Marketing perverso não é modelo pra quem é do bem

Você não precisa seguir todo e qualquer empresário, marketeiro ou líder só por conta dos seus resultados.

O marketing perverso vende quando não tem que vender.
Vende quando é momento de focar no coletivo, não no interesse próprio.

Vende na saúde…

Vende na doença…

Vende até a filha…

O perverso não considera o outro, USA-O.

Não respeita os limites do bom senso, da boa educação…

Se isenta de qualquer responsabilidade, porque lhe falta humanidade…

Por mais que seus resultados sejam cobiçosos…

Vale segui-lo para “ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma”?

Para não se deixar seduzir por esses falsos modelos de abundância, é preciso remover esses padrões que te conectam a pessoas “desalmadas” e descobrir a sua própria fonte, dentro de você.

Está pronta pro seu protagonismo?

Acabe com o EXCESSO que acaba com a VIDA do seu bebê

Basta a gente saber que um bebezinho está a caminho que já começamos a ir atrás daquele monte de coisas dispendiosas que ele “precisa” para viver bem cuidado, não é mesmo? Afinal, somos mães e pais zelosos que desejamos o melhor para os nossos filhos. Porém, em vez de buscarmos, cada vez mais, uma conexão maior com o ser amado, que viaja durante 9 meses dentro de nós para aportar neste mundo, vamos, semana a semana, montando um universo com menos possibilidades para ele, lotado de coisas inúteis e sem significado, que interrompem o horizonte do seu olhar e seu caminho ao se movimentar.

Como um ser tão pequeno, que mede em torno de meio metro e pesa, em média, pouco mais de três quilos, pode, antes mesmo de neste mundo chegar, já “exigir” um enxoval de milhares de reais? Como um recém-nascido que só quer colo, mamar, dormir, afeto, coisas básicas que todo mamífero precisa, “exige” tanto?

23A1854400000578-2855713-And_parents_are_advised_to_remove_any_soft_toys_from_a_baby_s_co-6_1417429401942

Na verdade, não, ele não exige nada, nós é que pensamos, erradamente, que nosso bebê precisa de toda essa parafernália que a indústria, o senso comum e a tradição social dizem que precisamos, de algum modo, providenciar.

Ter uma vida abundante junto ao novo integrante da família significa que não vamos entulhar nossa nova vida em família com um monte de coisas que só nos tomam tempo e dinheiro desnecessariamente.

Precisamos de muito dinheiro para investir em toda a estrutura que dizem ser necessária para o bebê, precisamos dedicar nosso precioso tempo de vida para organizar e limpar esse monte de coisas novas, muitas inúteis, e precisamos de espaço para dispor as baby tralhas todas, tarefa difícil na era dos “apertamentos”. Tarefa cruel aos que têm pouco tempo para estar com os filhos.

“Excesso de facilidades certamente traz excesso de dificuldades.” Lao-Tsé

Na verdade, preparar uma vida abundante, em que o bebê tenha todo o conforto que merece, significa que vamos preencher seu universo com coisas necessárias para que sobre espaço, dinheiro e tempo, o luxo maior de nossas vidas, para o que realmente importa, afinal, o que é mais importante do que presença na vida de uma criança?

O excesso de coisas não é sinal de riqueza, é falta de vida. 

kid-asleep-toys-everywhere

No artigo Bebê Livre de Consumismo, questionei o que um bebê realmente precisaria para viver bem e quais benefícios teríamos se evitássemos que nossos filhos, desde bebês, ingressassem num modo de vida consumista, entre outras reflexões.

Mas, apenas refletindo sobre os objetos que irão compor os cenários da nova vida em família, o que você, mãe/pai de primeira viagem,  pode fazer para livrar seu bebê do excesso de coisas, já que você não tem experiência do que ele realmente precisa? Como fazer o enxoval com o estritamente necessário para os primeiros meses de vida? Será mesmo que um bebê, com necessidades tão básicas, precisa de todo o sobejo propagandeado pelo mercado?

“O excesso de um grande bem torna-se um mal muito grande.” (Jean-Pierre Florian)

O primeiro passo é desconfiar. Desconfie da sua avó, da sua mãe, da sua tia, e também da sua sogra e das suas amigas mais íntimas e de todos os homens da sua família. As gerações anteriores já foram criadas na sociedade consumista, ouvindo, por exemplo, que existe leite materno fraco e que leite bom tem marca, que pra parir sempre precisa de médico e de hospital e que cosméticos para bebês são uma maravilha. Então, desconfie!

Outra postura libertadora é nunca, nunca mesmo, confiar na publicidade, porque o único objetivo dela é o de promover o consumo. Antes também, de confiar em fontes aparentemente imparciais, verifique se tais fontes não ganham dinheiro com publicidade de produtos do gênero (como certos blogs que pretendem “orientar” as calouras da maternidade sem deixar claro o que é publicidade do que não é).

publicidade-antia
Você confia nessa publicidade? Embora, atualmente, as mensagens publicitárias sejam mais subliminares, o objetivo dessas continua o mesmo: despertar o desejo de consumo de algo desnecessário, e, às vezes, prejudicial.

Antes, sobretudo, de dar um passo em direção ao consumo, tenha a certeza de que o necessário para você e seu bebê é o necessário para você e seu bebê somente, ou seja, cada experiência mãe-bebê (e pais presentes também) é única, assim, cada família tem suas necessidades específicas de produtos para essa fase fusional, que é muito subjetiva.

Uma dica: quando ficar em dúvida da utilidade de algo, reflita se esse algo vale o tempo e o espaço da sua vida e do seu bebê que ele vai tomar. Por exemplo, seu bebê precisa mesmo de um trocador ou seria melhor ganhar o espaço desse trocador para que sobre área para vocês dançarem juntinhos?

Reflita, acima de tudo, no que VOCÊ gostaria que compusesse os ambientes que VOCÊS irão habitar, sem sequer lembrar do que os OUTROS dizem ser necessário. O que vocês consideram útil e agradável que haja?

Quando você desejou (ou irá desejar) ser surda

Ouvia tanto que meu bebê deveria mamar de 3 em 3 horas, como se ele fosse uma maquininha, e que eu conseguiria sim fazer home office full time e ainda cuidar dele, e que se ele “não deixava” era porque eu o mimava dando o peito a toda hora, então eu vivia estressada, tensa, principalmente porque, também, não dormia, porque também me diziam que ele tinha que dormir no quarto dele, no berço dele, longe de mim, então ele não dormia e eu, idem, até o desmame.

Para a nossa sociedade, o consumismo é a solução para maternar entre machismo e desconexão.

DSC02275
Fernandinho de olho no móbile, com dois meses de vida. Maio/2009.

Maternar, que me diziam, era entreter ele como eu podia para que, segurando-o num braço e digitando com o outro, eu pudesse trabalhar, como boa mãe de família. E, em vez do respaldo das mulheres da família, como outrora acontecia, me diziam para dar-lhe chupeta que o acalmaria, mamadeira quando eu demorasse fora, para que utilizasse mobiles, para ele gostar do berço e ursinho ou paninho pra ele agarrar e dormir sem a minha companhia. Ah, e claro, vídeos animados “para bebês” no início das “papinhas”, para que ele ficasse “fortinho”.

Em suma, o mercado lhe daria a mãe que eu não poderia ser porque antes de ser mãe, eu tinha que ser máquina, gerar renda além de gerar um filho, gerar renda além de criar esse filho, relegar ao entretenimento com produtos a sua companhia.

Cada um tem a sua experiência de consumo com seu bebê, cada mãe/pai é única(o), cada bebê também, assim, cada mãe/pai-bebê tem suas necessidades particulares, desse modo, narro adiante alguns pontos da minha experiência com produtos para bebês, dizendo o que considero útil ou não e como deixei de consumir produtos que sempre foram ou que se tornaram dispensáveis pra mim, nos cuidados com meus bebês, para servir de inspiração a todos os presentes e futuros pais que querem, além de filhos mais libertos e felizes, uma relação com mais espaço, menos entulhada de coisas desnecessárias.

O excesso de coisas no universo infantil causa poluição visual e sonora, superestimula o bebê e superpovoa seu imaginário, abafando sua capacidade criativa, já que não há espaço para criar. Assim, os bebês ficam agitados, com sono comprometido e irritados quando não entretidos com algo, pois não sabem lidar com o vazio, com o tédio.

Antes, gostaria de deixar claro que de um filho para o outro também mudamos o que consumimos. Quem tem mais de um filho sabe muito bem que não usou exatamente as mesmas coisas com um e com outro, mas todas as mães têm a plena certeza de que, com a experiência, adquirimos praticidade e, consequentemente, menor necessidade de consumir produtos que “facilitam” (ou não) a nossa vida. Não estou falando aqui do caso de crianças com necessidades especiais, que envolve um tipo diferenciado de consumo, do qual sou totalmente leiga.

Abaixo tem três textos sobre o que é ou não necessário em termos de produtos, segundo a minha experiência. Basta clicar do lado direito no sinal de + para abrir.

O que te dizem que seu bebê precisa

Mães e pais de primeira viagem sofrem no bolso. O que não ganham no chá de bebê e “têm” que comprar é muita coisa. Berço, moisés, carrinho, bebê-conforto, cadeirão, só pra citar alguns dos produtos mais caros. Fralda de pano, toalha-fralda, fralda de boca, babador, cueiro, roupa de cama (até saia pra berço inventaram), só pra citar o excesso de panos. Falando nisso tem a vestimenta,  um montão de roupinhas minúsculas no tamanho e grandes no preço que serão usadas por poucos meses, talvez nem isso, sapatos desnecessários, já que o bebê só terá necessidade deles após aprender a andar, mas que irão estar lá entulhando seu guarda-roupas e sua mente até que você use os benditos uma única vez e se livre daquilo.

DSC02267
Fernando no tapete de atividades, que eu considerava essencial. Maio/2009.

Sem falar em tudo ligado à amamentação e alimentação, como mamadeira, bico de mamadeira, escova para lavar mamadeira e pote térmico para guardar mamadeira, itens que a mãe que vai amamentar nunca irá usar, apesar de sempre ter alguém pra dizer que precisamos. Chuquinha ou mini-mamadeira, pra dar chá ou suco, muitas mães, como eu, nunca darão, porque após os seis meses de aleitamento exclusivo é mais indicado utilizarmos copos de transição, aqueles com bicos um pouco moles no início da introdução alimentar, para o bebê não machucar a gengiva, e mais rígidos após, que servem apenas para não derrubar muito o que estão bebendo.

Fora o resto, um montão de coisas como acessórios para segurança, potinho pra algodão, pra cotonete, pra água morna, garrafa-térmica, pendurador de chupeta e chupeta (que nunca chupará ou que será obrigado a gostar porque alguém falou que esse hábito acalma o bebê, como se os bebês não preferissem que pessoas o fizessem). E os brinquedos então? E tudo o que é feito para entreter, como tapetes de atividades e móbiles, porque se diz que é certo estimular o bebê a toda hora e não o fazer seria sinal de desamor… mas não. E por aí vai, inúmeros itens de consumo.

ana-copo
Ana Julia bebendo suco no copinho de transição. Julho/2013.

Lembro-me de ter pedido auxílio para minha cunhada para me ajudar a fazer a lista do chá de bebê do meu primeiro filho, com base numa lista que imprimi de um site qualquer. Ela pegou a lista da minha mão e começou a riscar e dizer: “isso aqui você precisa, isso aqui não…”. Tudo bem! OK! Mas já desconfiava que nossa experiência não seria muito parecida. Mamadeiras, por exemplo, que ela me disse para pedir, eu sabia que nunca usaria e os cueiros que ela riscou porque nunca usou, eu sabia que usaria, pois tinha usado muito na minha experiência como babá fora do Brasil.

Alguns produtos praticamente indispensáveis como fraldas descartáveis, lencinhos umedecidos e pomada para “prevenção” de assaduras, já estão em cheque, anti-ecológicos ou prejudiciais à saúde, são, em suma, insustentáveis.

Só utilizei garrafa térmica, para preservar água morna para embebedar o algodão e usar nas trocas, com meus dois primeiros filhos, com minha terceira, agora, não, pois tivemos um ano de muito calor e ela já tem nove meses… não foi necessário. Em casa criei o hábito de lavá-la no chuveiro mesmo, rapidinho, em cada troca, algodão só usei bastante nos primeiros meses. Ou seja, economizei muito tempo ao não ter que me dar ao trabalho de todos os dias esquentar água e colocar na garrafa (que nem adquiri), e dinheiro, pois não tive que comprar pacotes e mais pacotes de algodão. Claro que, com o tempo frio, garrafa térmica e algodão são necessários pra sair de casa com o bebê, mas do contrário, acho pura tralha.

IMG_20150801_114032
Estela de fralda ecológica: descartável só em viagens. Agosto/2015.

Pomada para “prevenção de assaduras” é outro produto que aboli já com minha filha do meio, pois percebi que era devido ao seu uso que a pele não tinha a resistência necessária para não assar. Conto isso melhor aqui.

E há, claro, a fralda ecológica, tanto a de pano reutilizável, quanto a descartável mas com materiais biodegradáveis. Ao saber que um bebê gasta em média  5 mil fraldas desde o nascimento até o desfralde, que demoram mais de 400 anos pra se decompor, decidi que iríamos nos adaptar, pois não queria deixar um legado de mais de 10 mil fraldas pro mundo, que é o que já deixei até o momento.

Só não usei fraldas de pano desde meu primeiro filho por puro desconhecimento do produto e por tanto ouvir as lamúrias da minha mãe, tias e avós (“na nossa época só tinha fralda de pano, não tinha essa maravilha!”). Fraldas de pano são muito melhores que qualquer fralda descartável, pelos motivos: não vasa, absorve mais, portanto, troca-se menos (economia de tempo, água e produtos para lavagem), previne assaduras, pois o tecido em contato com a pele é mais saudável que materiais plásticos, dispensa o uso de cremes e pomadas de prevenção de assaduras; ecológico.

“Todo excesso traz, em si, o germe da autodestruição.” (Aldous Huxley)

O que seu bebê não precisa

quarto-de-bebe-safari-000000000000010Db_zpsc8deeff7
Exemplo de quarto de bebês para adultos.


Quarto de bebê para adultos
, com móveis demais, decoração pastel, quadrinhos e papel de parede na altura dos olhos dos adultos e outras tantas decorações e itens inúteis que o bebê nem sequer irá notar.

quarto-montessori-janeiro-2013-imagem_14
Exemplo de quarto montessoriano.

No quarto montessoriano, por exemplo, o berço, que parece algo ultra necessário, é dispensável. Caso o berço seja o que você tenha escolhido para o seu bebê, certifique-se de comprar um de acordo com as normas do Inmetro, pois há risco de acidentes e sufocamento em berços inadequados. (Saiba como escolher um berço seguro) 

A Estela tem o berço que era da Ana Julia, que ganhou da vovó, mas serve mais como trocador, já que fazemos cama compartilhada.

Falando em trocador, hoje em dia estou tão prática, que nem trocador temos. A Estela é trocada em todo lugar,  na cama, no sofá e até no colo. Mas, caso você deseje ter um trocador, escolha um que seja seguro, a maioria não é. O próprio berço com a grade rebaixada é mais seguro para trocar o bebê do que aquele tipo de trocador que vem com a banheira embaixo e tem mais de 1 metro de altura. Num leve impulso do bebê o tombo é grande e o estrago pode ser maior ainda. Vale assistir a matéria.

Outra coisa que seu bebê não precisa é de muitos cosméticos. Hidratantes, óleos corporais, perfumes e afins são totalmente dispensáveis, não somente por serem supérfluos, mas principalmente, por agredirem a pele do bebê e tirarem do seu bebê aquele aroma incrível, divino e natural, inenarrável, que só tem quem acabou de chegar  do céu. O único cosmético que seu bebê “civilizado” precisa é de sabonete líquido, e bem pouco, já que até que possa começar a se movimentar e a se alimentar com sólidos, o que só ocorre após os seis meses de vida, ele só terá contato com o que levarmos até ele, ou seja, ele quase não se suja.

Minha filha mais nova acabou de completar 9 meses e só utilizou dois frascos de sabonete líquido. Isso porque acordei para um fato com o pediatra e neonatologista humanizado que acompanhou minha segunda filha no parto, o de que bebê novinho não precisa de sabão em excesso, porque não tem sujeira. Ele me orientou a usar sabonete somente quando percebesse oleosidade em excesso no cabelinho nos primeiros meses. Como ela levou um mês trocando de pele, eu dava muito banho com chá de camomila (fazia um copo de chá com 3 sachês e despejava no ofurô).

Me disseram que meu primeiro filho precisaria de chupetas e lhe deram várias, pois achavam que ele “mamava demais” e que chupeta o faria parar de “chupetar” a mim, mesmo eu dizendo que ele não pegava. Na verdade, eu não lhe dava, pois não o queria viciado em chupeta como eu fui e achava que esse vício tinha a ver com uma falta que eu não desejava que ele tivesse. Era o que eu acreditava na época. Depois agradeci imensamente à minha intuição quando li esse artigo. Tem coisas que a gente sabe sem saber.

Com o primeiro filho achava que precisava e utilizei protetores de berço. Depois que descobri o risco potencial de sufocamento do produto, minha segunda e terceira filha se safaram desse produto perigoso, como também do excesso de roupas de cama e brinquedos de pelúcia no berço. (Saiba mais)

Sabão para lavar roupas de bebê é algo que só utilizei no primeiro mês de vida dos três, enquanto lavei separadamente as roupas deles, depois utilizei sabão em pó comum, mas pouco, para deixar menos resíduos nas roupas, lavando mais vezes se necessário.

O que não te dizem e seu bebê precisa

Tudo o que é novo, da geração presente, sua avó, mãe, tia, não conhecem, então ninguém vai te dizer que você precisa já de antemão, vai mais de você decidir experimentar tendo sabido por alguma amiga ou lido nas redes sobre a utilidade de um produto x.

mae-estela
Banho no colo. Março/2015.

Segundo banho da minha filha do meio, Ana Julia, no meu quarto da maternidade. Com direito a sachês de camomila.
Segundo banho da minha filha do meio, Ana Julia, no meu quarto da maternidade. Com camomila.

Balde de banho ou ofurô para bebês é um desses produtos atuais, simples e barato que tem “n” vantagens: ideal pra o banho dos primeiros meses, ocupa pouco espaço, é terapêutico, reduzindo mal-estares pelo bebê ficar em posição fetal em meio à água (ambiente familiar, similar ao que ele ficou por nove meses) e ele se sente seguro desse modo. Meus três filhos usaram muito até começarem a andar. A Estela, com 9 meses agora, foi a única que tomou muito banho no colo também e sempre adorou. Acho que banho no colo dispensa enumerar vantagens. Agora já curte a banheira dos irmãos, que passei a usar mais após começarem a engatinhar.

Para os bebês que têm cólica, óleo de massagem (vegetal, não mineral) também é algo acessível que, associado à Shantala, pode funcionar muito mais que remédios. Muitas vezes colo e balanço (dança, conexão) resolvem o mal-estar, por isso, antes de tratar a cólica, vale refletir com o Dr. Carlos González em seu artigo utilíssimo para quem passa por esse processo. Eu passei por isso com meu filho, não com minhas filhas e dava-lhe Shantala e balanço, que nem sempre resolvia (sem calma nada ajuda), e, por duas vezes, causou-lhe refluxo, por isso, vale ler o artigo.

10953398_948125975205816_8258265759628393524_n
Estela no carregador, com alguns dias de vida.

E, falando em bebês que têm refluxo ou que têm qualquer problema respiratório e vivem com constipação, travesseiros anti-refluxo (os inclinados grandes que podem ir debaixo do colchão ou os pequenos que servem para colocar em cima dos carrinhos e no local de troca) são outro item barato e que impedem que seu bebê vomite e engasgue e auxiliam na respiração. São bons também porque possibilitam que o bebê veja melhor o que acontece ao redor quando está em repouso, mas claro, melhor perspectiva pra ver ao redor é de um bom colo.

Sobre colo, sling ou carregador de bebês é outro item que ninguém me disse que precisaria, tanto que só estou usando com minha terceira filha, após respeitar integralmente a necessidade de colo do bebê (ou aceitar o que eu já sabia, mas que “não me deixavam” fazer) o máximo de tempo possível e a minha necessidade de ter braços com três filhos. Temos três e usamos quase todos os dias, principalmente para caminharmos ou irmos ao parque. Há diversos vídeos e artigos na internet ensinando como usá-los e falando dos inúmeros benefícios, mas atenção, pesquise fontes confiáveis de produtos que respeitam a fisiologia do bebê, pois, caso contrário, podem causar danos à saúde dele.

car
Fernando e Ana, com 2 anos de idade. A caminho da festa junina da escola e do desfile de 7 de setembro. Junho e Setembro de 2014.

Com minha segunda filha só passei a usar mais o carrinho, quando ela já não era mais uma recém-nascida, após completar um ano de idade, para longas caminhadas no bairro ou até a escola do irmão; funcionava para eu carregá-la quando ela se cansasse. Com a terceira, foi usado apenas para as sonecas diurnas dela, enquanto o carrinho era confortável, grande pra ela, até uns 5 meses. Atualmente, usamos apenas quando saímos para comer, já que nem todo lugar tem cadeira de alimentação apropriada.

Dormir no quarto dos pais e de preferência com os pais é o que o bebê precisa, então moisés, carrinho, uma cama maior, que caiba pai, mãe e bebê, sem risco do bebê ser sufocado, ou qualquer caminha improvisada (leia-se um colchão no chão, como orientado pela linha montessoriana) para que o bebê possa ficar junto à mãe toda a noite, é ultra necessário.

2012-10-22_19-15-33_241
Ana Julinha, com quase 5 meses na cadeirinha enquanto a mamãe jogava bola com o irmão no pátio do prédio. Outubro/2012.

Cadeirinha de repouso ou balanço para antes do bebê sentar ou até ele parar de tombar (ou carrinho, ou bebê-conforto, ou o cadeirão de alimentação). Nem tudo dá pra se fazer com o bebê no sling, como cozinhar, ou dar banho no irmão mais velho, por exemplo, e o bebê não quer ficar o tempo todo deitado, ele quer te ver e ver ao redor, então uma cadeirinha (ou carrinho, ou bebê-conforto, ou o cadeirão de alimentação) ajuda muito pra te dar braços e pra dar conforto a ele.

Vinagre claro, mais sabão em pó comum, serve para lavar as fraldas de pano e tecidos com resíduos alimentares, pois o vinagre é bactericida e fungicida sem ser insalubre como o cloro. Ajuda, também, a tirar a maior parte das manchas.

 

ana-paraty
Ana Julia em Paraty, na nossa viagem de mãe e filha. Outubro/2013.

Seria de grande utilidade para todas as mães, pais, cuidadores presentes ou futuros que leem este texto, se você pudesse compartilhar a sua experiência também, então, conte para todos, nos comentários  logo abaixo, o que você considerou ou não necessário na experiência com seu bebê.

Gratidão por ler! Namastê!
_________________________________________________________________
Conheça o treinamento online que vai fazer você tomar conta do seu MUNDO.

Ninguém precisa de lenço umedecido

Quando escrevi o último artigo Creme para prevenção de assaduras: um produto a menos, esperava por críticas ao que estava defendendo, muitas. Só que, para minha surpresa, não li uma sequer por onde o texto foi compartilhado nas redes, pelo contrário, além de alguns questionamentos sobre como lidar na prevenção e tratamento de assaduras, li com alegria os inúmeros comentários e dicas envolvendo o tema de trocas e de menor uso de produtos industrializados nas crianças desde bebês.

Assim, me certifiquei da necessidade de complementar o tema de trocas, mas apenas para destrinchar o que já está explícito. Dessa forma, acrescento que lenço umedecido é outro produto a menos para se consumir na vida mãe-bebê.

Mas, antes de começar a desfiar “elogios” ao lencinho, te faço uma pergunta: você já usou lenço umedecido em você? Ou melhor, já usou lenço umedecido em você durante meses seguidos, todos os dias, diversas vezes ao dia? Recomendo experimentar para sentir na pele, literalmente, o porquê de esse ser um produto ruim,  que deve ao máximo ser evitado. Se quiser testar e tirar suas próprias conclusões, nem precisa continuar a ler. Nada ensina melhor do que a própria experiência ;). Do contrário, vamos adiante!

A primeira vez que troquei meu primeiro filho. Vovô arrumando. (Março/2009)

Porque abolir o lenço umedecido da vida

A proteção natural da pele

A pele serve de “armadura” para você: suas estruturas protegem o corpo das agressões do meio ambiente, como bactérias e fungos, condições climáticas, poluição e substâncias químicas, entre outras.

Além de proteger o corpo, a própria pele produz para si uma camada de proteção, chamada manto hidrolipídico. Esta camada é formada por uma mistura de gordura, produzida pelas glândulas sebáceas, e suor, fabricado nas glândulas sudoríporas.

O manto hidrolipídico lubrifica a pele e os pêlos. E porquê essa lubrificação é importante? Porque a camada de sebo e suor torna a pele mais resistente às infecções. Os fungos ou bactérias presentes no ar têm mais dificuldade de penetrar na pele e causar doenças, como as conhecidas micoses e o impetigo (aquela doença de pele que aparece em crianças).

Além de evitar infecções, o manto hidrolipídico protege a pele dos agressores externos que estão no ar, como pó, pólen, pêlos… Sem proteção, estes agentes irritam a pele, causando dermatites (inflamações). A pele também fica mais protegida da ação de moléculas das substâncias químicas, como aquelas que fazem parte dos detergentes e outros produtos de limpeza. Estas substâncias podem causar grande irritação, com vermelhidão, inchaço, coceira e secreções.

A lubrificação deixa os pêlos mais fortes, com menos chance de quebrar. Inteirinhos, eles ficam mais bonitos e desempenham melhor sua função de manter a temperatura do corpo nos dias ou locais frios.

Outra função do manto hidrolipídico é impedir o ressecamento, evitando a perda de água pela pele. Isso é muito importante em regiões ou épocas do ano nas quais a umidade do ar está baixa. Se não fosse o manto hidrolipídico, sua pele ficaria ressecada com mais facilidade. (Fonte: Saúde Total)

Os simples motivos para se abolir o consumo dos “inocentes” lencinhos são:

caro: passar um simples algodão umedecido com água ou lavar o bumbum do seu filho, AINDA, é mais barato do que limpá-lo com o produto, então, pra quê gastar?

antiecológico: os lenços umedecidos, são produtos descartáveis e podem ser facilmente substituídos por processos e produtos menos poluentes. Não estamos em uma conjuntura planetária onde podemos continuar consumindo produtos descartáveis, gerando lixo que ficará aí, ao Deus dará sabe-se lá até quando, para se degradar. Isso é um fato. Se você prefere ter água potável para seus filhos e netos, simplesmente pare de comprar produtos descartáveis. Além de ser descartável, esse “suave” produto, pode conter além do TNT (tecido não-tecido), que custa a desaparecer, mais de 10 substâncias químicas que contaminam o meio. Bom, se você não se importa em comer vegetais “temperados” (inclusive os orgânicos), basta continuar a utilizar produtos tóxicos, pois tudo o que você descarta, um dia você pode consumir de alguma forma, porque “na natureza (lembra?) nada se perde, nada se cria, tudo se transforma!” Pense em quantas reencarnações seu filho virá à Terra enquanto o “lixinho” dele, de milhares de lencinhos (fora as mais ou menos 5 mil fraldas, se vocês consomem descartáveis), se decompõe.

insalubre: contém muitas substâncias químicas agressivas como o metilisotiazolinona, frequentemente encontrado em alguns lenços umedecidos e também usado em diversos produtos para limpeza doméstica, causador de graves alergias. Contudo, mesmo descartando a possibilidade de causar alergias, todo lenço umedecido remove em maior ou menor escala o manto hidrolipídico da pele (leia mais no quadro ao lado), deixando-a muito mais vulnerável a assaduras, candidíase (fungo), infecções bacterianas, etc, enfim, todo tipo de invasão. O perigo também está na possibilidade de ingestão dessas substâncias, como ressaltado num trecho de uma matéria de 2007 da revista estadunidense Baby Care Products:

“Os bebês e as crianças são especialmente vulneráveis ​​a produtos químicos presentes em shampoos, sabonetes, loções, pomadas, lenços umedecidos e outros produtos. O cérebro das crianças, o sistema nervoso e outros órgãos, ainda estão em desenvolvimento, e assim substâncias que têm um efeito pequeno em adultos podem contribuir para problemas maiores em crianças. Os bebês também podem ingerir produtos que são destinados apenas para uso externo pelos dedos, mãos, colocando os dedos, brinquedos e outros objetos na boca. A pele dos bebês é mais fina e portanto mais permeável do que a pele de um adulto, permitindo que os componentes químicos sejam absorvidos com maior facilidade.”

 Da suposta necessidade do lenço

Óleo Johnson. Publicidade dos anos 50.
Anos 50. Advento das fraldas descartáveis. A indústria percebe o bebê como consumidor e cria diversos produtos para suas “necessidades”.

Todas as vezes que vou a São Paulo compreendo o porquê da maioria de nós, mães urbanas, usarmos em nossos bebês diversos produtos nada sustentáveis: faz parte da “natureza” da cidade vivermos atentando contra nossa saúde.

Como trocar um bebê no carro ou num banheiro público com fraldas de pano e algodão umedecido em água, a opção mais saudável e econômica que existe? Que é possível, sim, é possível, porque eu consigo, mas que é difícil é, e com lencinho e fralda descartável é muito mais fácil; mas também, muito mais custoso, como estamos constatando.

Daí você vai me dizer: “Ah, mas só água não mata todos os GERMES!” Olha, eu sinceramente prefiro um pouco de germes supostamente perigosos na pele, que um montão de substâncias químicas detonando o manto hidrolipídico e a flora natural e abrindo caminho para uma invasão muito pior.

Essa ideologia higienista, que ganhou força a partir da industrialização, êxodo rural, formação das massas urbanas, consumismo, etc, não é natural. Não é natural usarmos um produto descartável com N substâncias químicas, sobre as quais ainda não temos total noção do mal que fazem, mas que consumimos porque serve à praticidade, somente. De que adianta um produto nos fazer ganhar tempo mas, ao mesmo tempo, perder saúde?

Uma coisa que aprendi nos últimos anos, num processo gradativo de simplificação da vida (gratidão suprema por isso!) é que podemos e devemos escolher com o quê facilitar a vida.

O processo de criação de uma necessidade ilusória, é mais ou menos assim: primeiro nos dizem que temos um monte de necessidades que não temos e nos fazem acreditar que temos, depois, nos enchem de produtos para satisfazê-las, depois e depois e depois vão “simplificando ainda mais as nossas vidas” nos trazendo produtos inovadores, que facilitam nosso cotidiano de satisfação daquelas necessidades lá do começo do parágrafo, que, na verdade, nunca tivemos. C’est le marché!

Em São Paulo você “precisa” de lenço umedecido pra trocar seu bebê porque você “precisa” correr pra trabalhar, correr pra trocar ele no carro porque é perigoso, correr pra trocar ele no fraldário porque tem fila, correr pra trocar ele porque você tem pouco tempo para cuidar do seu bebê. Tem mesmo? Ou você aceitou isso como verdade e corre com isso sem necessidade? Escolha! É uma questão de escolha, saiba disso, pra que você escolha com consciência e não por inércia. Falo isso agora, mas na minha primeira viagem como mãe, eu não sabia que tinha escolha.

Lencinho umedecido e o cuidado corrido: a minha experiência 

Com meu primeiro filho gastava horrores em lencinhos e vivia questionando minha mãe e avós (como a maioria das mães de primeira viagem), inconformada,  de como elas faziam na época delas para limpar os bebês, e elas me diziam que era com fraldas de pano ou lavando. Para mim, na época, aquilo era algo totalmente impensável, inviável, trabalhoso demais, demorado demais, nada prático. Hoje compreendo que os lenços umedecidos eram um item indispensável na minha rotina com meu filho porque eu corria demais com muitas coisas e limpar meu filho com algo menos agressivo e “demorado”, não era nem mesmo cogitável.

Anita em seu banho de sol sem fralda, fortalecendo os ossos, a pele e a alma, com quase 5 meses
Anita em seu banho de sol sem fralda, fortalecendo os ossos, a pele e a alma, com quase 5 meses

Na época da minha segunda filha, eu decidi trabalhar menos, ser mais presente, cuidar sem pressa, consumir menos lenços. Aos 7 meses de vida dela, o uso de algumas marcas de lencinhos lhe causaram uma assadura dura. Na ocasião, suspendi o uso e, após o tratamento, reduzi ainda mais o consumo e passava uma fralda de pano ou algodão umedecidos em água para retirar um pouco da química do produto quando o usava.

Com a caçulinha, prefiro lavá-la com água na maioria das trocas, ou uso algodão umedecido, especialmente fora de casa. Lenço umedecido é só na urgência e em viagens, assim como fraldas descartáveis. Imagine a economia que venho fazendo, mas, melhor que isso, imagine a pele resistente e lindinha da minha pequenininha. 😀

O excesso de consumo de lenços umedecidos está diretamente ligado a nossa falta de tempo para sermos mães.*

Estamos falando aqui de libertação de consumo desnecessário, de economia de recursos, de saúde, de perder tempo com o que vale a pena. Quer cuidado mais delicioso que trocar, limpar, acarinhar nossos filhos nos constantes momentos de troca, porque, além de lhes trocarmos as fraldas nesses momentos, trocamos sobretudo carinhos, olhares, palavras, amor.

Você tem opção!

Estela de zebrinha no jardim. Com 6 meses. Agosto/2015.

Você pode fazer como eu e lavar o bumbum e genitais do seu bebê quando estiver em casa ou onde seja possível, usar algodão embebido em água (que só precisa ser morna em tempo frio), pode usar borrifador nas trocas, óleo de gergelim, de coco, azeite, etc, com paninho, toalhinha, etc, etc. Internet tá aí pra N opções.

Se você não quer abrir mão da praticidade do lencinho, opte por fazer você mesma um produto mais seguro. No YouTube e em diversos sites, há tutoriais ensinando como fazer o produto de forma artesanal e biodegradável: uma opção mais segura para a saúde do seu bebê e para o nosso planeta. Como este, por exemplo.

Sou mãe de três e perco tempo nesse cuidado cheiroso que é trocar minha bebê sem lenços e com fraldas de pano, e,  sim, me arrependo de ter corrido tanto, mas regressivamente, com meus dois primeiros bebês. Se eu pudesse voltar no tempo, “perderia” mais tempo nas trocas deles, trocando com eles, esquecendo do tempo e dos lenços.

Libertem-se também! Protejam-se. <3

Namastê!

Saiba mais sobre os tóxicos encontrados em produtos infantis, inclusive em lenços umedecidos (parabenos!) (em inglês): EHN Special Report: ‘Chemicals of high concern’ found in thousands of children’s products

_________________________________________________________________
Conheça o treinamento online que vai fazer você tomar conta do seu MUNDO.

Creme para “prevenção” de assaduras: um produto a menos

Quando você usa em seu bebê pomada para prevenir assaduras, porque incutiram em sua mente, desde sempre, que se trata de um produto essencial na sua nova vida de cuidados com seu bebê, você tende a acreditar que, caso não use o tal produto, seu bebê fatalmente terá assaduras, ou, como repete o senso comum, que “é melhor prevenir do que remediar”. Certo?

Bom, no artigo Bebê Livre de Consumismo, refleti acerca da real necessidade de um bebê. O que seria realmente necessário, em termos de consumo, “além de leite materno e alguns panos?” Poderíamos comprar menos produtos industrializados para nossos bebês? O que seria necessário, baseado em evidências?

Para mim, um dos produtos para bebês que pode ser banido do consumo é o creme para “prevenção” de assaduras, assim, com aspas mesmo, porque percebi que em vez de prevenir assaduras, torna os bebês mais suscetíveis a tê-las e a necessitarem de tratamento, seja com produtos naturais, seja com pomadas para assaduras (a maioria composta de nistatina + óxido de zinco), nos casos mais graves.

Não uso esse produto na minha bebê atual desde que ela nasceu, e também quase não usei na minha filha do meio. O que noto na minha experiência de trocas de três filhos, é que se trata de um produto totalmente dispensável, tanto por não fazer o que e propõe e desperdiçar os recursos extraídos para sua fabricação, quanto, e pior ainda, por fazer mal à saúde do bebê, ou seja, é totalmente insustentável.

A minha experiência

Bom, por seguir as crenças lá do primeiro parágrafo desse artigo é que eu usei esse tipo de creme em quase todas as trocas com meu primeiro filho, assim como aconselha o fabricante, aliás, ganhei um de brinde já na maternidade. Só que, bastava eu esquecer de aplicar o produto, que meu bebê já ficava assado, muito assado tadinho, de despelar. Daí aquela ideia propagada e vendida, de que se tratava, realmente, de um produto indispensável, se fixou na minha mente, e, definitivamente, acreditei que se eu não “prevenisse”, ele ficaria assado.

fe-pomada
Meu primogênito quando bebê. Super consumidor de creme para prevenção de assaduras.

Só que com minha segunda filha, (como eu já tinha adotado uma nova postura, de ser mais “eu” como mãe, pois já tinha constatado as inúmeras mentiras que tinha seguido, aliás, acredito que esse é um movimento da maioria), decidi, logo no início da vida dela, deixar de usar a tal pomada, porque o que eu sempre senti, no fundo do meu ser, é que nosso corpo está preparado para reagir com aquilo que ele próprio produz, não podendo ser dependente de um produto industrializado, que, há poucas décadas, nem existia.

Para confirmar meus sentimentos, em 7 meses de vida, minha filha não ficou assada uma única vez. Teve apenas uma assadura com 7 meses e meio, por conta de uns lencinhos umedecidos agressivos que usei nela, mas que foi devidamente tratada com a pomada para assaduras (não para prevenção) e, em menos de uma semana, estava saradinha.

Pense só na economia que fiz de tempo e dinheiro ao não utilizar esse produto supostamente indispensável! Pense mais, pense que ao não ter usado a pomada para prevenção de assaduras a pele da minha filha criou a devida resistência natural ao entrar em contato com suas “produções” em vez de ser atacada por isso.

Aninha tratando a assadura que teve com 7 meses, na praia. Fevereiro/2013.
Aninha tratando a assadura que teve com 7 meses, na praia. Fevereiro/2013.

Constatei que o produto ao formar uma “barreira na pele”, limitando o contato dessa com a urina e as fezes, torna-a mais suscetível a assaduras por não permitir que ela crie a resistência natural para lidar com isso.

Excessivamente protegida, a pele se torna sensível demais em vez de se tornar resistente, bastando esquecer uma vez sequer de passar uma grossa camada do produto, para o bumbum e genitais ficarem assados.

Enfim, creme para prevenção de assaduras é um daqueles produtos que são “o mal e o remédio”, pois, ao mesmo tempo, que cria uma necessidade que não existia, oferece a solução, gerando a dependência do consumo.

Prevenção difere de superproteção, que é sempre prejudicial, pois impede o fortalecimento e a autonomia.

Recentemente,  minha caçula teve sua primeira assadura, com 6 meses completos. Usei amido de milho por dois dias nas trocas e sarou (Obs: amido de milho não pode ser usado em caso de suspeita de infecção fúngica, pois é alimento para os fungos). Chá de camomila no banho ou em compressa também auxilia na restauração da pele.

Para mim, uma ótima maneira de se prevenir assaduras é evitando ao máximo o uso de produtos  químicos na pele dos bebês, reduzindo, por exemplo, o uso de lenços umedecidos, sabonetes, etc, que, além de limpar, retiram a proteção natural da pele.

Que tal abandonar o hábito de seguir a manada, de viver na inércia, e fazer escolhas mais conscientes em sua vida e de seu bebê? Economize tempo e dinheiro ao parar de consumir produtos dispensáveis, a saúde, o planeta e o bolso agradecem.

Namastê!

_________________________________________________________________
Conheça o treinamento online que vai fazer você tomar conta do seu MUNDO.