Agradeça ao ver a sombra

Quando você descobrir uma face sua que não é amor e perceber nas suas atitudes aquela sombra se revelar, não se martirize.

Certas reações e “modus vivendi” levam um certo tempo para serem transformados, por estarmos há muito tempo atuando de modo vicioso e inconsciente, no famoso “automático”.

Então, ao descobrir uma faceta sua desprovida de amor e assumi-la corajosamente pra si mesmo, tenha paciência consigo para, aos poucos, agir com amor nos momentos em que ela se revelar.

No início, talvez, você possa perceber que erra no mesmo instante em que comete o erro e mesmo assim não conseguir contê-lo. Tudo bem. Faz parte.

O importante é que você está alerta agora, e isso é um grande avanço. Você está desperto como observador de si mesmo num instante em que antes permanecia dormindo.

VIGIAI! Continue vigiando. Depois tente ORAR assim que perceber que, novamente, comete o mesmo erro.
Falo em erro, porque só podemos considerar erro o que temos consciência de que fazemos e contrariamos a nossa essência.

O próximo passo, certamente, será o do agir consciente, antes do reagir inconsciente.

Sinto muito, me perdoe, sou grato, te amo!

Oremos em nosso favor, em vez de nos culparmos ou ficarmos ansiosos com nossa mudança. Chorar e se arrepender faz parte, lava aquela face que estava na sombra para que ela possa estar limpa dos erros do passado e reluzente para atuar consciente. Mas culpa e ansiedade não auxiliam em nossa transformação, apenas nos fazem remoer o passado e ansiar pelo futuro novo, sendo que é no AGORA que mudamos nossa vida.

Quando uma parte de nós que era sombra fica des-coberta, sob a luz da nossa consciência, é, antes de tudo, motivo para celebrar, pois nos tornamos mais o que viemos para ser.

Gratidão! Namastê!

Crítica construtiva não existe

Artigo de Tony Schwartz traduzido por Miguel Nisembaum do Blog Harvard Business Review

Aí vai aquela pergunta que é garantia de frio na barriga – “ Você se importa se eu te der feedback?” O que isso quer dizer na verdade é – “Você se importa se eu te der um feedback negativo, disfarçado na forma de crítica construtiva, queira você ou não?”. O problema com o criticismo é que desafia nosso senso de valor. Criticismo implica juízo de valor e todos nós nos sentimos julgados. Como Daniel Goleman pontuou, ameaça nossa estima aos olhos de outros e são tão potentes que podemos literalmente sentir que nossa sobrevivência esta ameaçada.

A questão é que feedback é necessário. É um dos meios primários pelo qual aprendemos e crescemos. Então qual seria a melhora forma de fazer com que realmente tenha valor – ou seja que o receptor realmente absorva e aja?

Existem três comportamentos chave, creio eu, e estão embasados no reconhecimento de que o que dizemos é frequentemente menos importante do como dizemos.

1. O primeiro erro que fazemos é dar feedback quando nossos próprios valores estão em risco. É uma receita para o desastre, e é algo que é mais comum do que pensamos ou que estejamos cientes.

Se nos sentimos ameaçados ou diminuídos pela falhas percebidas por aqueles que provêem a “crítica construtiva”, se torna secundário absorver o valor daquilo. Estaremos mais propensos a reagir de forma insensível é até dolorosa.

Se for sobre nós, não é necessariamente sobre eles. Toda vez que damos feedback com o objetivo de fazer com que alguém se adéqüe as nossas necessidades, ao invés de ser receptivo as deles, é pouco provável que tenhamos o resultado desejado.

Exemplo clássico é o pai que confunde seu próprio valor com a performance de seus filhos, e reage aos erros do filho com crueldade e julgamento ao invés de sensibilidade e compaixão.

2. O Segundo erro que fazemos ao dar feedback é a falha de não incluir os valores da pessoa no processo. Até o mais bem intencionado dos criticismos, nos deixará com a sensação que nossos valores estão em risco e sendo atacados.

O que acontece é que o primeiro impulso é nos defendermos. O quão mais a pessoa criticada se sentir compelida a defender seus valores, será menos capaz de absorver o que está escutando.

Eu já tive um funcionário que era muito competente e detalhista e raramente cometia erros. Isso vinha parcialmente de seu perfeccionismo feroz e seu enorme medo das conseqüências de estar equivocado.

Seu instinto automático era negar responsabilidade para qualquer erro. Quando eu precisava chamar a atenção, aprendi que era crucial começar reafirmando o quanto eu me importava e confiava nas capacidades dela. Só assim ela verdadeiramente ouvia o que eu estava dizendo.

Quando você estiver inclinado a oferecer um feedback especifico , pause e pergunte-se como você se sentiria se alguém lhe desse esse mesmo feedback. Se você se sentiria desconfortável ou defensivo, saiba que qualquer um sentiria o mesmo.

3. O terceiro erro é assumir que estamos certos sobre seja lá o que vamos dizer. Como os advogados nós pegamos uma série de fatos e somamos tudo em uma história que apóie e justifique o que queremos defender.

O problema é que nossas histórias não necessariamente são a verdade. São simplesmente uma das interpretações dos fatos. Faz muito mais sentido oferecer o feedback no sentido de elucidação do que uma declaração, diálogos e não monólogos, curiosidade ao invés de certeza. Humildade é reconhecer que não sabemos mesmo quando pensamos saber.

E concluindo pense que deveríamos eliminar conceitos como “feedback” e “Críticas construtivas” de nosso vocabulário. Eles são polarizados e na maioria das vezes destrutivos. Precisamos pensar neste intercâmbio como forma de questionamento honesto e aprendizado genuíno.

“Isto é o que eu entendo sobre o que ocorreu, eu entendi corretamente, existe algum ponto que não esteja vendo?”

Isso é exatamente o que eu pretendo dizer a próximas vezes que eu pensar em dizer a alguém “ Você se importa se eu te der um feedback?”

Fonte original: http://blogs.hbr.org/schwartz/2011/11/theres-no-such-thing-as-constr.html

Você come mais emoções que as sente e nem se deu conta disso

Nós já estamos na era em que as emoções mediatizadas suplantam as emoções reais. É o que constato eu, aqui, na megalópole. Pelo menos quanto ao tempo linear, passamos  mais tempo vivenciando emoções através da mídia que através de experiências nossas, presenciais.

A cada dia que passa, vejo o quanto já estamos vivenciando o way of life do filme Wall-E (Disney/Pixar 2008). No filme, após entulhar a Terra de lixo e poluir a atmosfera com gases tóxicos, a humanidade deixou o planeta e passou a viver em uma gigantesca nave, onde os seres humanos se tornaram apenas consumidores e não apenas de bens e alimentos, mas de experiências mediatizadas, de emoções, estando incapazes de viver experiências de um pra um ou coletivamente com interação presencial, experiências reais, físicas, presentes, como olhar nos olhos, conversar pessoalmente, trocar carícias, multiplicar-se inclusive, ou seja: fadados a extinção.

Consumidores solitários e inconscientes, autodestrutivos.

O filme mostra que nosso descaso com o planeta em que vivemos cresce na mesma medida em que cresce a nossa incapacidade de presença, amparada pelo abuso do uso da tecnologia. Quando as chamadas relações primárias se extinguem, aquelas em que precisamos estar juntos no mesmo tempo e espaço, toda a Humanidade se extingue também.

Estamos como no filme: nunca tivemos tanta informação e nunca tivemos tão pouco tempo e espaço para aplicar o que agregamos de conhecimento, tão pouco tempo e espaço para vivenciar com corpo, mente e espírito, porque criamos um sistema de vida em que a própria vida integral é banida. Pelo contrário, o excesso de conhecimento é uma forma de sabotagem tanto dos que querem o controle das mentes, quanto de nós para conosco. Isso porque o mero conhecimento do funcionamento das coisas não nos torna livre delas, precisamos agir de acordo com aquilo que sabemos, precisamos aplicar na prática.

Da mesma forma que nem todas as pessoas separem seu lixo para a reciclagem, a maioria não separa suas emoções para estudá-las e verificar o que serve e o que deve ser reciclado, preferem engoli-las com refrigerante e pipoca na frente do telão, ou devorá-las consumidos pelo feed farto de emoções seguras.

Consumimos emoções através das telas, dos vídeos com narrativas que conectam com nosso coração carente de experiências reais. Lembro-me de uma entrevista da atriz Ana Paula Arósio sobre como foi interpretar uma protagonista do clássico Os Maias numa minissérie televisiva, ao que ela respondeu “eu senti a tragédia de não ter uma tragédia”.

Ficamos cada um em uma tela dentro de casa, emocionados com os personagens das historinhas dos vídeos que vem por whatsapp, ou pelo feed da rede social, ou até pela antígona TV que se adapta a cada dia às narrativas midiáticas, mas não conversamos com nosso neto, filha, irmão, pai, mãe que está ali, bem ao nosso lado, compartilhando o mesmo sofá ou a mesma mesa de jantar.

Viver uma narrativa como aquela que está ali perfeita na nossa portabilidade, cheia de significados, com quem está presente (e é aquela pessoa real, cheia de imprevisibilidades), é extremamente difícil. A narrativa pronta é bem mais confortável, segura, garantida. Pra quê correr o risco de viver de verdade,não é mesmo? Certamente, a que está à mão irá satisfazer a nossa necessidade de consumo emocional, já a real, irá lidar com nossas reações e presença, algo muito mais trabalhoso e desafiador, mas muito mais verdadeiro e engrandecedor. 

Consumo. Essa é a palavra. Consumimos emoções, consumimos histórias, consumimos identificações. Seja numa tela, ou num copo de vanilla latte, cinnamon latte, ou o luxo de emoções do momento, oferecidas em forma líquida e doce, portátil, fácil e agradável de consumir.

Não encontramos satisfação total numa experiência real se, também, não a compartilhamos, tornando-a produto para outro consumir

Como dizia Capitão Planeta (um desenho pró meio ambiente da década de 90), “o planeta é de vocês!”, ou mesmo, como diz a gênese da Bíblia “Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra”, ou seja: tomem conta do planeta, a liberdade e a responsabilidade por ele é toda nossa. Mas, assim como devoramos nossas emoções, devoramos igualmente o planeta. O que fazemos com o mundo de fora é, irremediavelmente, reflexo do que fazemos com o mundo de dentro, e estamos consumindo tudo de todas as formas. Engolimos e jogamos pra nossa face oculta, pro nosso inconsciente, assim como o fazemos com o lixo que geramos no planeta, que, uma vez colocado à disposição do lixeiro, vai pra algum local oculto dos espaços que habitamos.

Ontem eu estava no parquinho do prédio com minhas filhas. Haviam dois outros pais entorpecidos pelas telas dos celulares. Quando as crianças ofegantes e risonhas lhes dirigiam a palavra, eles respondiam sem emoção, monossilabicamente… é, a mídia entorpece, a superinformação é como uma feijoada, deixa você devagar e sonolento.

Mas, eu estava presente, com celular ausente e lidava naturalmente com minhas filhas e as amiguinhas, e, aos poucos, aqueles pais foram olhando cada vez menos para as telas e interagindo conosco, até que as guardaram nos bolsos. A nossa presença, automaticamente, liberta outros.

Então, o melhor que você pode fazer pelo mundo agora, para que ele não se torne o grande lixão de Wall-E e tenhamos que nos mudar daqui para continuarmos consumindo incessantemente comida, informações, bens e emoções e nos fadarmos a extinguir as relações físicas e, por fim, toda a humanidade, para não termos filhos zumbis e para que sua vida não passe batido como qualquer uma dessas historinhas que você vê pelas telas e depois de uns dias já esqueceu, o melhor que você pode fazer por você agora é ESTAR PRESENTE, ESTAR NO AQUI AGORA. Seja você aqui e agora. Para isso, limite sua conectividade. Você precisa de você, os seus precisam de você, o planeta precisa de você.  

Namastê!

Bem-vindo sexto sentido da vida

Oi, meu nome é Mariana Souza Fernandez, eu nasci pela última vez aqui em 10 de abril de um sábado de Aleluia ( o que, pra mim, faz muito sentido hoje).
Desde que me lembro de pensar, percebo outros planos, acredito em outras vidas. Desde que aqui cheguei, sinto com força a força da Natureza e da natureza de cada um, muitas vezes adormecida.
Ontem eu fiz 35 anos de jornada, findei meu 5º setênio de vida, vivo meu propósito com a plena e absoluta certeza do que vim fazer aqui.
Aos 25 fui morar fora com meu namorado, que não era o amor da minha vida, mas era um amigo, e nos apoiávamos. Eu não sabia o que queria da vida, mas tinha certeza do modelo que eu não queria repetir.
Aos 26 eu voltei. Não era lá que estava o meu destino, mas despertencer foi essencial para voltar com menos fôrmas e atuar de forma mais criativa e trabalhar de forma livre.
Aos 27 engravidei e decidi continuar uma união que já não era boa, porque era assim que eu ‘ainda’ acreditava que “tinha que ser”.
Aos 27 mesmo, meu menino nasceu, corajosamente, de uma forma violada. Foi quando ao enfrentar meu absurdo medo de ficar à mercê dos outros, senti minha fé renascer, ao clamar com toda minha alma pelas nossas vidas, pela vida que vinha e que mudaria todo o sentido da minha.
Aos 28 entrei no 5º setênio e a verdade começou a sair do mundo das potencialidades. Divorciei-me pela primeira vez, durante meu primeiro puerpério e vivi uma depressão tenebrosa onde eu encontrava tudo o que eu manifestava em discordância com o que eu era. AMAMENTAR foi meu remédio, foi o maior ato de amor que eu pude ter por mim mesma e pelo meu rebento. Foi gerando esse bálsamo sagrado entre muitas e muitas lágrimas, que fui curando todas as feridas que se revelavam em mim.
Aos 29 eu disse adeus pra vida que eu tinha, pras certezas que eu não tinha mais e mergulhei de cabeça numa nova vida totalmente incerta, só guiada pelo meu coração. Disse adeus pra família de origem, pro trabalho de status, pra casa que me foi dada pra morar.
Aos 29 casei de novo, com um amor de infância reencontrado, engravidei de novo, fui morar em Ubatuba, um verdadeiro portal, que potencializou com a força da natureza, mais uma vez o meu encontro com minhas camadas mais profundas.
Aos 30 eu pari pela primeira vez, e das minhas entranhas reconheci minha verdadeira potência, minha alma autêntica, percebi que teria que ser capaz de ser feliz sozinha, porque nos momentos mais críticos, por mais amparada que eu estivesse (e eu não estava) somente eu mesma poderia me salvar.
Aos 30, eu dei a luz à uma mulher, uma ET na verdade, porque não conheço alguém no mundo mais capaz de ser feliz a todo momento, em qualquer lugar, com qualquer um e sozinha, sem qualquer grau de APEGO. Minha Anita guerreira, Julia jovem de candura.
Aos 32, das forças estranhas e indomináveis que me vieram na segunda gravidez, eu desci ao mais profundo, à total escuridão. Não era pra haver mais sombra, uma estrela crescia dentro de mim.
Aos 33 pari pela segunda vez, mas com a violência da ocitocina sintética, que apressa o que tem seu tempo natural de ser, e coma violência da escuridão que me possuía. Dessa vez, foi sem anestesia e veio Estela num turbilhão impressionante. Sentia-me parindo o Universo inteiro naquela cadeira de parto, e depois senti o milagre de um ser tão potente se apresar numa semente.
Aos 33 também morri, de verdade, totalmente. Uma coisa é saber que é preciso nascer de novo para ver o Reino dos Céus, outra coisa é vivenciar a morte da personalidade em vida. Meu chacra básico ficou aberto por alguns meses e eu perdia muita energia. Não conseguia me fechar, era como ela, Estela, só luz a crescer, aberta.
Aos 34 já me sentia inteira, mas nova, muito nova, aprendendo a viver de verdade e compartilhando das minhas conquistas com muitos outros.
Aos 35 eu vivo inteiramente a minha vida de verdade, eu faço o meu propósito acontecer. Aos 35 eu cresço e escolho consciente e o Universo me presenteia com uma resposta de abundância, por eu estar conectada com a minha essência, realizando meu dharma com todo o meu amor.

Gratidão! Gratidão! Namastê!

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Conheça o treinamento online que me possibilitou encontrar o meu propósito de vida.

35 coisas que aprendi em (quase) 35 anos

Como meu 5° setênio de vida está chegando ao fim, e tenho muito a comemorar, afinal, já encontrei muito do meu tesouro, resolvi fazer uma lista como forma de agradecimento:

O 5° SETÊNIO
“O alto nível de ansiedade já se inicia logo que a pessoa entra nesse setênio, quando ela percebe um declínio ou esgotamento das capacidades inatas e a exigência do trabalho, onde a paciência e a perseverança tem um papel primordial. Isto quer dizer que tudo depende do trabalho próprio. A pessoa, então, se lança inteiramente na vida mergulha com tudo que tem, expõe-se amplamente, para chegar a ser verdadeira. Por isso, na fase final desse setênio, é comum observar as crises conjugais, a dificuldade de entender o casamento, as já citadas dificuldades afetivas e o sentimento de que os caminhos poderiam ser outros. É o encontro consigo mesmo e o início da desconfiança de que todos os planejamentos elaborados no início dos trinta anos estavam mais orientados pela cabeça do que pelo coração. Vem essa necessidade imperiosa de ser autêntico, ser o “si mesmo”!”

Fonte: www.antroposofy.com.br

1. Nunca deixe de fazer o que você morre vontade mas tem vergonha. Mesmo que saia mal feito por conta do nervosismo e/ou inexperiência, quando você olhar pra trás, vai se sentir muito feliz por ter tido coragem;

2. Não seja perfeccionista, ou fará menos do que pode. Seja você e busque fazer o seu melhor;

3. Esteja você onde estiver e em que situação estiver, se você for humilde e demonstrar boa vontade, nunca passará necessidade e pessoas boas te auxiliarão;

4. A televisão, o feed, e qualquer mecanismo de abdução via telas, consomem muito mais tempo e são muito mais insalubres do que você imagina. Experimente ficar um tempo sem e estenda o jejum aos filhos, ou limite vossa hiper-conectividade;

5. Esteja fora dos lugares fechados tanto quanto puder, principalmente dos artificialmente climatizados (inclusive carros). Você é um ser vivo, precisa de ar puro e luz natural;

6. Cuide bem do seu corpo, ele é sua única verdadeira casa nesta jornada e não dá pra comprar outro;

7. Você pode fazer novos amigos em qualquer idade, lugar e situação. Tenha amigos de todas as idades e posições sociais. Aprenda muito com todos

8. Em algumas situações difíceis, mais vale um profissional especializado ou um estranho bem intencionado do que um velho amigo ou parente julgador/ocupado/desinteressado;

9. Dê o devido valor e atenção à sua família e amigos. Eles são seu real porto seguro;

10. Para coisas importantes, não mande qualquer tipo de mensagem: telefone. Aliás, nunca mande mensagens ou faça uma ligação quando estiver com raiva. Escreva, grave ou desabafe com alguém se precisar, mas deixe para enviar (ou não) no dia seguinte;

11. Cuide da sua cama, mesa e banho com amor: compre a melhor roupa de cama, sabonete e alimentos que puder e cozinhe com amor;

12. Comer, dormir e movimentar-se bem são as únicas coisas que precisamos para termos a saúde necessária para irmos ao encontro dos nossos sonhos. Por isso, coma o mínimo de alimentos industrializados possível, amamente (mãe) o máximo que puder, priorize o seu sono e mexa o corpo sempre que puder (nem que seja usando as escadas);

13. Cuidar de plantas (ou de animais) te reconecta com a Existência, é um bem inestimável;

14. Prefira sempre ter poucas coisas, úteis e de boa qualidade, principalmente dentro de casa ou do trabalho: espaço livre, mãos livres, tempo livre, mente livre;

15. Ouça música de qualidade OU prefira o silêncio OU cante com o coração;

16. Assim que acordar agradeça por estar vivo e por todas as coisas boas na sua vida. Antes de adormecer reflita sobre o que aprendeu, a quem ajudou, e no que pode melhorar amanhã, conforme exemplificou Santo Agostinho. Essa disciplina transforma radicalmente;

17. Tudo o que você faz esperando retorno, não é amor. Se você precisa de um relacionamento amoroso, você vai encontrar um relacionamento de dependência, não de amor. O ideal é somente estar com alguém quando você não precisar disso, mas sim quiser;

18. Garanta o essencial pra você, antes de tentar ajudar ao próximo e nunca prometa o que não poderá cumprir. Só assim avançamos e podemos ajudar a avançarem também;

19. Uma das melhores coisas de se tornar maduro é libertar-se da opinião dos pais (ou de quem quer que seja) e uma das melhores coisas de nunca deixar de ser criança, é viver em celebração;

20. Ninguém sabe melhor do que você, do que é melhor pra você, mesmo que você ainda não tenha descoberto o que é. Pergunte-se, responda-se, observe-se, peça à alguém para te escutar

21. Exponha-se, é a melhor maneira de você se descobrir, mas não condene a ninguém. Pessoas irão te julgar por você refletir algo que elas não querem ver nelas mesmas;

22. Nunca fuja do que faz o seu coração vibrar. Só quem está feliz pode fazer feliz;

23. Melhor queimar a boca com o café quente, do que só ter a opção do frio;

24. As pessoas se buscam mutuamente, como professoras umas das outras (não como as metades da laranja), mesmo que não tenham consciência disso. É um movimento natural para cumprirmos o nosso propósito maior: nos tornarmos conscientes;

25. Relaxar é um direito. Ficar sem fazer nada de vez em quando não é pecado;

26. Descubra seus valores, deixe eles à vista e revise e substitua com a frequência necessária. Lembre-se deles nas tomadas de decisão;

27. Siga sempre a sua intuição, mesmo que todos digam o contrário: ela é sempre mais sábia que a razão;

28. Aquilo que você mais teme ou ataca (mesmo que silenciosamente), geralmente é aquilo que você mais deseja;

29. Saiba quais são suas crenças limitadoras. Você vai andar mais leve, autêntico e confiante depois disso;

30. Amor e liberdade estão sempre juntos, se falta liberdade, falta amor, e vice-versa;

31. Se pessoas te supervalorizam, não quer dizer que você seja superior, se você supervaloriza alguém, não quer dizer que essa pessoa seja superior. Idolatria tem a ver com o ego, não com a verdade;

32. Esforce-se para eliminar pensamentos e relacionamentos tóxicos. “Se há paz, há prosperidade” (Sri Sri Ravi Shankar);

33. Não passe roupas, limpe o necessário, arrume quando precisar. A prioridade é a lição, não o material para aprende-la;

34. Na dúvida e na dor, respire apenas e tome muita água. Vai passar, você sabe;

35. A lei do retorno é real. Escolha o amor, sempre.

Namastê!

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Não desista, salve a minha vida!

Não há competição. Não disputamos as mesmas conquistas. Sequer caminhamos o mesmo caminho.
A ideia de que devemos competir uns com os outros, na medida em que a admitimos, apenas serve para nos segregar e, consequentemente, para nos enfraquecer.

“Competição” é apenas uma ideia, só que comprada por milhões, aí é que está o problema: muita gente lutando contra adversários irreais, transformando nosso meio ambiente numa arena, quando, na verdade, nós mesmos é que somos o nosso real oponente e a luta real é interna.

“Competição” é só uma ideia vendida pelos que têm o interesse de possuírem sozinhos a efemeridade (fama, dinheiro, status), invertendo a verdade de que a cooperação é que empodera e derrama bênçãos reais a todos.

Quando acreditamos na ideia de competição, no mesmo momento em que nos percebemos como oponentes, nos escondemos – pois faz 08f00c7b885afc13992cb17a783412e0parte do momento da luta protegermos nossas fragilidades – , e quem mais perde com essa nossa atitude ostracista somos nós mesmos, pois, ao nos fecharmos em nós mesmos, perdemos a oportunidade de nos conhecermos mais, de colocarmos luz na nossa parte acobertada: nossa maior parte.

Igualmente, ao crermos que a competição é uma fatalidade, perdemos a capacidade de nos reconhecermos no outro igual, perdemos nossa humanidade, e, em vez de utilizarmos nosso poder criativo, abusamos do nosso poder destrutivo, nos tornamos destruidores (de tudo, de todos e de nós mesmos), buscamos poder para estarmos numa condição “melhor”, porque seja o que for que você deseja, se você compete é porque você quer só pra si e/ou acredita que há pouco do que você deseja para todos.

Olhai os lírios do campo, como eles crescem! Não trabalham nem fiam, e eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, nunca se vestiu como qualquer um deles. Se Deus, pois, assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?” (Mateus 6)

Todo e qualquer tipo de poder sempre acaba pela própria movimentação da vida, que é cíclica por natureza, demore o tempo que for para que a volta se complete. Além disso, ao estar em condições superiores, você só poderá conquistar a genuína alegria se, em vez de sobrepujar a outros quando estiver por cima, distribuir seus recursos excedentes, que fatalmente retornarão pra você, quando estiver no ponto baixo da roda da vida.

“Tudo o que está junto se separa
Tudo o que sobre desce
Todo encontro termina em partida
Toda vida termina em morte”
UDANAVARGA

389ffe859e3e375e20524669022c89bcAtravés do conhecimento executamos a maior forma de competir e aprisionar. Através de elucubrações mentais aprisionamos a nós e a outros dentro de formatos que dão a impressão de limitude das possibilidades de vida, quando, na verdade, trata-se apenas de limites mentais, sendo que o fato é que podemos sempre ir além do que conseguimos através da mente.

Assim, é através do entendimento que executamos a maior forma de libertar. Ultrapassando o nível mental e atingindo o nível consciencial.

Tal ideia te traz paz ou pena? Se traz pena é porque é uma ideia limitada, fechada nos limites da mente, se traz paz é porque é uma ideia aberta, que admite a verdade da vida.

Falando em verdade, uma delas é que quanto mais pessoas despertarem, ou seja, ultrapassarem o nível mental e alcançarem um nível maior de consciência, mais você estará liberto.

Perceba quantas pessoas te inspiraram ao longo do caminho. A derrota de alguém quando observada, apenas ensina, e de forma muito generalizada onde os perigos estão, porque as consequências são reflexos exatos dos atos cometidos, ou seja: a lição é sempre customizada para o aprendiz.

o avanço de alguém vai iluminando trilhas que não enxergávamos, que ensinam, a quem pode observar tal caminhar, novas maneiras de dar os passos e libertam a todos para caminharem mais além.

Por isso, ore para que todos consigam e ajude sempre que estiver ao seu alcance.

Quando não pudemos fazer por nós, e isso nos empedernir, percebamos que sempre poderemos fazer por alguém, porque há sempre necessidades ao nosso alcance.

Fazer por todos que pudermos e sempre que pudermos é ajudarmos a nós mesmos, é garantirmos a nós mesmos a abundância plena.

Lembrei-me de uma cena de um filme (Pay it Forward – A Corrente do Bem), em que uma pessoa estende a mão para que a outra, decidida a tirar a própria vida, não pule. A frase que a faz convencer a outra de aceitar ajuda é “salve a minha vida”. Assista:

Que aproveitemos sempre a oportunidade de auxílio quando nos sentirmos com os passos travados, já que de todos os pontos do nosso caminho avistaremos companheiros de jornada em situações necessitadas e sempre haverá a oportunidade de auxiliarmos, de onde estivermos.

Acender a própria chama ilumina quem está ao redor, é acender a luz do mundo.

A lei do retorno é linda!

Bons frutos a todos!

Namastê!
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