
Matéria publicada na Acontece Magazine em Janeiro de 2008:

A fantasia pode nos salvar mas somente se não nos dominar.
A fantasia salva quando dá forma, movimento, cor, estética pra emoção represada no ser.
A fantasia salva quando auxilia a hiperfocar numa performance artística excelente e esquecer todos os aspectos turbulentos da realidade opressora.
Mas a fantasia se torna uma perdição quando supera a consciência por completo e faz o ser delirante se desconectar do próprio corpo: o estandarte maior da realidade.
É assim que a psicose, primeiramente um recurso para continuar a vida, mata.
Para participar de sessões de Cineterapia que vão abordar as causas da divisão psicótica, como a relação emaranhada com a mãe narcisista, como é o caso da Nina, vem pra NARCFLIX ❤️🔥
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Sua mente deve estar a serviço do seu coração para que sua vida seja repleta de ALEGRIA.
Mas como saber se alguma escolha vem da mente ou do coração?
O seu corpo sempre te mostra.
Basta prestar atenção a ele.
Se você se sentir bem, leve e alegre com sua decisão, ela vem da sua essência, do que vibra amor em você. Do contrário, é um engano, fruto da sua desconexão.
A mente inventa os “deverias”, os “tenho que”, as regras, os certos e errados, os ideais de como a realidade e você mesma deveriam ser.
O coração é simples. É suave. Ele não quer impressionar ninguém, apenas se expressar.
Sua vida não precisa de mais disciplina, de mais esforço, muito menos de que você “dê o sangue”. Ela precisa de mais verdade, do seu alinhamento.

Você não precisa da sua “melhor versão”. Você precisa de uma relação mais honesta com quem você já é.
“Mas o que eu faço com a minha raiva, minha procrastinação, meus maus hábitos e vícios? Não preciso ter força de vontade para me libertar disso e melhorar?”
A melhora não vem da força de vontade, da disciplina ou da moralidade que te orienta. Vem da sua visão plena. Quando algo é visto claramente, com total honestidade – raiva, vício, medo – tudo o que é sintoma caem por terra.
Nenhum plano de ação se faz necessário.
Então, olhe o que te faz mal mais de perto.
Atrás da sua raiva, vícios ou frustrações existe algo que precisa desesperadamente ser visto.
Nós nos forçamos a ser de um certo jeito. Permanecemos em relacionamentos que já morreram. Perdemos um terço da nossa vida em trabalhos que odiamos. E depois nos perguntamos: “por que sinto raiva?”, “por que vivo ansiosa?”, “por que tenho vícios?”
Essas emoções e comportamentos não são o problema. Eles são sintomas de uma vida desalinhada: uma vida vivida afastada da verdade de quem você é.
Então, pergunte a si mesma:
“E se o problema não for minha falta de disciplina mas sim o fato de eu estar me traindo há anos?”
Esqueça as viagens, as comprinhas, os tratamentos de beleza, o feed sem fim – todas as fugas inteligentes que você usa para se entorpecer dia após dia.
Neste 2026, não pergunte a si mesma como ser melhor, ou como conquistar mais ainda.
Pergunte-se onde você parou de ser honesta consigo mesma e encare isso.
Quando a verdade é encarada totalmente, corporalmente, sem justificativas ou defesas, os padrões de autoengano construídos desmoronam. A raiva suaviza. A compulsão afrouxa. Os vícios perdem o comando. Não porque você lutou contra eles, mas porque a energia vital aprisionada neles, é liberada na supressão.
A mensagem da vida pra você não é “faça mais”.
Não é “seja melhor”.
Não é “se esforce mais”.
A mensagem é: seja honesta o suficiente para deixar o que é falso morrer e viver com o que é pura verdade.
Quando você cai em si de que ser mulher no sistema em que a gente vive é ser um ser de funções, não um ser pleno, é um luto.
Quando você descobre que é uma cuidadora em tempo integral ou uma profissional à beira do Burnout, ou os dois, é um luto.
Quando você entende que é oprimida enquanto pessoa, enquanto é ludibriada com o elogio de guerreira para fazer o sistema funcionar sem terem a menor consideração por você, é um luto.
Quando você entende que o único objetivo que você tá atingindo na vida é o de ser facilitadora da vida de outras pessoas e instituições e morrer, é um luto.
Foi um processo bem difícil pra mim.
Mas você pode estar pensando:
“Não Mari, a vida não é bem assim…eu tenho meus filhos, meu marido, meus pets, meus pais..”
Pessoas que podem te dar alegrias mas que te demandam bastante também.
“Ah mas eu também me cuido faço academia, me alimento bem…”
Sem se dar conta de que se cuidar é básico, que não é fácil cumprir esse básico todos os dias e que ter um corpo no padrão é uma exigência sobre você!
“Ah mas eu amo o meu trabalho e por ele sou reconhecida!”
Mas você trabalha menos horas do que vive e ganha bem?
“Ah mas eu tenho um hobby, a maioria não tem…”
Mas eu aposto que você faz sem a entrega que gostaria ou que ele é
o trabalho que você gostaria de fazer.
O que você desfruta é o mínimo que o sistema ainda permite que você acesse
pra você não pifar e não se dar conta da verdade de que ele exige que você carregue a sociedade nas costas e morra sem ter vivido o que é unicamente vontade sua.
Não é fácil encarar isso, é bastante desconfortável quando você sai do transe e passa a se dar conta da armadilha em que colocaram você.
Mas daí você pergunta:
“Então é isso? é assim que eu vou viver pelo resto da vida? Tem alguma saída?”
Sim, tem duass:
Força você tem, ou você não teria aguentado tanto até agora. Mas você precisa escolher se vai usar ela pra derrubar esses padrões e viver mais livre
ou se vai usar ela pra ser uma camela do sistema que te oprime.
Eu te convido a experimentar a primeira opção: descobrir seus padrões, derrubá-los e criar a sua vida de verdade com a alegria que você merece sentir.
Vem comigo?
Você é aquela pessoa que chuta o pau da barraca quando percebe que tá sendo injustiçada?
Que não tem o menos problema em por um ponto final num relacionamento que você percebeu que é abusivo?
É a pessoa determinada pra recomeçar e que não tem problemas em deixar pra trás o que não te satisfaz mais?
Mas se você olhar pra trás você vê que por conta desse jeito de ser você vive recomeçando e gastando muita energia nesses recomeços?
É, essa facilidade em fugir e começar uma nova aventura pode não ser tão boa assim.
Pode ser que você viva um padrão que eu chamo de servidão e escapismo.
Isso quer dizer que você adquiriu um comportamento disfuncional de se vincular a pessoas ou trabalhos que exigem a sua servidão e para os quais você vai fazer de tudo pra agradar.
Você vai viver uma relação exaustiva e no final você vai se frustrar ao perceber que essa pessoa é uma pessoa sugadora, controladora e que ela nunca teve a menor intenção de ser justa.
Mas por que esse padrão se estabelece?
Porque você é uma pessoa muito disposta e talentosa, mas que teve uma família NARCÍSICA.
Você conviveu com pessoas que usaram as suas habilidades pra lhes servirem, pessoas que fizeram você orbitar em torno delas, pessoas blindadas para lidarem com as próprias vulnerabilidades, se remodelarem e se conectarem com qualquer pessoa de verdade.
Sua família praticava esses jogos com você, fazendo você entender que precisava se adaptar, se esforçar, se dedicar, atendê-los em suas necessidades pra que você se sentisse segura.
Então, quando você identifica uma pessoa parecida você já se atrai e começa a dar o sangue pra conquistar o reconhecimento dessa pessoa.
Podendo até ficar eufórica, na esperança de, dessa vez conquistar a compreensão, o olhar o acolhimento daquela pessoa que só quer te sugar, mas que, no final, vai te frustrar e até te arrasar.
Porque é assim que essa pessoa se comporta.
É muito importante você descobrir que tem esse padrão ou você vai estar sempre sendo seduzida por pessoas e situações que exigem que você se sacrifique e pra causas que não são as suas, pra depois jogar tudo pro alto e recomeçar em outro lugar, até uma nova figura grandiosa aparecer e você entrar de novo nesse ciclo de exaustão em busca de um amor que não há.
Você vive um padrão assim?
Grande parte da vida das pessoas foi reduzida não só pelas escalas de trabalho insanas, mas por conta das telas.
Milhões ou até bilhões de pessoas vivem, hoje em dia, reduzidas a um estado de espectadoras, assistindo às telas em torno de 6 horas por dia.
O que significa que durante 1/4 da sua vida você não está vivendo, está só vendo outras pessoas viverem, outras pessoas jogarem, outras pessoas se divertirem, viajarem, etc
Você assiste a jogos de futebol em que milhões de pessoas estão assistindo e apenas 18 pessoas estão jogando. E ainda tem as lutas, programas de tv, vídeos da internet sem fim e tem os streamings, com os filmes e séries. E a mesma coisa de novo: você é somente um espectador.
Se você observar na vida à sua volta você vai ver que em todo lugar as pessoas foram reduzidas de serem ativas, participantes em passivas, receptivas apenas e nada criativas.
Este tipo de vida não pode trazer alegria.
Você não está vivendo, você está evitando viver.
Por isso é que além de recomendar que você evite ao máximo o uso de telas, que reduza ao que é realmente essencial pra você, e esteja com a sua atenção o máximo de tempo onde o seu corpo está, eu quero te propor um novo hábito:
O de escolher melhor os filmes e séries que você assiste porque o seu tempo é precioso, mas, além disso, de INTERAGIR com eles, em vez de apenas consumi-los como qualquer coisa processada que você usa apenas pra amortecer suas emoções ou pra te fazer escapar da vida.
Através da CINETERAPIA.
E pra isso, eu, Marí Fernandez, jornalista, psicoterapeuta e especialista em narrativas televisuais te convido para a NARCFLIX, onde você vai sair da postura consumidora passiva ao assistir seus filmes e séries, aproveitando o papel terapêutico das telenarrativas e se divertir muito mais, numa sala com pessoas como você que não abrem mão de um bom entretenimento, mas que também não abrem mão da vida!