A Paixão é sempre uma revanche

Desponta quando você encontra alguém que desperta suas feridas.
E vê, enfim, a chance de se curar.
Seja conquistando, dessa vez, o amor de quem não te deu amor suficiente.
Seja vencendo, dessa vez, seu agressor.
Seja, convencendo, dessa vez, o tipo que não te deu valor.
A paixão é a euforia cega na chance de se vingar pela parte perdida e se firmar inteiro.
Ocorre quando o ego, eufórico, percebe a oportunidade de vencer a luta que não venceu no passado.

Tanto isso é verdade que a paixão passa e leva com ela toda a ilusão que criou. Toda aquela narrativa insólita de “nossa, como temos afinidade”, “como somos parecidos”, “como você me entende e eu entendo você”. Isso tudo são as desculpas que o ego cria pra justificar seu desejo por poder.

Você não se apaixona pelo outro, você se apaixona pela chance de se resgatar.

Então, olhando pra paixão sem as lentes bonitas romantismo, nua e crua, como um rompante do ego, encarando suas motivações reais, eu te pergunto:

Qual seria a chance de você mudar o outro?
Isso iria, de verdade, te satisfazer?
Qual seria o gosto de vencê-lo?
Isso iria mesmo te completar?

E se, em vez de você se apaixonar, você encontrar suas feridas por si mesma, com consciência, sem precisar de ninguém pra te desafiar?
Ninguém com quem lutar além de você mesma com os seus próprios fantasmas?

Fantasmas não podem te ferir, já pessoas de carne e osso, sim. Vai querer uma relação movida pelo ego e destrutiva de novo?

Se você não quer mais optar pela doença que é a paixão para superar suas próprias feridas e correr o risco de se ferir de novo, se você prefere encontrar você mesma cada uma delas e se curar, reserve sua data para o AMADA.

São as raízes que te levam aos céus

Jung disse que não era imaginando figuras de luz que a iluminação aconteceria – que é o que se faz quando se busca acreditar em algo e seguir uma receita pra fugir da dor – mas sim aprofundando as raízes para alcançar aos infernos e daí sim ter a estrutura e a sabedoria necessárias para subir aos céus.

Tal qual fazem as árvores.

Mas o que muitos buscam são as teorias salvacionistas, que vendem uma receita de felicidade pasteurizada em que você não precisa se aprofundar, apenas aceitar qualquer explicação possível para o seu problema e seguir a receita pra sair da dor.

Muito fácil, mas não cura.

Faz você ir de promessa em promessa, gastando seus recursos e fugindo de si.

Lidar com o que você sente, sem julgar, sem fugir, sem tirar nem pôr, expressando exatamente o que você sente sem filtros é o que te possibilita se apropriar das sombras que te governam.

Olhar para o abismo para o abismo olhar pra você e você entendê-lo como nunca entendeu.

E não se deixar assombrar por ele mais, muito pelo contrário, aproveitar a tempestade para ir avante.

Você não tem que acreditar em nada nem em ninguém. Apenas ter coragem pra lidar com a verdade.

E daí sim, poder ser feliz.

Tá pronta? Conheça o Programa A.M.A.D.A.

A busca ensinada à mulher no mundo dos homens

Por que somos ensinadas a sermos boas, belas, eficientes e melhores do que as outras?

Porque ao nos esforçamos demais para atingirmos certos padrões, competindo com as outras e fazendo de tudo para sermos escolhidas, ficamos dependentes da aprovação dos homens, que dominam e que continuam a dominar o sistema em que vivemos.

Somos ensinadas a buscar validação de um sistema que premia a nossa obediência cega e exploração e não a nossa autonomia e autenticidade.

Somos ensinadas a nos sentirmos valorizadas quando somos desejadas e sofremos caladas para parecermos indefectíveis, conforme pede a idealização masculina: ora mãe, ora musa, sempre uma mulher exemplar.

Somos ensinadas a reprimir nossa fome e nossos desejos, e a punir nosso corpo que ousa ser fora do padrão inatingível, a sermos desejadas mas nunca conhecidas.

Por que a maioria dos homens, reféns do mesmo sistema desumano, nos deseja como crianças: obedientes, sem pelos e com uma jovialidade eterna.

Aprendemos a trocar nossa verdade por segurança dentro do sistema que nos aniquila, aprendemos a acreditar que somos empoderadas quando conquistamos
algum reconhecimento dentro do sistema opressor, e assim vivemos desconectadas do nosso próprio amor.

E quanto mais guerreamos afastadas umas das outras, mais nos encerramos no personagem que nos deram e mais duvidamos de nós mesmas.

Entretanto, quando nós nos unimos a mulheres confiáveis, com coragem para desaprender o que aprisiona, nossa revolta é permitida, nossa dor é reconhecida, nossos talentos transbordam e nossa sabedoria se torna sagrada.

Não toleramos mais misérias. Não desejamos mais pertencer a um sistema doentio, passamos a criar um novo modo de viver, muito mais sadio.

Não desaparecemos mais pra sobrevivermos, vivemos com coragem e com alegria e verdade.

Nossa raiva genuína estabelece nossos limites saudáveis, e, pela primeira vez na vida, estamos realmente protegidas. Nosso valor se reflete de volta pra nós ao nos tornarmos criadoras, disruptoras e portais para uma nova vida, onde somos verdadeiramente AMADAS.

E o sistema que depende da nossa submissão passa a ruir…

Só me relaciono com pessoas que me traem ou que dependem de mim. Como mudar isso?

Primeiro, você precisa descobrir por que isso acontece. Tanto o que trai quanto o que suga estão explorando você…

Porque a maioria é assim? Porque sou ingênua e não percebo suas intenções? Não sei por que…

Assim você está se colocando apenas como vítima das circunstâncias. O que você busca nos relacionamentos?

Fidelidade, companheirismo, alguém com quem eu possa contar sempre. E eu só peço do outro o que eu lhe dou…

E o que você dá nesses relacionamentos?

Busco estar sempre disponível, ajudar com questões pessoais, profissionais, familiares, sou super companheira, facilito muito a vida da pessoa com quem estou.

Quem busca ser útil atrai quem deseja utilidades, pessoas oportunistas que irão aproveitar o que você oferece. Você estará estabelecendo uma transação, não uma relação.

Mas por que fui traída até por uma pessoa que era totalmente dependente de mim? Ele não tinha o que buscar fora do relacionamento…

O que você está me dizendo é que um escravo deveria ser fiel. Mas você acha que alguém que não goza de autonomia, não tem brio e vive numa condição humana mediocrizada pode amar alguém se não ama nem a si mesmo?

Mas eu acho que deveria, ao menos, ser agradecido e não fazer mal a quem tanto deu a ele.

Mas por que você deu tanto a ele? O que você almejava facilitando a vida dele? Que ele te amasse ou te obedecesse?

Estou percebendo… eu tento controlar o outro pra ele me amar…

Amor nunca é obrigação. Não pode ser comprado. Amor, de verdade, é algo maior do que você, não é controlável.

Eu vejo que tudo o que eu aprendi sobre o amor está errado. Não sei amar sem fazer disso um negócio e cobrar do outro a parte que ele deveria me dar… Vi minha mãe sendo escrava do meu pai e escolhi não ser como ela. Escolhi ter poder pra ter o outro na minha mão, mas não tenho…

Excelente percepção! Em vez de focar em buscar uma pessoa fiel, busque, primeiro, a si mesma. Questione suas buscas, diga “não” ao que te faz mal, curta a sua companhia e perceba com que tipo de pessoas você sente bem-estar. “Servir para ser amada” é apenas uma crença que te permite ser explorada. O seu amor é resultado da sua liberdade. A confiança – não fidelidade – é resultado da sua dignidade. E praticar ambos é o que vai fazer de você um ser humano mais pleno e que vive relações amorosas de verdade..

E o que eu faço pra gerar essa confiança em mim mesma sem querer controlar o outro? Vivi muito tempo equivocada… você me ajuda com isso?

Claro! Basta clicar em AMADA

O Padrão da Traição opera em quem aprendeu que precisava ser útil pra ser amada, cumprir um papel, um ideal, sair de si em favor da satisfação do outro para garantir a própria sobrevivência emocional.

O controle é um dos comportamentos mais demarcados de quem tem esse padrão, provocando uma desconexão de si mesma, foco excessivo no outro e ansiedade constante devido ao medo de perder o afeto. Mas ele não é suficiente – porque é impossível controlar tudo – e as frustrações são constantes.

O Complexo de Salvadora pode estar presente, também, em quem apresenta o Padrão da Traição, já que o discurso do ego ferido sustenta que “você será AMADA se salvar o outro de seus sofrimentos”. Contudo, salvar quem não se salva é impossível.

Para mapear esses equívocos e padrões e passar a sentir, pensar e agir com mais consciência e amor, conheça o Programa A.M.A.D.A.

Gostaria de saber o que eu tenho que fazer pra realizar meus maiores desejos. Tudo parece tão difícil…

A sua realização pessoal não tem a ver com o que você pensa ou deseja. Tem a ver com quem você já é. E passa a acontecer quando você passa a ser coerente com a sua essência.

Como assim?

A autorrealização não depende da realização de nenhum desejo seu, é um simples alinhamento. Acontece quando você retira suas máscaras e para de jogar. A vida responde com o que você precisa quando você passa a ser você. E, não apenas isso: você ganha muito espaço e tempo em sua vida porque o que é falso, deixa de estar.

Mas suponhamos que eu consiga ser eu mesma sem máscaras… Tenho medo de que não gostem de mim assim...

Quando você esconde partes suas, exagera ou interpreta papéis para ser amada, você pode ganhar atenção, mas não uma satisfação real, porque não haverá sintonia com quem você é. Essas relações serão instáveis, frágeis, porque não foram firmadas na verdade. Elas vão requerer esforço, sacrifício e luta pra serem mantidas.

Isso é verdade, tem me custado muito manter essas relações...

Entretanto, se você for exatamente como você é – e isso só pode acontecer se você se aceitar completamente, sem rejeitar o que considera ruim, inaceitável ou feio – algo mágico irá acontecer. Você estará vivendo em amor, totalidade e verdade, sendo uma luz pra si mesma, que irá atrair tanto pessoas coerentes com a sua essência, quanto portas abertas para o seu crescimento e lições gloriosas.

Estou cansada de perseguir objetivos e sentir que não saio do lugar, deve ser mesmo bom encontrar tudo em mim mesma.

Sim. Você para de viver a partir da falta, da necessidade e do desejo, então, você para de “correr atrás”. E isso é porque a verdade tem uma qualidade magnética, desenhando na realidade o que ressoa com a sua genuinidade mas também empurrando pra longe o que não combina.

Mas como eu faço pra criar coragem pra passar a ser mais verdadeira e poder me realizar mais?

O medo se alimenta do desconhecido. A coragem nasce da observação do que é. Relacionamentos acabam, pessoas partem, carreiras mudam. Porém, se você se render ao caminho da verdade – da sua verdade – toda turbulência será temporária, e não uma ansiedade constante. Esta é a verdade transformando sua realidade, afastando-a do que é falso e aproximando-a do que é verdadeiro, afastando-a do medo e aproximando-a do amor.

E o que eu faço com as metas que eu vinha perseguindo?

Esqueça o “ter”; concentre-se no “ser” — em ser autêntico. Aquilo que exige esforço não é pra você. Essa é sua bússola. Aquilo que exige sacrifício e luta não é para você. Se você procrastina e precisa de motivação novamente, esse desejo é emprestado, não é verdadeiramente seu. Dê a si mesmo espaço, tempo, elimine o ruído externo para ouvir a sua voz interior.

E como eu vou saber que estarei sendo eu mesma? Tenho receio de me confundir.

A verdadeira sintonia é harmoniosa e não conhece conflitos. É quando as realidades interna e externa se alinham completamente, quando você age conforme sente, quando para de se forçar e começa a se entregar, rendendo-se ao caminho da verdade. E quando isso acontece, a vida se torna uma brincadeira, completamente sem esforço, porque você não luta mais contra a corrente — você nada com ela.

Você me ajuda nessa jornada?

Com muita alegria. Basta clicar em “AMADA”.




A dor não vem só da ferida em si, vem da solidão no âmbito da ferida

O que você quer dizer com isso?

Muitas pessoas pensam, “estou quebrada por causa do abuso, do abandono, da rejeição”, contudo, na maioria das vezes a ferida mais profunda é “ninguém estava lá por mim quando isso aconteceu”, ou “ninguém acreditou em mim”.

E por que isso é importante?

Uma criança pode sobreviver ao caos, por mais aterrorizante que ele seja, se houver ali um adulto protetor e amoroso que diga “eu vejo você, eu acredito em você, isso não foi sua culpa”. Entretanto, uma criança não consegue sobreviver de um modo saudável quando é ferida e depois ser deixada sozinha com isso, silenciada, ou duvidando da sua própria realidade. É isso o que torna a experiência difícil numa profunda e persistente ferida.

A mente não apenas recorda “algo ruim aconteceu”. Ela registra “algo ruim aconteceu por minha culpa”, pois quando não há ninguém lá para explicar e acolher a dor, a mente precisa explicar sua razão de ser e a explicação mais imediata é a voltada pra si “eu causei isso”, “eu fui uma idiota”, “eu deveria ter agido diferente”. E é assim que nasce a vergonha.

E como resolver essa vergonha?

Quando alguém ouve à sua história com presença e amor, sem rejeitar a verdade dos seus sentimentos, aceitando-os.

Por que presença é tão importante quando se trata de vergonha?

A vergonha não pode sobreviver no afeto verdadeiro e amoroso. Ela cresce na escuridão. A pessoa pensa “se alguém conhecer essa parte minha, ela irá se afastar de mim”. Então, a vergonha precisa de duas coisas pra existir: segredo e solidão.

Quando uma pessoa está verdadeiramente presente pra você – calma, sem te repugnar, sem te apressar, sem minimizar o que você sente – a mensagem que seu corpo recebe é exatamente oposta à mensagem que vergonha emite.

A vergonha diz “você é inaceitável”. A presença diz “eu estou aqui com você no que é mais difícil pra você”. Apenas isso já começa a diminuir a vergonha, porque aquilo que fazia você ter certeza do afastamento do outro, não o afasta.

Mas por que nós precisamos de alguém para acreditar em nós? Apenas nós mesmos não é o bastante?

Se há vergonha é porque a sua experiência foi negada ou duvidada, então você internaliza a dor: “Eu devo ser o problema”. E somente a própria vontade consciente de confiar em si mesmo não basta, é preciso desconstruir essa falácia.

Quando alguém acredita em você – “eu acredito que isso aconteceu”, “eu acredito que isso foi terrível”, “eu acredito que você estava assustada” – você não tem mais que se apegar na mentira de que você inventou ou exagerou sobre o que aconteceu. A responsabilidade pode ir pra quem era responsável na ocasião. A confiança do outro te ajuda a restaurar a realidade. E com a realidade restaurada, há menos espaço para a culpa dizer “o problema é você”.

É por isso que acreditarem em você faz parte da cura. Quando alguém finalmente diz “você tem razão, houve abuso” ou “você estava certa em se sentir com medo”, isso reconecta a emoção à experiência. A mente pode relaxar porque a realidade e o sentimento são novamente coerentes.

Então, a presença interrompe a vergonha porque quebra o isolamento do qual ela se alimenta. A crença do outro em nós interrompe a vergonha porque quebra a autopunição da qual ela se alimenta?

Exatamente. O problema de hoje em dia não é apenas “fui abusada”. É “eu aprendi que o que acontece comigo não importa”, “eu aprendi que tenho que sofrer sozinha, sem apoio”, “eu aprendi que não mereço proteção e cuidado”. Essas são crenças-base que formam a identidade. Antes delas serem encontradas, contestadas e atualizadas, elas continuam decidindo o quanto você se expressa, o quanto você satisfaz suas necessidades, quanto amor você acredita que merece e quão rápido você abandona sua própria verdade para estar conectada a outros.

E onde posso encontrar presença e amor para tratar minhas feridas e viver melhor?

No Programa A.M.A.D.A. Basta clicar abaixo.