêntico, ser o “si mesmo”!”

Fonte: www.antroposofy.com.br

1. Nunca deixe de fazer o que você morre vontade mas tem vergonha. Mesmo que saia mal feito por conta do nervosismo e/ou inexperiência, quando você olhar pra trás, vai se sentir muito feliz por ter tido coragem;

2. Não seja perfeccionista, ou fará menos do que pode. Seja você e busque fazer o seu melhor;

3. Esteja você onde estiver e em que situação estiver, se você for humilde e demonstrar boa vontade, nunca passará necessidade e pessoas boas te auxiliarão;

4. A televisão, o feed, e qualquer mecanismo de abdução via telas, consomem muito mais tempo e são muito mais insalubres do que você imagina. Experimente ficar um tempo sem e estenda o jejum aos filhos, ou limite vossa hiper-conectividade;

5. Esteja fora dos lugares fechados tanto quanto puder, principalmente dos artificialmente climatizados (inclusive carros). Você é um ser vivo, precisa de ar puro e luz natural;

6. Cuide bem do seu corpo, ele é sua única verdadeira casa nesta jornada e não dá pra comprar outro;

7. Você pode fazer novos amigos em qualquer idade, lugar e situação. Tenha amigos de todas as idades e posições sociais. Aprenda muito com todos

8. Em algumas situações difíceis, mais vale um profissional especializado ou um estranho bem intencionado do que um velho amigo ou parente julgador/ocupado/desinteressado;

9. Dê o devido valor e atenção à sua família e amigos. Eles são seu real porto seguro;

10. Para coisas importantes, não mande qualquer tipo de mensagem: telefone. Aliás, nunca mande mensagens ou faça uma ligação quando estiver com raiva. Escreva, grave ou desabafe com alguém se precisar, mas deixe para enviar (ou não) no dia seguinte;

11. Cuide da sua cama, mesa e banho com amor: compre a melhor roupa de cama, sabonete e alimentos que puder e cozinhe com amor;

12. Comer, dormir e movimentar-se bem são as únicas coisas que precisamos para termos a saúde necessária para irmos ao encontro dos nossos sonhos. Por isso, coma o mínimo de alimentos industrializados possível, amamente (mãe) o máximo que puder, priorize o seu sono e mexa o corpo sempre que puder (nem que seja usando as escadas);

13. Cuidar de plantas (ou de animais) te reconecta com a Existência, é um bem inestimável;

14. Prefira sempre ter poucas coisas, úteis e de boa qualidade, principalmente dentro de casa ou do trabalho: espaço livre, mãos livres, tempo livre, mente livre;

15. Ouça música de qualidade OU prefira o silêncio OU cante com o coração;

16. Assim que acordar agradeça por estar vivo e por todas as coisas boas na sua vida. Antes de adormecer reflita sobre o que aprendeu, a quem ajudou, e no que pode melhorar amanhã, conforme exemplificou Santo Agostinho. Essa disciplina transforma radicalmente;

17. Tudo o que você faz esperando retorno, não é amor. Se você precisa de um relacionamento amoroso, você vai encontrar um relacionamento de dependência, não de amor. O ideal é somente estar com alguém quando você não precisar disso, mas sim quiser;

18. Garanta o essencial pra você, antes de tentar ajudar ao próximo e nunca prometa o que não poderá cumprir. Só assim avançamos e podemos ajudar a avançarem também;

19. Uma das melhores coisas de se tornar maduro é libertar-se da opinião dos pais (ou de quem quer que seja) e uma das melhores coisas de nunca deixar de ser criança, é viver em celebração;

20. Ninguém sabe melhor do que você, do que é melhor pra você, mesmo que você ainda não tenha descoberto o que é. Pergunte-se, responda-se, observe-se, peça à alguém para te escutar

21. Exponha-se, é a melhor maneira de você se descobrir, mas não condene a ninguém. Pessoas irão te julgar por você refletir algo que elas não querem ver nelas mesmas;

22. Nunca fuja do que faz o seu coração vibrar. Só quem está feliz pode fazer feliz;

23. Melhor queimar a boca com o café quente, do que só ter a opção do frio;

24. As pessoas se buscam mutuamente, como professoras umas das outras (não como as metades da laranja), mesmo que não tenham consciência disso. É um movimento natural para cumprirmos o nosso propósito maior: nos tornarmos conscientes;

25. Relaxar é um direito. Ficar sem fazer nada de vez em quando não é pecado;

26. Descubra seus valores, deixe eles à vista e revise e substitua com a frequência necessária. Lembre-se deles nas tomadas de decisão;

27. Siga sempre a sua intuição, mesmo que todos digam o contrário: ela é sempre mais sábia que a razão;

28. Aquilo que você mais teme ou ataca (mesmo que silenciosamente), geralmente é aquilo que você mais deseja;

29. Saiba quais são suas crenças limitadoras. Você vai andar mais leve, autêntico e confiante depois disso;

30. Amor e liberdade estão sempre juntos, se falta liberdade, falta amor, e vice-versa;

31. Se pessoas te supervalorizam, não quer dizer que você seja superior, se você supervaloriza alguém, não quer dizer que essa pessoa seja superior. Idolatria tem a ver com o ego, não com a verdade;

32. Esforce-se para eliminar pensamentos e relacionamentos tóxicos. “Se há paz, há prosperidade” (Sri Sri Ravi Shankar);

33. Não passe roupas, limpe o necessário, arrume quando precisar. A prioridade é a lição, não o material para aprende-la;

34. Na dúvida e na dor, respire apenas e tome muita água. Vai passar, você sabe;

35. A lei do retorno é real. Escolha o amor, sempre.

Namastê!

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Não é você, sou eu!

Desde que decidi viver de acordo com o que acredito, e, por conta disso, tomar decisões consideradas um tanto drásticas para o senso comum, vira e mexe ouço os comentários abaixo ou outros parecidos, que, muitas vezes, são feitos com um quê de agressividade, principalmente por eu ter três filhos e impactar a vida deles com as minhas escolhas “diferenciadas”.

“Como assim você vai sair do seu emprego pra cuidar dos seus filhos?”

“Como você vai pagar as suas contas?”

“Não acredito que você não assiste TV! Vocês não podem se isolar do mundo!”

“Dó dessas suas filhas!” (por não terem as orelhas furadas)

“Você lava fraldas??? Isso é coisa antiga!”

“Mas você não pode ficar sem celular!!!!!!!”

“Você só pode ser louca!”.

O que algumas pessoas precisam entender é o seguinte:

– o que me faz feliz não é o mesmo que as faz felizes (o que te faz feliz?),

– por eu não viver como a maioria da urbanidade, ao fazer escolhas de vida um pouco diferentes, não quer dizer que eu seja diferente, mas que todos nós somos uns dos outros; só que EU, prefiro fazer parte dos 20% e tento fazer com que minha vida se pareça comigo, apenas.

– quando eu mudo, ou quero mudar alguma coisa na minha vida, eu não estou necessariamente criticando ou questionando esta mesma coisa na vida de ninguém.

PEDALADA
Primeira pedalada da Anita. Caraguatatuba. Junho/2013.

Escrever sobre as minhas experiências e mudanças não tem a intenção de forçar ninguém a ter as mesmas experiências e a fazer as mesmas mudanças, mas sim inspirar e incentivar as pessoas a tomarem consciência de suas escolhas e a fazerem qualquer mudança que acharem importante ou necessária.

Dessa forma, eu mudo o que eu preciso mudar daqui e cada um muda o que precisa mudar na própria vida, pra todo mundo ser mais feliz. Se tiver sincronicidades, ótimo, vamos trocar figurinhas. Se não, nos respeitamos com nossas particularidades e nos desejamos o melhor.

Recentemente, fui agressivamente combatida em alguns grupos do Facebook por causa dos meus últimos artigos, tendo as críticas até ultrapassado o conteúdo dos textos e sido feitas contra a minha pessoa, sem que sequer me conhecessem, claro. Pois bem, sendo meus textos baseados na minha experiência, explanando as minhas conclusões, as pessoas não deveriam ter se sentido ofendidas, porém, como bem disse Paula Abreu, “se estivessem bem felizes e satisfeitas com as suas próprias escolhas, não se incomodariam mesmo que, de fato, estivessem sendo criticadas ou questionadas”.

O que aconteceu comigo nos recentes episódios enérgicos foi surpreendente para mim. Em vez de eu me irar com os discursos violentos eu ria e, muitas vezes, me compadecia, pois, como afirmou a talentosa jornalista e doula Kalu Brum, recentemente, em seu perfil no Facebook, quando foi duramente criticada em seu artigo sobre a celebridade que não conseguiu amamentar,

“tem uma frase que diz: se você se sente julgada há uma escolha não bem resolvida ai dentro. Porque quando a gente decide, quando tem certeza de nossas escolhas, não nos incomodamos com a opinião alheia (…)Se te choca, se cheque. Quando checamos nosso incômodo fazemos perguntas ao invés de procurar nos defendermos com respostas. Aí mora a revolução, sempre! Para todas as coisas da vida.”

O que acontece quando  fazemos escolhas conscientes na nossa vida é que podem tentar nos ofender,  nos atingir, e até nos impedir, mas nos tornamos como um rio: se atiram pedras contra nós, elas não nos ferem, muito menos nos desviam do nosso curso, pois um rio recebe todas as pedras atiradas contra ele sem se defender, elas mergulham em seu leito enquanto ele passa, sem cessar. Quando você flui com sinceridade, quando está sendo verdadeiro no seu caminhar, nada atrapalha, tudo ou soma ou indifere. 

Agindo dessa maneira, você não está vivendo na superfície do ego apenas, mas de uma forma mais condizente com o seu EU mais profundo, ou seja, você vive mais consciente, de quem é e do que quer desta vida! Por isso, eu, por exemplo, não estou nem aí pras críticas.

Eu e Ana na pista de bicicross de Caraguatatuba. Novembro/2013.

Então, “se eu quero doar as minhas coisas e viver com menos, é porque está ME incomodando ter tanta coisa, tanto acúmulo desnecessário, gastar tanta energia cuidando e mantendo essas coisas de que eu no fundo não preciso. Não quer dizer que eu acho que ninguém deva se desfazer de nada…não é você, sou eu”.

Se eu quero fazer Arte (escrever, cantar, dançar…) é porque isso faz bem pra mim, faz parte da minha vida desde que eu nasci, me faz feliz. Pode ser que o que te faça feliz seja pular de parapente (Caraguá! Aí vou eu!), ou ter 15 gatos, como eu já tive, ou nadar pelado na cachoeira, como eu, também, já fiz algumas vezes. Ninguém é obrigado a ser artista (nem a ter coragem).

Se eu quase não consumo alimentos industrializados e gosto de ter minha própria horta doméstica e preparar alimentos livres de agrotóxicos (eu também adoro uma pizza de vez em quando ou um brigadeiro de panela), não quer dizer que estou criticando você que consome uma pancada de alimentos processados e que prefere dar um iogurte na mão do seu filho a ensiná-lo a comer vegetais. Não é você, sou eu.

Se eu reduzi meu consumo de produtos de higiene e limpeza e prefiro usar produtos naturais e menos agressivos ao meio ambiente e à saúde da minha família, não quer dizer que você também tenha que limpar a casa com vinagre ou passar óleo de coco no cabelo ou escovar os dentes com açafrão da terra e bicarbonato.

Se eu decidi ter minha terceira filha numa casa de parto do SUS, de parto normal, sem anestesia, não quer dizer que você deva fazer o mesmo. O parto é da mulher, sempre, e meu papel, apenas, é compartilhar informações importantes, para que ele seja, realmente.

Se eu amamento há mais de 4 anos (e contando) e se o fiz exclusivamente até os seis meses de cada um dos meus três filhos, e se nunca dei bicos artificiais para nenhum deles, não quer dizer que você tenha que fazer o mesmo, só não me peça para apoiar discursos desencorajadores, num país onde a média de aleitamento materno é de APENAS 54 dias.

O que eu quero, de verdade, é fazer você parar pra pensar, se perguntar, se questionar, e descobrir o que você pode mudar na sua própria vida em busca de mais conexão, pra ser mais feliz.

“É só plantar a semente da dúvida e convidar à reflexão”.

De resto, não é você, sou eu.

E isso vale para você também, é claro! Toda vez que te criticarem ou julgarem, rebata (nem que for somente em pensamento) “não é você, sou eu!”, (faça disso o seu mantra) porque só você sabe, de verdade, o que é bom pra você, só bastando, às vezes, você descobrir.

Vamos lá, compartilhe comigo nos comentários o seu “não é você, sou eu!”, pois como disse o grande Osho: “não há êxtase maior do que você conhecer a si mesmo.”

Namastê!

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PS: Inspirado no homônimo da minha colega Paula Abreu.

Rio Itamambuca, Ubatuba. Dezembro/2011.
Rio Itamambuca, Ubatuba. Dezembro/2011.