Por que sentir medo é um bom sinal

O medo aparece quando?
Quando nos sentimos inseguros.
Quando nos sentimos inseguros?
Quando saímos de uma zona de conforto.
Quando saímos de uma zona de conforto?
Quando apesar de confortáveis não nos sentimos bem (ou somos empurrados para isso).
Quando não nos sentimos bem?
Quando o nosso meio exterior não condiz com o nosso meio interior.
Quando somos empurrados pra isso?
Quando perdemos algo que nos mantinha seguros.
Qual a solução?
MUDAR
O que mudar gera?
MEDO

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Recebendo luz na fase de encontro com o medo. 34º dia de puerpério.

Então o medo é um ótimo sinal, sinal de que você sai da zona de segurança e se coloca em contato com o desconhecido:
Isso é movimento, movimento é vida. Estagnação é morte.
Ter medo do medo é desistir antes de tentar, é não viver.
O que você tem a perder?
O velho, o ruim. O que não te serve mais você já tem!
Se o novo te dá medo é porque te reanima, te move as fibras, te faz viver.
Então sentir medo é viver e não sentir medo é estar morto.
Se não for, não foi, mas você descobriu algo a mais, se
descobriu mais e eliminou uma opção.
Tentar algo novo, por mais errado que dê, sempre dá certo, para
se autoconhecer e conhecer muito mais o que vibra com você.
Sinta medo, largue o velho, busque o novo, ganhe a si, seja feliz.

Nesta vida não se pode ter tudo… verdade?

Quando usamos o argumento-crença de que “nessa vida não se pode ter tudo”, no momento em que ensinamos algo aos nossos filhos (principalmente em situações de consumo), saibamos que para o inconsciente deles o que fica é a mensagem de que “não podemos ter tudo na vida”.

Então, no futuro, quando eles chegarem perto de terem tudo o que precisam para serem felizes, começarão a se auto-boicotar, porque é isso que o inconsciente deles lhes diz para fazerem, na melhor das intenções (crenças são verdades pra quem as tem!), para que confirmem a crença, ensinadas por nós, mães e pais.

As crenças são, muitas vezes, ensinadas, por nós, seus progenitores, mas, são estabelecidas através da repetição (tanto discursal, quanto comportamental), ou de momentos de impactos emocionais (situações fortes, tanto boas, como um nascimento de um filho, por exemplo, quanto más, quanto uma reprovação escolar).

Nossas sinapses nervosas viciadas nos levam a termos comportamentos que confirmem nossas crenças.

Por isso que, ao identificarmos e questionarmos crenças limitantes, mudando-as para outras melhores, nosso comportamento muda.

Preste atenção se, quando está tudo bem (profissionalmente, afetivamente, financeiramente, etc) você promove alguma atitude para boicotar o seu pleno bem-estar e fazer valer a sua crença de que “não se pode ter tudo nessa vida”.

Questione-se, vigie-se, transforme-se e ensine melhor aos seus filhos.

As possibilidades são muito maiores quando acreditamos que não apenas “podemos ter tudo” como “merecemos ter tudo” de bom dessa vida.

‪#‎crençaslimitantes‬ ‪#‎desenvolvimentopessoal‬ ‪#‎abundância‬‪#‎quebreopadrão‬ ‪#‎crieonovo‬

Publicado no Facebook em 2 de março de 2016.

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Porque é um erro nos projetarmos no outro

Quando você está focada(o) em você, no seu autoconhecimento, no seu desenvolvimento, no seu sonho, você não tem muito tempo pra olhar para o lado e se lamentar: “puxa, como eu queria estar como fulana(o)!”.

Lembre-se sempre de que o que vemos do outro é sempre uma ínfima parte da totalidade dele e que todos nós mostramos apenas o que temos de belo (ou o que queremos florear).

E nunca, nunca mesmo, se compare. Todos somos únicos apesar de termos as mesmas aflições. Todos temos experiências diferentes e queremos coisas diferentes, apesar de todos querermos experienciar o que nos gere bons sentimentos. O que quer dizer que todos somos peixes diferentes imersos num mesmo oceano.

E, cada um de nós está em um local diverso do nosso caminho que vamos criando com nossos passos, então, ninguém está à frente ou atrás de você: todos estamos em diferentes posições no mesmo Universo (“dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço”, lembra?).

Então se você vê alguém em algum lugar que parece legal, observe o que puder aprender com esse guia, mas nunca compare o palco desse alguém com os seus bastidores.

Osho diz que quanto mais nos expomos mais nos encontramos, pois assim conseguimos nos certificar do que é realmente nosso e do que é peso agregado, e eu concordo com o mestre.

Não tenha medo de se expor, não tema o outro. Em essência, ele é como você e, se perde tempo te criticando, merece despertar para o próprio foco através do seu exemplo.

No fim de tudo, só tem a ver com você, sempre só teve, sempre só terá.

FOCA em você que tudo começa a acontecer!

Namastê!

PS: Gratidão querida coachee por nossa troca tão rica de hoje.

‪#‎foco‬ ‪#‎cocriaçao‬ ‪#‎manifestação‬ ‪#‎realização‬ ‪#‎sucesso‬

Publicado em 2 de abril no Facebook.

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Partida para renascer: meu parto Estelar

nascimento-estelaToda gravidez muda uma mulher. O primeiro filho nos torna mães, mas todos os seguintes nos tornam mais mães, mais mulheres (seres criadores), mais nós mesmas. Todo puerpério (no meu caso, a gestação também) traz sombras e preciosas revelações sobre o nosso eu interior.

Tenho três filhos, e toda a gestação, parto e pós-parto deles me transformaram muito, mas meu último parto, a vinda da Estela, cavocou as fibras mais profundas do meu Ser, tanto pelo Ser dela como pelo meu novo Ser, que despontava como resultado de intensas transformações anteriores e se concretizava com a presença dela.

Minhas transformações anteriores foram devidas, principalmente, ao advento do meu primogênito tão afim (mas mais criativo, apurado e sutil… e tão corajoso, para vir da forma que veio e me transportar ao mundo mãe),  e da minha primeira menina, que trouxe em si e para mim uma imensidão de consciência e inovação. Ambos gênios da autenticidade.

Se, durante minha última gestação me encontrei com minha sombra face a face, como nunca tinha tido a oportunidade anteriormente, com absoluta certeza, haveria de acontecer um parto muito forte, que revolucionaria a mim mesma.

Alguns meses após o parto, que aconteceu no início da madrugada do dia 26 de janeiro de 2015, tive um momento de forte recordação, em que, pela primeira vez, consegui transcrever aquele ensejo em que transitei fora do físico, em estado alterado de consciência, durante o período conhecido como expulsivo: os últimos instantes da partida, a despedida entre a união total dos seres e a encarnação.

Relembrei os acontecimentos interiores de forma tão intensa na ocasião, que é como se eu estivesse lá, naquela sala de parto de novo, observando o que somente eu e minha desembarcante (da nave-mãe e de uma metade no astral) e embarcante (neste planeta) vivenciamos.

Obs: A ocitocina sintética que me aplicaram, fazia-me voltar à consciência através de sua forçosa dor, quando, em alguns lapsos eu pensava que morreria, ou não, talvez, e partia novamente pra instância da coragem e da vida.

Eu sou força,

sou natureza,

sou explosão.

Eu sou o mar em tempestade,

(às vezes um barco),

sou revolução.

Você se alinha,

se encaminha,

desce e gira,

e já não posso ver.

Sou luz, sou toda sua luz,

sou portal de luz,

e você é quase toda você.

Parte de mim um túnel,

receptor de muita luz.

Energia intensa em fluxo.

Turbilhão.

Criação em exercício.

Sinto suas camadas se aproximando,

vindo as mais etéreas de cima

e a corpórea e mais alguma de mim.

Ainda há um fio

enquanto o círculo sagrado queima.

E quando você o passa,

com a última onda fulminante,

sinto a sua encarnação,

através do meu Ser.

Sou deusa,

sou mãe,

sou natureza.

E partimos.

Você chora.

Está encerrada,

limitada,

aterrada.

Te seguro sem jeito.

Você tem frio.

Estrela na madrugada terrena sente.

Parto contigo ofuscada.

Fico no limbo, dormente.

Ainda não posso renascer.

Nascer contigo é aterrador,

é partir com todo o progresso,

é despojar-me de todo o resto,

é ser tudo novo de novo,

sem nenhum saber,

só ser,

e ser amor,

só ser amor.

Já não sou mais eu,

não sou mais com você.

Aquela presença que fusionava em minha personalidade já não há mais,

está fora de mim.

Sou eu de novo,

sou um eu novo.

Não sei quem sou agora.

Sou um bebê.

Tudo é novo

de novo.

Estou nua e crua

como a Lua morta.

Carrego em meus minguantes braços

seu reflexo solar.

Meu bebê estelar,

ser de luz a iluminar

ininterruptamente meu Ser.

Re-ensina-me a viver.

Estrelava em minha barriga.

Trouxe à luz todas as sombras.

Fez-me gritar, ranger, chorar.

Derrubou meu ego

como um sol à pino

acaba com qualquer sombra.

Parto estrelada,

iluminada por ti.

Parto e sigo partindo

com todos os resquícios

do velho caminho:

as certezas,

as razões,

as crenças.

Parto meu orgulho,

todos os dias,

no seu profundo olhar.

Reparto meu amor

cada vez mais.

Parto meu ego sabido

para deixar sua luz, em mim, entrar.

Parto meu corpo energético

e me curvo ao seu pequeno físico,

para com sua luz

me banhar,

renascer

Estelar!

Ser de luz elevada,

seu nome: Estela!

Nota do nosso 1º aniversário no Facebook

20151130_godaHá 1 ano eu quase morri, eu me senti morrer (algumas vezes), partir-me, sair do meu corpo e ainda assim permanecer aqui. Eu tinha que me abrir, romper-me, despojar-me de cascas duras e antigas de uma vez por todas, porque através de mim, aportava neste orbe uma estrela serena, doce, profunda, livre… uma alma muito mais iluminada que esta aqui, que teve que enfrentar o luto do ego ainda na gestação e que teve que se entregar totalmente para o desconhecido da vida e aceitar de uma vez por todas viver de verdade.

Estela chegou em 26 de janeiro de 2015, após um trabalho de parto em que, por vezes, me senti sair do corpo e entrar no limiar da morte física. Eu ia e voltava com a força da Natureza que me ajudava a abrir o caminho para a chegada dela. Fiquei por 7 dias em estado semi-letárgico… eu renascia, como ela, reaprendia a viver.

Me senti aberta por muitos dias… o rompimento foi tão profundo que levou um certo tempo pra eu criar alguma casca e voltar a me movimentar normalmente.., meus movimentos estavam limitados, assim como os dela. Além do períneo, que, apesar de íntegro, estava “aberto”, eu não podia ser sem um ego novo e alguma máscara. Eu pouco falava, aos poucos criava alguma película protetora, aos poucos enxergava, aos poucos eu era eu e a via, tão grande e encerrada num corpo tão pequeno e definido, mas que extravasava no olhar, no sorriso e no toque a sua imensidão.

Há um ano essa alma-irmã, que nesta vida é também filha, vem me ensinando a partir para o desconhecido, a viver só no presente, a ser maior, a ir além de tudo o que é comum, “correto”, aceito, a ser totalmente verdadeira, a optar sempre pelo amor.

GRATIDÃO ETERNA pela dádiva de ser mãe dos meus três professores do amor, mas hoje, em especial, gratidão pelo aniversário de um ano da chegada da nossa estrela, que inundou de amor nossos corações, nos fez renascer e nos uniu ainda mais.

A encarnação dos espíritos

O Espiritismo ensina de que maneira se opera a união do Espírito com o corpo, na encarnação.

Pela sua essência espiritual, o Espírito é um ser indefinido, abstrato, que não pode ter ação direta sobre a maté- ria, sendo-lhe indispensável um intermediário, que é o envoltório fluídico, o qual, de certo modo, faz parte integrante dele. É semimaterial esse envoltório, isto é, pertence à matéria pela sua origem e à espiritualidade pela sua natureza etérea. Como toda matéria, ele é extraído do fluido cósmico universal que, nessa circunstância, sofre uma modificação especial. Esse envoltório, denominado perispírito, faz de um ser abstrato, do Espírito, um ser concreto, definido, apreensível pelo pensamento. Torna-o apto a atuar sobre a matéria tangível, conforme se dá com todos os fluidos imponderáveis, que são, como se sabe, os mais poderosos motores.

O fluido perispirítico constitui, pois, o traço de união entre o Espírito e a matéria. Enquanto aquele se acha unido ao corpo, serve-lhe ele de veículo ao pensamento, para transmitir o movimento às diversas partes do organismo, as quais atuam sob a impulsão da sua vontade e para fazer que repercutam no Espírito as sensações que os agentes exteriores produzam. Servem-lhe de fios condutores os nervos como, no telégrafo, ao fluido elétrico serve de condutor o fio metálico.

Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que mais não é do que uma expansão do seu perispírito, o liga ao gérmen que o atrai por uma força irresistível, desde o momento da concepção. À medida que o gérmen se desenvolve, o laço se encurta. Sob a influência do princípio vito-material do gérmen, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula, ao corpo em forma- ção, donde o poder dizer-se que o Espírito, por intermédio do seu perispírito, se enraíza, de certa maneira, nesse gérmen, como uma planta na terra. Quando o gérmen chega ao seu pleno desenvolvimento, completa é a união; nasce então o ser para a vida exterior.

(A Gênese, Allan Kardec)

 Gratidão por ler! Namastê!

Clique aqui se quiser me conhecer como DOULA.

Como eu resolvi viver do que amo sem voltar atrás

Após eu escrever meu último artigo, em que descrevi um pouco da minha realidade de mãe solo de três, longe da família e feliz, alguns questionamentos surgiram por parte de alguns leitores e resolvi compartilhar um pouco mais do meu atual processo de busca por uma vida que amo, o que inclui, claro, sustentar essa vida que amo, ou seja: trabalhar no que amo. 

…5, 4, 3, 2, 1! 2016 chegou, algo mudou?

Minha contagem regressiva não é a do ano novo, não acabou com a entrada em 1º de janeiro, nem corre até o fim do Carnaval, ou até o fim das férias, ela acontece todos os dias, porque todos os dias o sol nasce e se põe no horizonte e a cada dia a gente se aproxima do fim desta grande oportunidade que é essa jornada na Terra.

Sempre estamos contando regressivamente: “depois que eu me formar”, “até meu filho crescer”, “até ele entrar na escola”, , “depois que eu encontrar companhia”, “até o meu cabelo enrolar”, etc: procrastinação! Sempre estamos adiando, sempre estamos contando regressivamente em datas “cabalísticas” como se alguma mágica fosse acontecer num estalar de dedos e toda a nossa vida fosse mudar de uma hora para a outra, com o aparecer de uma fada madrinha ou de um príncipe encantado como na história da pobre Cinderella… evidências nada mágicas mostram que sacrificados só são recompensados quando saem da posição de vítimas e passam a ser autores da própria história.

A realidade é que, realmente, energias circulam, movimentos ocorrem o tempo todo no Universo, mas você minha/meu cara(o) amiga(o) tem um grande poder chamado livre-arbítrio, o que quer dizer que se você decidir virar uma pedra enquanto o Big Bang cria um novo mundo, você vai ser essa pedra até quando puder aguentar se enrijecer e, caso não esteja na mesma sintonia desse novo mundo que se cria à sua volta, pode voar pra fora dele e se tornar  um asteroide inerte qualquer na escuridão universal. A vida é movimento, nossa real contagem é progressiva, mas você pode optar não se mexer e ficar aí apenas coexistindo… e sofrer, afinal, nós já sabemos o que é viver infeliz, e, justamente por ser tratar de algo conhecido é que a infelicidade não nos assusta.

A realidade é que vivemos conduzidos pelo medo e não pelo amor. O medo busca segurança acima de tudo, o amor busca o desconhecido, as roupas novas para vestir a nossa alma quando cresce.

Todos os dias fazemos escolhas, conscientes, ou não, e são essas escolhas que criam o nosso universo pessoal. Todos os dias podemos escolher fazer algo para que nossa vida se pareça mais conosco ou, simplesmente, podemos  continuar fazendo coisas que aprendemos a fazer e que não têm nada a ver com o que realmente somos.

Por exemplo, você sonha em trabalhar com o que ama mas continua fazendo o que não ama, todos os dias, em vez de meditar na Travessia do divino Milton “já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver”. Porque a única diferença entre o que você é e o que você quer ser, é o seu fazer.

Porque se você vê, está em você e se você não manifesta isso é porque não quer.

A minha contagem regressiva

Para exemplificar o que quero compartilhar aqui, a minha contagem regressiva pessoal está acontecendo desde que pedi exoneração do meu cargo público e decidi investir em trabalhos que amo, e, ainda mais, numa vida mais verdadeira para mim e para a minha família, com ambientes e fazeres que mais combinam com o nosso eu interior, independentemente do sistema macro em que estamos mergulhados e das crenças mais padronizadas que banham a todos nós como membros de uma sociedade.

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No workshop Os 7 segredos do parto, dizendo adeus à velhos ciclos e olá a um novo e melhor.

Algumas pessoas andaram me questionando recentemente como consigo viver “como eu quero”, como pago minhas contas e sustento meus três filhos: “mas como essa mãe/mulher se sustenta economicamente falando? Tem custo de moradia, alimentação, transporte, lazer, saúde, vestuário. Existe um recorte de classe a se levar em conta…”

Bom, primeiro devo esclarecer que não vivo exatamente da forma como quero, mas estou dando os passos corajosos que faltam para que todo o apego pertença somente ao passado e para que um universo imenso esteja ao meu alcance e ao dos meus filhos (porque nesta fase da vida deles, o que eles vivem é muito uma extensão do que eu própria estou vivendo).

Algo que eu já assimilei, é que escolher conscientemente é necessário para se ser feliz e não tem nada a ver com facilidades. Na realidade, é muito difícil remar contra a maré, é muito difícil ser a gente mesmo o tempo todo, mesmo porque, nos conhecemos muito pouco, e, pra piorar, nos identificarmos o tempo todo com a nossa mente, com o nosso ego e com as nossas tantas máscaras que usamos (tipo aquele nosso eu que está nas redes sociais ou nos “bom dias” mornos que dizemos), nada disso somos nós e apenas desapegando disso tudo que nós não somos é que poderemos ser nós mesmos e viver de acordo com o nosso ser: isso sim é sucesso e felicidade! Sim, porque é muito difícil abandonar a nossa velha companheira, a infelicidade e buscar o nosso próprio sucesso, que não tem nada a ver com conceitos-padrão.

Pra quem pensa que pra mim é fácil, que sou uma privilegiada da Existência (com a minha “vida natureba whiskas sachê”, como já me disseram… e me fizeram gargalhar, agradeço), nunca tive a facilidade, por exemplo, de cuidar dos meus filhos sem pensar em prover o lar materialmente, pelo contrário, sempre fui a maior responsável por isso (muitas vezes a única, por vários períodos). (Deixo claro que acho muito justo pra quem pode e quer viver de pensão alimentícia, já que o cuidado que a mãe tem com os filhos e, muitas vezes, com um lar também, é um trabalho que demanda muito mais do que muitos outros desempenhados longe da família.)

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A espera de Estela. Setembro/2014.

Sendo assim, desde um ano atrás, alguns meses após eu ingressar no serviço público, grávida, comecei a poupar dinheiro. Eu já vivia há alguns anos uma vida muito mais simplificada do que tive a maior parte da minha vida (conto isso melhor aqui) e, acumulando meus rendimentos do serviço público com de serviços de comunicação que me mantinham fazendo home office há 7 anos, consegui me propor a poupar.

Primeiro a poupança seria para o parto domiciliar da Estela, o que acabou não acontecendo, pois mudei de ideia na reta final e decidi tê-la pelo SUS, então o dinheiro ficou lá, guardado. Depois, foi-me crescendo a ideia de que eu não queria voltar a trabalhar batendo ponto todos os dias e ficando 9 horas fora de casa, com minha bebê tão pequena e mais dois filhos pequenos sem pais presentes… atende-los apenas à noite quando eu chegasse do trabalho e nos finais de semana… definitivamente, isso não era vida pra mim, nem pra eles. Depois percebi que até mesmo financeiramente, retornar ao serviço não valeria a pena, pois eu teria que pagar escola integral para os três e as entradas e saídas acabariam empatando. Um luto no quinto mês do ano seguido da internação do meu filho foi a gota d’água: eles precisavam de mim e eu ficaria com eles acima de tudo, nem que eu tivesse que vender côco na praia ou estender minha esteira de miçangas. E outra, meus filhos merecem uma mãe feliz, se eu quero que eles sejam felizes, tenho que dar o exemplo de felicidade.

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Meus despertos. Junho/2015.

Comecei a escrever este blog para me encontrar, compartilhar todas as minhas ideias borbulhantes puerperais, ouvir o retorno disso tudo que eu ecoava e para encontrar em mim o meu, na verdade “os meus” trabalhos ideais futuros: flexíveis, de jornada reduzida e que eu amasse, sobretudo.

Li muito nas madrugadas, participei de webnários, escrevi um décimo do que gostaria. Viajei para alguns lugares, conversei muito com leitores, com amigos, fiz amigos, fiz cursos e continuo estudando.

Aos poucos a tensa neblina e ocasionais cumulus nimbus do puerpério foram abrindo frestas para a clareza e comecei a escolher. Escolhi novos novos trabalhos e me capacitar para eles, resolvi a nossa nova cidade-residência e resolvi, também, continuar a escrever e cada vez mais.

Só que, desde setembro de 2015, com o meu desligamento do serviço regular, que veio após fim da licença maternidade mais um mês de férias, também parei de receber meus rendimentos regulares tanto do cargo público quanto do cargo contratado. Tanto o serviço estável quanto o durável fecharam seu ciclo na minha vida e passei a utilizar as reservas da minha poupança para custear as despesas da minha família. Assim, até elas acabarem, (o que eu não gostaria que acontecesse), eu já tenho que ter começado a conquistar fundos provenientes dos meus novos empenhos, em outras palavras, meus novos trabalhos terão que estar dando retorno em dinheiro.

Como diz minha amada mentora Paula Abreu, “hoje nós vivemos numa cultura permeada por opções, incluindo a opção de ‘reiniciar’ e ‘desfazer’. Queremos, para tudo, ter um plano de escape. Mas, em certos momentos da vida, o que precisamos é ir em frente. Se não queimamos os barcos e sempre deixamos espaço para recuar, também permitimos a hesitação, o medo, a autosabotagem e a resistência. Quando sucesso e fracasso são as únicas alternativas, você não tem escolha a não ser ir até o fim. Se os barcos estão queimados, você está totalmente comprometido. Seu coração e sua mente estão cem por cento focados, sem distrações. Sem olhar para trás.”

Então, de barcos queimados, defronte a um imenso mar e em contagem regressiva para começar a receber o necessário para bancar a vida que escolhemos e progressiva para ter uma vida integralmente de verdade, é que lanço meu abraço à vida e minha gratidão a todos vocês que fizeram parte desse processo, e me preparo com muito amor, garra, fé e, cada vez mais, com verdade, para conquistar esse novo território prometido ao meu Ser procurador, sem chances de voltar atrás.

Feliz novo ciclo pra mim, e pra você, seja quando for, mas que seja de verdade, lembrando que todo dia é dia de viver uma vida de verdade.

Deixo vocês com a Parábola do Semeador, um ótimo não-pensamento/ ensinamento para meditarmos e nos colocarmos no nosso próprio rumo:

Naquele dia, saindo Jesus de casa, assentou-se à borda do mar. E vieram para ele muita gente, de tal sorte que, entrando em uma barca, se assentou, ficando  toda a gente de pé na ribeira; e lhes falou muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis aí que saiu o que semeia a semear. E quando semeava, uma parte das sementes caiu junto da estrada, e vieram às aves do céu, e comeram-na. Outra, porém, caiu em pedregulho, onde não tinha muita terra, e logo nasceu, porque não tinha altura de terra. Mas saindo o sol se queimou, e porque não tinha raiz, se secou. Outra igualmente caiu sobre os espinhos, e crescendo os espinhos, a afogaram. Outra enfim caiu em boa terra, e dava fruto, havendo grãos que rendiam a cento por um, outros a sessenta, outros a trinta. O que tem ouvidos de ouvir, ouça. (Mateus, XIII: 1-9 ). Ouvi, pois, vós outros, a parábola do semeador. Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a entende, vem o mau e arrebata o que se semeou no seu coração; este é o que recebeu a semente junto da estrada. Mas o que recebeu a semente no pedregulho, este é o que ouve a palavra, e logo a recebe com gosto; porém, ele não tem em si raiz, antes é de pouca duração, e quando lhe sobrevêm tribulação e perseguição por amor da palavra, logo se escandaliza. E o que recebeu a semente entre espinhos, este é o que ouve a palavra, porém os cuidados deste mundo e o engano das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutuosa. E o que recebeu a semente em boa terra, este é o que ouve a palavra e a entende, e dá fruto, e assim um dá cento, e outro sessenta, e outro trinta por um. (Mateus, XIII: 18-23).

Coragem! Namastê!

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Não é você, sou eu!

Desde que decidi viver de acordo com o que acredito, e, por conta disso, tomar decisões consideradas um tanto drásticas para o senso comum, vira e mexe ouço os comentários abaixo ou outros parecidos, que, muitas vezes, são feitos com um quê de agressividade, principalmente por eu ter três filhos e impactar a vida deles com as minhas escolhas “diferenciadas”.

“Como assim você vai sair do seu emprego pra cuidar dos seus filhos?”

“Como você vai pagar as suas contas?”

“Não acredito que você não assiste TV! Vocês não podem se isolar do mundo!”

“Dó dessas suas filhas!” (por não terem as orelhas furadas)

“Você lava fraldas??? Isso é coisa antiga!”

“Mas você não pode ficar sem celular!!!!!!!”

“Você só pode ser louca!”.

O que algumas pessoas precisam entender é o seguinte:

– o que me faz feliz não é o mesmo que as faz felizes (o que te faz feliz?),

– por eu não viver como a maioria da urbanidade, ao fazer escolhas de vida um pouco diferentes, não quer dizer que eu seja diferente, mas que todos nós somos uns dos outros; só que EU, prefiro fazer parte dos 20% e tento fazer com que minha vida se pareça comigo, apenas.

– quando eu mudo, ou quero mudar alguma coisa na minha vida, eu não estou necessariamente criticando ou questionando esta mesma coisa na vida de ninguém.

PEDALADA
Primeira pedalada da Anita. Caraguatatuba. Junho/2013.

Escrever sobre as minhas experiências e mudanças não tem a intenção de forçar ninguém a ter as mesmas experiências e a fazer as mesmas mudanças, mas sim inspirar e incentivar as pessoas a tomarem consciência de suas escolhas e a fazerem qualquer mudança que acharem importante ou necessária.

Dessa forma, eu mudo o que eu preciso mudar daqui e cada um muda o que precisa mudar na própria vida, pra todo mundo ser mais feliz. Se tiver sincronicidades, ótimo, vamos trocar figurinhas. Se não, nos respeitamos com nossas particularidades e nos desejamos o melhor.

Recentemente, fui agressivamente combatida em alguns grupos do Facebook por causa dos meus últimos artigos, tendo as críticas até ultrapassado o conteúdo dos textos e sido feitas contra a minha pessoa, sem que sequer me conhecessem, claro. Pois bem, sendo meus textos baseados na minha experiência, explanando as minhas conclusões, as pessoas não deveriam ter se sentido ofendidas, porém, como bem disse Paula Abreu, “se estivessem bem felizes e satisfeitas com as suas próprias escolhas, não se incomodariam mesmo que, de fato, estivessem sendo criticadas ou questionadas”.

O que aconteceu comigo nos recentes episódios enérgicos foi surpreendente para mim. Em vez de eu me irar com os discursos violentos eu ria e, muitas vezes, me compadecia, pois, como afirmou a talentosa jornalista e doula Kalu Brum, recentemente, em seu perfil no Facebook, quando foi duramente criticada em seu artigo sobre a celebridade que não conseguiu amamentar,

“tem uma frase que diz: se você se sente julgada há uma escolha não bem resolvida ai dentro. Porque quando a gente decide, quando tem certeza de nossas escolhas, não nos incomodamos com a opinião alheia (…)Se te choca, se cheque. Quando checamos nosso incômodo fazemos perguntas ao invés de procurar nos defendermos com respostas. Aí mora a revolução, sempre! Para todas as coisas da vida.”

O que acontece quando  fazemos escolhas conscientes na nossa vida é que podem tentar nos ofender,  nos atingir, e até nos impedir, mas nos tornamos como um rio: se atiram pedras contra nós, elas não nos ferem, muito menos nos desviam do nosso curso, pois um rio recebe todas as pedras atiradas contra ele sem se defender, elas mergulham em seu leito enquanto ele passa, sem cessar. Quando você flui com sinceridade, quando está sendo verdadeiro no seu caminhar, nada atrapalha, tudo ou soma ou indifere. 

Agindo dessa maneira, você não está vivendo na superfície do ego apenas, mas de uma forma mais condizente com o seu EU mais profundo, ou seja, você vive mais consciente, de quem é e do que quer desta vida! Por isso, eu, por exemplo, não estou nem aí pras críticas.

Eu e Ana na pista de bicicross de Caraguatatuba. Novembro/2013.

Então, “se eu quero doar as minhas coisas e viver com menos, é porque está ME incomodando ter tanta coisa, tanto acúmulo desnecessário, gastar tanta energia cuidando e mantendo essas coisas de que eu no fundo não preciso. Não quer dizer que eu acho que ninguém deva se desfazer de nada…não é você, sou eu”.

Se eu quero fazer Arte (escrever, cantar, dançar…) é porque isso faz bem pra mim, faz parte da minha vida desde que eu nasci, me faz feliz. Pode ser que o que te faça feliz seja pular de parapente (Caraguá! Aí vou eu!), ou ter 15 gatos, como eu já tive, ou nadar pelado na cachoeira, como eu, também, já fiz algumas vezes. Ninguém é obrigado a ser artista (nem a ter coragem).

Se eu quase não consumo alimentos industrializados e gosto de ter minha própria horta doméstica e preparar alimentos livres de agrotóxicos (eu também adoro uma pizza de vez em quando ou um brigadeiro de panela), não quer dizer que estou criticando você que consome uma pancada de alimentos processados e que prefere dar um iogurte na mão do seu filho a ensiná-lo a comer vegetais. Não é você, sou eu.

Se eu reduzi meu consumo de produtos de higiene e limpeza e prefiro usar produtos naturais e menos agressivos ao meio ambiente e à saúde da minha família, não quer dizer que você também tenha que limpar a casa com vinagre ou passar óleo de coco no cabelo ou escovar os dentes com açafrão da terra e bicarbonato.

Se eu decidi ter minha terceira filha numa casa de parto do SUS, de parto normal, sem anestesia, não quer dizer que você deva fazer o mesmo. O parto é da mulher, sempre, e meu papel, apenas, é compartilhar informações importantes, para que ele seja, realmente.

Se eu amamento há mais de 4 anos (e contando) e se o fiz exclusivamente até os seis meses de cada um dos meus três filhos, e se nunca dei bicos artificiais para nenhum deles, não quer dizer que você tenha que fazer o mesmo, só não me peça para apoiar discursos desencorajadores, num país onde a média de aleitamento materno é de APENAS 54 dias.

O que eu quero, de verdade, é fazer você parar pra pensar, se perguntar, se questionar, e descobrir o que você pode mudar na sua própria vida em busca de mais conexão, pra ser mais feliz.

“É só plantar a semente da dúvida e convidar à reflexão”.

De resto, não é você, sou eu.

E isso vale para você também, é claro! Toda vez que te criticarem ou julgarem, rebata (nem que for somente em pensamento) “não é você, sou eu!”, (faça disso o seu mantra) porque só você sabe, de verdade, o que é bom pra você, só bastando, às vezes, você descobrir.

Vamos lá, compartilhe comigo nos comentários o seu “não é você, sou eu!”, pois como disse o grande Osho: “não há êxtase maior do que você conhecer a si mesmo.”

Namastê!

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PS: Inspirado no homônimo da minha colega Paula Abreu.

Rio Itamambuca, Ubatuba. Dezembro/2011.
Rio Itamambuca, Ubatuba. Dezembro/2011.