Bem-vindo sexto sentido da vida

Oi, meu nome é Mariana Souza Fernandez, eu nasci pela última vez aqui em 10 de abril de um sábado de Aleluia ( o que, pra mim, faz muito sentido hoje).
Desde que me lembro de pensar, percebo outros planos, acredito em outras vidas. Desde que aqui cheguei, sinto com força a força da Natureza e da natureza de cada um, muitas vezes adormecida.
Ontem eu fiz 35 anos de jornada, findei meu 5º setênio de vida, vivo meu propósito com a plena e absoluta certeza do que vim fazer aqui.
Aos 25 fui morar fora com meu namorado, que não era o amor da minha vida, mas era um amigo, e nos apoiávamos. Eu não sabia o que queria da vida, mas tinha certeza do modelo que eu não queria repetir.
Aos 26 eu voltei. Não era lá que estava o meu destino, mas despertencer foi essencial para voltar com menos fôrmas e atuar de forma mais criativa e trabalhar de forma livre.
Aos 27 engravidei e decidi continuar uma união que já não era boa, porque era assim que eu ‘ainda’ acreditava que “tinha que ser”.
Aos 27 mesmo, meu menino nasceu, corajosamente, de uma forma violada. Foi quando ao enfrentar meu absurdo medo de ficar à mercê dos outros, senti minha fé renascer, ao clamar com toda minha alma pelas nossas vidas, pela vida que vinha e que mudaria todo o sentido da minha.
Aos 28 entrei no 5º setênio e a verdade começou a sair do mundo das potencialidades. Divorciei-me pela primeira vez, durante meu primeiro puerpério e vivi uma depressão tenebrosa onde eu encontrava tudo o que eu manifestava em discordância com o que eu era. AMAMENTAR foi meu remédio, foi o maior ato de amor que eu pude ter por mim mesma e pelo meu rebento. Foi gerando esse bálsamo sagrado entre muitas e muitas lágrimas, que fui curando todas as feridas que se revelavam em mim.
Aos 29 eu disse adeus pra vida que eu tinha, pras certezas que eu não tinha mais e mergulhei de cabeça numa nova vida totalmente incerta, só guiada pelo meu coração. Disse adeus pra família de origem, pro trabalho de status, pra casa que me foi dada pra morar.
Aos 29 casei de novo, com um amor de infância reencontrado, engravidei de novo, fui morar em Ubatuba, um verdadeiro portal, que potencializou com a força da natureza, mais uma vez o meu encontro com minhas camadas mais profundas.
Aos 30 eu pari pela primeira vez, e das minhas entranhas reconheci minha verdadeira potência, minha alma autêntica, percebi que teria que ser capaz de ser feliz sozinha, porque nos momentos mais críticos, por mais amparada que eu estivesse (e eu não estava) somente eu mesma poderia me salvar.
Aos 30, eu dei a luz à uma mulher, uma ET na verdade, porque não conheço alguém no mundo mais capaz de ser feliz a todo momento, em qualquer lugar, com qualquer um e sozinha, sem qualquer grau de APEGO. Minha Anita guerreira, Julia jovem de candura.
Aos 32, das forças estranhas e indomináveis que me vieram na segunda gravidez, eu desci ao mais profundo, à total escuridão. Não era pra haver mais sombra, uma estrela crescia dentro de mim.
Aos 33 pari pela segunda vez, mas com a violência da ocitocina sintética, que apressa o que tem seu tempo natural de ser, e coma violência da escuridão que me possuía. Dessa vez, foi sem anestesia e veio Estela num turbilhão impressionante. Sentia-me parindo o Universo inteiro naquela cadeira de parto, e depois senti o milagre de um ser tão potente se apresar numa semente.
Aos 33 também morri, de verdade, totalmente. Uma coisa é saber que é preciso nascer de novo para ver o Reino dos Céus, outra coisa é vivenciar a morte da personalidade em vida. Meu chacra básico ficou aberto por alguns meses e eu perdia muita energia. Não conseguia me fechar, era como ela, Estela, só luz a crescer, aberta.
Aos 34 já me sentia inteira, mas nova, muito nova, aprendendo a viver de verdade e compartilhando das minhas conquistas com muitos outros.
Aos 35 eu vivo inteiramente a minha vida de verdade, eu faço o meu propósito acontecer. Aos 35 eu cresço e escolho consciente e o Universo me presenteia com uma resposta de abundância, por eu estar conectada com a minha essência, realizando meu dharma com todo o meu amor.

Gratidão! Gratidão! Namastê!

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35 coisas que aprendi em (quase) 35 anos

Como meu 5° setênio de vida está chegando ao fim, e tenho muito a comemorar, afinal, já encontrei muito do meu tesouro, resolvi fazer uma lista como forma de agradecimento:

O 5° SETÊNIO
“O alto nível de ansiedade já se inicia logo que a pessoa entra nesse setênio, quando ela percebe um declínio ou esgotamento das capacidades inatas e a exigência do trabalho, onde a paciência e a perseverança tem um papel primordial. Isto quer dizer que tudo depende do trabalho próprio. A pessoa, então, se lança inteiramente na vida mergulha com tudo que tem, expõe-se amplamente, para chegar a ser verdadeira. Por isso, na fase final desse setênio, é comum observar as crises conjugais, a dificuldade de entender o casamento, as já citadas dificuldades afetivas e o sentimento de que os caminhos poderiam ser outros. É o encontro consigo mesmo e o início da desconfiança de que todos os planejamentos elaborados no início dos trinta anos estavam mais orientados pela cabeça do que pelo coração. Vem essa necessidade imperiosa de ser autêntico, ser o “si mesmo”!”

Fonte: www.antroposofy.com.br

1. Nunca deixe de fazer o que você morre vontade mas tem vergonha. Mesmo que saia mal feito por conta do nervosismo e/ou inexperiência, quando você olhar pra trás, vai se sentir muito feliz por ter tido coragem;

2. Não seja perfeccionista, ou fará menos do que pode. Seja você e busque fazer o seu melhor;

3. Esteja você onde estiver e em que situação estiver, se você for humilde e demonstrar boa vontade, nunca passará necessidade e pessoas boas te auxiliarão;

4. A televisão, o feed, e qualquer mecanismo de abdução via telas, consomem muito mais tempo e são muito mais insalubres do que você imagina. Experimente ficar um tempo sem e estenda o jejum aos filhos, ou limite vossa hiper-conectividade;

5. Esteja fora dos lugares fechados tanto quanto puder, principalmente dos artificialmente climatizados (inclusive carros). Você é um ser vivo, precisa de ar puro e luz natural;

6. Cuide bem do seu corpo, ele é sua única verdadeira casa nesta jornada e não dá pra comprar outro;

7. Você pode fazer novos amigos em qualquer idade, lugar e situação. Tenha amigos de todas as idades e posições sociais. Aprenda muito com todos

8. Em algumas situações difíceis, mais vale um profissional especializado ou um estranho bem intencionado do que um velho amigo ou parente julgador/ocupado/desinteressado;

9. Dê o devido valor e atenção à sua família e amigos. Eles são seu real porto seguro;

10. Para coisas importantes, não mande qualquer tipo de mensagem: telefone. Aliás, nunca mande mensagens ou faça uma ligação quando estiver com raiva. Escreva, grave ou desabafe com alguém se precisar, mas deixe para enviar (ou não) no dia seguinte;

11. Cuide da sua cama, mesa e banho com amor: compre a melhor roupa de cama, sabonete e alimentos que puder e cozinhe com amor;

12. Comer, dormir e movimentar-se bem são as únicas coisas que precisamos para termos a saúde necessária para irmos ao encontro dos nossos sonhos. Por isso, coma o mínimo de alimentos industrializados possível, amamente (mãe) o máximo que puder, priorize o seu sono e mexa o corpo sempre que puder (nem que seja usando as escadas);

13. Cuidar de plantas (ou de animais) te reconecta com a Existência, é um bem inestimável;

14. Prefira sempre ter poucas coisas, úteis e de boa qualidade, principalmente dentro de casa ou do trabalho: espaço livre, mãos livres, tempo livre, mente livre;

15. Ouça música de qualidade OU prefira o silêncio OU cante com o coração;

16. Assim que acordar agradeça por estar vivo e por todas as coisas boas na sua vida. Antes de adormecer reflita sobre o que aprendeu, a quem ajudou, e no que pode melhorar amanhã, conforme exemplificou Santo Agostinho. Essa disciplina transforma radicalmente;

17. Tudo o que você faz esperando retorno, não é amor. Se você precisa de um relacionamento amoroso, você vai encontrar um relacionamento de dependência, não de amor. O ideal é somente estar com alguém quando você não precisar disso, mas sim quiser;

18. Garanta o essencial pra você, antes de tentar ajudar ao próximo e nunca prometa o que não poderá cumprir. Só assim avançamos e podemos ajudar a avançarem também;

19. Uma das melhores coisas de se tornar maduro é libertar-se da opinião dos pais (ou de quem quer que seja) e uma das melhores coisas de nunca deixar de ser criança, é viver em celebração;

20. Ninguém sabe melhor do que você, do que é melhor pra você, mesmo que você ainda não tenha descoberto o que é. Pergunte-se, responda-se, observe-se, peça à alguém para te escutar

21. Exponha-se, é a melhor maneira de você se descobrir, mas não condene a ninguém. Pessoas irão te julgar por você refletir algo que elas não querem ver nelas mesmas;

22. Nunca fuja do que faz o seu coração vibrar. Só quem está feliz pode fazer feliz;

23. Melhor queimar a boca com o café quente, do que só ter a opção do frio;

24. As pessoas se buscam mutuamente, como professoras umas das outras (não como as metades da laranja), mesmo que não tenham consciência disso. É um movimento natural para cumprirmos o nosso propósito maior: nos tornarmos conscientes;

25. Relaxar é um direito. Ficar sem fazer nada de vez em quando não é pecado;

26. Descubra seus valores, deixe eles à vista e revise e substitua com a frequência necessária. Lembre-se deles nas tomadas de decisão;

27. Siga sempre a sua intuição, mesmo que todos digam o contrário: ela é sempre mais sábia que a razão;

28. Aquilo que você mais teme ou ataca (mesmo que silenciosamente), geralmente é aquilo que você mais deseja;

29. Saiba quais são suas crenças limitadoras. Você vai andar mais leve, autêntico e confiante depois disso;

30. Amor e liberdade estão sempre juntos, se falta liberdade, falta amor, e vice-versa;

31. Se pessoas te supervalorizam, não quer dizer que você seja superior, se você supervaloriza alguém, não quer dizer que essa pessoa seja superior. Idolatria tem a ver com o ego, não com a verdade;

32. Esforce-se para eliminar pensamentos e relacionamentos tóxicos. “Se há paz, há prosperidade” (Sri Sri Ravi Shankar);

33. Não passe roupas, limpe o necessário, arrume quando precisar. A prioridade é a lição, não o material para aprende-la;

34. Na dúvida e na dor, respire apenas e tome muita água. Vai passar, você sabe;

35. A lei do retorno é real. Escolha o amor, sempre.

Namastê!

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Não desista, salve a minha vida!

Não há competição. Não disputamos as mesmas conquistas. Sequer caminhamos o mesmo caminho.
A ideia de que devemos competir uns com os outros, na medida em que a admitimos, apenas serve para nos segregar e, consequentemente, para nos enfraquecer.

“Competição” é apenas uma ideia, só que comprada por milhões, aí é que está o problema: muita gente lutando contra adversários irreais, transformando nosso meio ambiente numa arena, quando, na verdade, nós mesmos é que somos o nosso real oponente e a luta real é interna.

“Competição” é só uma ideia vendida pelos que têm o interesse de possuírem sozinhos a efemeridade (fama, dinheiro, status), invertendo a verdade de que a cooperação é que empodera e derrama bênçãos reais a todos.

Quando acreditamos na ideia de competição, no mesmo momento em que nos percebemos como oponentes, nos escondemos – pois faz 08f00c7b885afc13992cb17a783412e0parte do momento da luta protegermos nossas fragilidades – , e quem mais perde com essa nossa atitude ostracista somos nós mesmos, pois, ao nos fecharmos em nós mesmos, perdemos a oportunidade de nos conhecermos mais, de colocarmos luz na nossa parte acobertada: nossa maior parte.

Igualmente, ao crermos que a competição é uma fatalidade, perdemos a capacidade de nos reconhecermos no outro igual, perdemos nossa humanidade, e, em vez de utilizarmos nosso poder criativo, abusamos do nosso poder destrutivo, nos tornamos destruidores (de tudo, de todos e de nós mesmos), buscamos poder para estarmos numa condição “melhor”, porque seja o que for que você deseja, se você compete é porque você quer só pra si e/ou acredita que há pouco do que você deseja para todos.

Olhai os lírios do campo, como eles crescem! Não trabalham nem fiam, e eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, nunca se vestiu como qualquer um deles. Se Deus, pois, assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?” (Mateus 6)

Todo e qualquer tipo de poder sempre acaba pela própria movimentação da vida, que é cíclica por natureza, demore o tempo que for para que a volta se complete. Além disso, ao estar em condições superiores, você só poderá conquistar a genuína alegria se, em vez de sobrepujar a outros quando estiver por cima, distribuir seus recursos excedentes, que fatalmente retornarão pra você, quando estiver no ponto baixo da roda da vida.

“Tudo o que está junto se separa
Tudo o que sobre desce
Todo encontro termina em partida
Toda vida termina em morte”
UDANAVARGA

389ffe859e3e375e20524669022c89bcAtravés do conhecimento executamos a maior forma de competir e aprisionar. Através de elucubrações mentais aprisionamos a nós e a outros dentro de formatos que dão a impressão de limitude das possibilidades de vida, quando, na verdade, trata-se apenas de limites mentais, sendo que o fato é que podemos sempre ir além do que conseguimos através da mente.

Assim, é através do entendimento que executamos a maior forma de libertar. Ultrapassando o nível mental e atingindo o nível consciencial.

Tal ideia te traz paz ou pena? Se traz pena é porque é uma ideia limitada, fechada nos limites da mente, se traz paz é porque é uma ideia aberta, que admite a verdade da vida.

Falando em verdade, uma delas é que quanto mais pessoas despertarem, ou seja, ultrapassarem o nível mental e alcançarem um nível maior de consciência, mais você estará liberto.

Perceba quantas pessoas te inspiraram ao longo do caminho. A derrota de alguém quando observada, apenas ensina, e de forma muito generalizada onde os perigos estão, porque as consequências são reflexos exatos dos atos cometidos, ou seja: a lição é sempre customizada para o aprendiz.

o avanço de alguém vai iluminando trilhas que não enxergávamos, que ensinam, a quem pode observar tal caminhar, novas maneiras de dar os passos e libertam a todos para caminharem mais além.

Por isso, ore para que todos consigam e ajude sempre que estiver ao seu alcance.

Quando não pudemos fazer por nós, e isso nos empedernir, percebamos que sempre poderemos fazer por alguém, porque há sempre necessidades ao nosso alcance.

Fazer por todos que pudermos e sempre que pudermos é ajudarmos a nós mesmos, é garantirmos a nós mesmos a abundância plena.

Lembrei-me de uma cena de um filme (Pay it Forward – A Corrente do Bem), em que uma pessoa estende a mão para que a outra, decidida a tirar a própria vida, não pule. A frase que a faz convencer a outra de aceitar ajuda é “salve a minha vida”. Assista:

Que aproveitemos sempre a oportunidade de auxílio quando nos sentirmos com os passos travados, já que de todos os pontos do nosso caminho avistaremos companheiros de jornada em situações necessitadas e sempre haverá a oportunidade de auxiliarmos, de onde estivermos.

Acender a própria chama ilumina quem está ao redor, é acender a luz do mundo.

A lei do retorno é linda!

Bons frutos a todos!

Namastê!
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Não seja perfeccionista, seja PERFEITO

Ser perfeccionista é ser mais imperfeito do que já somos. Porque, ao nos exigirmos apenas “dar conta de tudo”, vide todas as demandas que assumimos nos nossos vários papéis sociais (de mãe, pai, filho, trabalhador, donos de casa, etc), e com um nível de exigência alto muitas vezes, não “perdemos” o tempo necessário com o que é importante.

 Corremos demais para dar conta das urgências e deixamos as importâncias para depois. Como assim?? Explico. Urgente, por exemplo é você pagar as contas, comprar comida, alimentar-se e aos seus dependentes, etc. Importante, por outro lado, é você fazer aquele trabalho que ama, brincar com seus filhos, movimentar seu corpo, etc., ou fazer as atividades urgentes com presença e amor e não no piloto automático.

As principais coisas da vida exigem tempo, esse nosso bem maior e, como podemos ser presentes, inteiros, intensos se estamos preocupados em fazer TUDO e, muitas vezes, com PERFEIÇÃO. Não. Fora que esse ‘tudo’ pode não ter fim, e muitas vezes, não tem mesmo. Passa dia, após dia, após dia e o que é mais importante não teve espaço nos nossos dias.

Dar conta de tudo e fazer tudo perfeito é anti-natural. Basta olharmos para a natureza, onde cada ser faz o que pode e não quer dar conta do bioma inteiro.

Quem insiste em dar conta de “tudo”, mesmo o fazendo sem perceber, tem que, inevitavelmente, acelerar os passos, só que, quando há aceleração dos processos naturais, há um risco muito maior de as coisas não saírem tão boas.

Quem aí já assistiu ao filme Click, onde o protagonista Adam Sandler passa a acelerar demais seus dias com um controle remoto mágico e descobre que estava perdendo seu bem maior: seu tempo com quem lhe importava.

O mais importante PRA VOCÊ não pode ficar de fora dos seus dias porque é para essas coisas ou pessoas que você está dando conta de todas as outras, e não o contrário. O sistema em que vivemos faz com que tendamos a inverter as coisas, por isso temos que estar ALERTAS!

Assumir que se é ruim com umas coisas e bom com outras é um exemplo de atitude que nos ajuda a utilizarmos nosso tempo com o que mais gostamos, afinal, ninguém tem obrigação de ser bom com tudo, muito menos de gostar de tudo. Por exemplo, eu sou péssima pra limpar cozinha, mas sou inteira no cozinhar.

Entretanto, o que é essencial, o que faz com que nossa atitude perante a vida mude e, por consequência, nossa própria vida seja melhor, é ter foco no que se escolhe e sempre, SEMPRE dar prioridade ao que vive no coração.

Um dia uma amiga me disse “nossa, não sei como você arranja tempo pra escrever esses textões, eu com uma filha não arranjo!”. Eu apenas sorri, mas o fato é que arranjo tempo porque ESCOLHO arranjar tempo, porque escrever e compartilhar as minhas descobertas com o mundo é importante pra mim, e outra, quando não “arranjamos tempo” para determinada demanda em nossa vida, de duas uma: ou existem coisas mais importantes na nossa escala de valores e estamos sendo fiéis a elas (o que o coaching é fera em descobrir), ou estamos vivendo no piloto automático, na inércia de cumprir o cotidiano pré-determinado, arranjando tempo “extra” apenas para o que é urgente.

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Araçoiaba da Serra. Abril/2016.

Eu, por exemplo também, sou péssima em dar conta de todas as demandas de casa (sem excelência mesmo), dos filhos, do trabalho e do companheiro, (de mim mesma então, nem se fale), mas sou ótima quando escolho algumas delas pra fazer e faço SEM PRESSA.

Percebo meu perfeccionismo quando:

– me estresso por não ter dado conta de tudo,

– corro demais e me esqueço das minhas necessidades fisiológicas (o que contribui para aumentar a irritação),

– sorrio menos,

– elevo meu tom de voz ao não conseguir controlar o fluxo dos acontecimentos,

– digo muito ‘não’ aos meus filhos no que é mais importante pra eles: a minha presença.

O que é mais importante do que estar com quem mais amamos e por inteiro?

Essa mania de perfeição, de “pera só um pouquinho que eu só vou fazer mais essa coisa e já vou”, o dia passa e não passamos tempo com nossos amores. Assim, somos perfeccionistas mas não perfeitos.

Sejamos perfeitos, como nos aconselhava o Mestre. E o que é ser perfeito senão ser imperfeito no que não tem importância e ser o melhor que podemos ser nas nossas importâncias e com os nossos importantes?

É impossível a onipresença em nosso estado humano, ou seja, é impossível darmos conta de tudo e de forma perfeita. Mas é possível escolhermos fazer o mais importante para nós e estarmos serenos com relação ao que não damos conta no momento, é possível , igualmente, delegarmos funções e termos paciência para realizar cada coisa a seu tempo.

Todos somos feitos do mesmo néctar interior, todos somos centelhas divinas caminhando rumo a potencializar nossa essência de amor, ou seja, nós já somos perfeitos e deixa eu te contar uma coisa: você nunca vai dar conta de tudo, porque a própria natureza material é que te limita e isso não é à toa,  isso é normal! Nós não temos que dar conta de tudo, pois o único que dá conta de tudo é o Criador.

Tudo tem seu tempo para lavar, secar, cozinhar, maturar, brotar, florir, nascer, dormir, acordar… e essa mania de perfeição, que não respeita o tempo natural, apenas nos limita para desfrutar a vida, pois nos tira do momento presente.

Sê perfeito, sê presente, sê consciente, escolha o que mais te importa, sempre.

Namastê!

“Mas eu vos digo: Amai os vossos inimigos, fazei bem ao que vos tem ódio, e orai pelos que vos perseguem e caluniam. Para serdes filhos de vosso Pai que está nos Céus; o qual faz nascer o seu sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos. Porque se vós não amais senão os que vos amam, que recompensas haveis de ter? Não faz os publicanos também o mesmo? E se vós saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis nisso de especial? Não fazem também assim os gentios? Sede vós logo perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito.”
(Mateus, V: 44 e 46-48).

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A vida começa quando morremos para o que não somos

Vida e Morte
A vida é luz, doação, alegria e movimento. A morte é sombra, egoísmo, desalento e inércia. Analisa as forças vivas que te rodeiam e observarás a natureza a desfazer-se em cânticos de trabalho e de amor, assegurando-te bem estar. É a árvore a crescer na produção intensiva, o manancial em atividade constante para garantir-te a existência, a atmosfera a refazer sem cessar os elementos com que te preserva a saúde e o equilíbrio.. Mas, não longe de ti podes ver igualmente a morte no poço estagnado em que as águas se corrompem, na enxada inútil que a ferrugem devora, no fruto desaproveitado que a corrupção desagrega.. Depende de ti acordar e viver, valorizando o tempo que o Senhor te confere, estendendo o dom de auxiliar e aprender, amar e servir. Muitos nascem e renascem no corpo físico, transitando da infância para a velhice e do túmulo para o berço, à maneira de almas entorpecidas no egoísmo e na rebelião, na ociosidade ou na delinqüência, a que irrefletidamente se acolhem. Absorvem os recursos da Terra sem retribuição, recebem sem dar, exigem concurso alheio sem qualquer impulso de cooperação em favor dos outros e vampirizam as forças que encontram, quais sorvedouros que tudo consomem sem qualquer proveito para o mundo que os agasalha. Semelhantes companheiros são realmente os mortos dignos de socorro e de piedade, porquanto à distância da luz que lhes cabe inflamar em si próprios, preferem o mergulho na inutilidade, acomodando-se com as trevas. Lembra os talentos com que Deus te enobrece o sentimento e o raciocínio, o cérebro e o coração e, fazendo verter o Brilho do Bem, através de teu verbo e de tuas mãos, desperta e vive, para que, das experiências fragmentárias do aprendizado humano, possas, um dia, alçar vôo firme em direção da Vida Imperecível. Emmanuel

Sobre a minha morte

Com 33 anos eu morri, dei adeus a tudo a que meu ego se apegava e recomecei minha vida do zero. Sempre tive uma fixação imensa pelos 33, o ano da morte do maior iluminado que passou pelo planeta Terra. Jesus morreu aos 33, eu também, menos fisicamente e, como eu, muitos devem sentir essa morte, como explica a Antroposofia:

“E para completar, o 33o. ano, que pontua o máximo de encarnação do homem na Terra, e ano da morte de Cristo. Sentimos o sofrimento da densidade, do espírito aprisionado na matéria, da via crucis.

Em verdade, a vivência desse período é sentida como uma morte e, realmente, para podermos nos individualizar e tornarmo-nos autônomos, precisam morrer valores que não mais correspondam ao “EU” verdadeiro, para que o ego dê lugar à esta individualidade, esteja a seu serviço, evolua, se integre a ela.

O sentimento de ressurreição ocorre quando, passando pelas provações, percebemo-nos mais inteiros e vivendo de acordo com um código de leis mais próprio, uma renovação moral a partir de uma maior interiorização, uma libertação do velho e disposição para o novo.” (Eliane Utescher)

Acredito que tenha programado essa morte num momento pré-natal. Morri quando nasceu minha terceira filha, quando meu antigo casamento foi totalmente por água abaixo, quando saí do meu emprego estável, quando decidi mudar pela 13ª vez para não sei onde, não sei por quê… quando perdi todas as minhas certezas, confrontei tudo o que havia aprendido e desisti de ter razão.

A vida é eterna. Morte e vida têm muito mais a ver com a forma com que vivemos que com a forma que temos, mais ou menos material.

Eu eu, na minha renascença, precisava lembrar do meu POR QUÊ, a grande questão, onde, ao respondermos, encontramos o nosso propósito de jornada.

Essa grande questão de nós todos, não precisa ter uma grande resposta, essa mania de grandeza é coisa do ego, ainda. Grande para mim, por exemplo, é poder morar em meio ao verde, ter um trabalho em que eu ajude as pessoas a se conectarem com o Todo dentro de si, estar presente na vida dos meus filhos e ter uma vida simples, com mais mãos que fazem que mãos que compram, com mais bate perna que gasolina.

Desde 2011, quando fui em busca de um trabalho com propósito no início do ano, de viver um grande amor de infância no meio do ano e de viver em maior conexão com a Existência, ao mudar-me para Ubatuba na primavera, eu comecei esse movimento mas, na época, não tinha tanta clareza acerca de quem eu era, não tinha tanta força (vide auto-amor) para ser eu mesma integralmente, sem medos, e havia muitas crenças que me limitavam, que não eram minhas de verdade. Havia também muito conflito de valores, muito discurso alheio povoando minha mente e bloqueando meu processo de despertar a consciência. E lá se foram mais de 4 anos até eu perceber que se eu não nascesse de novo, não veria o Reino de Deus.

Mas antes de dizer como todas as minhas certezas, razões e padrões foram abaixo no meu puerpério estelar, aos 33, eu preciso falar do momento que antecedeu a minha morte/parto e o meu renascimento/pós-parto, onde a terapia me ajudou a selar o passado inicialmente e o coaching me ajudou a escolher um caminho mais consciente desde então, e a gestar minha nova vida, pra começar a viver de verdade, desta vez em todas as áreas, aos 34. Mas faço isso num próximo artigo, pra não cansar. 😉

Sobre a sua morte

Você já sentiu ou sente que está:

– vivendo desanimado,

– sem sorrir o bastante,

– sem sentir palpitações de entusiasmo,

– angustiado com a situação de escassez,

– com metas longínquas ou mesmo sem metas,

– preso ao cotidiano de afazeres que não transformam nem a você, nem aos outros,

– sem saber para quê motivo maior exatamente veio a este mundo, além de cumprir com suas obrigações de cidadão, pai, mãe, etc

Se você está sentindo algumas das coisas acima, é bem capaz que você esteja apenas sobrevivendo e não co-criando com o Universo, e não manifestando o que você tem de melhor.

A vida começa quando decidimos ser verdadeiros, não no sentido estrito de sermos sinceros com os outros mas no de sermos honestos conosco mesmos, que é quando nossas atitudes coincidem com quem somos em essência.

E só podemos ser verdadeiros quando conhecemos quem somos além do nosso ego, que é a imagem que cada um tem de si próprio, geralmente formada por nome, posição econômica e social, conceitos, costumes, idioma, idade, sexo, hábitos, profissão, títulos, educação, lugar, etc.

Sabe quando nos perguntam quem somos e só conseguimos falar de coisas que agregamos ou que nos caracterizam de forma visual, não de quem somos realmente? Ego é isso, quem dizemos que somos.

Conseguimos ter mais consciência de quem somos quando nos olhamos com amor e além daquilo que expomos, de forma mais profunda e sem nos pré-julgarmos, quando nos perguntamos o que precisamos conhecer de nós mesmos e respondemos com coragem, sem medo de desconstruir toda aquela identidade que formamos ao longo dos anos de jornada.

Agindo dessa forma, com a boa-vontade de conhecermos o Ser mais importante do planeta, NÓS MESMOS, podemos conhecer os nossos valores, a nossa fé, o que amamos, o que odiamos, o que é imprescindível para sermos felizes e termos paz e fazer nossas escolhas diárias de forma mais consciente.

Você sabe quem você é de verdade?

Você vive de acordo com quem você é?

Você sabe o que ama e tem tudo o que ama em abundância na sua vida? Sabe o que odeia e repulsa isso totalmente em seu dia-a-dia? Sabe quais são os seus valores e os segue? Sabe quais são as suas crenças (não aquelas em que aprendeu a acreditar) e vive segundo elas?

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Parque Campolim, Sorocaba. Maio/2016.

Se você quer começar a viver de verdade, sentindo satisfação em todas as áreas da sua vida, assim como eu, se quer descobrir quem você é, o que quer e começar a agir com consciência, como coach posso te ajudar. Estou disponibilizando 5 sessões gratuitas para mães de crianças até 7 anos que estão passando por qualquer processo de mudança. Basta comentar neste artigo dizendo que quer e conversamos.

 

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Grande abraço!

Namastê!

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Quando soltamos o MEDO ganhamos o SONHO

Você já pensou que talvez todo o medo que você tenha seja apenas decorrente de uma impossibilidade sua de ver além?

Que não passe apenas de teimosia sua em querer acreditar que tudo é aquilo que você consegue  ver?

E que, sem todo esse medo, seja possível um Universo além do mundo em que vivemos e nos  relacionamos?

Onde possamos realizar muito mais do que ousamos querer?

O medo do medo é, na maioria das vezes, mais forte que o próprio medo do “desconhecido” ou do pior.

Temos tanto medo de que o pior aconteça, que fugimos do medo o tempo todo e vivemos assombrados por esse mal invisível, na verdade, inexistente, porque não é algo factual, é apenas, na maioria das vezes, uma possibilidade mental.

O medo é como um véu posto frente a nossa visão, que não nos deixa ver os possíveis caminhos a seguir no amplo horizonte adiante, porque, acima de tudo, é uma criação mental, que ocorre quando a mente está no comando do nosso espírito.

Solte o medo. Você o tem porque você mesmo o segura. Porque medo é algo que temos, não algo que somos.

Somos seres de luz e estamos neste orbe-escola para evoluirmos: este é nosso propósito maior.

Porque insistimos, então, de termos tanto medo de que nos falte o básico para vivermos aqui? Se viemos aqui com o propósito de vivermos aqui para evoluirmos?

Em última instância, o medo é sempre da morte, ou, como queira, que se falte os recursos necessários para que haja vida do corpo.

E o que é a morte senão a impossibilidade de experienciar a vida?

Quem vive com medo, não vive, está amputado espiritualmente, impossibilitado de desenvolver suas extensas e profundas potencialidades pela estagnação que impede a atitude.

Estagnação é morte! Vida é movimento.

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Sob o céu de Granada.

Lembre-se dos momentos em que mais realizou na sua vida, com certeza foram aqueles em que você não ficou pensando demais nas impossibilidades e se colocou em ação.

Quando vivemos além da mente, quando nossas atitudes são presentes e são movidas pelo espírito, ganhamos a paz e a alegria que as crianças têm,

porque confiam na vida,

porque vivem de forma integral,

porque experienciam muito mais do que pensam,

porque, quando pensam, pensam primeiro no bem e no bom.

Sabe aquelas pessoas incríveis, que fazem acontecer que você admira? Sabe a única diferença delas pra você?

É que elas enfrentaram o medo, perscrutando a fundo todas as suas possibilidades e, mais conhecedoras dos riscos e perigos, decidiram seguir adiante. Ou seja: não tem medo do medo.

Ou, elas apenas desapegaram das piores possibilidades, acreditaram nas melhores e entraram no flow.

Em ambas opções, essas pessoas conseguiram se colocar em movimento de forma consciente, tiveram atitude, seguiram seu coração e co-criaram seu próprio mundo, auxiliando, muitas vezes, outras a co-criarem o seu também, apenas dando o exemplo.

Depois de ler este pequeno texto, te proponho duas ações para não deixar que ele tome conta do seu Ser:

1. Encarar o medo e conhecê-lo profundamente, dando espaço e tempo para que ele invada toda a sua mente e para que você sinta em todas as suas células a experiência imaginária que ele traz.

2. Deixá-lo de lado e acreditar no seu propósito maior e perseguir apenas as melhores possibilidades, sem cogitar o pior (caso você sinta que consegue seguir sem ser assombrado por ele).

Se tiver alguma dúvida sobre como tomar essa atitude em prol da sua libertação ou quiser compartilhar seus resultados após tomá-la, me escreva!

Grande abraço,

Namastê.